O que sustenta o amor

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Em 2009, a Pixar lançou uma animação que encantou crianças e adultos. Além da história principal – envolvendo um velho ranzinza e um garoto, “Up – altas aventuras” trazia a beleza de um relacionamento que havia começado na infância. Carl Fredericksen, um vendedor de balões, e sua esposa Ellie, viveram juntos até que a morte os separou.

Essa história, que aparece no início do filme, ainda inspira muita gente a falar de um relacionamento “para sempre”. A imagem do casal serve de inspiração para a circulação de frases inspiradoras na internet. Uma das últimas que encontrei foi esta:

pensamento

Uma frase apenas, mas cheia de verdade. Muita gente aposta tudo no amor. Acredita que o amor é a razão de tudo. E eu concordo. Entretanto, não há amor que sobreviva se não for alimentado. E o que sustenta – e até nos faz amar – é o modo como nos relacionamos com a pessoa amada. Para mim, é nisso que consiste o verdadeiro amor: uma prática diária, consciente, de fazer bem, de se querer bem.

Tem gente que diz amar, mas se distancia, usa palavras ásperas, é agressivo. Tem gente que diz amar, mas não valoriza, não elogia, não admira. Tem gente que diz amar, mas não fica junto, não participa, não auxilia. Tem gente que diz amar, mas esquece datas, não dá presentes, não sabe ouvir. Esse tipo de amor não toca, não conforta, não acalma. O coração fica carente, o relacionamento se esvazia. A gente ama quando é amado.

Quando quer viver um relacionamento pleno, a gente se esforça. Aceita, tolera, se humilha. E, por vezes, nega as próprias vontades. Há sacrifício, disposição, perdão. E nessa prática de vida, nesse modo de se relacionar, sustenta-se o amor.

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