O que sente o filho adotivo?

adocao

Não sei como me sentiria se fosse adotado. A gente que sabe quem é o pai, quem é a mãe nunca para pra pensar nessas coisas. Hoje, porém, estava lendo dicas de como dizer ao “filho” que foi adotado. A tese básica é sempre a mesma: seja o mais natural possível. O texto me incomodou. Afinal, e o outro? E para a criança, é natural?

Fiquei pensando o que passaria na cabecinha dela. E quando o filho é adolescente ou adulto e descobre ser adotivo, o que sente? Não tenho resposta. Talvez alguém apareça por aqui e comende no texto, diga algo relevador. Sei apenas que já temos tantas inseguranças, complexos, culpas, medos, traumas… Por isso, penso: como se sente alguém que não tem sua origem definida?

Conheço algumas poucas pessoas que foram adotadas. Até parecem bem resolvidas. Entretanto, nunca perguntei “E aí, como é ser adotado? O que você sente?”. O assunto acaba sendo meio tabu. A gente finge que está tudo normal… O que temos com isso, né?

De fora, até questionamos quando algum filho adotivo demonstra revolta ou quer conhecer os pais biológicos. Apontamos que estariam sendo ingratos. É verdade que foram “salvas” por pessoas amorosas, dedicadas, altruístas… Mas já imaginou como essa pessoa se sente?

Cá com meus botões, acho que algumas se sentem um tanto rejeitadas, abandonadas, enganadas. Não ter uma origem definida deve “tirar o chão” dessas pessoas. Claro, não de todas. Porém, penso que não se trata de não se sentirem amadas pelos pais adotivos. Trata-se de saber quem de fato são, de onde vieram, qual poderia ter sido a história delas… Podemos até viver o momento, curtir os prazeres da vida, mas a existência reclama um sentido e a origem conhecida ajuda a formar nossa identidade, a apontar quem de fato somos. Mesmo quando há uma briga com a família, uma ruptura com os pais, é bom saber quem odiar.

Sabe, talvez este texto seja só uma “viagem” pessoal; um daqueles momentos que a gente divaga e vai do nada pra lugar nenhum. Ainda assim, entendo que pensar nessas coisas ajuda a entender o outro. Nem sempre é possível. Eu não sei como se sente um filho adotivo. Não conheço o coração. Como também não sei o que sente uma mãe que compra drogas para o filho… Não entendo o que passa na mente de uma mulher que introduz um celular na vagina para levar ao parceiro que está preso… Cada um, porém, tem suas angústias, motivações, verdades ou dúvidas. E, nessa complexidade do que é o homem, nos constituímos como sujeitos que guardam histórias de risos ou lágrimas, vitórias e derrotas.

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188 comentários em “O que sente o filho adotivo?

  1. Olá boa noite.

    Primeiro gostaria de dizer que gostei muito do seu texto. E a questão principal que você colocou em como se sente um filho adotado tem uma resposta que pelo menos para mim é meio simples e ao mesmo tempo complicada, é uma confusão. Na maioria do tempo é tudo normal, mas quando aparecem dificuldades ou barreiras emocionais, ou sociais, vem como um tiro lá do fundo o sentimento de abandono que a primeira pessoa da sua vida, já não quis estar com você, isso junta um pouco de desconfiança pelo menos para mim, não espero muito de outras pessoas. Mas acho que o sentimento ou o pensamento que mais domina é de roubo, na maior parte do tempo me sinto um ladrão que roubou a vida de alguém, que não pode vir ao mundo por “n” motivos e eu roubei o nome que era para ser dele, e os eventos que seriam dele agora são meus.

    Bom é mais ou menos assim que eu me sinto.

    Obrigado.

    1. Bem eu sou filho adotivo tenho 17 anos de idade,sou de Belo Horizonte Mg,bem vamos lá…
      Eu quando descobri que era um filho adotivo eu não tive outra reação além de revolta,questionei minha família o porque disso tudo,a resposta deles foram…”bem nós não conhecemos seus pais nem sabemos quem é,mas sabemos que ela era uma viciada,e seu pai um homem de má índole,eu fiquei muito assustado porque eu nunca imaginaria que eu seria filho adotivo ainda mais de um casal de “drogados”,um dos motivos porque maioria da minha família são policiais e sempre existiu um certo preconceito a esse tipo de assusto drogas e etc.Eu ao decorrer do tempo fui descobrindo certas coisas como,que o nome dela ou “apelido ” era ‘mara’,então comecei as buscas,… e não tive sucesso algum, mas eu parei pra me perguntar será que minha mãe são dessa índole que minha família adotiva me conta? ,e ao decorrer de tudo minha família adotiva começou a jogar toda essa história sobre mim,falaram que eu sou um jovem muito tranquilo só que eu não dou valor pela família que tenho e tal,mas julgando sempre pelo lado dos ‘bens materiais’ e nunca do essencial que eu sempre precisei e sinto muita falta até hoje que se chama AMOR,CARINHO,nuca senti a sensação de amor familiar nem de pais,e eles me consideram ingrato rebelde respondão agressivo nas palavras mal humorado,mas nunca pararam pra pensar no que falam comigo de mim,é uma dor horrível ouvir da boca de sua Mãe.. Eu te odeio,você deveria ter morrido naquela barriga,bem que aquela mulher tentou tomar chás e queimar a barriga só pra matar você,ela deviria ter pedido um lutador pra dar murros mais fortes porque ai sim você teria morrido e quem sabe nascido em uma favela e sofrido bastante, isso me machuca muito mesmo não só como isso como muito mais coisas que principalmente minha mãe adotiva me diz, nós somos de classe média e acho sim um DESVANTAGEM ,porque tem muitas mães pelo Brasil e pelo mundo a fora que são Faveladas MORAM EM FAVELAS e que tem uma coisa que minha família não tem e nunca vai ter AMOR POR UMA PESSOA DO SANGUE DIFERENTE… CASO ALGUÉM QUEIRA SABER TUDO SOBRE MINHA HISTÓRIA ME ADICIONEM NO WHATSAPP,031 91898122, CASO NÃO CONSIGAM ME ADICIONAR TIRE SOMENTE O NÚMERO ‘ 0 ‘ E DEIXEM SOMENTE 31 E O NÚMERO ABRAÇO FIQUEM COM Deus.

      1. Oi. Tenho 17 anos a caminho dos 18 mas gostava de conhecer mais a sua história que eu também foi adotada e podemos nos conhecer e falarmos sobre cada um. Eu tenho facebook chamo me Helena Cochicho.

      2. Queria conversar com vc sobre isso tenho 19 anos e sou adotada também. Nunca encontrei ninguém pra conversar de igual pra igual

      3. Boa tarde Daniel fiquei muito mexida com a tua Historia que seus pais adotoivo nao te dao amor e carinho eu sou uma mae adotiva minha filha tem 13 anos ela e tudo na minha vida desde os 03 anos de idade ela sabe que e a mae dela a familia dela faço questao de levar ela para ver a familia uma vez no ano porque moror em são paulo eles no Rio grande do sul minha filha veio para me dar cor nos meu dias nos duas somos muito amigas espero que sua mae veja que filho maravilhoso ela tem quanto coisa ela esta perdendo em não ter sua amizada carinho somos nos que mais aprendemos com voce.
        um grande abraço

      4. Lendo sua história de vida , fiquei muito triste. Hoje após longos anos de espera , e JÁ com meus 42 anos , vou adotar meu querido filho. Sempre quis ser mae , e por isso estudei e formei em professora , para poder cuidar dos pequenos . Hoje estou quase vivendo essa felicidade. Sei que ter um filho não é sinal de não ter dificuldades , mas quando se ama , tudo se supera. Quero ser para meu filho a melhor mãe que ele poderia ter, já o amo , foi Deus que me preparou para cuidar dele.

      5. Tenho 36 anos também sou adotiva, e confesso que é muito difícil.Tenho baixa estima, dificuldade de relacionamento, me sinto rejeitada. Na verdade as famílias de meus pais sempre que tem oportunidade deixam claro que não pertenço a família. E as vezes mesmo sem querer meus pais deixam claro que devo muito a eles, e que fui uma segunda opção pq não puderam ter filhos. Sou muito grata, mas isso não me faz me sentir melhor, nem menos rejeitada, não é fácil saber que é uma segunda opção de alguém, muito menos que seus pais biologicos não quiseram você, e que os laços de sangue infelizmente conta para algumas famílias, superando o amor que deveria ser o essencial apenas.

      6. Oi, tenho 17 anos e descobri que sou adotada a algumas semanas atrás… esta sendo muito dificil para mim suportar tudo isso…

      7. Eu gostei muito do texto mostrou como a pessoa se sente realmente.Na minha situação é meio complicada pois alguma coisa me diz dentro de mim que eu só adotada eu já perguntei muitas vezes a minha família se eu era adotada e a reação deles sempre são rir da minha cara.Se eu descobrisse se eu só adotada eu não ficaria com raiva,ou revoltada eu procuraria conversar entender porque me esconderam isso.Eu acho que o diálogo e a alma do negócio mais eu sinto em me coração que eu só mais.Eu só queria saber se é verdade ou paranóia da minha cabeça. Nas atitudes que eles tem são de me excluir de tudo me sinto sozinha sempre,e sinto que essa família não é minha verdadeira,mais isso não mudaria o que eu sinto por cada um

    2. Oi, gostei muito do seu texto. Enfim, sou adotada. Tenho 19 anos, e soube des de pequena que eu era filha adotiva. Conheci minha verdadeira mãe quando eu estava com 13 anos, eu não tinha muita curiosidade mais já que tive oportunidade, resolvi saber mas sobre minhas origens, e te digo não foi nada legal. Meu pai não conheci, porquê ele é casado e ficou com a minha mãe de sangue já sendo comprometido, e obviamente que não iria atrás dele jamais. O que se passa na cabeça de uma pessoa adotada, na minha pelo menos, as vezes me sinto só, rejeitada, excluída. Mas as vezes me sinto muito amada. É que a família que me adotou é uma família muito diferente em algumas situações, eu os amo muito, me criaram me deram o que eu não teria se estivesse com a minha mãe de sangue, mas são um pouco complicados. Inclusive minha mãe adotiva e meu irmão mais velho, já ouvi muitas vezes, que se arrependimento matasse não teriam me adotado, que se fosse pra adotar outra criança novamente jamais adotaria, que tenho por quem puxar e muito mais, não nega o sangue e blá blá blá. E isso machuca bastante, apanhei bastante. Até por isso fugi de casa e me casei com 17 anos pra não ficar passando por algumas humilhações. Mais hoje estamos bem, minha mãe e meu irmão continuam os mesmos, se não tiver bom pra eles, pros outros muito menos se é que me entende, mais os outros sempre me trataram como uma princesa. E enfim, apesar de tudo sou feliz. ❤

      1. Olaaaa. Eu me chamo rosane. Já sou uma senhora de 45. Anos.eu tb.sou. adotada.durante minha vida toda. Fui. Vista. Como uma mercadoria! A onde. Eu. Chegava. Era. Apresentada. Como a filha. De criação……isto. Me marcou. Muito. Hoje. Eu digo….que. Criação. E bicho. Que VC pega. Pra. Criar. Rsrsrsrs. Sem. Contar. Que. Nunca. Na. Minha. Infância. Ganhei. Um. Abraão. Ou. Um. Beijo. .passei. Muitas. Necessidades…muitas. Humilhação…hoje. Sou. Mãe…jamais. Eu. Teria. A coragem. De adotar. Uma. Criança. …somente. Pra. Falar. Tenho. Um. Filho. De criação!!!! Lembrando. Criação. E bicho. .quem. Já. Passou por. Isto????sabe. Do. Estou. Falando. E muito. Triste

      2. Olá, sou de Brasília, tenho 16 anos e sou adotada. Eu descobri que eu era adotada desde pequena, obviamente eu não sabia o q era, e o que me poderia causar. Convivo com a minha mãe biológica, mas não sou tão próxima dela até que eu gosto dela. Já tive ódio dela por me deixar e me abandonar por motivos que a mim não foram bem “legais”. Minha mãe adotiva ela é muito boa pra mim. Mas ela já falou coisas horríveis pra mim. Tenho uma irmã de 26 anos que quando eu cheguei ela era a caçula, não sei o q ela tem contra mim, mas ela me odeia, me exclui sempre que pode, me rejeita, me faz parecer um monstro, já me humilhou várias vezes disse que o sangue que eu tenho não nega quem eu sou. Quanto a minha família eu me sinto excluída, me sinto deslocada e muito rejeitada. Enfim, mas tudo isso um dia vai passar, e eu não precisar conviver com esse sentimento ruim. Um beijo. Fiquem com Deus.

    3. Olá, boa noite.
      Primeiramente gostei muito do texto, e um fato em ocorrera hoje na faculdade me chamou a atenção. Estava eu, comentando para algumas amigas, que sou adotivo, e elas morreram de curiosidades para saberem mais sobre minha história, que por sinal é bem iinteressante. Como já disse sou filho adotivo, fui gerado no estado do Ceará e nascido em São Paulo, filho de uma jovem e solteira, que se relacionou com um homem casado. O motivo da ida para São Paulo foi que ela fora expulsa de casa, pelo pai rígido. Deu me a Luz, e resolveu me colocar para adoção, pelo fato de ser uma jovem e não ter condições, e ainda por cima da década de 90′. Meus país adotivos, souberam que havia um menino para adoção em um hospital no centro de São Paulo, e se encantaram com aquele bebê, branquelo e com cara de joelho (Risos). Cresci ouvindo que não era o filho de sanque de meus pais adotivos, e sim filho de coração, frases clichês como “pai não é quem faz, é quem cria” faziam parte do repertório dos insensíveis. Um belo dia, estava eu e meus pais na feira, um conhecido deles, perguntou se eu era “O menino que eles pegaram para criar”. Oi???? Como assim????? Pensei comigo. Ainda jovem pude perceber que haviam pessoas imaturas para com assuntos delicados. E particulamente, não me lembro que sou filho adotivo, um turbilhão de coisas passam em minha cabeça, me coloco no lugar dos meus pais biológica e percebo que isso poderia ter ocorrido com qualquer pessoa. O sempre passa em minha cabeça é olhar para eles ou algum familiar, e saber que não são meus parentes de verdade, uma sensação de que ali não é o seu lugar, paranóias são inevitáveis. As vezes ocorrem algumas brigas e penso que eles não me entendem por não serem verdadeiramente meus pais, sei que isso é besteira, mais é o que sinto desde criança, amo eles e sei que há um dedo divino em nossas histórias, pois, as coisas estão se encaixando e estou quase para viajar ao estado do Ceará, para conhecer a mulher que me gerou, tenho uma irmã e meu pai foi assasinado. Quero olhar nos olhos de meu avô biológico e disser que eu os amo, sei que ele irá ver o homem que me tornei, pela criação que tive e das dolorosas bofetadas da vida que se tornaram experiências. Por fim, quando relatei esses fatos para minha colegas, lágrimas rolaram, e disseram que minha história é incrível, contarei mais detalhes em outras oportunidades. Sou um jovem sonhador como Steve Jobs, querendo deixar sua marquinha no universo, tenho 23 anos, estudante de Administração e minha história não acaba por aqui.

      1. Olá jovem Guerreiro, TBM sou adotivo, minha história foi um pouco diferente da sua, mais não deixo de ser adotivo.

      2. Lindoooooo!!
        Estou em meio de comecar esaa minha grande aventura de tb encontrar a minha mae biologica
        Na verdade as minhas origens !

        Muito ate de acabar com essas incertezas
        Amei sua historia e gostaria de lhe contar a minha
        Nao sei talvez nos possamos ajudar mutuamente

        Isso porque na vdd me sinto um pouco sozinha

        Tem aqui meu email
        Ficaria contente se entrasse em contacto cmg

        catarinadias253@gmail.com

      3. Sou adotada e infeliz . Fui criada com o termo filha de criação….sem amor, atenção . Número de whatsap o trocar ideias. 83 988806512

    4. Tenho 23 anos e sou filha adotiva, fui adotada por pessoas maravilhosas e nunca me faltou NADA, quando cheguei em casa meu irmão mais velho tinha 20 anos, ou seja, a adoção foi uma opção de amor para a minha família que não planejava ter mais um filho, cheguei em casa com 5 meses para lar provisório e nunca mais sai, há um mês minha irmã biológica me ligou, já os conhecia de vista mas nunca quis contato porque era uma ferida que sangrava, mesmo com pais maravilhosos esse assunto me machucava.Venci o medo e segui meu coração, resolvi conhece-la, e buscar a minha origem, descobri que ela perdeu a minha guarda e lutou muito para me encontrar e sofreu MUITO com tudo o que aconteceu, ela me mostrou vários recortes de jornal que ela tinha de mim, além de muitas vezes ela ter ficado na frente da minha casa só para me ver, ela e meu pai, no momento ele se encontra preso.Encontrei uma realidade muito diferente da minha, mas encontrei muitas semelhanças e explicações, estou me aproximando deles e ja os amo, não acho que seja ingratidão pela minha família adotiva, amor não se subtrai, amor se multiplica e vejo como uma soma de pessoas que me amam e me querem bem, meu pai preso esta com a minha mãe a 23 anos e eles se amam, são uma família simples, cheia de problemas mas amorosos, são pessoas boas, e estou descobrindo vários gostos em comum e até traumas em comum, além de me alegrar a cada mensagem que ele me manda de onde ele esta, esse reencontro só me deu forças, esse assunto não dói mais, ganhei mais um pai e uma mãe, mas não me sinto a vontade em falar disso com a minha mãe adotiva, sinto que ela fica insegura e respeito mas o meu amor e gratidão por ela só aumentou.

      1. Que linda sua historia
        Parabens
        Eu tb sinto um pouco isso
        Minha historia de talvez encontrar meus Pais biologicos aindw esta para ser escrita

        Minha mae aadotiva me apoiia mas sinto que ela pensa q se eu encontrar a abandonarei

        O.que faz com q as vezes n saiba se lhe deva falar tanto dessa minha vontade de conhecr meus pais

        Mas muito obrigada pela sua partilha
        So mosttrou q e possivel E q para os ambos os lados tudo pode correr bem

    5. Ola,
      Tenho vergonha de ter sido adotada.
      Minha mae engravidou com 13 anos
      Meu tio e minha avo nao aceitaram ela em casa.
      Entao minha avo me levou pra uma familia
      Minha mae foi me buscar e me doou pra outra familia
      Com tudo isso ja tinha 6 meses e passava fome!
      Meus pais adotivos ja eram idosos e tinham muitos filhos
      6 moravam na casa ainda
      Nunca fui feliz.
      Apanhei muito.
      Lembro de ficar olhando da grade portao as crianças na rua brincando de queimado, pique -esconde, Pega pega, e meu pai me chamando pra sair do portao e mandando ficar dentro de casa.
      A unica filha deles tinha problemas mentais
      E toda vez que ela me dava banho
      Batia forte com a caneca na minha cabeça
      Eu deveria ter uns 5 anos.
      Era obrigada a ir pra igreja com eles
      Uma vez minha mae nao quiz ir pra igreja e eu quiz ficar em casa com ela, entao ele me deu uma surra de cinto que me mijei toda e minha mae adotiva nao fez nada, a minha sorte foi que um filho deles chegou e pediu pra ele parar e me tirou da mao dele.
      Foi horrive! Eu ja tinha uns 8 anos
      Eu sofria bastante humilhaçoes de um dos filhos deles, me batia atoa, e ficava me chamando de “esqueleto” humano
      Pois era bem magrinha
      Uma vez chegando da escola ele jogou o carro em cima de mim, e eu me joguei no mato.
      E ficou rindo com com um comega que estava com ele dentro do carro.
      Ele sempre fez muita maldade comigo
      Derramou cafe quente no meu olho.
      Ele sempre dizia que eu tinha que ir embora e que la nao era minha casa.
      Minha mae adotiva sempre foi boa pra mim
      Meu pai era muito duro comigo so falava que eu tinha que estudar .
      Com eles nunca tive uma cama confortavel, nunca tive um colçhao, nunca tive um guarda roupas.
      Digo isso porque por ser adotada nao tive tratamento melhor do que os outros.
      Sempre foram bem humildes.
      Com 13 anos eu fiz uma malcriaçao e meu pai adotivo mandou eu ir embora pra casa da minha mae biologica.
      A atitude deles partiram meu coraçao ate hoje!
      Foi ai que vi que ninguem me amava de verdade.
      Morando com minha mae biologica tive uma adolescencia conturbada, ela tinha acabado de se separar .
      Entao ela trouxe os 4 filhos dela pra mim tomar conta .
      Praticamente criei eles
      E foram os piores 4 anos da minha vida que passei com ela.
      Fujindo de casa varias vezes, me via como uma empregada e baba e nada estava bom.
      Descontava em mim seus relacionamentos
      Fracassados.
      Aos 17 anos comecei a namorar um rapaz de 22 e ela nao aceitou,
      ela dizia que ja tinha ficado com ele anos atras.
      E devido a constantes ameças dela de me colocar no juizado de menor, eu fui embora
      Ate porque eu nao fazia nada pra mercer ir pra la.
      Nao fumava, nao bebia, nem usava drogas!
      So namorava e tomava conta dos meus irmao e da casa.
      Planejei sair da casa dela 3 meses antes de fazer 18 anos
      Pois com assim ela nao tinha mais poder sobre mim!
      Logo consegui um emprego e
      Voltei pra casa dos meus pais adotivos.
      Mais era tratada feito uma parasita
      Graças a Deus tudo passou
      Hoje sou casada tenho um filho.
      Tenho saude e Sou feliz!
      Mas sobre ter sido adotada?
      Os filhos pagam pelos erros dos pais sim!
      eu sinto como se tivessem me feito um favor.
      Nao tive na vida alguem que me desse amor de verdade.
      Cabeça de adotado e um mundinho de faz de conta.
      Mais na hora dos problemas e que vemos quem nos ama de verdade,
      Que realmente nos considera
      Independente de parentesco.
      Amor nao se compra com favor!
      Obrigado por ler!

      1. Nossa essa história é bem parecida com a minha…Meu pai adotivo até que nunca foi ruim comigo ,,,porém minha mãe era má…me abrigava ir a igreja..me batia.. judiava de mim…Me casei aos 16 anos para sair de casa …O casamento não deu certo pois eu não amava foi mesmo uma maneira de sair de casa. E hoje tenho 49 anos ,,meus pais faleceram e ainda moro na casa que era deles ….Eles tinham um filho que até hoje não me considera ..diz que sou uma qualquer que meus pais pegaram pra criar…..Gente eu sei o sentimento que um filho adotivo sente..Sou humilhada até hoje..fico triste, me revolto com os pais biológicos…Consegui aos meus 45 anos encontrar minhas irmãs de sangue,,e só uma que tambem foi adotada que me tem como irmã.Porque as outras que foram criadas pela minha mãe biológica disseram que não tem amor por mim …que ama as que foram criadas com elas ….Meu DEUS isso é uma ferida que nunca cicatriza,,,As vezes me entristeço e poderá passar séculos nunca me conformo com essa atitude de pegar um filho e entregar na mão de outras pessoas.

    6. Ola sou a ines tenho 18 anos e fui adotada por uma mãe era muito feliz ate que um dia a minha mãe ( que fui adotada era solteira) teve cancro da mama e morreu apartir desse dia nunca mais fui feliz pois so a minha mãe me dava carinho e amor .Depois da minha mãe ter morrido fiquei com meus padrinhos que só ficaram comigo por causa da minha mãe não porque me amavam diseram me isso na cara. Sinto falta de amor carinho atenção que eles n me dão . E um casal que tem três filhos e ficou comigo. Hoje sou uma pessoa infeliz pois desde os doze anos ate agora n tive amor de ninguém. Agora com 18 anos apareceu a minha irma biologica que resolvi conhecer.E eles me deixaram conhecer pois tenho 18 anos de idade. A minha irmä é quem me faz um pouco feliz. Muitas das vezes sinto que aqui n e o meu lugar,rejeitada. Aos jantares as vezes ate gozam comigo.

    7. Me sinto igualzinho a voce …tb sou adotada
      Principalmente agr nessa fase da minha vida

      Vamos conversar!

      Me mande um email

      catarinadias253 @gmail.com

    8. Eu jamais se fosse escolher a onde nascer jamais queria ser adotada, Nunca mais é uma experiência muito ruim, só quem vive a dor de ser adotado é que realmente pode falar.Agora estou sozinha aqui poderia estar com meus parentes adotivos, mas não,pois nunca fi reconhecida como parente.Poderia estar com meus parentes biológicos, mas não pois nunca fui criada com eles então não teve esse vínculo consanguíneo.Te jogavam na cara que és de criação te batiam, nunca te deram um carinho, humilharam, achavam que tu estava lá de olho nos bens materiais.Te jogaram na cara que teus pais passavam fome e seus irmãos, que seu pai era bêbado.Enfim é apenas um resumo.Nesta história só meu pai adotivo foi bom para mim.

    9. Ser filha adotiva, pra mim, é uma dor horrível. Me sinto rejeitada. Olho para as pessoas que convivi e cresci chamando-as de tios, primos e não as vejo mais como tal, sinto-me sozinha e ao mesmo tempo vem a mente uma frase “eu nasci para vencer” pois o espermatozóide (eu) foi o primeiro a chegar, ganhando assim minha primeira vida. Sim, considero a primeira vida. A segunda ganhei quando nasci, pois ela poderia ter me abortado e eu não teria conhecido a luz do dia. Não dói só pelo simples fato de ser adotada, mas sim, por saber que a maneira como me tratam é consequência da minha condição de adotada.
      Sabe, é difícil falar tudo isso, mas é importante partilhar essa dor para que talvez assim ela diminua. A casa que moramos eu e minha mãe, é casa de herdeiros, no caso ela e mais uma irmã e um irmão. Todos eles tem casa menos ela. A irmã dela, que nesse momento pra mim não conheço como tia, pois não tenho laços e agora muito menos, quer dar a casa pra minha mãe, já o irmão dela não quer, alegando que “ela, minha mãe, pode morar na casa até ela morrer”. não estou questionando bens materiais, Também não quero que nada de ruim aconteça com ela, até porque não tem idade para morrer, mas ele, o irmão dela, só diz isso porque não sou filha de sangue dela, ou seja, se acontecer dela morrer, ele me coloca na rua. Isso dói tão profundo. Não sei se consegui explicar como me sinto e o que se passa. Desculpe qualquer coisa.

    10. olá, eu sou adotada e, me sinto muitas vezes abandonada, mais as vezes, acho que foi melhor assim, outra acho que não tenho lugar que to invadindo, que realmente ninguém me quer. Penso que se nem meus pais me quiseram o porque to aqui. Pode parecer besteira mais realmente passa pela minha cabeça as vezes o que eu to realmente fazendo aqui. Mais se que foi pro meu bem. Só que ainda fica uma duvida o porque isso aconteceu.
      Já que fui a unica filha que meu pais deram pra a adoção, mais tento não pensar muito nisso, e agir naturalmente, mais as vezes quando to sozinha bate sim uma depressão.
      Mais o melhor que sei que não quero ser igual a eles, e que no futuro quando tiver meu filho, vou fazes tudo ao contrario do que eles fizeram.
      porque apesar de tudo que passei, consegui ser uma pessoa forte e não deixa que essa parte da minha vida me derrubasse, porque sei que sou melhor que eles, e do que eles fizeram.
      Espero que todos que são adotados e tenham essa duvida, não deixe que isso os impeçam de crescer!

      1. E parece que as istorias e sentimentos de filhos adotados sao muito parecidos,fui adotada pequena bebe por pais catolicos,sempre ouvi tb que eu era adotada,que eles me pegaram de uma lata do lixo e muitas outras piadas,meus irmāo foram distantes de mim,pois alem de ser homens era a diferença de idade…recebi amor deles sim,ate aonde eu lembro,mas tb chorava muito sozinha a noite…tive tudo q eles poderiam me dar.
        Ate acabando engravidar com 20 anos dai começou os familiares a falar coisas horriveis como cuidado pra ela ñ ter um filho atras do outro,vai ser igual a māe dela…bem ouvir dizer sempre q foi pessima mulher e que meu pai tb ñ foi bom homen.
        sao tantas coisas q ñ sei nem por onde começar hj vivo a 11 anos na Alemanhā com meu filho,cnt procurando te contato com eles,com meus irmāos case nada mais por parte deles,agora com meu pai disse q eu devo ligar e perguntar se esta tudo bem e dizer tchau…acho q acabei de ver um ponto final em minha istoria de adotiva…pq sera isto doe muito.

    11. Boa tarde, cheguei aqui para me preparar para tentar entender como evitar os grandes erros.

      Sou pai de tres meninas, 17, 15 e 6 anos, sabe o juizado hoje em dia prepara bem os habilitados para adoção, mas nunca conseguiriam chegar nessas histórias que li aqui.

      Espero conseguir conduzir tudo da melhor forma, uma delas é adotada, tenho consciência que nunca conseguirei substituir os pais biológicos da minha filha, tentarei ser o melhor pra ela e para as outras também.

      Mas, espero aprender no dia a dia como lidar com tudo hoje e no futuro, por enquanto só posso falar que ela é muito amada, não só por nós, mas quem sabe, até pelos pais que a gerou.

  2. Ai me desculpem, mas achei esse texto horrível e cheio de mimimi.
    Vou adotar uma menina. E ela vai ser MINHA filha, independente de ter saído de minha barriga ou não. Eu acredito nos laços do espírito. Laços de sangue? Não sei pq as pessoas dão tanto valor a isso.
    Mãe é quem cria! Pai, idem!
    Pq as pessoas dão tanta importância ao encontro de um óvulo com um espermatozoide? Será que isso tem mais valor do que ser criado por duas pessoas (ou uma) que mesmo não tendo “o mesmo sangue”, deu amor, educação, enfim, foram PAIS de verdade, embora não tenham gerado aquela criança?
    Espero que um dia as pessoas superem esses preconceitos burros. “Origem” não quer dizer nada! Se hoje eu descobrisse que fui adotada (tenho 38 anos), não deixaria de amar meus pais! Talvez ficasse chateada por não terem me dito antes, mas eles continuariam sendo meus pais! E pouco me importaria a mulher que tivesse me abandonado.
    Qdo as pessoas vão deixar de encarar a adoção como um dramalhão mexicano??

    1. Karla, parece-me que fez uma leitura equivocada. Você está olhando apenas da perspectiva de quem adota. E não de como PODE se sentir um filho adotado. Não estou discutindo o amor – ou a falta de amor – de um pai e/ou de uma mãe adotiva. Nem estou falando que o filho adotivo não ame. Estou dizendo que quem foi adotado pode sim ter certa frustração e viver um vazio interior por se sentir rejeitado pelos pais biológicos. Não sou contra a adoção. Muito pelo contrário, acho que quem adota tem uma das atitudes mais nobres que pode ser experimentada e praticada por um ser humano. Quem adota, escolhe amar. Ama sem a “obrigação” de amar. E é isso que você está fazendo ao escolher adotar uma criança. Ela será sim sua filha. Filha de coração… Que é o mais importante. Entretanto, não há nenhuma garantia que, quando ela tiver 15 ou 20 anos, não se questione “será que minha mãe biológica nunca me amou?”. E nem estou dizendo que ela será infeliz… Mas o fato de amar sua filha não assegura que ela não procure respostas sobre os pais biológicos.

    2. Sra Karla

      Fácil falar “mimimi” quando se quer o poder sobre uma vida para dizer que lhe pertence. Ser adotivo fixa uma dor na alma do sujeito (a senhora sabe o que e´alma?), que nao se explica. Muitos dos casos de TDA-H tem como fundamento a ausência de um pai-mãe, ou o aniquilamento desta figura que forma o sujeito vivente.
      Ser humano não e´carrinho eletrônico, viu…

      Lhe falo como filho “adotivo”, como psicanalista e psicopedagogo. Os registros de um ser nao se toca, se sente, e este muitíssimo mais que aqueles.

      Não nascemos para satisfazer (somente) egos alheios, mas os nossos também.

      Pense nisso antes de comprar um bebe na prateleira.

      Dr Regis, Isaias
      Florianopolis-SC

      1. Bom dia.

        Prezado Regis.

        Se você tivesse um filho do coração não contaria para ele? Que conselho você daria para que eu não faça meus filhos sofrer?

        Atenciosamente.

        Cristina Liberato.

      2. Ola, prezado, Ronaldo! Li seu texto, e nem cheguei a ler os demais comentários, apenas me deparei com esse comentário um tanto individualista, mas como vc diz cada um com suas motivações! Tenho que lhe dizer que pesquisei esse tema aqui porque justamente eu procuro uma resposta para meu vazio existencial, seu texto é como tirar a casaca da ferida, mas não é a resposta que busca, é apenas a certeza do que sinto, – o vazio! Me foi revelado o grande segredo da família a adoção aos 30 aproximadamente, já casada, formada com duas faculdades, etc … qdo me foi revelado eu passava por um turbulhão de problemas pessoais (divorcio), não foi fácil superar tantas coisas ao mesmo tempo … mas venci .. hoje me casei novamente, tenho uma linda família, com problemas normais, bem posta profissionalmente etc … a questão é que mesmo com tudo que superei, mesmo estando em paz exteriormente … em algumas ocasiões me pergunto .. pq sinto esse pesar? Essa tristeza? Parece que falta algo? e é bem isso o que como filha adotiva sinto, sinto que falta algo e não sei dizer o que é … mas falta entende … nao conheço minha origem … não tenho como conhecer … e talvez eu não queira … por medo … sei lá … o fato é que ainda falta algo … só sei que quero mudar esse faltar por algo grandioso que eu possa fazer por alguém … quero transformar essa tristreza exstencial em algo bom .. em algo nobre … ainda não descobri o sentido de tudo .. mas creio que nada acontece por acaso .. sei que tudo isso foi necessário para meu amadurcimento como ser … SER alguém .. Ser FELIZ .. SER e ESTAR … e por ai vai .. obrigada pelo seu texto.

    3. essa é a sua opnião. respeito . mas h
      a paredes que vc nunca irar ver pq nao passa ou não esta passando , nunca vai ser normal ,nunca vai ser a mesma coisa , estamos sempre buscando a nossa id . e crianças adotadas sentem essa necessidade em dobro ,posso ate nunca ter compartilhado isso com minha familia ,mas é uma necessidade unica é o encontro de vc com as suas origens .e sempre vai haver o de onde onde eu vim assim como o homem faz a milenios com os planetas e o espaço . é uma necessidade mental inesplicavel ,uma combinaçao de vc hoje com o que vc seria.
      karla pense!

      1. Tbm sou adotada e mal vista na família por isto. Fui criada e citada o tempo todo como filha de criação. O último namorado que tive acabou comigo porque ficou sabendo que sou adotada e achou que eu não tinha amor pra da. Me adicionem no zap 83 88806512

    4. eu sei bem como é …. eu sempre fui rejeitada a familia dizia que eu dinha cido achada no lixo apanhava esquecião de me dar o que comer roupas so guando ganhava mas meu pai revelou que era adotiva 6 dias antes de morrer mas minha mãe nao afirmou fala que e mendira mas ela me abandonou depois que meu pai falar que era adotiva meus parentes tios ermãos mãe deixarão de me procurar estou com 51 anos tenho 2 filhos e fazem 8 anos que minha familia me exclui de suas vidas cinto um facio enorme mas foi bom desabafar

    5. Olá! Pela primeira entrando no blog do Ronaldo, e me chamou atenção sua perspectiva Karla e como filha adotiva, me perdoe mas digo a vc que só quem foi adotado seja em condições maravilhosas como eu, isto é adotada por pais que me amaram muito ou por muitos que relatam aqui que nunca se sentiram felizes, amados, sabe a dor que carrega. Vc com certeza é uma mulher abencoada por querer adotar uma criança mas deverá estar preparada prá quando ela crescer tbém pode desejar conhecer sua mãe ou Pai, depende. Mais saiba que não será por falta de amor, porque isso vc irá suprir, mas em busca do que carregamos da pessoa que por um motivo ou outro teve que nos deixar. Fui deixada no Hospital, e fui muito amada, mas quando estava com 36 anos fui atrás de minha mãe biológica e a descobri porque em primeiro lugar porque Deus me permitiu encontra-la e um proposito tem nisso tudo, eu creio. Bem quero dizer a todos que escreveram aqui com suas dores que eu entendo a todos, somente quem é filho adotivo sente. Mas peço a vcs que perdoem os que abandonaram vcs, creio que para uma mãe abandonar um filho tem uma longa história por trás disso tudo. Sei que para mim que fui criada com amor se torna mais fácil, mas nós é que perdemos, e nossos futuros filhos, podemos contar uma história diferente para nosso filhos, foi muito gratificante para mim saber minhas origens e entender o porque somos como somos fisicamente e nosso filhos saberem disso tbém como liçao para darem valor a vida que tem. abraços a todos. minha descoberta daria um livro hehe. Deus abençoe a vc Ronaldo e a todos. Em breve terei meu blog tbém.

    6. Karla posso afirmar a vc que esse sentimento que estão expostos aqui somente que foi adotado conhece, eu fui adotada é muito amada pelos meus Pais e nunca deixei de amá-los. E foi com 36 anos que a vontade de saber Pq sou do jeito que sou, veio forte com tudo. E com apoio de minha mãe que ainda era viva fui em busca. Não tem nada de mimi. Com certeza de um dia vc adotar, talvez já tenha, vai ser uma mãe maravilhosa mas nem isso pode impedir de um dia seu filho buscar pelas origens. Mas assim como eu ele pode fazer um bem e reunir uma família fadada a separação desde cedo e juntá-los numa casa de praia e observar de cantinho quanto assunto e quanta saudade dos irmãos ela tinha e de nós filhos deixados para trás, talvez nem tanto mas fazer o que? Deus nos adotou como filhos amados e o amor lança fora todo o medo.

    7. Nota-se logo que não sabes do que falas! So quem passa pela a adoção sabe as marcas e a dor que isso traz. Podes ser a melhor mãe do mundo, “sua” filha vai te amar, mas nada vai preencher o vazio dela.

    8. Boa tarde, concordo com vc, tenho um.filho nascido do meu coração, e amo mais que a mim mesmo, e falo isso porque escondo coisas do pai dele para ele não apanhar, estamos tendo problemas com o comportamento dele, com o não, em perder no jogo , em convivência na escola, mas quem falou que se ele fosse da barriga, não estaríamos passando por isso, ou por qualquer outra coisa…
      Sinto muito em ler este depoimento, dissendo que não foram amados, não receberam amor, carrinho. E sem dúvida , as palavras, que escutam, por terem sidos adotados. Nossa minha infância foi muito sofrida. E não erra adotiva , apanhava, meu pai bebia. Tinha amantes, batia na minha mãe , nos falava palavrões, queria nos matar. Mas hoje intendo q erra um vício, que não erra ele , por vontade própria que fazia aqui.
      Somos muito unidos. E hj meu pai chora quando lembra do que nós fez.
      Mas se pudesse traria todas vcs pra perto de mim, para poder acalentar estes corações tão sofridos por volta de amor…

    9. Carla, não seja grossa nem preconceituosa com um sentimento que você desconhece. O seu comentário não faz sentido: “Se hoje eu descobrisse que fui adotada (tenho 38 anos), não deixaria de amar meus pais!” Você não é, por mais que adote uma criança, você nunca saberá como é ser adotada. Mas o que você pode aprender com os comentários e histórias é como ser uma melhor mãe e proteger o seu filho(a), pois se ainda não entendeu ele terá mais percalços do que um filho de sangue, isso porque ele terá que viver dentro de um núcleo familiar mais complexo além de pai e mãe e com uma sociedade preconceituosa e maldosa. Leia o artigo traduzido do link que estou colocando aqui, ele irá de ajudar, pois é o relato de uma mãe que adotou:
      8 coisas que os pais adotivos jamais devem fazer:
      http://www.brasilpost.com.br/ann-brenoff/8-coisas-que-pais-adotivo-jamais-devem-fazer_b_6152252.html

  3. Ronaldo, tenho 21 anos e sou adotado, acredito que qem é adotado e sente esse tal vazio, ou curiosidade de saber de onde veio, não foi amado plenamente por sua família. Tenho um vínculo fortíssimo com minha família (e tenho estranhamento ate em dizer familia adotiva, porquê é MINHA FAMILIA) minha mãe e meu pai são maravilhosos, tenho duas irmãs mais velhas que tenho uma relação otima também! As vezes fico intrigado com o porque que a mídia aborda a adoção sempre deste lado de filhos querendo conhecer sua família biológica… nunca tive curiosidade, mesmo sabendo desde cedo que sou filho do coração como explicava minha mãe. Esses tempos uma menina me encontrou no facebook e disse ser minha irmã biologica, queria me conhecer… disse a ela com todo respeito que sou muito feliz e não gostaria de misturar minha vida com a dela. Afinal ela não passa de uma mera outra desconhecida. Minhas origens são minha mãe e meu pai e grande amor deles por mim. Não consigo nem imaginar como se sentem essas pessoas adotas que tem tantas duvidas sobre seu passado. Um abraço!

      1. Muito Legal ESTEVÃO, tenho um filho adotado de 3 anos e luto todos os dias que ele possa ter estes sentimentos quando crescer!!

      2. Faz quase um ano que descobri que tenho um irmão que foi adotado à brasileira. Por desejo dele sua mãe entrou em contato com a nossa mãe pois ele queria conhecer sua origem. Desde então sinto uma expectativa em relação a esse momento, desejando que aconteça logo. Meu sonho é conhecê-lo e ao mesmo tempo tenho um sentimento confuso de não ter o direito de entrar na vida dele…

      3. Tenho 26 anos falta apenas uma semana para completar os 27 e a dor parece que so aumenta dentro de mim é como si estivesse sentindo o que minha mãe biologica estava sentindo nos últimos dias para me ter, Duvidas, medos frustrações arrependimentos se si passaram pela sua cabeça eu não sei , ser filho adotivo e ter tudo pra ser feliz mais o vazio a magoa o rancor sempre irão existir. Não sei bem a idade que meus pais me adotaram pois sempre foi um assunto que bloquiei em minha vida, minha mãe adotiva tem 5 filhos homens imagino que a unica coisa que se passou pela sua mente ao me pegar pra criar era de ter alguém que a ajudasse, uma menina para fazer os afazeres domésticos e assim eu cresci igual uma escrava de 5 homens e dois pais, sempre sofri a rejeição em todos os sentidos na minha vida e o pior de tudo era a cor da pele meus pais irmãos sao brancos e eu sou morena entao o preconceito vinha ao dobro , todos os amigos dos meus pais me perguntavam pq eu era preta e meus pais eram brancos, quando eu falava que era filha deles eles falavam que pensavam que eu era a empregada da casa meus pais, avos, tios, amigos e irmão sempre me apresentavam como filha de “Criação “, “Filha Adotiva” ou a menina que foi pega pra criar, cresci ouvindo tudo isso a todo momento o que feriu minha alma e que feriu meu coração,dores que tento suportar que tento apagar mais acho que não irei conseguirei nunca na minha vida falar neste assunto sem sentir um peso profundo dentro de mim, sem sentir minha garganta travar sem sentir uma magoa profunda, não consegui superar eu tento mais parece ser impossível , a cabeça de um filho adotivo sempre sera uma cabeça de faz de contar, de fingir uma felicidade que e apenas ilusão , motivos tenho todos para ser feliz deus sempre foi grandioso em minha vida, nao me falta nada, so o que me falta e ter paz interior , um mente tranquila um coração sem feridas e sem magoas quem sabe um dia eu consiga mais ate o momento não tenho nada disso.Cresci com muito preconceito meu pai nunk aceitou que minha mãe me pegasse pra criar então ele nunca me reconheceu como filha ,nao me lembro de um abraço, de um beijo de um carinho isso nunca existiu na minha vida.Ate hoje paro e penso da onde sofri mais preconceito e rejeição se foi da minha família ou dos de fora mesmo, então este é um pequeno trecho da minha vida, sou filha adotiva e é isto que penso e que sinto..Um abraço a todos e Paz de Alma è o que desejo.

    1. Gostaria que as pessoas que foram adotadas pensassem como o Estevao, não sou contra quem queira conhecer seus pais biológicos mas ouso sempre falarem que fica um vazio no coração por causa disso, percebo que o você não tem, acho na verdade um pouco bobagem essa coisa de revolta, quem cria e quem é pai e mãe revolta não vai levar a nada e nem a lugar nenhum.

    2. Oi!! Me identifiquei com o seu relato Estavao, temos o mesmo pensamento.Bom tenho 20 anos sou filha adotiva e desde que me entendo por gente sei disso , minha mãe também usava esse termo “filha do coração ” pra me contar sobre. A única coisa que não foi nada facil pra mim, foi algo que aconteceu na minha adolescência; minha mãe biológica veio me procurar, e acabei por conhece-la contra a minha vontade , e foi uma experiência ruim, aquela mulher que nunca vi e nada representava pra mim ,querendo me tratar como se me conhecesse, e eu claro a tratei com toda a educação do mundo e de forma impessoal , fingindo que aquilo nao me deixava ,constrangida, abalada e confusa. E ao longos dos anos ela voltava pra querer me ver, eu evita pois aquela vez ja tinha sido demais pra mim. E até mesmo com o passar do tempo as filhas dela começaram a me procurar e aquilo foi a gota d’agua pra mim, aquelas tentativas de aproximação me deixavam muito mal,fora meus pais que ficavam tristes tambem. E me veio um sentimento de revolta e invasão, eu pensava como que pode algo assim, será que não se perguntam se eu também quero conhece-los? E em como eu me sentia com aquilo ? Achei injusto eu tinha sentimentos tambem!! havia sido falado outras vezes que era melhor não e ainda sim não tinha respeitado.Diante disso foi dado um basta ,falado da maneira mais clara o possível que era pra respeitarem a vontade do outro.Sabe desejo so o bem pra essas pessoas porém eu aqui eles lá , infelizmente pra eles ,eu nao sinto a mesma coisa , são apenas desconhecidos ( laços de sangue pra mim não tem valor diante de amor nenhum ) Afinal já tenho minha familia que eu amo de paixão, e não suporto a ideia de que nada e nem ninguém fique entre mim e meus pais, eles são tudo o que conheço e não existe outra verdade pra mim, sinto q as vezes não os mereço pois são bons demais pra serem verdade ,e nunca me faltou amor e carinho , e não apenas deles mais de minha família toda, só tenho que agradecer a Deus por tudo. Nunca fui revoltada como muitos filhos adotivos dizem ser por se sentirem abandonados por seus pais biológicos e nem esse vazio, que deve ser triste. Mais cada um é cada um e leva a situação a sua maneira!

      1. DUAS MÃES PARA UMA VIDA

        ERA UMA VEZ DUAS MULHERES
        QUE NUNCA SE ENCONTRARAM
        DE UMA NÃO TE LEMBRAS
        A OUTRA AQUELA QUE TU CHAMAS DE MÃE
        DUAS VIDAS DIFERENTES
        NA PROCURA DE REALIZAR UMA SÓ, A TUA
        UMA FOI A TUA BOA ESTRELA
        A OUTRA O TEU SOL
        A PRIMEIRA TE DEU A VIDA
        A OUTRA TE ENSINOU A VIVER
        A PRIMEIRA CRIOU EM TI A NECESSIDADE DO AMOR
        A SEGUNDA TE DEU ESSE AMOR
        UMA TE DEU AS RAÍZES
        A OUTRA TE OFERECEU O TEU NOME
        A PRIMEIRA TE TRANSMITIU TEUS DONS
        A SEGUNDA TE DEU UMA RAZÃO PARA VIVER
        UMA FEZ NASCER EM TI A EMOÇÃO
        A OUTRA ACALMOU A TUA ANGUSTIA
        A PRIMEIRA RECEBEU O TEU PRIMEIRO SORRISO
        A OUTRA SECOU TUAS LAGRIMAS
        UMA TE OFERECEU EM ADOÇÃO
        ERA TUDO QUE PODIA FAZER POR TI
        A OUTRA REZOU PARA TER UMA CRIANÇA
        E DEUS ENCAMINHOU EM TUA DIREÇÃO
        E AGORA, QUANDO, CHORANDO,
        TU ME COLOCASTE A ETERNA QUESTÃO
        HERANÇA NATURAL OU EDUCAÇÃO?
        DE QUEM EU SOU FRUTO?
        NEM DE UM NEM DE OUTRO MINHA CRIANÇA
        SIMPLESMENTE, DE DUAS FORMAS DIFERENTE DE AMOR.

        AUTOR DESCONHECIDO.

    3. Estevão tenho uma historia parecida com a sua, só que não respondi ainda… estou ainda sem acreditar, pois minha FAMÍLIA me criou tão bem, que nem lembro que sou filha adotiva.

      1. Olá Diane, me sinto exatamente como você, só lembro que sou adotado quando alguém fala sobre isso. Nunca tive o desejo de conhecer minha mãe biológica ou meus irmãos, o problema é que eles me encontraram pelas redes sociais. Agora querem conversar comigo, mas não tenho nada para falar com ninguém, não tenho raiva da pessoa que me abandonou simplesmente porque nunca parei pra ficar pensando sobre isso, mas no fundo acho que me incomoda, não sei o que fazer agora, acho que se ficar pensando nisso vou ficar com raiva, mas tenho que resolver isso logo.

  4. Sou adotiva e o sentimento é horrivel! É como estar em uma montanha russa as vezes você nem se lembra que é adotivo e tudo esta otimo, outras vezes com algum aconcimento do dia vem um vazio enorme, um sentimento de abandono e a certeza de ter a incapacidade de fazer alguem te amar. Acho que não existe pior sentimento que esse de abandono e não se sentir amado. Meus pais adotivos sao maravilhosos não tenho oque reclamar deles, porem sempre vou ter esse vazio e as perguntas de porque os pais biologicos não me quiseram. Sei quem sao meus pais adotivos, porem nao conheco oque pra mim acaba sendo pior.

  5. Olá! Boa sua postagem Ronaldo! Parabéns!
    Pelo visto (entre os comentários) apenas 1 filho adotivo bem resolvido com essa questão.
    Após tudo que li, fiquei a meditar de como os pais adotivos devem realmente se posicionar mediante ao filho/a adotado.
    Nos tornamos quem somos a partir da construção de um todo. Nossas emoções, sentimentos, nossa forma de ver e lidar com as circunstâncias, até mesmo nossa fé, acredito que tudo se dá pelas transferências que recebemos ao longo da vida (estáveis ou não). E o meio em que crescemos é determinante em todas aquisições que fazemos e que vão nos norteando.
    Só me faz refletir o quanto deve ser difícil transmitir segurança emocional e estabilidade a um filho (principalmente adotivo, como o foco de sua postagem).
    Um abraço!

    1. Grato por comentar, Angélica. A questão do filho adotivo que tentei refletir é mais sobre esse vazio, essa busca por respostas, por tentar entender o que aconteceu. E acho que isso fica no coração de muitos deles.
      Bem, espero que volte outras vezes ao blog. Sempre bem vinda!

  6. Oi pessoal adorei esse texto. Sou mãe de um menino que hoje está com 7 anos. Quando adotamos ele estava com 4 aninhos . Muito esperto e inteligente, sempre conversamos sobre a adoção E um dia ele veio da escolinha falando que os amiguinhos nasceram de uma barriga e me perguntou como foi seu nascimento.. Ai falei filho vc nasceu do meu coração, ele ficou me olhando e falou não mãe eu também nasci de uma barriga. Depois desse dia falo tudo sobre sua vida antes da adoção, conto sobre sua mãe biológica, consegui com muita luta um reencontro com os irmãos . Depois desse dia meu filho está mais seguro. Também estamos certos que nosso filho irá procurar sua família biológica, pois mesmo sendo tão Pequeno deixou isso bem claro. Mas como se diz: Não devemos cortar as asas de nossos filhos e sim direcionar seu voo. Amo demais meu pequeno..

      1. Célia, boa tarde!
        Meu Deus, como conseguiu ter essa coragem de conversar com seu pequeno?
        Quero frisar que acho isso admirável!
        Minha filha está conosco há 1 anos e meio e chegou com 3 anos e meio.
        Ela simplesmente apagou tudo da memória!
        Ela viveu em um abrigo (o qual digo para ela “escolinha em que vc morava”) desde os 8 meses de idade.
        Esses dias ela me disse:”mamãe, eu mamei muito no seu peito quando era bebê, não foi?” Me partiu o coração! Não tive coragem de abordar o assunto e consegui desconversar.
        Simplesmente entrei em pânico!!
        Gostaria muito de conseguir começar a contar pra ela, mas não consigo. Morro de medo de confundir a cabecinha dela, hoje com 4 anos e 10 meses.
        Enfim, vou ter de pedir ajuda a psicólogos, sei que sozinhos, não vamos conseguir.
        Amo demais minha filha!

  7. Okay,adorei muito esse debate e da exposição do pensamento feita por você Ronaldo,tomo direito de esclarecer a você o que é um adotado,assim percebo melhor como as outras pessoas veem nós seres humanos adotados.Primeiramente o que eu quero dizer é o seguinte:sei falar,sei ouvir,sou muito bem educada graças a Deus,sou humilde,sou inteligente,adoro atividades esportivas,sou alegre,adoro fazer amizades,sou super preocupada com o bem estar da minha familia em primeiro lugar e percebo a preocupação deles também sem exceção para com a minha pessoa,tenho pouco amigos,tenho acesso a tecnologia ( apesar de odiar tudo que é tecnologico,sempre preferir sentir as pessoas a sua verdade olho no olho),amo estudar,enfim…sou um ser humano como qualquer outro como deve ter percebido.Apesar de ser adotada não sou um ser humano deficiente,incapaz ou qualquer anormalidade ou anomalia existente nesse mundo ou na cabeça dos seres humanos.O que eu tenho a dizer a você em relação aos comentários que falam: ” ai é uma confusão,ai é isso…ai é aqui” é pura balela,do mesmo jeito que as situações acontecem para as pessoas normais e para nós adotados (que não tem diferença) é a mesma coisa, só que eu creio que existem pessoas que querem dramatizar a coisa e acabam assim como as outras pessoas tendo o proprio preconceito com elas mesma,o que eu acho uma graça.Aqueles que não tem familia o que eu digo é que infelizmente ter um pai,ou ter uma mãe pouco importa,o que importa é saber onde se quer chegar,quem se é em essencia,o que você tem feito por você e quem queremos ser independente de referencia,não precisa-se de referencia para eu poder ter a minha opnião e dizer o que pra mim é certo ou errado,apesar de saber que a sociedade de modo geral tem suas regras e normas assim como todo mundo e local,mas o que acabo percebendo é realmente o preconceito,filho adotivo não tem vazio,filho adotivo assim como qualquer outra pessoa vive como qualquer outra pessoa e tem seus problemas normal como qualquer pessoa tem.Acho que isso é até um bom debate para ser criado um movimento para os adotados e acabar de vez com essa mesquinharia de adoção e ser adotado ser um tabú. Qualquer dúvida,estou aberta a esclarecimentos.

  8. Olá, sempre me sentir diferente dos meus irmãos,inclusive nos aspectos físicos somos diferentes(só eu sou alta,magra e branca)Quando eu era pequena eu me sentia meio que excluída pela minha mãe,ela sempre dava carinho aos meus irmãos,minha mãe não costumava me abraçar,as vezes,quando estávamos deitadas pra dormi eu sentia uma vontade tão grande de abraçá-la,mas sentia um aperto no coração quando ela se levantava e ia embora. Fui criada pela minha vó antes de ir morar com minha mãe aos 9 anos. A minha avó sempre se dedicou ao máximo por mim. Amo ela demais.Mas,um dia descobri que era adotada,e tudo fazia sentido;a falta de amor da minha mãe,sua indiferença,tudo.Aos 18 anos saí de casa e fui morar na casa da minha melhor amiga com ela e seus pais.Eu gostava de morar lá porque eu me imaginava ser filha deles,mas infelizmente um dia sofri um assédio do pai dela e meu mundo caiu. Hoje com 21 anos, moro com meus melhores amigos,faço engenharia,tenho um bom emprego. sinto como se eu pudesse terminar numa história feliz.Mas no momento o que me incomoda é que transmiti toda referência de amor fraterno pro meu melhor amigo. Sempre que ele sai e me deixa,sinto um abandono tão doloroso,choro tanto imaginando como seria ter meus pais,fico em pânico de imaginar ele namorando e me deixar de escanteio,tudo me remete ao abandono dos meus pais, ainda não superei. decidi procurar ajuda e encontrei esta pagina maravilhosa.

  9. Sou filha adotiva e sou imensamente grata por tudo o que meus pais adotivos fizeram por mim. Mais não me sinto ligada a eles afetivamente..,ate pelo o fato que nunca me relacionei bem com minha ” mãe” adotiva com meu ” pai ” adotivo tenho um relacionamento normal. Antes de saber que era adotiva eu não me sentia ligada a ninguem da familia. Adoção pode ser lindo aos olhos dos outros mais só quem é adotado sabe o vazio que é emocional e afetivo. No meu caso os abusos psicologicos da pessoa que me criou foi tão grande não consigo perdoar a mesma. Foram anos de criticas nenhum abraço…ninguem pede para nascer e muito menos ser criado por uma pessoa maldosa. Tem casos que adotados tem sorte mais nao foi o meu

    1. Acho que no seu caso se você fosse filha biologica não seria diferente, acho que podemos amar igualmente tanto um filho biológico como adotivo eu pelo menos conseguiria.

  10. Bem, sou adotada e não nego isso a ninguém, tenho 16 anos e gostaria sim de conhecer meu pais biológicos! Pq? Pq eu queria saber pq ela me deu (me deu a minha mãe, que por acaso eu amo muito, e não trocaria por nada), como ela vive, se eu tenho irmãos, e se possível ajudar a pessoa que me deu luz! Até pq n tem como esquecer disso neh! Afinal, só estou aqui por causa dela…

  11. Olá pessoal!

    Para saber sobre o assunto, é melhor recorrer a pesquisa. Para isso, cito: http://www.mprs.mp.br/infancia/doutrina/id190.htm. Neste link poderemos ver a pesquisa da Lidia que faz pesquisas sobre “abandono e adoção” de crianças no Brasil há mais de dez anos. Uma questão da pesquisa é: “92,5% dos filhos adotivos afirmaram amar seus pais; os pais adotivos citam o atributo “ser afetivo” como o principal em seus filhos adotivos” Como psicólogo, gostaria de ressaltar o comentário do Léo Moraes além de parabenizá-lo pela coragem de descrever o sentimento de “roubo”; poucos acabam vendo desta forma. Como diria Antolini (2015) […]” mas, também é comum identificar filhos adotivos, que ainda não adotaram seus pais”

  12. Tenho 19 anos, sou adotado sim desde bebê. Cada um tem sua opinião, e eu tenho a minha. Concordo com algumas pessoas acima, esse texto trata apenas de uma parte das pessoas que são adotadas é a parte estereotipada que a sociedade colocou. Como um amigo acima disse, sempre é retratado que queremos saber quem são nossos pais biologicos. Sou muito feliz com A FAMILIA que eu tenho, minha MÃE e meu PAI, os únicos. Temos nossos problemas como em qualquer outra família, mais nos amamos muito. Conheço minha mãe biológica por um acaso da vida e nunca quis ter proximidade com ela e nem saber quem é meu pai. Ou seja cada caso é um caso e não é só porque a maioria dos comentários são de pessoas que sentem um vazio que deve-se generalizar que a maioria dos adotados tem esse vazio, além do mais conheço alguns amigos que também são adotados e não tem esse vazio e nem querem conhecer seus pais biologicos.

  13. sou adotada desde bb. foi um choque saber mesmmo qd m mae me contou com jeitinho mas sem esconder nada. sofri tentativa de sequestro por parte da “mãe biológica” e do homem que viva com ela na época, eu tinha 8 anos. nunca senti falta dela ou dos filhos dela q são só meio irmãos mas q já vieram atrás de mim. eu m sentia amada e completamente aceita pq m avô era adotivo e m avó que morava perto de uma rua de prosituição ajudava mt as crianças das protistutas. outros tios tb tem filhos adotivos, mas… o sonho acabou há uns anos qd uma prima q fui aconselhar m disse q eu não era nada dela que não passava de uma filha de uma puta, não vou mais em festas de família afinal não sou da família.e depois q meu “irmão” filho de sangue deles bateu a porta da casa dele n minha cara, isto há uma semana. voltei chorando e ele veio aqui desmentir e disse p minha mãe q não atendeu a porta pq estava sem roupa em casa. mentira ele veio aqui com a mesma roupa que atendeu a porta q bateu n minha cara sem dizer uma palavra. p piorar ele não vem aqui em casa, onde moro c m mãe deixando ela entre a cruz e a espada. hoje eu sei que ser filho adotivo e ser amado é ilusão. ser filho adotivo é ser fardo. e como sou separada e tenho 2 filhos sou 3 fardos pesados. e uma ladra de bens. esta casa é minha mas pretendo devolver p meu “irmão”.

  14. Ser adotado é uma coisa mt difícil vc mts vezes qr saber de onde vc vem e quando vc se olha no espelho vc se pergunta com quem me pareço?Sou adotada desde do meu nascimento minha mãe nunca me escondeu mais nunca me falou a real gostaria detalhes e pior q eu não tenho coragem de perguntar pois esse assunto deixa ela triste mais a verdade é q eu gostaria de saber como td aconteceu…..

  15. tenho uma filha adotiva, amo de paixão, o pai a renegou, conheci minha esposa (mãe de sangue) e nos casamos, eu a tomei como minha filha, ela sempre me chamou de pai mesmo sabendo que eu ñ era o pai biologico, ela cresceu ja sabendo a verdade, pra ela ñ foi dificil me aceitar em tal posição, durante 10 anos ela ñ sabia quem era o verdadeiro genitor (chama-lo de pai seria um titulo muito nobre), eis que este ano ela o encontrou, após 20 anos, fiquei com ciumes disso, mas ela disse pra mim que ñ mudaria nada, pois ele ñ faz nenhuma diferença na vida dela, ja diferente de mim que estive sempre ao lado dela, seja nos momentos alegres ou nos momentos dificeis…o “pai” se diz arrependido, ela diz que até o perdoa mas que ele jamais conseguira conquista-la por mais que ele tente, diz que o verdadeiro pai dela sou eu, que lhe dei carinho, broncas, colo, proteção…descobriu que tem uma irmã, filha do “pai” com outra mulher, diz esta empolgada em conhecer a irmã, mas ñ em conhece-lo…me disse que ele ligou p ela pediu perdão e disse que a amava, ela respondeu “ah tá”…o que ele esperava que ela respondesse “tb te amo”, na época largou minha esposa com a filha nos braços com uma mão na frente e outra atras e desapareceu, minha esposa correu atras do prejuizo e fez de tudo pela educação dela, quando a conheci tb comecei a participar desse processo, ela é muito apegada a mim, diz que mesmo o genitor tendo voltado, ele jamais conseguira me substituir, aparentemente ela ñ sofre com esse problema, pois mesmo ele tendo voltado ela ja sabe o que é amor paterno e que um pai de vdd faz pelo filho…

  16. Descobri q sou adotada,me deixaram na porta de minha mãe n tenho interesse de saber quem são meus pais pois se me abandonaram e pq n tinham amor nenhum por mim e o senhor foi bondoso e hj amo meus pais adotivos saoytd p mim

  17. Sempre contei a minha filha que ela era adotiva, eu fui mãe solteira adotiva e ela chegou recém nascida. hoje tem 12 anos, e mesmo sabendo de tudo, esta super revoltada, sei que ela deve sentir um vazio muito grande, quero ajuda-lá, sei que ela me ama muito, mas no turbilhão de sentimentos que tem tido ultimamente temos sofrido muito. Não queria que minha filha passe por isso.

    1. Querida Vitoria, fiquei muito tocada por seu depoimento e pelo momento difícil que vem passando. Sou adotada, tenho 45 anos e confesso ter passado por momentos muito difíceis também, especialmente na adolescência, período de construção de identidade em que os questionamentos são mais intensos, que foram superados com muito amor por parte de minha familia adotiva. Sou terapeuta de famílias e casal e junto com mais 3 terapeutas iniciamos um grupo de apoio a famílias que vivenciam o processo de adotação chamado projeto PertenSer. Somos de São Paulo Zona Sul. Se precisar de ajuda nos procure. Cel 011 996211880. Em breve terei meu blog que propõem uma conversa aberta sobre adoção, tanto no aspecto legal( tenho formação em direito) quanto nos sentimentos que envolvem a adoção do ponto de vista de ser que constitui esta relação: adotante, adotados e mães e pais que entregam seu filhos para adoção e profissionais envolvidos com o tema
      . Abraço a todos,

      1. Camila, meu nome é Laurie, fui adotada e “sobrevivi”muito tempo com esse sofrimento. …hoje faço direito também e início uma pesquisa científica cedida pela faculdade sobre adoção….fiquei feliz em ver que existe um trabalho que você desenvolve sobre o assunto….sendo esse meu objetivo de vida também. …se precisar conte com meu apoio e me mande mais detalhes desse projeto se possível meu email: laurie.faditu@gmail.com

  18. Ei Ronaldo Boa noite!
    Achei mto interessante seu texto ao relatar sobre o assunto. Parabéns pelo trabalho! Mais aproveitando, vou falar de uma filha adotiva,EU.
    Quando era bebê minha mãe biológica me deu para um casal,porém ouve um acidente com então meu ” pai” adotivo. Então a minha ” mãe” adotiva me devolveu. Com 1 ano e 5 meses Fui de novo dada a um outra família, família a qual me criou até 12 anos,então aparti daí fui conhecer a minha mãe biológica, gente boa como pessoa, impossível sentir qualquer sentimento por ela, fiquei 1 ano com ela, aos 14 comecei a trabalhar, e daí seguir minha vida. Hoje moro próximo a família q me criou, essa família tenho todo amor por eles, amo minha mãe, pai,irmão e minha irmã. Na verdade não foi uma convivência muito fácil não, mesmo eles me criando sempre ouvir da boca da minha mãe que “uma dia iria me devolver, que eu não valia nada pq era parecido com minha mãe biológica” enfim bastante palavras ofensivas, sempre tratava melhor a minha irmã, sempre meus primos eram os primeiros em tudo, mas oque poderia fazer se tinha ela como mãe?!!! Obs;nunca foi ciúmes, apenas uma realidade. Hoje estou com 25 anos, moro sozinha,trabalho e estudo. Adulta e com algumas experiências observo em mim meu comportamento que sofre um pouco por causa desse passado, existe momentos q parece q tenho briga interior, conflitos , sou um pouco explosiva, a falta de amor e afeto me atrapalha em meus relacinamentos amorosos,sou insegura. Por experiência p falar realmente oq senti um filho adotivo resume em poucas palavras,“É como ter uma deficiência crônica; uma mágoa que nunca sara.”
    Abraços Ronaldo.

  19. Boa noite a todos. Sei que o assunto abordado não é para os pais de coração e sim para os filhos. Sou mãe de uma menina biológica de doze anos, um casal de gêmeos do coração de seis aninhos e agora de um menino, também do coração de oito meses. Leio muitas reportagens sobre adoção, porque quero proteger meus filhos e me preparar para quando eles crescer, se tiverem essa necessidade e curiosidade de conhecer os pais biológicos, apoia-los. Decidi deixar esse comentário para que vocês filhos do coração venham saber, que é mais fácil um filho biológico vir sem ser esperado, do que um filho adotivo. Um filho biológico pode vir por acidente e um adotivo não. A burocracia é tão grande, que para entrar na fila de adoção e esperar ansiosamente a sua vez, não é fácil, realmente tem que querer muito. Na convivência do dia a dia, a gente nem lembra se é filho adotivo ou biológico, o amor é o mesmo. Meus filhos do coração foram muito esperados e são muito amados, assim como a biológica. Conto para eles que eles sempre foram meus, apenas eu não pude os ter da minha barriga, então Deus foi tão misericordioso, colocando eles na barriga de outra mulher e quando eles nasceram, fomos apenas buscá-los no hospital, porque sempre foram nossos. Não concordo com seu depoimento Jaque, de que ser filho adotivo e ser amado é ilusão. Te afirmo que filho do coração é muito amado, esperado e querido. Até acho que seu depoimento foi dado num momento de tristeza, e como nessas horas a gente fica mais sensível e acha que é o que realmente nem chega perto de ser, por isso, não deve ser levado em consideração. E quanto a briga por bens materiais, saiba que minha avó teve oito filhos biológicos, no ano passado ela faleceu com 93 anos, minha mãe cuidou dela na velhice e muitos dos filhos não tiravam nem 5 minutos de 365 dias que tem o ano, para ligar e saber como ela se encontrava, mas quando ela faleceu, correram todos para repartir os bens e teve os que brigaram, mas se o seu ponto de vista estivesse correto, não era para ter briga, são todos do mesmo sangue, segundo o seu entendimento. Então te digo, problemas existem em todas as famílias, indiferentes de ser filhos adotivos ou biológicos, do mesmo sangue (DNA)ou não. Procure se inteirar desse assunto e verás que tenho razão. Tenho 3 irmãos de sangue e quando éramos pequenos, brigavámos bastante, então não era pra nós brigar porque tínhamos o mesmo sangue? Te digo de todo coração, todo ser humano tem suas realizações, frustrações, momentos de tristezas e felicidades, indiferente de ser filho adotivo ou biológico. Não tenha pena de si própria, achando que seu desentendimento com seu irmão se dá ao fato de ter sido adotada, porque não é. Agradeça a Deus pela família que te deu, que apesar de ser falha, é a família que vive com você nos seus melhores e piores dias. É quem sempre está do seu lado te apoiando. Saiba que tanto pais adotivos ou biológicos são seres humanos, sujeito a falhas, que muitas vezes erram, tentando acertar. Você tem dois filhos e pelo que deduzi seus fihos são biológicos. Você nunca se sentiu frustrada quando para educar seus filhos de forma correta e quando pensando na felicidade deles, teve que desapontá-los? Comigo já. Ainda nessa semana fui dormir triste, frustrada, chorando, porque meus filhos pediram para brincar na rua com outras crianças e como não tinha tempo de ficar cuidando deles eu não deixei, com medo que acontecesse algum mal a eles, devido a grande maldade existente nos dias atuais, e eles disseram que a mamãe é ruim, (tanto a filha biológica, quanto os filhos do coração), porque não deixei eles sair para brincar apenas para protegê-los. Quando tenho tempo de sentar na calçada e ficar olhando eles brincar, eles dizem que sou a melhor mãe do mundo. Eu sei que eles merecem que eu tenha tempo disponível para ficar olhando eles brincar na rua, mas, infelizmente nem sempre dá. Enfim, me pergunto, será que estou agindo certo? Será que quando eles crescer também não vão achar que agi de forma errada com eles e que não amo eles por tentar protegê-los? E vocês filhos do coração que hoje são pais e mães e tem no ombro a responsabilidade de zelar pelo bem estar e pela felicidade de seus filhos, nunca erraram com seus filhos tentando acertar? Nunca escutaram seus filhos reclamando de algo que eles queriam que vocês deixassem eles fazer, ou ir e por amor a eles, você disse um não pensando em protegê-los e naquele momento foi considerado o pior pai ou mãe do mundo? Criar filhos é a coisa mais gostosa que existe no mundo, mas infelizmente não vem com manual de intruçoes. Ainda bem que Deus conforma os pais mostrando a eles que um filho que está julgando e cobrando hoje, amanhã será um pai ou mãe e também será julgado e cobrado, se tiver coragem o suficiente para ser um pai ou mãe, porque muitos não tem, e quem não é não tem capacidade de falar de amor de pai e mãe, porque nunca sentiu e não sabe como é . Desculpem minha maneira de expressão, mas como mãe não consigo ficar omissa diante de um depoimento como o da Jaque, não dá para engolir. Atenciosamente. Cristina.

  20. Boa tarde, gostei muito do texto. É bem complexo o sentir, principalmente quando tenta se verbalizar, tentando explicar o verdadeiro sentimento que temos., mas se fosse para escolher uma , eu diria rejeição; não a intenção de rejeitar, mas pelo ato, o fato de doar a alguém, mesmo sem a intenção de fazê -lo, ou fazer com a dor do arrependimento, mesmo assim o ato é visto como uma forma de rejeição, não são todos que pensam assim, mas provavelmente a maioria, e daí é que tudo começa. Como diz meu namorado, começa com a rejeição, depois o fato de se sentir perseguida, depois a insegurança, o medo e aí então descontamos isso em comidas, acessórios, depositamos em alguém a esperança de nos tirarmos desse ciclo vicioso . Através disso, eu fui atrás de saber o sentido da palavra rejeição, e descobri que está diretamente relacionada com AMOR -PRÓPRIO, então fui ler sobre o amor -próprio e aí percebi que estava com a auto estima, então fui ler sobre a auto estima e achei isso … O que é a auto-estima?

    Não faltam definições, todas simples demais, como “auto-estima é capacidade de sentir prazer em sua própria companhia”. Não há erros nessas definições, mas elas deixam a desejar, especialmente aos mais ciosos de lógica e bom senso. Ainda bem que existe a psicologia, que, em nosso socorro, explica que auto-estima é percepção lúcida de três fatores: da capacidade de enfrentar os desafios da vida, da aceitação das outras pessoas e do direito de ser feliz.

    Dos três, o direito de ser feliz é o mais intenso, pois abrange os outros dois fatores. Somos felizes quando nos sentimos seguros em relação às dificuldades naturais da vida e quando mantemos com as outras pessoas relações harmônicas e construtivas. De fato, a relação da auto-estima com a felicidade parece ser a mais consistente, gerando uma espécie de sistema que se auto-alimenta. A auto-estima saudável garante acesso à felicidade e a felicidade permite a instalação de uma boa auto-estima.

    Entretanto, em nossa cultura, há forte tendência à valorização da opinião do outro. Transferimos, com muita freqüência, o poder de construção de nossa auto-estima para as pessoas que nos rodeiam e para as personalidades que admiramos. Como foi dito acima, a relação saudável e prazerosa com os outros faz parte do tripé que sustenta a auto-estima, mas não é, como às vezes parece ser, a única nem a principal responsável por sua construção.

    Diante disso achei a causa dos meus problemas, estou me policiando mais quanto ao meu amor -próprio, quanto a me valorizar, pois amor -próprio não é aquele onde há vaidade. Outra citação para melhor entender …
    “Estou aprendendo que a chave da felicidade é o amor próprio. Não o amor de fachada, útil apenas para a auto-afirmação; nem o amor massificado pela mídia, que só existe porque explora o nosso orgulho e a nossa vaidade; mas o amor de quem sabe se perdoar, de quem reconhece suas limitações, de quem se aceita apesar das suas imperfeições.

    Ter amor próprio é não se depreciar, não colocar sua auto-estima em baixa na esperança de conquistar e seduzir seres humanos que lhes interessam. Quem cultiva a auto-estima não tem medo da rejeição.”

    E para finalizar quero deixar aqui apenas uma parte da minha história … Tenho 24 anos, desde criança eu sabia do fato de ser filha de coração, aos 15 quis conhecer minhas origens e conheci, passado um tempo já não quis mais aquilo pra mim, porque não me enquadrava naquilo, mas mesmo assim, a pergunta ficava na mente … mesmo não me sentindo parte daqui como seria se estivesse ficado aqui, e mesmo já sabenão a resposta ainda sim a pergunta fica ali. Eu amo meus pais e não tenho outros pais, agradeço aqueles que me proporcionaram o dom da vida e me doaram por seja lá qual for o motivo delesdeles. Hoje eu ainda tenho esesse sentimento dentro de mim (rejeição) , mas vou vencê-lo com minha força de vontade, principalmente por ter descoberto a causa, que na verdade não está nos outros, mas em nós mesmos … me desculpe pelo imenso texto

    As citações que fiz são de sites :

    http://centroespiritacasadocaminhobp.blogspot.com.br/2012/07/amor-proprio-parte-iii.html?m=1

    http://psicologiaespiritualgs.blogspot.com.br/2012/07/rejeicao.html?m=1

    http://dilti.blogspot.com.br/2011/10/superando-rejeicao.html?m=1

  21. Eu tbm fui adotada quando pequena ,meus pais sempre me contaram a vdd e eu ate conheci e tenho contato com meus “familiares”de sangue.Vou contar para vcs q eu amo minha familia que me criou com tanto amor,carinho,respeito e dedicaçao mas em mim tbm tem um vazio!Não de nao conhecer minhas origens..sei de tudo..fui la vi onde eu nasci e tenho ate contato com eles..mas sinto um vazio.Hoje me casei,tenho a minha familia e a agradeco a Deus por ter colocado pessoas tao boas e generosas em meu caminho.Mas sabe quando vc tem impressao de que aquela historia nao é sua?Que falta algo?Muitas vezes me pego questionando a mim mesma quem sou.Achei q formando minha familia esses sentimentos iriam passar…hoje procuro ser uma super Mae para os meus filhos..mas a cicatriz nunca fecha..sempre da um aperto e vontade de chorar.Mto bom o seu texto e Parabens ao depoimento da Mamãe a cima!

  22. A Princípio sempre tive essa data como sendo meu nascimento.
    Nasci no dia 04 de Janeiro de 1966 no antigo hospital Santa Clara hoje hospital Santa Casa em Porto Alegre.
    Na época a mãe biológica fazia acompanhamento do Pré-Natal no Antigo Posto de saúde modelo na rua Gerônimo de Ornelas número 55. Após uma das funcionárias do Posto de saúde ficar sabendo que a mãe biológica queria me dar para adoção, conversaram e ela foi levada para o Antigo Abrigo de… mães solteiras do Hospital Santa Clara.
    Lá ficou até a hora de dar a luz,foi então que eu nasci com 2.500Kg ás 8:20minutos de cor branca e do sexo feminino. Sei que logo em seguida fui levada por estás funcionária do antigo Posto de saúde modelo da rua Gerônimo de Ornelas e entregue aos meus pais adotivos.
    Essa descoberta de ser filha adotiva infelizmente não foi contada pelos meus pais adotivos onde nunca imaginei que eram, mas uma antiga empregada após 46 anos da minha existência dentro de um mercado. Maldade dessa empregada pois meus pais na qual sempre achei que eram já haviam falecidos. Jamais fiquei revoltada e sim apavorada com a verdade e da forma com me foi contada, na hora fiquei sem reação sem chão, apenas confirmei coma a cabeça e nem minha voz saia naquele momento. Após esse acontecimento sinto um enorme pesar em não poder dizer para meus pais adotivos o tamanho do orgulho que tenho por terem me amado tanto e eu ter sido escolhida por eles.
    Foi então conversando com meu filho resolvi fazer a minha busca de origem para saber se tenho irmãos.
    Entrei com a Minha Busca de Origem em 28 de Janeiro de 2011 no fórum central de Porto Alegre, a partir da data em que tive que desistir da busca , não por vontade minha mas por não ter mais dados que pudessem dar continuidade nessa busca.
    Hoje não mais tão ansiosa continuo na Minha Busca de Origem embora não tendo mais a certeza da data do meu nascimento ser realmente dia 04/01/1966. Mas não desisto assim tão fácil .

  23. ola tambem nao sou contra a adoçao porque a casos e casos meu caso tambem nao foi muito bom pois fui adotada por uma familia nao recebi muito amor talvez por isso sinto um pouco revolta porque encontrei minha mae e ela so viu defeitos em mim mas graças a DEUS tenho minha familia sou casada tive sim algumas reaçoes por causa da adoçao tentei ate tirar a propria vida quando adolecentes porque perguntava poque ninguem gosta de mim e porque fui adotada mas hoje estou bem porque conheci DEUS ele me deu uma familia hoje vou na igreja e sou feliz me sinto bem tenho quem me entenda

  24. Olá sou a DanielleTeles sou muito feliz ser adotada por uma família honesta,digna,trabalhadora.Não importo o que as pessoas diz.Faz bulling na escola.Eu um dia vou ajudar os pais biológico.Eu tenho 17 anos,ainda eu estudando e vou trabalhar sendo fisioterapeutas,construir uma fundação pro idoso,e ser rica para ajudar as pessoas.E minha adoptiva é evangelica e me dar tudo o que eu quero e me dar uma educação

  25. TENHO 1 filho adotivo hj com 9 anos.Temos lápis de amor, e o peguei em meus braços o dia em que nasceu.Ele apesar de saber a realidade não queria a confirmação. Existem sempre os maldosos no mundo,e os sem maldades,por isto resolvi deixar claro para meu filho a verdadeira identidade. Se eu pudesse esconderia está história que é só minha e dele.Com tudo o que damos para um filho que o considero escolhido,a vida deles ao saber é muito difícil.Choro muito, pois amo meu filho, e não quero que ele sofra. Ele acha que seu eu tivesse um filho biológico meu amor seria diferenciado eu respondi:que o único amor que conheço é o dele,pois só sabe o que é amor biológico quem tem.Amo meu filho muito e nós dois fomos escolhidos,e este amor é sem diferenças,. QUE NOSSO AMOR SEJA ETERNO PORQUE NOSSOS DESTINOS FORAM TRAÇADOS NA MATERNIDADE.

  26. Ronaldo, boa tarde. Primeiro quero começar dizendo que eu adorei o texto, muitas vezes as pessoas só olham para os pais, como se fosse heróis e ninguém se pergunta como o adotado se sente.
    Bom, eu tenho 21 anos, sou filha adotiva, fui adota por uma família muito amorosa, tão amorosa, que depois de tantos tratamentos pra descobrir o que eu sentia, descobri que ele tinha medo de eu não conseguir me relacionar, me superprotegeram, e chegou uma hora que isso virou um problema. Eu sempre tive muito carinho, amo muito minha mãe, mas há um vazio, uma dor na alma mesmo. É uma mistura de rejeição e as vezes bate aquela insegurança, e no meu caso muita culpa por não preencher as expectativas deles é muito medo de decepcioná-los.
    É complicado, estou em terapia, minha mãe adotiva não entende o pq que eu sofro com essa questão.
    Eu sou uma pessoa feliz sim, essa é a minha realidade e o que eu posso fazer é tentar trabalhar meus sentimos, controlar eles e ver sempre o lado posotivo das coisas.
    Não conheci minha mãe biológica, tenho muita vontade de conhecê-la, tenho poucas informações a respeito. Um dia vou encontrá-la e tirar algumas dúvidas.
    Obrigada pelo texto.

  27. Sou filha adotiva fui pega com dias de vida. Tive uma boa educacao, cultura viajei muito.Tive tudo do bom…mas meus ” pais”. nao me deram amor.. nunca foram de conversar…minha mae so me criticava….meu pai nao sei explicar se faz de pobre coitado…mas e sonso sempre me criticou tb e me colocando pra baixo.Na frente de amigos se faziam de otimos pais mas em casa era o inferno!!!! comecei a enfrentar eles..tivemos muitas brigas…sofri abuso psicologico…descobri q fui adotada somente aos 30 anos fiquei revoltadapq esconderam de mim. Hj fazem tudo para me agradar mas nao adianta. guardo traumas da minha relacao com eles. Sou casada temho um filho e pouco contado com eles…quero distancia!!! Nao pq sou adotada mas pq sempre me trataram como falta de respeito…nao consigo perdoar mas sou grata! o vazio q sinto sera eterno

      1. Lucileia Campos não faço isso por vingança. Vc não esteve na minha pele para saber o que eu passei! Se eles sentem minha falta eu não sei pois não estou dentro deles para saber. Muito fácil julgar os outros! Se eles tivessem me tratado bem e principalmente com respeito talvez
        eu não tivesse me distanciado. interessava se fosse adotada. Gostaria de ter sido tratada com respeito somente isso.

      2. Muita ingratidão, da sua parte Júlia ! Problemas toda família tem ! A questão e que alguns filhos por adoção nos depoimentos aqui no post atribuem os problemas e traumas a adoção. E se fossem filhos biológicos não teriam problemas? Tive uma mãe biológica que brigava muito comigo e batia também e nem por isso odeio , muito pelo contrário. A questão é que as pessoas tem um conceito e faz relação a tudo de ruim que é porque foram adotados.

  28. Olá, gostei muito do seu texto e quero dizer que percebo que existe sim o tabu ao qual você se referiu no seu texto ,assim como existi também velhos tabus na vida de adotados: “como é ter uma mãe de verdade? ” “será se estão comigo por pena,por amor ou por necessidade de ter alguém para cuidar deles durante a velhice? “E eu lhe respondo que acho a última opção a mais conveniente! Mas enfim deixa eu me apresentar! Sou uma jovem de 16anos, que desde seus 6anos de idade descobriu que era adotada, não pela boca de seus pais, mas sim pela boca de seus primos e tia. Lembro me que no momento foi meio difícil de aceitar ,queria escutar de minha mãe que aquilo era mentira, por que só eu era adotada? Bom, então esperei ela chegar do trabalho para perguntar a respeito daquilo e foi quando ela me disse que aquilo era verdade! A respeito de minha mãe verdadeira sei muito pouco e já a vi duas vezes pessoalmente, quando ela veio aqui em casa em busca de ajuda para os filhos q convivem com ela. Não nego que eu a odiava,mas parando para analisar a situação dela passei a ter por ela apenas pena! Pena por ter tido a sorte de herdar tanta pobreza na vida e de ainda ter a possibilidade de á transferir a indivíduo mais sortudos por ter herdado toda essa rica pobreza (refiro me aos seus filhos que convivem cm ela) . Mas não posso negar que a amo, pois afinal é minha MÃE! E ela me deu a vida duas vezes! A primeira vez quando me colocou no mundo e a segunda quando me deu a um casal maravilhoso, que me dá a melhor educação possível, que me faz frequentar os melhores locais da cidade com as melhores pessoas da cidade, que me dá as melhores roupas possíveis ,a um casal que me dá tudo menos o que eu mais queria sentir pelo menos uma vez na vida, um minuto ou até mesmo segundo : o amor de mãe! Meus pais adotivos são as melhores pessoas que já conheci na minha vida,eles tem um coração enorme e são muitos divertidos! Durante grande parte da minha vida minha mãe adotiva me proporciona a falsa ideia que sou amada por ela ,mas durante uma briga ela diz tudo que uma mãe de verdade jamais teria coragem de dizer a um filho(pelo menos penso assim)fazendo com que eu perceba que ela não me ama e que enxergar em mim apenas uma pessoa para cuidar dela e do meu pai no futuro! Ahhh e o que falar do meu pai adotivo?! Bom ele é um homem e tanto e é a única pessoa que eu tenho certeza que me ama de verdade como um FILHA ! Uma pessoa que nunca em momento de briga falou algo a mim que não devia, uma pessoa que nunca jogou em minha cara q eu sou adotada e que briga com quem quer q seja quando me fala isso(mesmo quando esse alguém é a esposa dele- minha mãe!),se não fosse pelo meu pai acho que hoje não estaria aqui !enfim digitei tudo isso para perceberem que a vida de um adotado é cheia de confusões interiores ,é cheia de sonhos e de “se”( e se eu morasse com minha mãe verdadeira como seria? E se….? ),mas também é cheia de gratidão a quem sempre lhe fez o bem e de desejo de ser alguém bem sucedido p retribuir tudo o q lhe fizeram de bom ,até mesmo quando esse alguém se trata de uma pessoa que nunca lhe amou ou de uma pessoa que de certa forma lhe rejeitou 💕💕💕💕💕

  29. Olá! gostei muito do seu texto e quero dizer que percebo que existe sim o tabu ao qual você se referiu no seu texto ,assim como existi também velhos tabus na vida de adotados: “como é ter uma mãe de verdade? ” “será se estão comigo por pena,por amor ou por necessidade de ter alguém para cuidar deles durante a velhice? “E eu lhe respondo que acho a última opção a mais conveniente! Mas enfim deixa eu me apresentar! Sou uma jovem de 16anos, que desde seus 6anos de idade descobriu que era adotada, não pela boca de seus pais, mas sim pela boca de seus primos e tia. Lembro me que no momento foi meio difícil de aceitar ,queria escutar de minha mãe que aquilo era mentira, por que só eu era adotada? Bom, então esperei ela chegar do trabalho para perguntar a respeito daquilo e foi quando ela me disse que aquilo era verdade! A respeito de minha mãe verdadeira sei muito pouco e já a vi duas vezes pessoalmente, quando ela veio aqui em casa em busca de ajuda para os filhos q convivem com ela. Não nego que eu a odiava,mas parando para analisar a situação dela passei a ter por ela apenas pena! Pena por ter tido a sorte de herdar tanta pobreza na vida e de ainda ter a possibilidade de á transferir a indivíduo mais sortudos por ter herdado toda essa rica pobreza (refiro me aos seus filhos que convivem cm ela) . Mas não posso negar que a amo, pois afinal é minha MÃE! E ela me deu a vida duas vezes! A primeira vez quando me colocou no mundo e a segunda quando me deu a um casal maravilhoso, que me dá a melhor educação possível, que me faz frequentar os melhores locais da cidade com as melhores pessoas da cidade, que me dá as melhores roupas possíveis ,a um casal que me dá tudo menos o que eu mais queria sentir pelo menos uma vez na vida, um minuto ou até mesmo segundo : o amor de mãe! Meus pais adotivos são as melhores pessoas que já conheci na minha vida,eles tem um coração enorme e são muitos divertidos! Durante grande parte da minha vida minha mãe adotiva me proporciona a falsa ideia que sou amada por ela ,mas durante uma briga ela diz tudo que uma mãe de verdade jamais teria coragem de dizer a um filho(pelo menos penso assim)fazendo com que eu perceba que ela não me ama e que enxergar em mim apenas uma pessoa para cuidar dela e do meu pai no futuro! Ahhh e o que falar do meu pai adotivo?! Bom ele é um homem e tanto e é a única pessoa que eu tenho certeza que me ama de verdade como um FILHA ! Uma pessoa que nunca em momento de briga falou algo a mim que não devia, uma pessoa que nunca jogou em minha cara q eu sou adotada e que briga com quem quer q seja quando me fala isso(mesmo quando esse alguém é a esposa dele- minha mãe!),se não fosse pelo meu pai acho que hoje não estaria aqui !enfim digitei tudo isso para perceberem que a vida de um adotado é cheia de confusões interiores ,é cheia de sonhos e de “se”( e se eu morasse com minha mãe verdadeira como seria? E se….? ),mas também é cheia de gratidão a quem sempre lhe fez o bem e de desejo de ser alguém bem sucedido p retribuir tudo o q lhe fizeram de bom ,até mesmo quando esse alguém se trata de uma pessoa que nunca lhe amou ou de uma pessoa que de certa forma lhe rejeitou 💕💕💕💕💕

  30. ser filho adotivo pra me não foi ruim,mas A gora que minha mãe adotiva morreu até a minha cunhada quer tirar o direito de uma vida…fui adotada com 1 hora de nascida nunca conheci a minha mãe biológica sou do dia 20/12/1963 e agora …não sei.ela faleceu no dia 10/04/2015 e estou sendo colocada pra fora de um lar que sempre foi meu…me ajuda.

  31. Nossa, cada relato emocionante! E, não dá para desmerecer nenhum! Seja os que sentem amados, ou os que não. Seja os pais por adoção, que aqui relataram seu amor.
    Quero frisar que respeito todos os sentimentos e opiniões, aqui relatados.
    Minha filha está conosco há 1 anos e meio e chegou com 3 anos e meio.
    Veio para mudar a nossas vidas! Não imaginamos a nossa vida sem ela!
    É um amor que não dá pra explicar!
    Mas, o fato é que quando ela chegou para nós, ela apagou tudo depois de algum tempo.
    Ela simplesmente apagou tudo da memória!
    Ela viveu em um abrigo (o qual digo para ela “escolinha em que vc morava”) desde os 8 meses de idade.
    Esses dias ela me disse:”mamãe, eu mamei muito no seu peito quando era bebê, não foi?” Me partiu o coração! Não tive coragem de abordar o assunto e consegui desconversar.
    Simplesmente entrei em pânico!!
    Gostaria muito de conseguir começar a contar pra ela, mas não consigo. Morro de medo de confundir a cabecinha dela, hoje com 4 anos e 10 meses.
    Enfim, vou ter de pedir ajuda a psicólogos, sei que sozinhos, não vamos conseguir.
    Amo demais minha filha!
    Mas, eu quero deixar aqui uma frase, que por sinal eu gosto muito:
    “Filho biológico ama-se, porque é filho e filho adotivo é filho porque se ama!” (não sei quem é o autor).

    1. Maria, se te ajudar… hoje tenho 39 anos e quando minha mãe me contou que eu era adotada foi com 6 anos. Ela comprava muitos livros infantis e quando terminou de me contar uma história, iniciou outra falando de uma menininha que tinha vindo de presente com muito amor. Antes que ela terminasse eu olhei pra ela e perguntei, se essa menina era eu? Ela disse que sim eu sorri e continuei a brincar. Para mim foi tudo muito natural, ela mesmo me disse anos depois que ela que ficou chocada com todo stress que tinha passado antes. A melhor coisa é contar antes que outros contem, isso gera uma revolta. e do mais o que posso te falar é que sempre para a criança é tudo muito natural, o problema eu te digo só começa quando outras pessoas interferem nessa questão (pessoas da família ou não) e a criança já tem discernimento em entender que possa estar sendo tratada diferente de forma preconceituosa ou depreciativa por ser adotada. Se isso acontecer com você proteja seu filho com unhas e dentes como qq mãe faria. Um filho adotado espera essa postura. Colo aqui um link que pode te ajudar:
      8 erros que pais adotivos não podem cometer:
      http://www.brasilpost.com.br/ann-brenoff/8-coisas-que-pais-adotivo-jamais-devem-fazer_b_6152252.html

      Um abraço!

  32. Ola, muito legal abordar esse assunto sobre adoção.
    Eu sou filha adotiva, tenho 23 anos. Descobri que era filha adotiva desde pequena, tenho um irmão gêmio que foi adotado por outra familia. Quando crianças ficavamos juntos, pois as familias que nos adotaram moravam próximos, mais depois de alguns anos fomos separados poque a familia que adotou meu irmao se mudou da cidade em qual eu morava.
    Minha familia é uma benção em minha vida, nunca fui julgada por ser adotada, nem descriminada. Fui e sou criada como membro da familia, minha mãe nunca fez diferente entre mim e meus irmãos, as vezes até esqueço que sou adotada. Pesoas desconhecidas já questionaram sobre eu ser diferente da minha mãe e dos meus irmãos, mais minha sempre soube se sair de certas situações e dependendo da pessoa ela falava que eu era adotada.
    Não tenho nenhum problema eu dizer que sou filha adotiva, mais as vezes evito de falar para não haver o sentimento de dó por mim, porque não há necessidade, pois sou uma pessoa super feliz .
    Minha única curiosidade é conhecer minha origem, se sou parecida com minha mãe ou meu pai, como eles vivem. Mais sei que é quase impossivel, pois meus pais viviam na rua e não sei se são vivos ainda, mais uma certeza eu tenho que tenho muitos irmãos espalhados por sp… kk

  33. Adorei o blog o assunto é muito interessante eu sou filha adotiva fui adotado com 3 dias de nascida minha história e muito parecida com as de muitos poderia fazer um livro sobre ela .mas o que me marcou foi uma discussão com meu pai tinha 16 anos na época e nessa discussão meu pai falou pra mim que nao deveria ter me pegado pra criar . Aquilo me machucou muito sofri muito nao conseguia entender como alguém que dizia que me ama falar algo do tipo passei dos meus 16 ate meus 20 anos com essa dor tentei suicídio nao podia lembrar das palavras podia estar em qualquer lugar desabava . Nessa época 20 minha mãe adotiva descobriu que estava grávida do primeiro filho biológico ai as coisas pioraram fui esquecida fui útil até aquele momento vida difícil tive que rala muitas brigas ate que um dia aos 25 anos meu pai falou pra mim a mesma coisa quando tinha 16 anos que nao devia ter me pegado para criar foi como se estivesse abrindo um corte em cima de uma cicatriz. Pra ser sincero me sinto sozinha um vazio na alma fico me perguntando como seria não não tivessem causado ferida na minha alma ja não bastasse ser rejeitada quando bebe . Gostaria de dizer hj sou uma mulher tenho 30 anos estudante de direito jamais adotaria uma criança nao porque ela não mereça por medo de jogar sobre ela a frustração que vivi ainda vivo inúmeras humilhação mais Deus sabe de todas as coisas . Sabe como eu me sinto sozinha é assim que me sinto

  34. Olá…
    vou contar um pouco da minha história sou filha adotiva mais minha historia de vida é muito diferente dos fatos á cima, fui criada desde quando era uma bebezinha por uma mulher que amo com todas as minhas forças. Bom conheço toda a minha família biológica tenho um laço com eles. Mais não consigo entender por que minha mãe me “deu” É difícil lhe dar com isso. Pela família onde fui criada tenho irmãs que jogam na minha cara que não sou nada delas ninguém se importa em saber o que eu sinto parece que sou um objeto que podem fazer do que quiserem comigo. Minha mãe (adotiva) acha que eu nao tenho sentimentos. Minha mãe (verdadeira) fala na minha cara que queria ir embora e so levar a minha irmã com ela tá tudo bem sou tratada como uma adulto e ao mesmo tempo como uma criança sou obrigada a escutar tudo sou obrigada a ser humilhada isso doí o pior de tudo é ninguem me etende!

  35. Salve, direto ao assunto, parabéns pelo texto e pelo pensamento e a todos os comentários.
    Depois desse texto e alguns eventos ocorridos, eu não me sinto mais tão só.
    Sou filho único adotivo tenho 20 anos, da ZL de SP, de classe baixa, sou o único negro na minha família, e não tenho do que reclamar em nada, sou tudo o que sou tenho tudo o que tenho graças aos meus pais adotivos, que me ensinaram tudo e me dão todo amor e carinho, (do jeito deles) mas me sinto amado e muito querido por eles e por minha família. Eles me contaram quando eu tinha 12 anos, senti revolta,.surgiram mais duvidas e um vazio maior na minha mente, é como se você carregasse um ponto de exclamação enorme nas costas.
    Sentimos a necessidade de saber a verdade e precisamos de atenção. Ninguém sabe dos meus pais biológicos, mas uma das piores sensações é se olhar no espelho e não saber com quem você se parece, e uma coisa que precisamos muitas vezes é desabafar tudo pra alguém, mas temos medo e não sentimos confiança e nem a vontade pra tocar nesse assunto, e sempre guardamos tudo pra nós mesmos.
    Eu desabafo e descarrego meus sentimentos andando de skate e pixando, onde eu sinto prazer e sou livre, onde sou alguém e tenho reconhecimento por isso.
    E eu vou ser papai, minha mulher esta grávida de 3 meses, e ela foi uma das poucas pessoas que eu consegui conversar sobre o assunto, e agora que vou ter um filho sinto que minha história começa ai, minha família, do meu sangue, onde ocupou outro pedaço vazio que eu tinha em mim.
    Sou e serei eternamente grato por tudo que minha família adotiva fez e faz por mim, tenho muito orgulho e os amo incondicionalmente, sem eles eu não sei o que seria de mim,. Meus pais, minha mulher mulher e logo mais o meu filho são tudo pra mim.
    Só quem entente o que uma pessoa adotada sente é outra pessoa adotada.
    Sem Mais, Obrigado.

  36. Olá, meu nome é Clara e tenho 30 anos, na vdde 31, fui adotada ja tinha um ano de idade…mas só vim descobrir ha dois anos atraz, hj sou casada e tenho dois filhos…Mas minha desconfiança vem desde muito cedo… sempre fui muito diferente fisicamente de minha familia, minha avó adotiva era espanhola, e lá eles dão muito valor para este negócio de sangue do meu sangue, sabe, fora tds as iniciativas de descoberta, oque mais me deixa triste, eh saber que tudo oq eu vivi….o orgulho de ter uma vó espanhola de vdde, imaginar como seria eu ir para espanha, em fim, um sonho arrancado, sem piedade… E se não bastasse, não fui uma criança muito amada… minha mãe, como dizem, deve ser muito boa, pois adora adotar, tenho varios irmão que tb descobriram, que são adotados, mas td a mentira que ainda envolve nossa adoção, e que não consigo entender, o pq, os pais adotivos sempre dizem que nossos pais biologicos, são prostitutas, drogados, em fim….só desgraça, para mim, acho que iria doer menos se falasse apenas que não me queria…que não estava preparada…sei lá…algo do tipo…sei que jah sou adulta…mas me sinto uma criança abandonada….muitas coisas aconteceram em minha vida, e hj acredito que só aconteceu, pq eu sou adotada!!!! Tento me fazer de forte o tempo todo, porém, se sinto uma ponta de rejeição eu desabo, não sei nem como reagir…Nunca fui uma criança quieta, perdi meu pai com 9/10 anos, e minha mãe sempre me prendia em casa, literalmente não deixava eu fazer nem ter amigos, a unica coisa que me lembro da minha infancia eh de limpar a casa, principalmente o quarto do meu irmão mais velho ( esse sim é filho de vdde de minha mãe), era obrigada a limpar do jeito que ele gostava, hj acredito que tudo isso era feito, pq me achavam a filha da empregada….se não a propia empregada…. Eh triste não ter infancia, não ter origem, não ser alguém… Não ter lembranças, memórias…. Hj vejo meu marido com a familia dele qdo se reuni, um irmão zoando o outro, contando como era, oq fazia, a unica historia que posso contar para meus filhos é que eu limpava a casa….Não sei oq eh sair para ir na casa do vizinho brincar, não sei oq eh fazer um trabalho na casa do amigo, não sei…. Doi de mais, pois por conta disso casei muito cedo, com 17 anos, meu marido é otimo, mas não vivi adolecencia, pois ja estava em um compromisso muito sério, E não pensem que casei por q engravidei…. casei pq minha mãe fez de udo para me colocar para fora…. fiquei mais de anos sem falar com minha familia, hj converso com eles, pois minha filha insistiu e sempre perguntava quem era minha mae e meu pai….Só que hj nem eu sei quem são…e odeio que digam que eu tenho que agradecer por terem me tirado de uma vida ruim e terem me dado uma vida boa….ta ok…..mas NÃO recebi amor do mesmo jeito…

    1. Clara, sou filha biológica e trabalhei muito na minha infância e apanhei muito também. O trabalho infantil fazia com consentimento da minha mãe a a surra era da minha avó. Penso em adotar uma criança, mas pelos relatos que vi aqui parece que a maioria não foi amada pela mãe adotiva. Acredito que muitos aqui fizeram desabafo. Não posso acreditar que a maioria odeie suas mãe adotivas. Eu brigo com minha mãe biológica, critico as vezes, mas só eu faço isso, por que se alguém tentar fazer algum mal a ela vou em sua defesa como uma leoa. Amo muito minha mãe.

  37. Parabéns pela iniciativa e empatia Ronaldo, de querer entender de um “ADOTADO” como ele se sente.
    Eu fui adotada com 2 meses, descobri aos 13 anos por uma vizinha de forma bem trágica. Eu já desconfiava que não fazia parte daquele lar, eu era diferente dos meus irmãos e pais, os vizinhos sempre comentavam algo do tipo nas festa “é essa ai?”…Sempre fui tratada mal pela minha mãe adotiva que jogava o tempo todo na minha cara aos 5 anos de idade que eu era uma “puta” como minha mãe, eu chorava por que ela gritava e me batia pois nem sabia o significado desta palavra. Eu desejava a morte desde criança, me sentia sozinha, sem proteção e um vazio enorme tomava conta de mim. Meu pai era bom pra mim, carinhoso, mas omisso aos maus tratos da minha mãe, que por sua vez sempre se fazia de doente quando eu contava que ela me batia e dizia coisas terríveis pra mim, ela dizia que eu era uma “praga e que nunca seria feliz”…eu não esqueço nunca destas palavras.
    Quando a minha origem ela sempre negou, dizia que eu era sua filha do coração e que me pegou pra “salvar a minha vida” (rsrs)…ninguém dava credibilidade pra mim, por varias vezes eu procurei ajuda de psicólogos na adolescência, pois me sentia desesperada e não conseguia lhe dar com pensamentos auto-destrutivos, eu preferia a morte, eles diziam não poder me acompanhar nas consultas pois eu não era louca eu era “ingrata”, tinha tudo blá blá blá…(menos o principal que era amor).
    Hoje eu tenho 30 ano, sou casada, tenho um filho lindo que eu amo demais, porém não consegui superar a rejeição até hoje, já tentei suicídio 4 vezes, sofro de transtorno boderline, tenho um relacionamento muito difícil com meu esposo e as vezes tenho duvidas do amor do meu filho por mim.

    RESUMINDO…AS PESSOAS PEGAM CRIANÇAS PARA ADOTAR COMO UM OBJETO QUE VAI SUPRIR ALGUMA PERDA, DAI ELA PERCEBE QUE ALGUMAS PERDAS SÃO INSUBSTITUÍVEIS, E VC SE TORNA UM SAPATO VELHO NO CANTO DO QUARTO JOGADO ESPERANDO O LIXEIRO PASSAR PRA SE DESFAZER.
    QUANDO SUA MÃE TE REJEITA, FICA DIFICIL ACREDITAR NO AMOR, POIS A PESSOA QUE MAIS DEVERIA AMAR VOCÊ NÃO TE AMOU, O PENSAMENTO FINAL É QUEM VAI TE AMAR E TE PROTEGER?

    FABIANA MARTINS
    30 ANOS, CASADA, MÃE.
    E INFELIZ.

  38. Olá, gostei muito do seu texto Ronaldo.
    Me chamo Diego, tenho 23 anos. Descobri que era adotado aos 16 anos, e olha… foi um dos piores sentimentos que já tive. É como se tudo aquilo que eu vivi antes de saber da verdade, não passasse de mentiras. Cresci acreditando que aqueles lá eram meus pais biológicos, e de repente descubro que eu era adotado. Alguns anos depois eu perguntei para a minha mãe adotiva, quem eram os meus pais biológicos, mas ela não me disse muita coisa, apenas disse que ela não teve condições para me criar, e minha mãe biológica decidiu me adotar, já que o marido dela era estéril e não poderia ter filhos. E até hoje eu sinto esse vazio, que sempre me perseguiu. Sempre quis saber a minha verdadeira origem, mas pelo jeito jamais vou descobrir. E isso me incomoda bastante, meus dois irmãos agem como se eu fosse um intruso que chegou na família para tirar a atenção que eles tinham da minha mãe adotiva, desde pequeno sempre fizeram de tudo para que eu me desse mal, que eu apanhasse da minha mãe e etc. E é isso que me faz se sentir como se realmente fosse um intruso aqui nessa família. Me tornei uma pessoa bastante fria depois de todas essas coisas, minha vontade é sumir, ir para bem longe de todos eles e viver sozinho, e creio eu que esse seja o meu destino mesmo. Sobre o meu futuro? Nem sei o que dizer, nunca fui daquele tipo de jovem que sempre pensou no futuro, sobre qual faculdade eu queria fazer, qual emprego ideal para a minha vida. As vezes, andando pela rua eu olho para as pessoas e fico imaginando que alguma delas ali poderiam ser algum irmão meu de sangue, ou meu pai e mãe biológicos e eu aqui sem saber de nada.
    De uma coisa eu tenho certeza, eu não adotaria uma criança para ser meu filho. Não quero que ele tenha que passar pela mesma coisa que eu passei…

  39. O principal de tudo é contar ao filho que ele é adotivo desde bebê, comigo foi assim e não cresci com nenhuma revolta, fui muito bem criada e agradeço a Deus pela ótima família que tenho, meus pais são dois anjos que Deus me deu, tem gente ai que comentou que realmente precisa de tratamento médico, não adianta generalizar, nem todo mundo adota por pena, eu fui adotada por AMOR.

    1. Brava!
      Eu vou adotar por amor, quero ser mãe, não tenho problemas com fertilidade e tampouco vitimizo as situações, lamento pelo despreparo de algumas pessoas que adotam, lamento pelos adotados que sofreram maus tratos, lamento pelos que acham a vida um inferno por serem adotivos. Adoção não é doença, Graças a Deus, hoje, muito se fala a respeito, existem grupos para trabalhar a adoção durante todo o processo para que ele ocorra da forma mais natural e honesta possível.
      Eu tive problemas com meus pais, com minha irmã, apanhei muito pelas artes dela, cometi muitos erros contra mim principalmente, filha biológica, deseja e amada, fabricada na lua de mel, tenho vazios existenciais, dificuldades com certas emoções e muitas vezes me sinto “rejeitada”, porque eu preciso de auto conhecimento, terapia, não porque fui adotada, pois não fui, será que é pelo meu “sangue”??? Fácil apontar é sangue ruim, é pq fui adotado e os exemplos de superação que não tem pais biológicos nem adotivos, cresceram a merce da própria sorte?
      Pelo amor de Deus gente, acho cruel adotar um filho para torná-lo empregado, para maltratá-lo, mas acho cruel o filho descobrir que foi adotado e fazer disso “TODO MAL DO SEU MUNDO”.
      Grupos de whats, são ótimos… psicoterapia também!
      Forte abraço a todos.

  40. Adorei seu texto, e os comentários de alguns me ajudaram muito. Tenho um irmão que foi adotado em 1980, minha mãe muito nova, morava com pessoas enfim, ela teve oportunidade de encontrar um casal holandês que na época não podia ter filho então esse casal adotou meu irmão como minha mãe não podia criar. O tempo se passou e quando eu tinha 7 anos minha mãe contou que eu tinha um irmão que foi adotado e prometi que quando crescesse eu ia atras dele para ajudar reencontra-lo novamente. Hoje com 28 anos fiz uma pesquisa para entrar em contato com o meu irmão holandês e graças a Deus encontrei a família, essa pesquisa durou 3 anos. Agora estou esperando que ele tenha o mesmo desejo que o nosso do reencontro. E sempre entendi o lado da minha mãe, pois ela não tinha o pão para dar mais achou quem tivesse. Eu sinceramente entendo muito a minha mãe e nós somos muito grato a família que adotou meu irmão por tudo que fizeram e estão fazendo para ele.

  41. BOM DIA!
    ADOREI O TEXTO E ALGUMAS RESPOSTAS ME AJUDARAM MUITO. EU TENHO UM IRMÃO QUE FOI ADOTADO POR CASAL HOLANDÊS. NA ÉPOCA MINHA MÃE JOVEM MORAVA COM OS OUTROS E SEM CONDIÇÃO NENHUMA E FOI SEU PRIMEIRO FILHO. ELA NÃO TINHA O PÃO PARA DAR MAIS ACHOU QUEM TIVESSE. ELA ENCONTROU UM CASAL HOLANDES ANTES DO MEU IRMÃO NASCER. ESSE CASAL NÃO PODIA TER FILHO. ENTÃO E COMO MINHA MÃE NÃO TINHA CONDIÇÕES, ASSIM QUE ELE NASCEU A FAMILIA HOLANDESA VEIO BUSCA-LO. MINHA MAE ME CONTOU EU TINHA 7 ANOS E EU SEMPRE ENTENDI SUA HISTORIA OU SEJA, SUA VIDA. EU PROMETI QUE QUANDO CRESCESSE EU IA ENCONTRAR O MEU IRMÃO E HOJE COM 28 ANOS JÁ FAZ 3 ANOS QUE GRAÇAS A DEUS ENCONTREI A FAMILIA HOLANDESA E PEDI PARA DAR O RECADO AO MEU IRMÃO. AGORA ESTOU NA ESPERA QUE ELE TENHA O MESMO DESEJO QUE O MEU. SOMOS MUITO GRATO A FAMILIA QUE ADOTOU ELE POR TUDO QUE FIZERAM E ESTÃO FAZENDO PELO MEU IRMÃO.
    ANA CAROLINA ZANETTI

  42. Sou adotada.e não tenho interesse algum de conhecer a mulher q me gerou.nem irmão.recentemente um irmão me procurou no face e disse tudo que tinha vontade pra ele… pedi que não procurasse porque não queria saber deles.gostaria de saber se eu tenho o direito de não conhecer eles .
    Sou muito feliz na minha família.sou filha única.sempre tive amor.nada me falta

  43. Bom!achei interessante o seu documentario mais… para comeco de historia a questao nao e ser ou nao ser,si sentir ou nao si sentir, tenho 29 anos e aos 8 descobri que era adotiva desde de recem nascida atraves de uma brincadeira comum em uma roda de crianca com a mesma faxa etaria onde um colega zombou de mim dizendo que eu era(preta) e (adotada) fui para casa chorando e perguntei minha mae porque eles eram brancos e eu nao? e ela me questionou achando estranho a minha pergunta,foi onde falei com ela sobre o ocorrido e ela me contou que eu era adotiva,nem me importei com a minha situacao o que mais me deixou constragida era o preconceito por eu ser negra e meus pais brancos que atravez do preconceito alheio acabou me afetando e me criou um certo receio porque quando eu saia com meus pais todos olhavam,a verdade e que o que gera na cabeca de uma crianca adotiva nao e a revolta de ser adotada e sim do porque nao fui criada pela familia biologica e a ma informacao e o exclarecimento talvez ate pela idade em que tenha sido descoberto pela crianca nos cria um tanto essa questao da revolta,eu nao tenho vergonha raiva ou qualquer tipo de rancor por ser adotiva,muito ao contrario,tenho muito orgulho dos pais e irmaos que eu tenho,e agradeco muito a eles por ser quem sou e por ter me acolhido ser nenhum preconceito porque hoje em dia vejo casais a procura de adocoes com preferencias mais parecendo receita medica,escolhendo idade,cor dos olhos,sexo e ate mesmo a cor,enquanto aquelas criancas apenas sonham com uma familia um lar um Pai ou uma Mae seja ela rica ou pobre branca ou negra. E quando me perguntam o que eu sinto?eu digo!o mesmo que voce senti pelos seus pais,afinal pai e quem cria,da amor carinho,educa e atencao.Eu tenho afeto familiar talvez ate maior que um filho biologico porque quando eu vejo reportagens sobre pais biologicos espancando matando e estrupando seus filhos biologicos …que sao de sangue, ai me vem a questao!

  44. Eu gostaria de saber se a sensação é coletiva.
    Eu me sinto meio errada. As vezes insuficiente. Muitas muitas vezes me esforço demais pra agradar as pessoas pq sempre acho que vão me deixar.
    E a cada decepção na vida. A cada perda. A ferida abre.
    Será que não temos o direito de saber os porquês? Amo meus pais. Amo muito. Mas eu sou uma pessoa, tenho uma história e nada sei dela.
    E cada vez que meu coração dói por não saber, me sinto culpada ou ingrata e desisto de tentar procurar. Não quero ser ingrata. Mas também não quero ter esse sentimento de vácuo pra sempre.
    Ser adotado é uma dádiva e uma honra. Agradeço todos os dias por Deus ter me dado meus pais.
    Mas ser abandonado por quem nos gerou e não saber porquê é como não ter chão. A insegurança é a companhia dos meus passos.
    Sou culpada por querer saber e sou culpada por não ter sido suficiente.

    1. POEMA QUE CONTA UM POUCO DESTE SENTIMENTO
      “PINA – PRIMAVERA – O dia que me vi nascer¨
      “A dança despe o corpo da pele grossa dos medos que sequer pensava em lembrar de tê-los esquecido e jamais se esqueciam de lembrar –se de mim. Habitavam inscritos na pele que despi na fuga de minhas defesas para entregar-me vulnerável ao tato que pôde senti-los. O abandono, a dor da criação, a entrega da cria, a separação. O que sequer se sabia sentido de tanta dor, não podia ser pensado, então virou dança, dança de luta, dança de dor, dança que revela a dor. E os dias de nascimento se tornaram malditos, e meus dias de nascimentos se tornaram não ditos. Como poder existir se o nascer imprime a dor que sangra as palavras não ditas?… inscritas na pele que a dança despe dos medos mal ditos”(Camila Falanghe, 2012)

  45. Ser filha adotiva, pra mim, é uma dor horrível. Me sinto rejeitada. Olho para as pessoas que convivi e cresci chamando-as de tios, primos e não as vejo mais como tal, sinto-me sozinha e ao mesmo tempo vem a mente uma frase “eu nasci para vencer” pois o espermatozóide (eu) foi o primeiro a chegar, ganhando assim minha primeira vida. Sim, considero a primeira vida. A segunda ganhei quando nasci, pois ela poderia ter me abortado e eu não teria conhecido a luz do dia. Não dói só pelo simples fato de ser adotada, mas sim, por saber que a maneira como me tratam é consequência da minha condição de adotada.
    Sabe, é difícil falar tudo isso, mas é importante partilhar essa dor para que talvez assim ela diminua. A casa que moramos eu e minha mãe, é casa de herdeiros, no caso ela e mais uma irmã e um irmão. Todos eles tem casa menos ela. A irmã dela, que nesse momento pra mim não conheço como tia, pois não tenho laços e agora muito menos, quer dar a casa pra minha mãe, já o irmão dela não quer, alegando que “ela, minha mãe, pode morar na casa até ela morrer”. não estou questionando bens materiais, Também não quero que nada de ruim aconteça com ela, até porque não tem idade para morrer, mas ele, o irmão dela, só diz isso porque não sou filha de sangue dela, ou seja, se acontecer dela morrer, ele me coloca na rua. Isso dói tão profundo. Não sei se consegui explicar como me sinto e o que se passa. Desculpe qualquer coisa.

  46. Bom, eu sou filha adotiva. Tenho 34 anos, meus pais me contaram a verdade quanto eu estava com 9 anos de idade aproximadamente. Na hora em que me contaram, senti como se tivesse caindo num buraco, como se meu chão tivesse sumido. Foi um dor estranha, queria muito, mas muito ser filha biológica deles… Não fiquei revoltada, fiquei apenas muito triste, com uma sensação estranha dentro de mim. Queria na verdade que aquilo tudo fosse uma grande mentira, um brincadeira boba, queria que aquela dor fosse embora e que tudo ficasse bem dentro de mim.
    Meus pais adotivos sempre me amaram muito, nunca em nenhum momento fui tratada como “filha de segunda classe” e há tanto amor entre nós que meu coração dói só de pensar que um dia não os terei mais ao meu lado. Amo meus pais profundamente e sou amada por eles, recebo diariamente nos pequenos detalhes e nos grandes atenção, carinho, afeto, dedicação e muito amor dos dois.
    Lendo os relatos fiquei bem triste ao ver que muitas pessoas não foram adotadas, mas sim criadas como troféu social, porque talvez alguém tenha entendido que “adotar” é um ato de caridade.
    Penso que aí está um grande erro. Adoção não é um ato de caridade. Adoção é amor, é o resultado de uma vontade louca de ser pai ou mãe, adotar é querer muito ter um filho e amar esse filho com todas as suas dificuldades, com todas as suas qualidades, com toda a paciência, com todo afeto , afinal se formos parar para pensar tanto os filhos adotados como os biológicos apresentarão dificuldades, mas aí é que o amor verdadeiro fará toda a diferença.
    Posso dizer que recebi e recebo de meus pais todo o amor incondicional que um dia jamais eu sonharia em ter e entendo e sei o tamanho do amor que um filho sente por seus pais. E o que posso dizer às pessoas que foram adotadas e escutam coisas desagradáveis daqueles que deveriam apenas os amar? A culpa não é sua, a culpa é deles que ainda não entenderam o real significado de ter um filho. Se seus pais biológicos falam coisas pesadas e tristes para vocês, é porque eles infelizmente eles não sabem o real significado e o real sentido do amor, adotaram porque achavam que é um ato louvável, bonito… Uma pena… Perderam a oportunidade de amar verdadeiramente e serem amados.

  47. Um sentimento de pensar: como uma mãe consegue dar um filho se até de um animal são as pessoas que tirão dela? Tanto eu como meu esposo fomos adotados ainda bebês e minha filha de 19 anos estudando psicologia estava em uma aula quando a professora pediu para fazer uma árvore genealógica e ela disse que não dava pq o pai era adotado aí a professora disse então faça a da sua mãe e ela respondeu mas ela tb foi adotada. É um sentimento estranho de abandono mas quando se tem uma mãe adotiva como eu tive hj eu com 41 anos penso como mãe da Karol de 19 e do Kaio de 14 que amar o q saiu de vc é muito fácil mas amar o que saiu de outro ser e de uma forma incondicional como minha mãe adotiva me ama faz com q isto passe despercebido triste sim mas nada que muito amor não resolva!

  48. Ooie tudo bem com vocês?
    Então, eu tenho um grupo no WhatsApp sobre pessoas adotadas se você quiseram entra e só me chamar
    11975494253
    Meu nome é Anna Paula…

  49. Oi Tenho uma filha de 11 anos biológica e uma de 9 anos de coração(minha enteada q mora comigo). Sempre quis adotar, sempre disse q eu teria 4 filhos dois biológicos e dois adotivos. Minha filha biológica n é do meu marido (n temos filhos em comum), pq? N sei, mas também n quero saber, até pq pretendo adotar gêmeos meninos. Pretendo filmar tudo desde a primeira vz ao fórum até o desejado encontro. Minha mãe é psicóloga e me aconselhou a contar q são adotivos desde o começo de uma forma natural, e depois q li os relatos de tantos filhos adotivos, realmente vi q quanto antes melhor, mas pretendo me cadastrar no CNA, onde terei contato com os registros dos meus filhos, para q assim eu posso ajudá-los caso queiram conhecer seus pais biológicos no futuro. N n tenho medo q venham a perguntar ou procurar. Tenho medo de procurarem sozinhos, e acabarem encontrando uma história ruim e se sentirem vazios, então pretendo ajuda-los e estar perto como uma boa mãe no momento em q eles precisarem achar suas origens! Obg pelo relato de vcs… boa sorte para todos bjs!

  50. Um dia destes estava vendo um filme de um rapaz que tinha sido adotado e perguntaram à ele, se ele se sentia mal porque era adotivo e ele respondeu: Depende do dia. E é assim que me sinto uma montanha russa cheia de emoções, tenho dias péssimos e tenho dias excelentes. Os meus pais adotivos, adotaram meus 2 outros irmãos ( + 1 homem e 1 moça) somos 3 filhos adotivos de famílias diferentes, e, temos os nossos problemas, + tbm nos amamos, cada um do seu jeito. Os meus pais adotivos são pessoas genuinamente boas de coração/alma, porém a minha mãe adotiva, quando a gente a desagrada, ela faz sempre questão de lembrar de nossas origens, algumas vezes ela chega a se arrepender, mas, uma vez dito é difícil deixar pra lá. Poderia mentir e dar uma de ” Pollyana” + infelizmente na maioria do tempo me sinto fracassada, triste, um pouco distante, ñ converso com ninguém sobre isso, ñ tenho nenhuma vontade de reencontrar minha mãe biológica (eu a conheci quando tinha uns 6,7 anos) a maioria das pessoas (especialmente as garotas) que conheço são pessoas q eu considero bem sucedidas, felizes, realizadas e várias outras coisas boas e sempre ligo isso ao fato delas serem criadas pelas suas mães/pais biológicos e por isso são uma família realizada e de comercial de margarina. Talvez Deus tenha um plano maravilhoso pra minha vida, na qual ainda não me foi apresentado, eu li num dos comentários acima que a vida de filhos adotivos é um FAZ DE CONTA e é assim mesmo, muitos dias eu FAÇO de conta que nada me deprime, que eu vou ser feliz, que a vida é assim mesmo…. Eu sei que “as mães que me foram concedidas” são seres humanos, que erraram, que erram e que ainda vão errar, sei também que (infelizmente) nunca tive vontade de ser mãe, eu tenho 35 anos e não tenho vontade de ser mãe. Mts vezes eu sinto muito inveja das pessoas que são emocionalmente centradas, realizas e felizes, mas, ninguém tem culpa dos desígnios de Deus e eu também não tenho culpa da minha infelicidade que fez, faz e fará parte da minha vida eu que tenho que pensar que “depende do dia” é dolorido e faz parte da minha vida.

  51. Gente…como rendeu este texto… Montei um grupo no Whatsaap de filhas e filhos adotivos… Caso interessada(o)… Envie o número para luizfelipezanini@gmail.com
    …interessante o texto… Só não fez sentido a relação com “uma mãe dar drogas ao filho…” ??? Coisa de junguiano provavelmente…

  52. Oi, eu tbm sou adotada, amo muito meus pais, ele me contaram que eu era adotada cm uns 6 ou 7 anos por ai,fiquei sem reação, queria que tudo o que eles tivessem me falado fosse mentira, queria que aquilo não fosse verdade,dai meus pais claro, começaram a me levar no psicólogo, pra que eu pudesse superar e não surtar, e deu certo eu aceitei que era adotada, meus pais sempre me trataram super bem, as vezes me tratavam ate bem demais, mais isso me incomodava um pouco, meus irmão sempre me trataram bem tbm, não tenho o que reclamar, ai dps cm uns 15 anos meu pai começou a falar que eu tinha uma irma, e blá blá mais eu não dava muita moral, pq esse era meu maior medo, encontrar realmente minha mae biológica , pai ou irma ou irmão, achava que eu não iria conseguir lidar cm isso, e toda vez meus pais entravam nesse assunto e eu desviada pra outro assunto, ate que um dia no meu niver conheci minha irma biológica , na hora minha vontade era de chorar, maia segurei, e fingi que estava tudo bem, afinal sou daquelas que se faz de forte. Mais quando ta sozinha desaba, e no final minha irma biológica ficamos amigas, e ai ela falou uma vez da nossa mae, que ela chegou a morar cm ela, mais dps saiu de casa, pq ela tava envolvida cm drogas, ai passou um tempo ela me mostrou uma reportagem na NET que ela havia sido presa por trafico de drogas, na hora dei graças a deus por ela ter me abandonado, porque eu não iria querer ter uma vida cm uma mae envolvida cm drogas, nunca fui de perguntar nada da minha mae biológica ou do meu pai, pq sou muito feliz cm minha familia,que me amou, me criou, me deu um lar, amor, carinho, compreensão , me ensinou a dar valor no que tem, eles nunca me esconderam.nada, sempre foram de falar a vdd, acho que é por isso que não.sou revoltada, é claro que bate uma depre de poxa pq isso aconteceu cmg deus ? Pq minha mae biológica me largou num.hospital ? Mais dai veio um anjo que é minha mae, meu pais, e meus dois irmãos que sempre tiveram cmg e me compreenderam. Antes eu tinha receio que alguem descobrisse que eu era adotada, achava que ia ser rejeitada na escola, que não ia ter amigos, mais isso é coisa da nossa cabeça, pq fomos rejeitados pelos nossas pais biológicos , e dai ficamos inseguros, maus hj Graças a DEUS eu superei isso, e não vejo motivo de vergonha em adotado, o que a gente tem que fazer é “superar”

  53. Olá! Tenho 52 anos e assim como vc Vanessa fiquei sabendo estava com 8 anos na volta da escola. Guardei na famosa caixinha por um tempo. Bem com 36 anos casada e mãe de 3 filhos, junto com minha mãe adotiva, meu Pai adotivo tinha falecido decidi ir atrás de minhas origens, foi uma busca de 3 meses, mas confesso que Deus já havia preparado tudo porque se umas pilha de fichas do hospital que na ocasião o Provedor da Santa Casa deixou com que eu olhasse todas as fichas e fiz cópias, fui separando meninos de meninas, gêmeos e natimortos. Bem depois de muito trabalho fiquei com 2 opções e em casa na época decidi ir pela menos provável, mas quando pensava em estar chegando as informações caíam por terra.( NÃO DESISTAM OU DESISTAM, mas fiquem em Paz). Eu não fui em busca de amor Pq tive bastante de meia País amados que não estão mais aqui. Fui em busca de origem, saber Pq sou assim e assada hehe. Aqui no Sul temos muita colonização alemã, espanhola, italiana e então queria entender Pq sou de origem indígena mas com altura de origem alemã. O que eu gostaria de passar a vcs é que carregamos sentimentos de abandono, vazio, mas gente amada procurem buscar uma consciência clara de que algum motivo sério existe por trás de um abandono e eu dou graças a Deus todos os dias por ter sido adotada. Nunca censurei minha mãe, a conheci e ela me perguntou: qual das 2 vc é? Ah tá sou gêmea então? Ela disse que não mas ainda tenho dúvidas depois que assisti o filme Twinsisters (vale a Pena assistir). Conheci 2 irmãos que Moravam proximo a ela e 1 irmão que mora aqui no Sul, o mais velho que ficou com 4 anos quando ela foi embora. Conheci ele revoltado mas aos poucos ele enxergou que foi melhor para nós. Ela uma mulher de expressão sofrida, dura. Viajei até Brasília para conhecê-la e o que ela me perguntou de cara? Encontrasse o Marquinho? É o meu irmão mais velho que ficou com 4 anos qdo ela foi no Mundo e deixou ele com minha vó. Psicologicamente correto eu fui rejeitada mais uma vez. Mas Pq vou viver com isso. Ela criou esse filho até 4 anos e o amou gente e a mim ela deu no hospital, como é pra que ter um sentimento ruim, ele se amoleceu quando contei a ele que ela o amava com todas as forças e tinha a deixado com dor. Ela faleceu há 2 anos mas eles conviveram algumas vezes. Eu a trouxe na época parábola Sul e reencontrou 3 irmãos dela que não se viam há 28 anos. Fiquei feliz. Gostaria de encontrar essa irmã que a princípio é 1 ano mais velha que eu. Foi doada aqui em Pelotas minha cidade RS a LBV que a doou para uma família. Só espero que ela tenha sido amada assim como eu fui. E espero encontrá-la ainda. Abraços a todos e olhem pra si e saibam que vcs são amados por Deus que nos adotou como filhos. O amor dele nos basta quando conseguimos ver o sofrimento do outro. ❤️❤️❤️

  54. Boa noite , meu nome e mari , sou filha adotiva de minha mãe , era muito nova quando descobrir n me importei muito acho q pela idade , mais desses tempos pra cá ta meio difícil , tenho 15 anos talvez seja por isso , isso ta me toturando sabe ? De uma forma q n consigo explicar , se eu disser q e por falta de amor ,carinho , atenção n meus pais adotivos ( no caso minha mãe e meu irmão ) são super carinhosos sla .Só queria saber o pq dela ter me abondanado , acho q esse ” pq” nós destroem , a gente procurar saber , mais nunca e o suficiente , e parece q quanto mais dias passa mais dói mais ,

    1. Querida Mariane,
      Se queres podes meus outros comentários acima, mas este é especialmente para vc. Acalme teu coração, em primeiro lugar pq já nascemos e tão logo Deus cuida de nossas vidas. Assim como vc tbém assim como dizem os psicólogos, guardei na caixinha tão logo que soube com 8 anos, mas depois justamente na tua idade me veio uma curiosidade muito grande, procurei, sofri, chorei mas passou e então me tornei mãe e novamente aos 36 anos eu decidi com mais maturidade procurar munhas origens e não buscar amor. Porque este eu tive bastante. Quero que saiba que entendo vc perfeitamente e este post como é antigo parece que os últimos comentários são esquecidos dai estou escrevendo a vc. Não a conheço mas sou mãe de 4 e sei que na rua idade isso tem uma importância e deve ter pra vc. Mas fique tranqüila que tudo tem o seu tempo. Só peço a vc que não julgue em hipótese e não dê ouvidos a quem falar que incentive vc a ter um sentimento ruim. Eu amo ser adotiva, fui escolhida, adorada por Deus em primeiro lugar e depois pelos meus pais adotivos. Podemos nos tornar pessoas melhores com essa situação não esqueça disso.❤️❤️❤️

    2. Linda Mari…Essas perguntas só quem poderá te responder é somente a sua mae biologica. Sabe tenho dois filhos adotivos, e oque posso te responder é que sei porque os adotei:porque eu me apaixonei por eles de imediato, e desde aquele momento percebi que nunca mais seria feliz sem eles comigo, quanto aos motivos na qual a sua mae biologica optou por entrega-la a alguem que cuidasse de vc, pode dizer que NINGUÉM PODE DAR AQUILO QUE NÃO TEM, talvez ela não tivesse para lhe dar tudo oque vc necessitava naquele momento, principalmente amor, talvez ela não tivesse nem pra ela mesma,entende? Agradeça a Deus por seus pais, Deus sempre faz o melhor por nós, e acredite ainda que uma mae abandone um bebe de peito, saiba que Deus nunca a abandonará.bjs

    3. Mari querida, meu nome é Camila Falanghe, tenho 46 anos e também fui adotada e muito amada. Mas confesso que compartilhei durante momentos da vida, desta mesma dor, deste buraco que fica aberto e doi muito. Hoje trabalho com adoção sou uma das fundadoras do projeto pertenSer que atende famílias que vivenciam o processo de adoção e passam por dificuldades. Hoje depois de atender muitas famílias e principalmente depois de ser mãe, percebo que a entrega de um filho para outra pessoa criar é um ato que nasce de um lugar de extrema impossibilidade, seja qual o nome desta impossibilidade… dependência química, medo, solidão, isolamento , mas também é sempre ainda que de forma inconsciente, um ato de cuidado. Se a dor for grande e precisar de ajuda, meu fone em que atendo pelo pertenSer é 11 996211880. Você não está sozinha, somos muitos os filhos pela adoção. Se quiser saber mais sobre a instituição que o projeto pertenSer atende entre em http://www.sistemashumanos.org.br. Abraço

  55. Nossa gente to chocada, entrei aqui porque meu filho tem 06 anos e ta perguntando sobre a mae biologica e eu nao sei como explicar, porque nao quero contar a historia da forma que ela é verdadeiramente, porque nao quero machuca-lo, amo demais meu filho, ele é e será sempre a minha melhor escolha, espero jamais falar essas coisas para ele, porque ele é minha vida inteira, tudo oque eu queria na vida era que ele tivesse saido de dentro de mim pra ele nao sofrer quando souber os reais motivos da sua adoção…sem palavras, eu lamento tudo que vcs viveram, eu peço a Deus que nunca falte amor para meus filhos, porque eles são mais do que sangue eles sao minha alma.

    1. Olá Lucia, meu nome é Camila Falanghe e sou adotada, o que entre outros motivos me ajudou a trabalhar como terapeuta familiar e a fundar o Projeto PertenSer que atende pais que vivenciam o processo de adoção e precisam de ajuda. É muito comum a dúvida de como contar a historia sem magoar, pq em geral são histórias difíceis, algumas de abandono, de dependência química e até de violência e abusos. Mas com 6 anos, de forma lúdica muitas coisas podem ser ditas ao poucos sem magoar ou criar traumas. Fazemos isto no projeto, se estiver em São Paulo eu se quiser ligar o fone para contato é 11 996211880. Trabalhos no instituto sistemas humanos o end é http://www.sistemashumanos.org.br.
      Alias, meus pais são maravilhosos, eles se separaram por conta de problemas de casais, mas sempre estivem presentes na minha vida e eu na vida deles. Costumo dizer que sou filha como qualquer outra, não filha adotiva, a adoção foi apenas o caminho para o nosso encontro. Alguns chegam pelo caminho biológico e outros pela adoção, no final é simples assim. Tudo de bom

    2. Olá Lúcia! Eu já fiz alguns outros comentários aqui, mas lendo o seu não pude deixar de escrever vendo sua angústia. Olha sou filha adotiva embora tendo 52 anos, não muda muito em relação afinque vc deve falar ao seu filho de antigamente para hoje em dia. Eu soube com 8 anos e minha mãe na ocasião não deixou nada muito claro. Isso não é bom não. Pode mais cedo ou mais tarde vir informações contrárias às suas e isso irá prejudicar sua relação com seu filho. Mas acho tbém Lúcia que se algo que vc não quer comentar algo a respeito que acha que irá machucar seu filho, vc deve preservar isso é não comentar com ninguém e esquecer isso. Sabe tem uma frase de C.H.Spurgeon que diz: “Quando receber uma notícia negativa divida-a por 2, depois por 4 e não diga nada a cerca do restante dela”. E ore que Deus vai ajudá-la a seguir adiante e dê muito amor, que o amor tira todo o medo. Eu recebi muito amor. Obrigada. Um grande abraco

  56. Parte de um texto para compartilhar:
    Percebo agora o vazio e a dor que acompanhavam minha vida como herança da história da circunstância de meu nascimento e me conduziam ao sentimento de uma existência espectral, por vezes me via passar como invisível. Assim, eu existia, de forma efêmera, nebulosa, sem me fixar e com impossibilidade de me concretizar e sentir pertencer.
    Fui adotada. Não, antes disso fui gerada, mas não sabia ser nascida. Fui gerada por uma mulher, uma mãe, que já conhecia o destino de sua fecundação, a necessidade de doar o filho que trazia no ventre, a impossibilidade de permitir pertencer. Como será uma gestação embalada por esta emoção? O que sentiu ela? O que meu eu se formando sentiu dela?
    Não conseguia perceber, muito menos elaborar estas emoções; simplesmente passei anos de minha vida num vácuo sobre a percepção de meu nascimento, uma vida não nascida de tanta dor que o saber nascer trazia, uma origem surgida. Um nascimento indizível. Eu não nasci, simplesmente apareci, não trazia comigo a sensação de ser nascida e este aparecer sem passado criou em mim um imenso abismo de existência, uma crise de ausência de origem.
    e um poema para responder o que sente um filho adotivo inspirado na dança de Pina Bausch, chamada Sagração à primavera :
    A dança do indizível.
    “PINA – PRIMAVERA – O dia que me vi nascer¨
    “A dança despe o corpo da pele grossa dos medos que sequer pensava em lembrar de tê-los esquecido e jamais se esqueciam de lembrar –se de mim. Habitavam inscritos na pele que despi na fuga de minhas defesas para entregar-me vulnerável ao tato que pôde senti-los. O abandono, a dor da criação, a entrega da cria, a separação. O que sequer se sabia sentido de tanta dor, não podia ser pensado, então virou dança, dança de luta, dança de dor, dança que revela a dor. E os dias de nascimento se tornaram malditos, e meus dias de nascimentos se tornaram não ditos. Como poder existir se o nascer imprime a dor que sangra as palavras não ditas?… inscritas na pele que a dança despe dos medos mal ditos”(Camila Falanghe, 2012)

  57. Olá, boa noite
    Meu nome é Emilio, tenho 57 anos, filho adotivo apenas algumas horas depois de ter nascido.
    Mesmo já quase entrando na 3ª idade, ainda carrego na alma, a dor e a angústia de ter sido criado por pessoas que na realidade não eram meus pais biológicos (muito embora tenho prometido a mim mesmo e nunca cumpro, que esse assunto não vai mais me entristecer). Meus pais adotivos, hoje falecidos, nunca me contaram sobre o que realmente ocorreu, e eu fui descobrir que era adotado da pior maneira possível: da boca de uma pessoa sádica, fofoqueira e mal intencionada. Tinha apenas 7 anos de idade quando essa bomba explodiu na minha mente e até hoje estou tentando colar os cacos da minha vida. Primeiro duvidei, achei que era uma brincadeira horrível ou uma piada de mal gosto. Depois veio o choque, comecei a observar atentamente ao meu redor, a maneira como as pessoas me olhavam, os comentários velados na própria família e cheguei a triste conclusão que era tudo verdade.
    De imediato me senti uma aberração, um aborto da natureza, um traste inútil. Ainda criança, acordava no meio da noite chorando pela minha existência medíocre e me perguntava: que tipo de “coisa” eu sou? O que é que eu estou fazendo aqui? Será que minha mãe verdadeira me jogou no lixo? E esse casal que me cria, será que me acharam no lixo? Certa vez, aos 8 ou 9 anos, na casa de um coleguinha de escola, brincando ao redor do quintal ouvi claramente a vizinha perguntar sobre mim: e esse menino bonitinho, quem é? E a resposta da mãe do meu colega, como uma espada incandescente, me rasgou em mil pedaços quando ela disse: é filho de fulana de tal, é filho de “criação”. Desejei o chão se abrir debaixo de mim e me engolir para sempre. Peguei minha bicicleta e sai de lá discretamente, fui até o alto de uma colina, lugar tranquilo que eu gostava de ir, e chegando lá chorei muito, sozinho, sem ninguém para ver o que havia sobrado de mim. Depois de ficar com os olhos inchados e vermelhos de muito chorar, me levantei do chão e olhei para o céu, e pela primeira vez em minha vida fiz uma prece a DEUS que me lembro até hoje e se tornou o lema de minha vida: Deus, por que comigo? Eu sou um infeliz, deveria ter nascido morto. Há mais de 50 anos atrás esse assunto era um tabu muito grande, as pessoas desconversavam, não davam detalhes. De meus pais biológicos nada sei, seus rostos, seus nomes, se eram casados ou não, se estão vivos ou mortos. Nunca consegui uma única informação, uma pista, um nome, uma cidade, nunca nada.
    Me tornei um adulto amargo, desconfiado, de pouca conversa, crítico e muito observador. O grande buraco negro cheio de sentimentos de engano, traição e mentira é algo que está tatuado na alma e se tornou um peso brutal a ser carregado ao longo da vida. É muito triste não conhecer a própria origem. Me perdoem pelo (longo) texto, na verdade um desabafo. Creio que todos os que lerem isso e forem filhos adotados e filhos de criação irão entender muito bem a essência das minhas palavras. Grato por terem lido!

    1. Emílio, li seu texto e em muitos momentos me identifiquei, sou filha adotiva também, descobri por uma pessoa maldosa igual a você e também igual a você sofri e ouvi muitos comentários enquanto brincava com amiguinhas….e triste e doloroso e tbem não desejo pra ng esse sofrimento. Hoje faço direito, início uma pesquisa científica cedida pela faculdade sobre adocao e abandono…estou revirando minha vida pra poder fundamentar essa pesquisa, desejo que você consiga colar seus cacos, e tenha certeza, saber de onde veio não mudará nada…apenas te trara mais sofrimento. Um abraço.

      1. Olá Laurie, obrigado pelo comentário.
        Um vaso quebrado e colado, jamais será um vaso inteiro. Mas foi a única coisa que me restou fazer, e você (assim como todos nós, adotados) deve saber bem o que é isso. Correto quando escreveu “saber de onde veio não mudará nada…” Tem toda a razão, não mudará nada mesmo, mas também não creio que me faria sofrer mais. Apenas me esclareceria acerca desse mistério todo que foi minha origem e para mim ainda é um enigma indecifrável! Pensei que quando eu ficasse mais velho iria esquecer essa história toda, mas estava equivocado quanto a isso. É como se fosse um fantasma agarrado a mim e me acompanha onde quer que eu vá. Na maioria do tempo eu o ignoro mas sei que ele está sempre por perto. Um grande abraço!

  58. No meu caso os meus pais de adoção foram assassinados,a minha guarda ficou com a mãe dela no caso minha avó,ela deixou eu mais 5 irmãos onde eu era a unica filha de criação,dai pra la foi só sofrimento,Dizia minha avó essa é a menina que minha filha pegou pra criar.O marido da minha avó não conversava comigo,brincava e abraçava todos os outros.Quando eu completei 9 anos começaram os abusos que eu prefiro não falar de onde vinham,logo o caso virou de policia me perturbavam de dia e a noite por fim todos da família param de conversar comigo deve ser que eu morava de favor tinha que aguentar tudo.Comecei a frequentar uma igreja onde conhece uma senhora que abriu as portas da casa dela só que infelizmente o casamento dela não durou ela ja tinha duas filhas eu seria só mais uma boca para alimentar ,então ela teve a brilhante ideia de me mandar para outra cidade pra cuidar de uma senhora aos 14 anos como eu era de menor fizeram eu voltar para a casa da minha avó,voltei mais por pouco tempo conhece outra mulher no começo eu ajudava ela limpar casa,depois olhava a filha dela,logo completei meus 18 anos e fui viver minha vida.Hoje quando encontro alguém daquela família tenho medo e já bate aquela vontade de chorar quando posso atravessar a rua corro,quando não da me sinto na obrigação de parar porque se não viro assunto na família deles durante muito tempo é exatamente oque não quero se possível que minha ficha sumisse do mundo

  59. Boa noite, gente chorei, chorei com cada história de vida que li aqui, li todas, primeiro quero parabeniza-los pela coragem de optar pela vida, viver a vida, saber que apesar de todas as dificuldades estão lutando pela felicidades de vcs e da família.
    Não sou adotada, mas, sou filha de pais separados e vivi um vai e vem danado, casa de um casa de outro, enfim, Graças a Deus, dias superados, meu esposo foi adotado e sofreu com as rejeições e a falta de afeto quando criança, sua mãe o deu quando tinha um mês de vida à uma família que, Graças a Deus o acolheu, cuidou, não sei se pela ignorância, ou por serem pessoas difíceis, (cheias de complexos) não instruíram ele pra vida, como disse a colega do texto anteriores, foi criado, descobriu tudo sozinho, inclusive que foi adotado, sua mãe biológica o procurou quando ele tinha 15 anos de idade, e eles se conheceram, conheceu seus irmãos e se resolveram por lá mesmo, não quis ter contato, ele não tem raiva dela (acredito que fica o questionamento interno), mas foi uma pessoa que não o ajudou quando mais precisava, quando uma pessoa mais necessita da proteção e amor que é na infância.
    Enfim gente, de vez em quando as feridas dele sangram, principalmente na criação dos nosso filhos, temos três, mas converso muito com ele, e tudo se resolve, hoje ele está bem mais maduro, mais seguro de si, é ótimo pai, trabalhador, bom esposo e bem resolvido, eu o amo. Que Deus preencha este vazio que se encontra nos coraçõezinhos de vcs, sabe porque isso aconteceu com vc? pq vc é forte e vencerás, serás verdadeiramente vitoriosos, quem o acolheu sentirá orgulho e quem o rejeitou pedirá perdão e vc o perdoará, vou terminar com uma parábola que li em um livro há muito tempo atrás, porem, trago como lição pra minha vida.

    Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.

    Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.

    O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.

    Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo. O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.

    No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela.

    Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que , finalmente, conseguiu sair…”.

    Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.

    Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:

    Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo; – Ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre. É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.
    Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, do qual podemos nos aproximar através da oração.

    Fortes e demorados abraços!

  60. Boa noite, me chamo Joyce , tenho 20 anos e sou filha adotiva. Bom minha história começa, a partir do momento que uma infeliz me gerou, com um homem qualquer, e as consequências desse ato foi uma segunda gravidez indesejada (EU) Ela mãe solteira, nova, com um filho pequeno criado pelo pais dela, então logicamente não poderia ficar comigo. Quando já estava no final da gestação, ela iria me ter e me deixar no abrigo e por acaso minha mãe de criação depois de dois filhos criado e casado e meu pai idem, ambos com filhos do primeiro casamento e sem nenhum filho deles dois, a conheceu e disse que me queria. No dia do meu nascimento, minha mãe foi avisada, e foi me buscar no hospital. E aquela mulher, juntamente com a senhora sua mãe me entregaram sem nenhum arrependimento. Fui levada ao meu novo lar, todos ansiosos com a minha chegada, que inclusive foi no dia do aniversário do meu pai dia 10/09/95 que já me amou incondicionalmente a partir do momento que me viu. Foram muito criticados por alguns familiares, porém nunca deram ouvido a nenhum comentário negativo. Fui criada com muito amor e carinho, sempre fizeram de tudo por mim e eu por eles. Mais a medida que fui crescendo, fui percebendo como eu era desprezada e ignorada por meus irmãos e parentes. Sempre observei o modo que meus primos eram tratados e a forma que me tratavam, com desprezo e humilhação. Meus pais de todas as formas sempre tentando amenizar a situação . Até que quando estava na faixa do meus 8, 9 anos, algumas crianças perguntava se eu era adotada. E eu inocente respondia que não. Porém comecei a desconfiar por sempre está passando por essas situações. Isso tudo foi culpa de alguns parentes, que falavam sobre minha desconhecida história para o bairro todo. Então chegou o dia que eu descobri toda a verdade. Tinha meus 12/13 anos, após uma briga boba com meus pais, eles me contaram da pior forma. Me jogando na cara e me chamando de ingrata. Eu chorei muito e fiquei muito mal, fugi de casa e no outro dia retornei. A partir daí fui entendendo porque sempre fui tratada com um ar de desprezo, principalmente por meus irmãos e porque nunca me senti da família. Parece que roubei o lugar, o amor e a atenção deles. Meus pais choraram muito, e conversaram comigo. Eu nunca quis saber da minha suposta família de sangue e nem tive curiosidade em conhece los. Sempre me senti muito amada e querida por meus pais. Especialmente pelo meu pai. Que me trata como uma princesa, sinto que ele ama mais a mim do que as filhas biológica dele. Pois elas, nunca se importaram com ele e eles brigam constantemente. Porém, depois que descobri a verdade, minha vida nunca mais foi a mesma. Me sinto triste, depressiva e incompleta, abriu um buraco no peito, e o mais triste é quando eu e minha mãe briga e ela joga tudo na minha cara, me compara a mulher que me gerou. Demonstra arrependimento, fala que se tivesse a cabeça que tem hoje nunca teria me adotado. Por mais que eu a ame e seja muito grata a tudo que eles fizeram e fazem por mim, tenho revolta. E pra ficar pior, os suposto parente de sangue começaram a me procurar no facebook. Tia, irmão , primos tentando contato comigo, me trataram bem porém não sinto vontade alguma de ter um laço afetivo com eles. Meu irmão de sangue, quis me ligar e me conta a história de vida dele, muito triste por sinal e agradeci a Deus por ter colocado meus pais na minha vida. Porém carrega um imenso vazio e tristeza comigo, não consigo me relacionar e nem ter afeto por ninguém(relacionamento amoroso!). Me sinto sufocada por não pode compartilhar e nem desabafar com meus amigos, pois ninguém sabe. Meu único consolo, sou eu e a solidão. Quando minha mãe fala essas coisas pra mim, me deixa mal, sinto vontade de morrer e meu ódio pela mulher que me gerou só aumenta. Pois ela é culpada de toda humilhação que passo diariamente em casa e com meus parentes. Eu amo minha mãe demais, mais infelizmente ela me faz me sentir a pior pessoa do mundo. Por mais que meu pai a repreenda de tá sempre tocando no assunto, ela nunca aprende. Já estou a ponto de cometer uma loucura, pois sinto que vou carregar essa tristeza pelo resto da minha vida. Quem quiser conversar e tiver passando por isso me chama no WhatsApp 021 979354864

  61. Sou mãe por adoção a 3 meses minha filha tem 10 meses … Posso dizer a eu nasci qndo ela chegou pra mim … O amor q sinto por ela não é nada diferente do amor de uma mãe biológica … Pretendo contar a ela desde sempre sua história de vida … Inclusive fiz um livro com a história da minha vida … Onde conto como é qndo tomei a decisão de adotar …

    Aos filhos adotivos que comentaram … Peço lhes de todo coração que não usem a palavra abandonar e reijeitada (o) … Essa palavra é mto forte … Só proferi lá me dói o peito …

    Estão falando do que sente um filho adotivo … Gostei de ler os relatos … Confesso q mtos me entristeceram … Falta de amor na família adotiva é mto triste … Mas então vamos por em questão … A mãe biológica e a mãe adotiva
    A mãe adotiva adota digo isso pq sou mãe adotiva .. Pelo menos é o meu caso .. Adotei pq tenho em meu coração uma necessidade imensa de doar amor carinho cuidados afeto … Então nada melhor do doa las a alguém que foi doado …

    Amo minha filha mais que tudo nessa vida farei de td pra q não se sinta diferente … Contarei sim q ela é adotada filha do meu coração da minha alma …

    Mas então filhos do coração … Ponham se no lugar das mães que doam seus filhos …
    Aham que foi fácil pra elas doar a carne de sua carne … Gente dói … Acreditem a dor vem de ambas as partes … Dói pra quem é adotado … Dói pra mãe biológica e dói pra mãe adotiva q quer loucamente ser perfeita pra w seu filho nunca sinta nada ruim nada triste … Mas é a vida gente … São sentimentos pensamentos q precisamos cuidar falar sobre … Desmistificar … Pq acredito q filho é filho e ponto …
    Cuidem dessas feridas … Não a deixem abertas … A cicatriz fica pra nos lembrar mas não machucar …
    Penso que ser adotado é maravilhoso … Pois em efésios 1:5 diz : seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade.

    Se pais tbm são filhos e se filhos todos são duplamente abençoada és minha filha do coração …
    Penso q minha filha é abençoada pois tem duas mães e dois pais … Temos q ver as coisas sempre pelo lado bom …
    Deus nos ama … E deu seu único filho ( Jesus tbm era filho adotivo de José e Maria visto q foi gerado pelo espírito santo ) pra morrer na cruz por nós … Façamos valer a pena … Filhos do coração que Deus abençoe a todos vcs … Q possam se sentir preenchidos pelo amor de Cristo … Espero q minhas palavras sejam vistas com olhos de amor … Pois estou tentando por palavras de amor ao falar de adoção … Qnto ao pegar pra criar gente pode ser só uma maneira de falar … Vcs diem w a gente pega pra criar bicho … Posso lhes garantir w as duas cachorrinhas q tenho em casa são tbm minhas filhas … Adotivas tbm .. Sim pq todo ser w tem vida w decidimos amar cuidar e doar nossas vidas tomamos para nós como filhos por adoção …

    Filho biológico vc ama pq é seu … O filho adotivo é seu pq vc ama … Boa noite a todos beijos

    A todos os adotados que aqui comentaram sintam se nesse instante abraços por uma mãe do coração w nasceu pra amar … Não importa ter vindo de outro ventre …

    Lembrando vcs que qualquer mulher vive sem útero mas nenhuma sobrevive sem coração … Filhos do coração vcs são especiais aos olhos de Deus …

  62. Também sou adotada e fui deixada na porta dos meus pais adotivos, com apenas 4 dias de vida, dentro de uma caixa de papelão, apenas com um bilhete que informava a Maternidade em que nasci. Fui criada em uma familia maravilhosa, não me falta NADA. Tenho 21 anos e tenho muita vontade de conhecer minhas origens.. Minha mãe adotiva me apoia muito, pois ela sente que eu so vou sossegar no dia em que isso acontecer. Só que é adotado sabe o que se passa na nossa cabeça.

  63. Sou filho adotivo e nunca me importei muito com isso, o problema é que minha mãe biológica me encontro e agora quer me conhecer, mas eu não quero, na verdade estou confuso, nunca tive raiva de ninguém agora que estou sendo obrigado a viver essa situação não estou gostando nenhum pouco.

  64. Boa tarde meus caros, hje eu procurava na internet pessoas como eu e encontrei vocês. Me identifiquei com muitos e gostaria de compartilhar um pouco de mim. Tenho 43 anos sou mãe de três filhos abençoados, sou avó de uma netinha de 7meses. Como mãe não fui a melhor mais dei aos meu filhos sempre muito amor e companheirismo. Muito mais que eu fui capacitada em dar. Fui adotada com dias de vida, segundo as histórias que sei minha mãe biológica me deu em adoção por ser uma adolescente que engravidou e os pais não aceitaram. Minha mãe adotiva na ocasião havia perdido um bebê numa gestação de 8meses sem uma causa aparente. Por ser uma mulher muito geniosa e frustrada eu acredito que minha mãe adotiva não conseguiu me amar e aceitar como uma filha. Meu pai adotivo sempre foi muito carinhoso e dedicado porém Deus o chamou quando eu tinha 8anos. Até hoje choro muito a falta que ele me fez e faz. Fui muito agredida como criança fui violentada sexualmente e nunca tive coragem de contar a ninguém muito menos a minha mãe adotiva. Ela era muito ruim brava eu apanhava por qualquer coisa. Ela sempre foi revoltada com o mundo é eu pagava o preço pelas suas revoltas. Com 14 anos conheci o pai de minhas filhas. Eu via nele a segurando e a proteção que nunca tive. Porém não tinha desanimes para entender e saber o que era certo. Engravidei da minha filha e fui obrigada a casar é claro. Minha mãe falava que eu ia envergonha lá senão casasse. Casei tive mais uma filha e fiquei casada por 9anos. Tinha uma sensação de dependência daquele relacionamento tinha medo de ficar sozinha. E sempre senti um vazio muito grande. Para resumir minha história me separei e tive outro relacionamento fazendo em dependência emocional tive meu filho de 15 anos agora. Depois destes relacionamentos tive outros e hoje estou casada com um rapaz 11 anos mais jovem. Minha vida está muito frustrada e sinto que aquela carência aquela solidão aquele vazio de menina nunca irá passar. Depois de adulta tive coragem de enfrentar minha mãe adotiva falei a ela tudo que ela me fez passar em silêncio. Não a culpo de tudo mais não consigo deixar de pensar que ela foi responsável por muitas tristezas na minha vida. Hoje ela me trata como uma intrusa não sinto nenhum sentimento dela por mim. Fala coisas horríveis aeu respeito para qualquer pessoa. Sou filha única registrada como legítima e ela fica furiosa desequilibrada quando alguém toca na possibilidade dela me deixar com alguma coisa. Parece que ela não quer me ver feliz não quer que eu tenha nada. Sou bacharel em direito estou lutando por uma oportunidade nesta área de trabalho, está difícil pois infelizmente é uma área muito concorrida. Lutei a vida toda sozinha nunca tive um incentivo da minha mãe. Me ajudou financeiramente muito menos que podia e faz questão de falar e jogar na minha cara como se fosse esmola dada a uma qualquer. Sinto uma Imensa solidão e tenho convicção que isso é reflexo de uma infância castrada. Hoje eu penso e estudo muito adoção. Nunca uma pessoa deve colocar na sua vida alguém com intuito de substituição de alguém ou de algo. As consequências são dololoras demais. Desejo a todos a paz de Deus que é a única coisa que pode consolar nossos corações machucados. Grande abraço se tiverem algum grupo para conversamos e trocarmos algumas palavras de Incentivo por favor gostaria de participar. Obrigado por estes minutos a minha história dedicados. 4199478675 jucelia

  65. Boa noite! Fui adotada nos primeiros dias de vida, desde pequena eu soube q era ” filha do coração” portanto isso nunca me afetou. Porém só fui saber como e pq fui adotada na adolescência, confesso q não foi muito agradável no primeiro momento mas depois achei uma história linda ( fui deixada dentro de um ônibus). Como eu me sinto ? Bom eu me sinto privilegiada por ter em.minha vida uma família magnífica porém confesso que as vezes paro e penso: como será minha mãe biológica bem como meu pai? Será que sou parecida com eles? Será que lembram de mim? Etc.. Quando tem encontro em família ” nossa fulano vc está a cara da vovó” essas coisas assim me fazem pensar ” nossa como eu queria ser parecida com alguém, ter os traços do rosto de alguém … Gostaria ao menos de ver uma foto da minha família biológica. Não tenho raiva nem recentimento pelo contrário tenho admiração pois algum motivo muito grande fez com q ela (eles), me abandonasem talvez querendo me proteger de algo sei lá penso assim! Outra coisa que penso é : será q tenho irmão ? Onde estão ? Como são ? Etc… Bom é isso!

  66. Ola, sou filha adotiva descobri com 18 anos, nunca conheci eles, nunca procurei meus pais pois quando procurei fiquei sabendo coisas desagradáveis a respeito deles agradeço muito a minha família biológica e minha família adotiva, hoje em dia penso tbm que poderia ser parecida com alguém,

  67. Sou filha adotiva, e não me sinto bem com a minha família adotiva, me sinto deslocada, rejeitada, não amada desde de pequena sou tratada como uma “mercadoria”, e meus pais adotivos jogam na minha cara que a adoção foi um favor a mim, eles não me compreendem, e não consigo amar nem meu pai nem a minha mãe seja os biológicos ou adotivos. Espero que no futuro eu esqueça o que me aconteceu e mude a minha história ninguém merece isso.

  68. Sou filho adotivo tenho 39 até hoje sinto me rejeitado desde que descobrir que era gente e não tenho vontade nenhuma de conhecer família biológica minha desde aos 6 anos de idade até 14 apanhava muito eu era muito espancado meus irmãos estavam ali dizendo que eu estava ali de favor que eu não presto e nunca tive minha cama dentro de casa meus irmãos todos eram 4 tinham cama menos eu , até aos 7 anos eu dormia na cama da minha mãe depôs disso passei durmir no chão não tinha dia que eu não apanhava 18 anos servir ao quartel passei usar drogas 21 anos casei entrei pra igreja fui morar com minha mulher na qual tive uma filha com ela minha mãe só foi ver minha filha uma só mesma assim é porque eu tive que assinar um documento que meu pai havia falecido hoje me divorciei vi morar com minha mãe e até hoje sofro Bullying dentro de casa ela fala pra mim que tenho que pagar ela porque me criou e que minha filha não é neta dela que não tenho nada.
    Eu acho seguinte sou contra adoção porque é muito ruim se filho adotivo nos somos tempo todo jogado na cara que somos adotivos e fica jogando na nossa cara como se eu que pedisse pra ser adotado sei não ,se hoje não tenho Jesus na minha vida que hoje sou crente Cristão realmente já tinha pensado de fazer várias besteiras,mas mesmo assim eu sendo Cristão sou humilhado dentro de casa sempre durmo no chão agora que arrumou uma cama mesma assim estar quebrada e durmo na sala só Deus sabe da minha situação mas as vezes eu penso que estar permitindo tudo isso pra mim.

    Conclusão acho que só poderia liberar adoção para quem não poder ter filho porque o amor é diferente daqueles que podem ter filhos

    1. Gente coisa boa encontrar tantas histórias….lindas…..tristes…..também tenho a minha ,sou mãe adotiva de um menino de 14 anos ,adotamos ele com 3.Até o ano passado tudo tranquilo, sempre contei a ele sua história, mas sempre me chamou atenção o fato dele não querer ligar para os irmãos, não querer contato,nem querer falar sobre sua família biológica, sempre respeitamos isso ,,,,deixando claro que sempre que quisesse falar sobre o assunto estaríamos a disposição, e assim IGOR foi crescendo ….educado …..amado por muitas pessoas.
      Ano passado,para cá ele mudou seu comportamento, escolhendo sempre as piores cias , se tornando agressivo mal educado,sem vontade de estudar, passamos poucas e boas……mas com muita conversa,carinho, ele mudou em muitas coisas…..precisa ainda algumas mudanças ,mas acredito que essas aos poucos vão acontecer…..pois ele tem muitas coisas boas plantadas no coração muitos exemplos bons só precisa deixar florescer!Não sei se essa mudança tem alguma coisa relacionada a história dele …pois ele é fechado ,,,pouco se abre melhorou nisso ..mas é uma caminhada….sempre disse a ele a seguinte frase.Amor não nasce no ventre e sim no coração!

  69. Sou filha biológica. Tenho 34 anos eu e meu esposo pensamos na possibilidade de adoção. Mais sinceramente, depois de ler tantos relatos tristes a vontade é cada vez remota. A impressão que dá e que para algumas pessoas o melhor seria não terem sido adotadas. Me desculpem mais a impressão que vocês estão passando para nós que queremos adotar é esta. Entendo a curiosidade de saber de onde veio, de saber porque da família biológica não poder ou não querer ficar com vocês Mais Assustam os depoimentos daqueles que confessam que receberam amor carinho do lar adotivo mas que nunca serão felizes. Li em outro site uns dizendo que se os pais adotivos soubessem como e ruim ser adotado não teria feito. Então, como quero adotar pra da amor carinho familia educação. Bons preceitos enfim fazer alguém que nao tinha nenhuma chance disso vir a ter e essa pessoa achar que a adoção e ruim eu prefiro nao o fazer. Eu quero fazer feliz mais se minha atitude vai criar um sentimento ruim. É melhor não serem adotadas. Gente família biológica não é a solução. Conheço dois filhos de sangue imersos nas drogas com a mãe em casa acamada e eles nem ai. Não se preocupam com ela. Pais biológicos não são deuses perfeitos. Graças a Deus meus pais são 10. Mais conheço uns que ual são péssimos. Pensem assim Deus me deu outra chance a família biológica não deu certo mais a adotiva vou fazer dá certo. A Bíblia mesmo fala. Há amigos mais chegados que um irmão.

  70. Fui adotada bb, aos 7 anos durante minha mãe ler um conto infântil ela introduziu uma segunda história sobre uma garotinha que veio de presente… como criança foi tudo muito natural e quando ela terminou olhei pra ela e perguntei se a garotinha era eu. E foi tão natural e tranquilo que minha mãe chorou e a consolei falando que era minhã mãe e eu a amava. Até ai tudo maravilhoso, qdo meus pais me tiveram mudaram da cidade da família da minha mãe para terem tempo de falar pra mim, pois não queriam fofocas. Mas infelizmente depois de alguns anos irmãs e irmãos da minha mãe pediram hospedagem para estudar na cidade. Foi a partir daí que minha vida mudou, eles me tratavam mal qdo meus pais não estavam perto. Nada fisíco, mas psicológico, me menosprezando ou me respondendo com rispidez e me ignorando. Quando eu falava para minha mãe, a confiança dela os laços de sangue sempre falavam mais alto. A familia da minha mãe é aquele tipo de família que segrega, que tem os seus preferidos e minha mãe se sentia rejeitada pela própria família de sangue. Por eu ser uma pessoa que sempre acreditei muito mais em laços de afinidade sempre enxerguei isso muito bem e nunca tive vontade de conhecer minha família biológica, pois considero que sem convívio bom ou ruim não representa nada em minha vida. Enfim, já fiquei muito triste, pq sempre com alguma discussão vem os fantasmas: a quem vc puxou, não saiu de mim mesmo, e isso machuca demais. Sempre fui classificada como agressiva por falar sem papas o que penso. Mas ninguem me perguntou o que sentia qdo me avô materno apresentava todos os netos e qdo chegava em mim ele falava, aquela é de criação, ou melhor, me falavam que ele era ignorante. Sempre era comparada com meus primos e estes sempre eram melhores. Fui sendo cada vez mais agressiva pq minha mãe não me protegia da família dela e tive que me defender sozinha. E ai me rotularam rapidamente de revoltada e agressiva. Esse sempre é o caminho mais fácil para tirar a atenção do vetdadeiro culpado.
    São muitas situações, agora estou casada há 10 anos com um companheiro que desde os promeiros dias me enche de auto-estima, é dificil, é como uma reabilitação um passo de cada vez.
    Amo meus pais, me formei em duas faculdades e sou pós-graduada graças a eles, os ajudo no que posso hoje… Mas mesmo assim percebo o sentimento contraditório da minha mãe: Nossa ela é adotada e nos ajuda tanto e os de sangue nem nos visita.
    Ela não fala, mas percebo isso.
    Acho que ela se sentiria melhor se eu fosse a revoltada.
    Bem o que posso dizer: só pessoas com muito desprendimento de laços de sangue podem adotar e com muita clareza que tanto filhos adotados ou de sangue podem ser o q elas planejam ou não. E o mais importante, realmente querer ter um filho e não tê-los por imposição social, solidão ou puro egoísmo. E saber que vc cria para o mundo. E saber protegê-los muitas vezes até da própria família de sangue.

  71. Meu nome é Natalia,eu fui adotada com 3 dias de vida,minha mãe me conto logo cedo,eu sempre fui muito amada e tenho uma família incrível,só que por anos eu venho escondendo a dor que eu trago no meu coração,por medo de magoar eles,intaum decidi esquecer essa história,ontem eu tive uma crise de nervo imensa,e explodi e falei tudo que tava preso em mim por 25 anos,minha mãe claro fico muito magoada,e eu To me sentindo a pior pessoa do mundo,vou começa um tratamento com terapeuta,pra ele ir onde eu não consigo sozinha,li um comentário a cima,falando da alma machucada,e por mais amada e amor que eu dou e recebo da minha família,é assim que minha alma sempre foi machucada,é como se me faltasse um pedaço,eu precisei magoar minha mãe,pra enxerga q eu preciso de ajuda pra enfrentar o meu passado,pra finalmente seguir em frente

  72. Obrigado pelo texto,foi ótimo ler e ver os depoimentos,fui adotada com 3 dias,sempre fui amada e os amei muito,mais estou passando por uma fase difícil,se alguém quiser conversa ou trocar uma ideia me chama no WhatsApp 37 999080063
    Beijos

    1. Natália entendo o momento difícil que está passando pois eu sou adotada e sei bem como é. Na verdade só quem é adotado entende. Também fui adotada com dias de nascida e recebi muito amor, mas mesmo assim sofri e ainda sofro bastante. Oro todos os dias e peço a Deus que me ajude a superar, força para prosseguir, pois não é fácil. Tem dias que bate uma saudade imensa. É uma mistura de dor, saudade, angústia. O pior é pensar que só a gente (adotado) sente isso….enquanto elas (mãe biológica) não estão nem aí. Não consigo entender como uma mãe tem coragem de abandonar um filho. Eu sou mãe já passei por muitas necessidades, mas Deus me livre abandonar meus filhos. Dói saber que ela nunca me amou e rejeitou como se eu não fosse nada, me descartou como lixo. Só me resta chorar…

  73. Boa noite!
    Bom, achei muito bacana seu texto. Bom, direi o que eu sinto e um pouco da minha história. Bom, eu fui adotada enquanto bebe. Mas tive 3 rejeicoes. Primeiro , pelos meus pais biologicos que nao os conheco. Depois de uma mulher que me pegou pra criar e por ultimo de uma outra senhora. Fui adotada eu tinha menos de 1 ano. E meus pais adotivos sao maravilhosos! Na vdd sao meus pais. Me deram tudo que poderiam me dar. Sou grata a eles.Mas, tem coisas que infelizmente é algo que nao tem nada a ver com meus pais ( adotivos). Tem a ver em ser adotada. Era ruim nos tempos de colégio, quando vc via suas amigas se parecendo com suas maes. Digo, aparencia fisica e de personalidade. Na real, era mais a fisica que magoava. E eu…Bom nao sou muito diferente aos meus pais. Mas , nao sou geneticamente igual. Isso me doia. M doia tb quando minha mae e outras mulheres comecavam a falar de filhos e seus partos ( afinal, sempre surge entre mulheres uma competicao de quem sentiu mais dor essas coisas,…kkkk). Entao minha mae sempre citava o parto das minhas irmas…mas de mim..obviamente ela nao inventava . mas tb nao falava q eu era adotada. Simplesmente só falava o parto das meninas. Era horrivel vc nos tempos de colegio, inventar o hospital q nasceu..coisas assim…só pra nao ficar por baixo. Depois, era péssimo ver comentário de algumas pessoas que de maneira preconceitosa dizendo que NUNCA ADOTARIA que crianca assim é problema..( já escutei isso da minha ex sogra que por sua vez nao sabia que eu era). .Dói vc nao ter certeza de onde vc veio. Com quem vc se parece. É horrível vc ir ao médico e ele perguntar sobre doencas hereditárias e vc ter que dizer q vc nao sabe se há casos na familia, pq vc é adotada( antes eu mentia, hj nao mais). Dói saber que a primeira pessoa que deveria te acolher, por ser sua mae, foi a primeiraa te rejeitar. É um buraco que nao preenche. Nao sana. Por mais que eu tenha amor da minha familia. Bom, outros pontos que hoje como adulta me dóem sao: A maniera que minha sogra trata seu filho. Ele é filho dela. É com amor…ela nao o rejeita. Isso me dói. Ver uma mae amando seu filho. É estranho, mas me dá inveja . Queria que minha mae adotiva fosse minha mae biologica ou queira nunca ser uma crianca adotada. Queria ter uma mae de vdd. Sei lá! Na real , queria mesmo que minha mae adotada fosse minha biológica. POis tenho certeza de que se eu nao fosse adotada, eu seria alguem mais segura de si. Me dá muita raiva, ver as maes protegendo seus filhos. Pq eu queria ter uma mae biologica que me protegesse tb. quera ter tido. Hoje, sou casada, mas tenho medo de ter filho! POis nao sei se saberei dar aquilo que nao tive da minha mae biologica. O que eu tive, ok foi amor. Mas foi o amor, posterior ao abandono , logo na fase que mae e filho criam vinculo. E eu tive muitas rejeicoes,,a té conseguir ser amada pelo meus pais. eu nao tive seio pra saciar minha fome , enqto crianca. Isso dói. Coisas que sao pequenas prá uns…sao enormes prá quem é adotado. Quero ver um rosto igal ao meu…quero saber minha historia. saber quem sou eu de vdd.como poderia ter sido minha hist. Isso nao é ser ingrata! POr favor! nao digam que somos ingratos. Apenas é complicado viver sem saber quem vc relamente é. Deixo claro que AMO muito meus pais. E que eles sao meus pais d vdd….Mas…há coisas que nao consigo deixar de sentir.

    1. Eu te entendo Suellen! Também já escutei a frase: Não adotaria, pois filho adotado vai dar trabalho.!
      E frase do médico: Sua família tem histórico de problemas cardíacos…

  74. Boa noite eu procuro minha mãe biológica fui dada pela minha avó pra dona Ilda machado Barbosa de aruana Goiás na época minha avó morava no setor jardim América em Goiânia mais quando eu tinha 3 anos minha mãe biológica teve em Araguapaz na casa da minha irmã que se chama Alice me procurar mais ela não quis dizer que eu estava la eu nasci em 17 08 de 1979 mais minha mãe adotiva mudou o dia que eu nasci pra 27 08 gostaria muito de encontrar minha mãe biológica consta no meu registro que sou natural de Inhumas Goiás mais não sei se é verdade

  75. Gente….muito bom encontrar vocês,sou mãe adotiva de uma menino , hoje com 14 anos, quando o adoamos ele completava 3 anos,. Até o ano passado foi tudo ótimo um menino de ouro…sempre tratado com muito amor, sempre soube de sua história, mas….nunca gostou de conversar sobre isso, sempre quis que falasse com seu irmãos ele nunca quis ….por um tempo sofria com isso, pois para mim era importante ele ter esse contato ….mas fui respeitando o coração dele.não falando mais sobre isso ,deixando claro que sempre estaremos prontos para falar do assunto sempre que ele quiser…..até agora nunca quis!
    De um ano para cá as coisas estão difíceis, rebeldia , mal na escola não quer estudar tudo que falamos nada serve, escolhe sempre as piores cias, de uns meses para cá teve melhoras em algumas coisas , mas tem muito a melhorar ainda.
    sempre teve todo amor e carinho do mundo… sempre digo a ele que deve ter orgulho da história dele ….é um vencedor, encontrou quem o ama muito ….e que o amor não nasce no ventre e sim no coração ! E assim vamos seguindo, sabemos que plantamos muitas flores naquele coração elas irão florescer!

  76. Eu fui adotada ainda bebezinha por uma senhora solteira. No começo parecia tudo bem. Todos na família pareciam me aceitar bem até que cresci. Era filha única e tudo era promissor….. Só na adolescência que me contaram a verdade, ou melhor, meias verdades. Disseram que meus pais tinham morrido num acidente de carro e que haviam procurado por toda parte e nada! Até o meu nome não era real! Nesse dia fiquei sabendo qual era o meu nome no registro de nascimento, pois até naquela data, eu era chamada por outro nome (que, alguns na família se acostumaram e não conseguem me chamar pelo nome do registro). Isso foi uma loucura durante toda a minha vida.
    Com o passar dos anos, aquela bebezinha passou a não ser mais novidade e começou a ser um estorvo, a dar trabalho, como todo filho na adolescência. Bulling era o meu dia a dia, através dos primos impiedosos. Nunca, até hoje, regularizaram a minha situação. Minha mãe adotiva, pessoa de renome na área jurídica, me deu uma vida muito farta, educação de primeira mas negligenciou a parte afetiva. Ela não gosta de carinho….nem de dar, nem de receber!!! Depois que minha mãe adotiva se aposentou, agora que está mais velhinha, ela não quer saber de mim, não quer me ver, diz que tem ojeriza de mim e faz questão de viver afastada. Ela prefere a companhia dos estranhos, da secretária particular, da empregada, das mocinhas do salão de cabeleireiro…..qualquer pessoa, menos eu! Ela não aceita nem um copo d’água vindo de mim! Hoje, tenho 56 anos, não tenho o nome de minha mãe adotiva em meus documentos, não tenho direito a herança…… enfim, dela não vou levar nada!
    A pergunta inicial é: o que sente o filho (a) adotado? Depende da família que ele (a) der a sorte de recebe-lo. No meu caso, sou grata porque fui salva ainda bebezinha (dizem que fui encontrada num juizado de menor em São Paulo) mas, fui abandonada depois de adulta. Será normal uma pessoa ser abandonada duas vezes numa mesma existência por duas mães diferentes? Eu devo ser uma pessoa horrível!
    Hoje sou jornalista, pós graduada em marketing, apesar de desempregada, sou grata pela educação que recebi e tento, num país em crise, fazer jus a tudo e ainda tentar dar algum orgulho à minha mãe…….. mas ela não tá nem aí prá mim!

  77. Bom, venho lendo esse texto pelo menos uma vez por semana a uns foi meses e em todas essas vezes lendo os comentários, me sinto em casa. Fui adotada com dias de vida, sempre soube disso, foi algo natural na minha vida, nunca guardei segredo e sempre gostei de contar a minha história para os meus colegas e amigos. Hoje, ao quase fim dos meus 14 anos, tenho tido alguns problemas com isso, cada vez mais eu penso nisso, pois nunca tive a história esclarecida, eu sempre soube mas ninguem além da minha vó conversou comigo sobre, apenas alguns comentários,ultimamente venho me perguntando muito sobre isso e querendo conversar, tenho poucos amigos e alguns conseguem duvidar da minha adoção o que me machuca muito, se alguém quiser trocar experiências ou mesmo saber mais sobre isso, me mande uma mensagem, ficarei feliz em conversar 4288727207

  78. Tenho 31 anos, sou adotiva. Descobri com 17 anos. Mas desde criança faziam piadas comigo. Quando descobri foi muito doloroso mas consegui passar por isso. Um pouco mais tarde tive problemas com a ” minha irmã ” Q é filha legítima, todos ficaram a favor dela. E eu vi q todo aquele amor nunca existiu. Quando foi preciso escolher, escolheram pela legítima mesmo ela estando errada.

  79. Me chamo ANA,ACHO QUE SOU UMA DAS MAIS VELHAS,DANDO DEPOIMENTO.Li somente alguns ,mas,fiquei preocupada com Daniel de BH.Triste tua história. .TBM,sou adotiva e nunca tive problemas com meus pais.APESAR DELE NOS ABANDONAR,PARA VIVER COM OUTRA MULHER,QUANDO EU ERA ADOLESCENTE.NEM POR ISSO ME REVOLTEI..Minha mãe foi o meu anjo bom,amiga, super mãe.Ou seja,tudo de bom em minha vida.Acho que seu único erro foi adotar somente A MIM.Sinto falta de irmãos.MAS EU TINHA UMA SUPER MÃE,COM UM SUPER AMOR E CUIDADOS POR MIM.EU NÃO PRECISAVA DE MAIS NADA. COM 28 ANOS.CONHECI UM BB DE 6 MESES,COM 9 MESES EU JÁ TINHA SUA GUARDA.EU ERA A MÃE SOLTEIRA MAIS FELIZ DO MUNDO.QUANDO COMEÇOU NA ESCOLA,VIERAM JUNTO OS PROBLEMAS,QUE NOS ACOMPANHAM ATÉ HOJE.ELE COM 26.ELE,SEMPRE SE SENTIU UM REJEITADO,AFINAL EU NÃO LHE DAVA ROUPAS E CALÇADOS DE MARCA E AINDA O FAZIA ESTUDAR.NA ESCOLA EU SÓ PASSAVA VERGONHA,POIS ERA CHAMADA TODOS OS DIAS.SEMPRE OUVINDO AQUELA FAMOSA FRASE.MÃE………….EDUCAÇÃO E EXEMPLO VEM DE CASA.CDA VEZ QUE OUVIA TAL AFIRMAÇÃO ,EU QUERIA MORRER.VIVO QUERENDO MORRER.QUANDO ME AGREDIU FISICAMENTE PELA PRIMEIRA VEZ ,ELE TINHA 13 ANOS E PAROU COM 18 ANOS.POIS SUMI NO MUNDO.VOLTAMOS NOS FALAR,FAZ DOIS ANOS.BATER NÃO BATE,MAS,AMEAÇAR E XINGAR……..TENTO ENTENDER,TANTA VIOLÊNCIA ,REVOLTA.TENHO MUITA PENA DELE. PODÍAMOS VIVER COMO UMA VERDADEIRA FAMÍLIA FELIZ. VCS PODIAM ME DAR CONSELHOS.ANTES PRECISO CONTAR QUE SEMPRE FALEI.MÃE QUE É MÃE ,NUNCA ABANDONA SEU FILHO. OQ DEVO FAZER?,ESQUECER QUE ELE EXISTE E DEIXÁ-LO QUEBRANDO A CARA ,OU TENTAR AJUDÁ-LO. OBRIGADA PELA ATENÇÃO.E UM ABRAÇÃO CHEIO DE AFETO E CARINHO PARA TODOS.ANA

  80. Bom, meu nome é andressa, tenho 14 anos e sou adotada, tenho passado por uma fase muito difícil com relação a minha adoção e vejo necessário compartilhar experiências, meu whatsapp é 4288727207, se alguém quiser conversar estarei disponível.

  81. oi gostei muito do texto e realmente e muito confuso tenho 23 anos e reencontrei minha mae biologica nao ponho culpa nela por nao ter me criado foi uma situaçao horrivel a minha concepçao ,alem da pobreza, quem podia ajuda-la a rejeitou ainda comigo em seu ventre ,minha mae foi abuzada pelo proprio pai ,
    e meio complicado mas hj em dia consigo conviver com isso ela tambem foi vitima nesse caso ,claro nao e as mil maravilhas mas dando tempo ao tempo tudo ou quase tudo se resolve .

    1. Oi!!!! REALMENTE É COMPLICADO,MAS NÃO ADIANTA PIORARMOS NOSSA SITUAÇÃO.ACHO QUE NO SEU CASO,VC ATE PODIA TENTAR CONVIVER COM A MÃE BIOLÓGICA NUMA BOA.AFINAL,ELA TBM FOI VITÍMA .PAZ E MUITO AMOR NO TEU CORAÇÃO.”SEJA FELIZ!!!”UM ABRAÇO CARINHOSO,ANA

  82. Li muitos comentários e sei que o tópico é se relaciona aos sentimentos de “O que sente o filho adotivo”. Acho interessante, mais eu como muitos outras pessoas que está tentando adoção de crianças por não poderem ter filhos biológicos.

    Fico meio assim triste pois agente quer uma criança para completar a família e tirar aquele vazio que é um casal sem filhos, aonde se vai em tudo tem uma criança rindo, animada, e quem realmente não consegue como eu sou infértil e não tenho tratamento. A única opção é adotar.

    Eu li muitos comentários positivos outros mais tristes, mais tenho dúvidas que abriram não estando contra, acho que filho não se prende em casa e sim agente tem que cria-los, ama-los, dar carinho, conforto e ajudar em tudo mais deixarem livre pra terem suas escolhas.

    Acontece que vejo muitas pessoas adotadas falando de palavras clichês como filho de coração, pai adotivos, mãe adotivas, mãe é quem cria não quem faz, mais oque gostaria de deixar claro que tudo isso também não é de mal da pessoa pois eu e minha esposa estamos ainda esperando entrar na fila, e tudo que é passado por agente pelas assistência social e psicologas são que sempre devemos falar pra criança desde cedo que é adotada, e sempre lembrar que a criança é adotada, por mais que seja dolorido para alguém que buscou ser pai e mãe a vida toda temos que lembrar a criança que ela tem uma história também.

    Pois temos que acabar expressando essas palavras, e me pergunto eu que ainda não consegui adotar como deveria reagir a isso, pois é complicado eu e minha esposa esperamos o filho que for vir pra nós que agente consiga dar conforto, carinho e que possamos conversar de tudo, mais claro que para minha visão isso cria um vinculo que quando a criança começar a se questionar para saber sobre seus pais isso será triste.

    Mais temos que ser forte e poder conversar com elas, passar oque foi feito mais tendo a palavra certa para ser usado. Mais se alguém que é adotado ama sua família adotiva, se pode deixar no comentário algumas opiniões de como sente-se e como poderia ser ajudado, para agente poder pegar como base de conhecimento e podermos nos dedicar a sermos pais ótimos para nossos filhos e que fortaleça quem for vir por ter esse conhecimento.

    Agradeceria de coração a todos.

  83. Olá, Gostei bastante do texto. Apesar de você não ser adotado, conseguiu entender um pouco da angustia de quem foi.
    Eu sou adotada. Fiquei sabendo disso quando tinha mais ou menos 9 anos de idade. Digo que foi uma das piores notícias que recebi em minha vida, pois até então achava que meus pais eram meus pais, meus primos eram meus primos, meus tios eram meus tios. É como se o chão desabasse debaixo dos pés. O sentimento que dá é que a minha vida era uma vida de mentiras. O pior é saber que todo mundo da sua família sabia, menos você. É um sentimento se ser enganado.
    O próximo pensamento que vem na cabeça é: Por que meus pais não me quiseram? Por que fui rejeitada? Quem era minha mãe? será que ela era vagabunda? O que aconteceu? Quem é a minha família? De onde eu vim? Eu pareço com quem? Será que tenho irmãos?
    No dia seguinte da notícia pensei que era sonho, que era tudo mentira, mas lembrava que era verdade. Foi muito difícil.
    Lembro que naquela época tive que enfrentar isso sozinha, pois era difícil os pais levarem a psicólogos e nem os pais sabiam direito como agir.
    O que fiz foi tentar digerir tudo aquilo e tentar esquecer.
    Muitas vezes exite também pelo preconceito “velado”. Alguns parentes falavam: na adolescência essa menina vai dar trabalho…
    Já tive que escutar que sou vagabunda pela minha tia.
    Já tive que escutar que fui catada no lixo…
    Com tudo isso penso que fui uma criança muito Forte, pois hoje fico pensando em como aguentei tudo isso!

  84. Olá Ronaldo, tudo bem?
    Parabéns pelo texto! Sou psicóloga e tia de uma moça que foi dada para adoção no ano de 1978, a qual hoje eu procuro desesperadamente, por isso me deparei com seu blog.
    Infelizmente naquela época a vida era muito diferente dá atual é minha irmã foi obrigada a entregar sua filha para salvar sua vida, porém, emocionalmente, minha irmã “morreu”após deixá-la e até hoje não consegue ser feliz.
    Há cinco anos consegui convencê-la de procurarmos pela filha, pois o medo que ela tinha da reação era enorme, mas como psicóloga consegui fazê-la entender que nossa menina TB pode estar sofrendo por não saber sobre sua origem.
    Fato ocorrido em Belo horizonte, nascimento 07/02/1978, mas foi adotada já entre 5 e 7 meses, Chegou ser registrada, mas certamente fizeram outro registro pois a adoção foi ilegal.
    Ficarei imensamente agradecida por permitir meu comentário em seu blog
    Contato
    malu302002@hotmail.com

  85. Sou adotada,fui saber com 23 anos,tem um nó no meu coração,me sinto uma rejeitada, penso pq minha mãe não me quis,pq o meu pai não me quis… são tantas perguntas,meu pai adotivo já faleceu, faleceu 1 mês depois q eu descobri q era adotada, foi uma dor imensa pq ele sempre foi meu pai herói.amava muito, quando descobri fiquei revoltada pq ninguém queria me contatar nada,e não sei até hoje quase nada, só q fui abandonada pela a mãe com o pai do pai me deu,me disseram q eu estava com muitas feridas no corpo e q passei entre 1 ano e 6 meses no hospital pq eu tinha tuberculose. Minha mãe adotiva é viva. Mas ela morre e não me conta quem são as pessoas q me puderam no mundo.
    Tenho curiosidade de saber quem são e pq me deixaram.
    Eu nunca faria isso com filho meu,tenho 2 filhos um menino q vai fazer 15 e a menina de 6 anos. são minha vida,hoje tenho 30 anos vou fazer 31 mês q vem.sou casada a quase 17 anos.
    Não posso dizer q foi ruim ser adotiva pq nunca me trataram mau ao contrário sempre com muito amor e carinho,sempre me deram tudo q eu quiz, e só descobri q sou adotiva por meio de outras pessoas pq se dependesse dos meus pais adotivos eu nunca saberia.
    Sempre seria a filha casula e a única menina,tenho 2 irmãos nunca me disseram nada sempre me deram mimo,sempre fui mimada por todos, vó,tios,primos,tudo normal,sou grata pela família q Deus me deu,melhor impossível.
    Mas as vezes bate uma vontade de saber quem são os biológicos.
    Bom é isso
    Meu whatsapp é 53997115267 meu nome é Franciele

  86. É horrível ser abandonada e adotada…posso falar por mim…então vamos lá.Sinto uma dor imensa, um vazio, saudade, angústia, medo, raiva, decepção, sinceramente não sei como ainda estou viva. É muito triste ser separada de sua família, não importa o motivo a dor existe e não há nada que possamos fazer para diminuí-la. Você passa a vida em busca de respostas, procurando rostos, buscando se identificar em alguém. É uma saudade, falta aquele pedacinho que se chama mãe. Metade de mim está em alguém, ficou com esse alguém. Por mais amor que você receba ninguém consegue preencher esse vazio. Esse lugar é, e sempre será dela. Não há um só minuto da minha vida, do meu dia que eu não pense em minha mãe biológica, mesmo ciente que não é recíproco. Os filhos abandonados sofrem muito, mas as mães biológicas não…a maioria refaz logo a vida. Eu costumo dizer o seguinte: a mãe biológica que abandona o filho, terá outros filhos biológicos, já o filho abandonado jamais terá outra mãe biológica.Talvez essa seja a razão pela qual as mães que abandonam conseguem rapidamente refazer a própria vida, casam e tem outros filhos enquanto nós (abandonados) estamos fadados ao sofrimento. Do fundo do meu coração eu gostaria muito que ela tivesse feito um aborto, mas infelizmente eu não tive escolha e aqui estou. Só eu sei todo sofrimento que passei e que ainda vou passar, mas graças a Deus nada é eterno, tudo passa. Enquanto isso eu sigo a minha vida na esperança de que um dia nós ficaremos juntas para sempre na eternidade minha mãe.

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