Continue a nadar!

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Às vezes, frases soltas ou breves diálogos num filme ou num livro trazem lições importantes. Não é raro me encantar com uma única fala que “pincelei” em meio a tantas outras. E, embora saiba que nem todo mundo presta atenção nesses detalhes, penso que são eles que tornam significativa a obra de um autor.

No filme “Procurando Nemo”, além da beleza da história, há um momento marcante. O pai do peixinho Nemo está frustrado, as coisas não estão dando certo. Aí a personagem Dori, que o acompanha nessa aventura, traz uma frase provocativa:

Quando a vida decepciona, qual é a solução?

Ele resmunga qualquer coisa; não sabe responder.

Dori então solta uma pérola. Meio cantarolando, afirma:

Continue a nadar, continue a nadar… Pra achar a solução, nadar!

Por se tratar de uma obra voltada à infância, diálogos como esse são relevantes. De alguma forma, ajudam a construir a identidade de um sujeito que, na psicologia, chamamos de “resiliente”. O conceito pode ser definido mais ou menos como a capacidade que uma pessoa desenvolve de, ao passar por uma situação difícil, conseguir fazer o que fazia antes sem perder o seu foco.

E a gente precisa de gente assim: resiliente. Ou, resistente às tempestades da vida, porque as condições naturais do existir trazem desafios, dificuldades, problemas que nos fazem querer desistir.

Quem nunca sofreu uma decepção? Quem nunca desejou que um buraco se abrisse diante de si e o engolisse vivo? Quem nunca sentiu vontade de dormir e não acordar?

Sim, a vida decepciona, desilude. Mas se não há solução à vista, o que nos resta? Seguir a caminhada. Como diz Dori, pra achar a solução, continue a nadar. O caminho é incerto, o destino… desconhecido. Não há garantia de que tudo vai terminar bem. Porém, é necessário prosseguir. A vitória é daquele que não desiste de viver.

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