Na segunda, uma música

Johann Sebastian Bach é considerado por muitos o maior compositor de todos os tempos. Escreveu cerca de mil peças. Na época dele – final do século XVII, início do século XVIII -, um músico e compositor apenas sobrevivia de sua arte. Não se ganhava dinheiro. E Bach, mais que viver de forma modesta, dedicou todo seu talento à vida cristã. Esse artista genial trabalhou anos e anos para a Igreja Luterana.

Cerca de 150 anos antes, os luteranos haviam introduzido a música congregacional nos rituais de culto. Martinho Lutero, durante a reforma protestante, rompeu com vários dogmas católicos e deu voz ao povo também através do canto. Durante as cerimônias religiosas, a música passou a ser cantada por todos. Bach seguiu os passos de Lutero e compôs centenas de músicas que serviram à liturgia dos cultos luteranos.

Filho de uma família de tradição musical, Bach já foi visto por alguns religiosos como o quinto evangelista. Além de Mateus, Marcos, Lucas e João (autores dos evangelhos do Novo Testamento), Bach teria escrito um outro evangelho, mas esse por meio da música.

Uma das obras-primas do compositor é “Jesus, alegria dos homens”. E é esta música incrível que compartilho nesta segunda-feira. Escolhi uma interpretação singela feita pela norueguesa Sissel Kyrkjebø. Aqui, a cantora, que transita pelos clássicos e por canções populares, não canta. Mas ainda assim… encanta.

Vale a pena ver e ouvir.

Outra versão sublime desta canção é do grupo Celtic Woman. Que tal conhecer?

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2 comentários em “Na segunda, uma música

  1. Aprecio muito a música, a boa música, mesmo que algumas ou várias vezes, a inspiração musical venha das crenças religiosas. De nada adiantaria toda a inspiração por qualquer coisa, se o talento e a dedicação não fizessem parte do compositor, por exemplo. Muitas coisas boas surgiram deste da inspiração religiosa e muitas coisas horrorosas também.
    A música, em si, é o que me contagia. A boa música. Será que nos dias de hoje, falta inspiração? Com certeza, religião, crenças, coisas do tipo, não me inspiram nem para as coisas corriqueiras.
    De qualquer forma, é sempre importante divulgar estes geniais artistas, quem sabe assim não nos inspiremos, ou pelo menos, paramos de torturar os outros com o lixo artístico da atualidade, ou pelo menos, aprendemos a selecionar o que é relevante, o que é genial, o que supera.
    Abs Ronaldo,

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