Desligado da TV

televisao
Estou sem televisão há mais de 15 dias. Nesse período descobri algumas coisas. Entre elas, que dá pra viver sem a telinha. E o melhor, no meu cantinho, não existe carnaval.

A gente vê a vida passar pelos “olhos” da tevê. Ou da mídia. Quando você desliga o botão, passa a ver o que acontece ao seu lado. E mais… Passa a reparar em você mesmo.

A tevê quase sempre nos anestesia, nos ilude. Achamos que a vida é aquela que desfila na tela. A medida da violência nas cidades, a medida dos problemas econômicos, políticos… e até mesmo da felicidade e do jeito de viver são dadas pelos noticiários, novelas, programas de entretenimento etc.

No meu cantinho, não teve carnaval. Não teve desfile de escola de samba, mulatas dançando, famosos em camarotes. Também não teve barulho, briga, confusão, nem gente embriagada. Não teve, porque no bairro onde moro, o ritmo é dado apenas pelo vai e vem de pessoas que trabalham e daquelas que descansam em virtude do feriado. A festa popular não acontece pra nós.

Sabe, não sou contra a tevê. Na verdade, sou um sujeito de mídia. Jornalista de profissão; professor de Comunicação por paixão. Vivo, respiro os fenômenos midiáticos. Entretanto, desligar-se da telinha faz bem. Faz bem pra gente se encontrar, pra notar quem está do lado, pra identificar as próprias emoções. A vida da gente é diferente da vida que passa tela. Desligados das imagens, temos a chance de viver nosso próprio mundo e descobrir nele o que de fato nos faz bem.

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