Conheça seu professor

teacherTudo bem… Sou professor e o texto pode parecer suspeito demais. Entretanto, toda vez que penso na relação do aluno com o professor, lembro de uma afirmação do Max Gehringer quando o entrevistei no estúdio da CBN Maringá. Na ocasião ele deu uma dica importante aos jovens universitários. Em outras palavras, sugeriu que procurassem ser os melhores alunos possíveis para com os professores. Respeitosos, cooperativos, atentos, dedicados. E tudo isso por um motivo: o professor pode abrir portas de trabalho para você.

Ainda neste contexto, ao ler um texto publicado no jornal El Pais, encontrei algumas orientações que reforçam a tese. O colunista Carlos Arroyo ressalta que o aluno só tem a perder se tiver uma atitude hostil ou de indiferença frente ao professor. Embora sempre tenha defendido essa tese na relação com meus filhos, nunca ousei discutir o assunto. Entretanto, concluí que é algo para se pensar.

A primeira coisa que deve saber é que, embora a educação tenha vários protagonistas, o acadêmico é o principal deles. É quem de fato gerencia o desempenho e pode fazer a diferença.

Ao longo do curso, mais que teorias, os professores dão dezenas de pistas e orientações que podem auxiliar o aluno a obter bons resultados na profissão. Quem tem a mente desperta, é capaz de notar dicas preciosas, mesmo na boca de um sujeito marrento, chato ou grosseirão.

É natural que não se goste desse ou daquele professor. Porém, quando se rejeita um deles, o interesse pelo conteúdo sofre um bloqueio. E só quem perde é o aluno. No ensino superior, mais fácil que o professor adaptar-se ao aluno é o aluno se adaptar ao professor. Mais fácil que mudar o professor é mudar você.

Arroyo ressalta que não é difícil identificar a personalidade, não é impossível conhecê-lo. Seu professor é exigente demais? Falante? Amigo? É inflexível? Criativo? Seguro ou inseguro? Inacessível? O professor é um ser humano como outro qualquer. Tem personalidade. E isso afeta a forma dele trabalhar, as relações em sala de aula. Ainda que o papel do educador seja ensinar e até mesmo motivar, o aprendizado se dá entre aqueles que estão com a mente aberta.

Somente quem está atento, consegue aproveitar o conteúdo. Compreender quem é de fato o outro, suas singularidades, ajuda na adaptação, permite romper bloqueios que surgem naturalmente quando a gente não gosta de determinadas características de alguém. Isso nos torna mais tolerantes e receptivos. E no caso do aluno, ajuda a obter melhores resultados.

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