A arte de duvidar

duvidar

Nossas verdades constroem um solo firme… Nos ajudam na caminhada da vida. É bom ter em que acreditar. Entretanto, não são nossas convicções que nos fazem crescer; são nossas dúvidas.

Duvidar é uma arte. E devemos exercê-la. Embora a dúvida possa nos deixar inseguros, o ato de questionar leva ao conhecimento.

Infelizmente, muita gente é apegado as suas crenças. Apegado ao ponto de não se questionar. Muito menos de aceitar ser questionado. Tem gente que tem tanto apego as suas verdades que, quando sofre um questionamento, sente-se agredido. É como se não pudesse ser contrariado. E nessas horas chega a tornar-se pouco sociável. Outros são intolerantes ao que é diferente, a pensamentos divergentes.

O que precisamos entender é que nenhum de nossos pensamentos reproduz a realidade. Nossas verdades são projeções construídas… Um pensamento nunca dá conta de representar algo real, concreto. Aquilo que elaboramos em nossa mente não passa de uma imagem de um objeto.

É assim com coisas, com fatos e com pessoas. O seu marido não é o que você pensa que ele é. Seus pensamentos formam a sua verdade a respeito dele, mas nunca darão conta da pessoa, da complexidade desse ser humano com o qual você se casou. Por mais corretos e equilibrados que sejamos, nossos pensamentos se formam com base no recorte que fazemos… Pelas coisas que vemos, ouvimos e observamos. Entretanto, nunca passarão disso: nosso olhar para algo de fora, que não experimentamos e nem vivemos em sua totalidade.

Temos nossos pensamentos sobre família, relacionamentos… Também sobre nossa cidade, trânsito, médicos, saúde, alimentos…

Por que é importante compreender isso? Porque muitas vezes temos certeza das coisas… Com base nessas certezas, julgamos, avaliamos. E por isso, não raras vezes, somos injustos.

É necessário repensar nossas verdades. Essa é a melhor prática da humildade: reconhecer nossa pequenez, nossas limitações. Quando duvidamos de nossos pensamentos, alargamos o leque de possibilidades… Imaginamos outras situações possíveis. E assim descobrimos nossa ignorância. Por consequência, nos tornamos mais tolerantes, respeitosos… e sábios.

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