O Brasil que queremos

brasilVez ou outra a gente nota que existe vida inteligente no Facebook. Uma das coisas interessantes que vi esta semana foi esta fotomontagem. Embora o tom pareça um tanto agressivo, o discurso é direto: a sociedade é responsável pelos rumos do país. Portanto, o Brasil é bom ou ruim pelas escolhas feitas por seus cidadãos.

votoEmbora as coisas não sejam tão simples assim, temos sim responsabilidade. Nosso comportamento é egoísta e quase sempre olhamos primeiro para nós mesmos. Aquilo que é bom para nós torna-se a regra, a medida das coisas.

Nos últimos textos que publiquei aqui, ao falar sobre a vida, tenho dito que a vida muda quando a gente muda. E no que diz respeito ao país não é diferente. Reclamamos dos políticos, mas nada fazemos para que seja diferente. Não é preciso fazer uma pesquisa para dizer que pouca gente se interessa pelos temas da política e acompanha o dia a dia de seus representantes. O cidadão nem lembra em quem votou nas últimas eleições. Uma vergonha!

As pessoas repetem a importância da educação, mas não valorizam o professor e muito menos o conhecimento. Querem que o saber seja adquirido por osmose. Não funciona. Aprender dá trabalho. Cansa. E educação não é diversão. A aula não é programa de humor. O educador não é palestrante motivacional. Enquanto a aula acontece, muitos alunos preferem ficar no celular, no notebook ou no tablet… Depois reclamam que o professor é ruim, a escola não presta, o sistema de ensino é uma porcaria. Entretanto, são incapazes de ler um único texto ao longo de todo um bimestre. “É chato”, alegam.

No trabalho, muita gente quer o emprego, mas não o trabalho. Quando o domingo vai terminando, já começam a lamentar a chegada da segunda-feira. E aí invejam os políticos que ficam, no máximo, três dias em Brasília. Fariam o mesmo, se pudessem. Tem alguns que chegam a dar desculpa de doença do filho, pegam atestado médico pra faltar o trabalho… Chega a ser irônico que essas mesmas pessoas invejam países como Estados Unidos e Japão – locais onde geralmente se trabalha mais.

Sabe, existe sim muita injustiça por aqui. Porém, não adianta ficar apontando o erro do vizinho e deixar de fazer a nossa parte. Quem brilha quase sempre é quem resolve contrariar a maioria. O país não muda porque, individualmente, a gente reproduz a crença de que “não adianta, é assim mesmo”. Esse tipo de discurso puxa a gente pra baixo e só faz perpetuar a história de erros e fracassos. Se eu resolvo trabalhar, estudar, avaliar melhor os políticos, ter um voto mais consciente… eu faço minha parte. Eu contribuo para que ocorra uma mudança, eu contribuo para quebrar o ciclo. Do contrário, repito o comportamento alheio. Estou enganando a mim mesmo; só estou fazendo parte do universo de pessoas que eu mesmo critico, que digo serem burras, ignorantes ou corruptas; só estou sendo igual aos outros.

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7 comentários em “O Brasil que queremos

  1. Bem isso! A sociedade que queremos depende do cidadãos que somos. Exercer a cidadania não é buscar culpados, mas assumir a parte que me cabe na construção de um Brasil melhor para todos.

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