Filhos e relacionamento

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Muita gente em crise no relacionamento aposta em ter um filho como forma de salvar o casamento. Entretanto, o que essas pessoas geralmente desconhecem é que uma criança, longe de aproximar, pode distanciar o casal.

A maneira como a maioria lida com a chegada de um bebê motiva o esfriamento do romance. Na verdade, para algumas mulheres, principalmente, há certa naturalização do processo: como se o casamento entrasse numa nova fase. Com menos sexo, por exemplo.

Se apostar num filho para salvar o casamento é um erro, outro maior é o cometido por muita gente que aceita o esfriamento do romance, com a chegada de um bebê, como normal. Na verdade, uma criança muda sim a dinâmica do relacionamento, mas não pode ser por muito tempo.

E os casais começam fazendo bobagem logo quando a criança nasce. Muitos colocam o bebê para dormir no mesmo quarto. Alguns chegam ao cúmulo de levá-lo para a cama do casal. Não pode! Como preservar a intimidade?

O casal precisa investir, primeiro, no relacionamento. E isso implica ter espaços muito bem definidos. A criança deve ter o próprio quarto, não ser atendida cada vez que chora… Ela precisa se acostumar a dormir sozinha. Deve crescer entendendo que os pais não giram em torno dela. O romance esfria se não dormem bem, se a criança acorda o tempo todo e, principalmente, se ocupa a cama do casal.

Quando se prioriza o romance, a criança cresce percebendo que os pais têm uma vida a dois. Que existe um tempo dos adultos. Os filhos devem ter horário para ir para o quarto. Não necessariamente para dormir (pode ser para brincar sozinha, para ler…). O casal carece de um tempo só para eles… Para assistir juntos seus programas, para cuidar da intimidade.

A socióloga da Universidade do Texas, Marie-Anne Suizzo, pesquisou casais americanos e franceses. Ela descobriu algo importante: as mulheres francesas não sacrificam a vida sexual pelos filhos. E o motivo é simples: elas entendem que, quando se casaram, escolheram um marido para construir uma vida com ele. Embora os filhos sejam preciosos, um dia vão embora. Restará o casal. Ou nem isso, se perderam-se nessa caminhada por ignorar a importância de preservar o romance.

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