Samsung perde fôlego

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E não apenas a empresa coreana.  Todas as grandes e mais tradicionais companhias de tecnologia notam certa estagnação no mercado. As vendas de celulares inteligentes têm sido menores.  As grandes companhias apostam em novidades, mas o público reclama algo ainda mais surpreendente.

Embora as tecnologias se confundam com a nossa própria vida, parece haver saturação em determinados mercados. Estamos tão envolvidos pelas tecnologias que nos tornamos dependentes dela. No texto anterior, até sugeri que não sabemos mais nem escrever uma carta. Entretanto, a oferta de produtos é tanta, e acontece num ritmo tão frenético, que o público dá sinais de que não dá conta de absorver tudo que é colocado à venda.

Por exemplo, notícias recentes mostram que a Samsung, uma das maiores empresas do setor, tem sofrido quedas nas vendas. No primeiro trimestre deste ano, houve uma queda de 4,3% no lucro operacional da companhia. Dias atrás, as ações da empresa estavam 12% mais baratas que em janeiro de 2013. O Galaxy S5, que ainda não chegou a maioria dos mercados, foi lançado na Coréia, mas não estreou com o sucesso que se esperava. Na verdade, faltam características surpreendentes ao aparelho. A sensação que se tem é de uma continuidade do modelo anterior. E isso também acontece com os produtos da Apple e de outras companhias.

No Brasil, tem gente que não possui aparelho de última geração. Isso faz com que certos modelos ainda sejam sonho de consumo de muitas pessoas. Entretanto, na Europa, Estados Unidos, Japão, Coréia, China e outros países do mundo, praticamente todo mundo tem em mãos um smartphone com mil e uma funções.

Por isso, mesmo que as empresas estejam colocando novos produtos no mercado, as novidades não são tão novidades assim. Não há nada muito original sendo lançado (será que falta um novo Steve Jobs?) A saturação parece motivar uma espécie de retratação no mercado. Aquela ânsia de trocar o aparelho todo ano tem perdido fôlego. A impressão que dá é que muitos consumidores têm feito uma perguntinha básica:

– Por que vou trocar meu aparelho?

Alguns decidem esperar um pouco mais… Notam que a troca pelo modelo mais recente representaria um gasto desnecessário. Além disso, uma parcela dos consumidores tem optado pelos modelos “genéricos” chineses – mais baratos, menos resistentes, mas quase sempre bastante funcionais (sem contar que, como duram menos, justificam uma nova compra em menos tempo – sem “dor de consciência”).

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