Vida digital

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O movimento da vida se dá no ritmo das tecnologias. Foi assim desde a antiguidade. Na verdade, o desenvolvimento das sociedades e até da forma de pensar ocorre numa relação de total dependência dos meios de produção do homem – e isso inclui os diferentes formatos da tecnologia.

Nos últimos 20 anos, os computadores passaram a integrar o universo tecnológico. E com eles, a internet. Isso criou o que ainda na década de 1990 foi denominado de ciberespaço – a interconexão mundial de computadores.

Desde o surgimento dessa rede, muita coisa mudou. E de maneira rápida. Foi tudo tão ligeiro que a gente nem percebeu direito. Tanto é que, para nós, que estamos próximos dos 40 anos, restam apenas lembranças de como era a vida antes dos computadores, mas nem conseguimos conceber como viver sem eles.

Isso acontece porque, de certa maneira, as tecnologias se confundem com a própria organização da sociedade. E de nossa vida. Por exemplo, quem consegue se ver voltando aos tempos em que escrevíamos cartas e as levávamos aos Correios? Os mais jovens sequer sabem o que é isso. Até conhecem a Empresa de Correios e Telégrafos. Mas se comunicarem por cartas? Nem pensar. Na verdade, a internet deixou tudo fácil; apenas abrimos uma tela no computador ou um aplicativo no smartphone e o mundo se abre para nós. Todos os nossos contatos estão ali – inclusive aqueles que moram do outro lado do mundo.

Entretanto, apesar da rede terem se naturalizado, muita gente ainda questiona o uso das tecnologias trazidas pela informática. É natural ouvirmos coisas do tipo: “as pessoas estão mais superficiais, egocêntricas”. Ou… “ninguém mais sabe escrever”. Tem aqueles que são resistentes até hoje ao uso de computadores, celulares, tablets… Insistem em tecnologias do passado. Nada contra essas pessoas. Entretanto, essa resistência – como se o passado fosse melhor que o presente – não resulta em nada. Nem produz reflexão. São apenas saudosistas. Ou vistas como arcaicas.

O universo que se abriu com o ciberespaço é irreversível. Pode até gerar o caos. No entanto, devemos aceitá-lo e construir o melhor mundo possível a partir das condições que nos são dadas. Não há volta. Resta-nos navegar e cada dia aprender a tirar das redes aquilo que pode favorecer o crescimento, sem perder nossa humanidade.

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