Sofrer com dignidade

sofrimento

Problemas não batem à porta; problemas invadem a vida da gente. É verdade que muitas vezes são nossas atitudes que criam as condições ideais para as crises se instalarem. Entretanto, por mais que façamos coisas que podem causar sofrimento, ninguém, deliberadamente, procura pela dor. Ela simplesmente aparece e se instala em nossa alma.

E quando a gente sofre, sofre mesmo. Dói, faz tudo perder o sentido. O emprego fica chato, os amigos se tornam intoleráveis, a família vira um peso… A faculdade deixa de ser um sonho e vira um pesadelo, o relacionamento já não empolga mais… Por vezes, perde-se o desejo de viver.

Entretanto, por mais que existam momentos que nada faz sentido e tudo que o coração reclama seja “sumir do mundo”, “desaparecer”, é preciso sofrer com dignidade. Sim, porque ficar se lamentando de tudo, vendo a vida apenas por um prisma fúnebre, não ajuda a tirar ninguém do fundo do poço.

Eu costumo dizer que, na dor, a gente tem que chorar mesmo. Não há razão para silenciar as lágrimas. Porém, existe uma diferença entre viver o luto e se portar como vítima da vida. Tem gente que, no sofrimento, parece desejar todos os holofotes para sua dor. Sente necessidade de ser mimado. Parece ter prazer em ser tratado como coitadinho. E, muitas vezes, ainda se incomoda com a felicidade alheia; precisa que todo mundo compartilhe de suas lágrimas.

Essas pessoas não aceitam a dor. E ela é condição da própria existência. Chorar e sorrir, viver e morrer são faces da vida. Quando a gente não aceita essa dinâmica, corre o risco de assumir o complexo de vítima. Isso torna a vida insuportável. E também a dos outros, porque gente que age como vítima incomoda os outros, vive reclamando, lamentando… Não se move, e não aceita se mover.

Portanto, volto a dizer: nos momentos de dor, não há porque fugir dela. O que faz a diferença é aceitá-la. Aceitar o inevitável. Compreender que nem sempre tudo funciona como gostaríamos, que parte dos nossos planos não se concretizarão, que perderemos pessoas que amamos… A vida é assim. A gente cai, se machuca, sofre… Mas só nos resta seguir adiante.

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Pratique gentileza!

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Este é o tema de uma campanha de trânsito da prefeitura de Maringá. E foi um ato de gentileza no trânsito que motivou este texto.

Em Maringá, o trânsito é horrível. Falta eficácia por parte da Secretaria de Trânsito e, por outro lado, significativa parte dos motorista é medíocre. Entretanto, ainda existem pessoas de bom senso. E, no meu horário de almoço, eu fui contemplado por um motorista que sabe bem o que é praticar gentileza.

Eu havia estacionado num ponto que me obriga (para acessar a via que faz parte do meu trajeto) atravessar uma avenida bastante movimentada. Pior, o local não garante visibilidade da pista. É um “ponto cego”. Por isso, toda vez que paro o carro ali, sofro muito para atravessar. E quase sempre levo sustos, porque surge algum veículo “do nada”.

Hoje, porém, tão logo percebeu minha dificuldade, um motorista parou o carro; eu sinalizei que meu objetivo não era entrar na pista em que ele estava, mas sim atravessá-la. Por isso, era melhor que seguisse adiante para não atrapalhar o fluxo. Afinal, de nada adiantava apenas ele parar. Poderia provocar um acidente. Ainda assim, ele insistiu. Colocou o braço para fora do carro e ficou acenando até que alguém parasse para que eu pudesse atravessar.

Dá para acreditar? Pois é… Eu fiquei agradecido. E bastante surpreso.

Costumo dizer que o trânsito é um desses locais em que se revela o lado mais primitivo, bestial do ser humano. Ali aparecem a arrogância, o egoísmo, a intolerância, a impaciência… E tudo que não presta. No trânsito, geralmente falta humanidade e sobram grosseria, agressividade, impulsividade.

Por isso, quando alguém dá conta de ser equilibrado no trânsito, tenho a impressão que ainda há esperança para o mundo. Gentilezas como a desse motorista me fazem acreditar que existe bondade e gente capaz de olhar para além de si.

O mundo fica bem mais tolerável, agradável de se viver, quando as pessoas se dispõem a ser gentis.

Na segunda, uma música

Descobri “All of me” há poucas semanas. É uma canção belíssima de John Legend. O compositor e pianista, ganhador de nove prêmios Grammy, lançou seu primeiro álbum em 2004.

All of me” talvez seja sua música mais expressiva. Trata-se de uma declaração de amor daquelas de tirar o fôlego.

Todo o meu ser
Ama tudo em você
Ama suas curvas e todos os seus limites
Todas as suas perfeitas imperfeições

John Legend declara um amor capaz de ver beleza na pessoa amada em todas ocasiões. Um amor disposto a ajudar, apoiar.

Quantas vezes tenho que te dizer
Que mesmo quando você está chorando você continua linda
O mundo está te massacrando
Estou por perto a todo o momento

A versão que compartilho nesta segunda-feira foi gravada no The Kennedy Center e contou com a participação da cantora e violinista Lindsey Stirling.

Vamos ver e ouvir?

As lembranças que afetam o relacionamento

passado

Nossas ações e reações refletem as experiências vividas. A memória presentifica o passado e faz significar cada momento que experimentamos no dia a dia. Nada que fazemos, nada que recebemos está imune de sofrer o efeito do que já foi vivido. Interpretamos, inclusive as palavras e atitudes da pessoa amada, tendo como referência o que passou, os sentidos adquiridos em relacionamentos passados. E o romance de hoje, muitas vezes, torna-se vítima do passado.

Não se trata de um desejo, de uma busca por lembranças. Nem sempre se quer lembrar. Nem sempre se lembra conscientemente. Ainda assim, mesmo aquelas histórias silenciadas, já resolvidas afetam o romance. E isso acontece pelo inconsciente. Você esqueceu o outro, não sente, não ama mais. Não tem recordações que fazem suspirar. Porém, as marcas estão lá… E se fazem sentir nas suas atitudes e nas do parceiro atual.

Sabe aquele comportamento que tanto te irritava no ex e que você não suportava mais? Pois é… Um dia, o seu namorado reproduz. Nem é característica dele. É incomum. Entretanto, ele fez igualzinho. Você não lembrava que o ex agia daquele jeito. E nem lembrou do outro quando o atual fez a “bobagem”. Mas uma coisa você sabe. Ou melhor, você sente. Sente muita raiva, ódio. Tem vontade de xingar o parceiro. Quer socá-lo. A pessoa amada se assusta, não entende nada… Pede desculpas, mas você segue irritada. Quer brigar, gritar… É o efeito da memória se fazendo sentir.

Talvez tenha sido a primeira vez do “episódio” no relacionamento atual. Aparentemente, seria fácil desculpar, aceitar, tolerar. Mas a história se presentifica. E, pra você que sofre a ação negativa do parceiro, não é a primeira vez. Está lá na memória. Não havia acontecido com ele. Porém, na vida, é algo que está inscrito, guardado, registrado. Por isso, não suporta mais. Não quer que se repita. Falta paciência, disposição para tolerar.

Dentro da gente a coisa funciona mais ou menos assim: o relacionamento passado se desgastou por conta de uma série de coisas que faziam mal, então não quer mais experimentar “tudo de novo”. Claro, o coitado do parceiro não sabe nada disso. No entanto, ele vai “pagar” pelas coisas ruins que já foram vividas.

Não importa o quê serviu de “gatilho”. Pode ser a toalha jogada sobre a cama. Pode ser o prato sujo deixado na pia. Pode ser a camisa que ela queimou com ferro de passar. Pode ser a data do primeiro beijo que foi esquecida. Pode ser a falta de um presente no aniversário de namoro. Pode ser a resposta atravessada àquela pergunta que você fez por telefone. Pode ser o “não” que disse quando quis fazer amor… Ou a forma como te procurou na cama.

Não importa o quê. Frustrações passadas, que causaram marcas, cicatrizes, dores profundas… a gente não aceita viver de novo, experimentar outra vez. A pessoa amada pode até ter feito sem querer, mas vai sofrer as consequências das marcas que o passado deixou. E não dá para evitar a negatividade dessas memórias. Nem o efeito sobre o relacionamento atual. O que resta é dialogar consigo mesmo – para entender as motivações de certas reações – e com o parceiro – a fim de se prevenirem do retorno de comportamentos que despertam emoções que incomodam e fazem sofrer.

PS- Experiências ruins vividas com a família, com os pais, censuras recebidas ao longo da vida também podem estar na memória e afetar os relacionamentos. Cuidar do romance também é cuidar da memória e tratar dos traumas passados.

Sozinhos no relacionamento

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Tem muita gente que ama, tem alguém do lado, mas está sozinho no relacionamento. E nos primeiros anos do romance quase sempre é difícil perceber a solidão. Geralmente é o tempo que revela, é o tempo que faz notar o quanto se está sozinho.

Não estou falando aqui de “sozinho” no sentido literal. No sentido de um trabalhar e o outro ficar em casa, de um ir para um lado, e o outro para outro. Não estou falando da ausência de se compartilhar os mesmos espaços, ou de se ter os mesmos projetos. Falo de sentir-se sozinho, ainda que tenha o parceiro dividindo a mesma sala, a mesma cozinha, a mesma cama.

Muitas vezes, a pessoa ama, mas um dia descobre que o outro não participa de sua vida. Você nota que não tem assunto… Ou simplesmente não encontra motivos para compartilhar nada com o parceiro. E ainda repara a que o outro nem está interessado em saber o que sente, o que pensa, o que faz.

Porque muita gente monitora o parceiro, olha o celular, quer ver as mensagens no Facebook, mas pouco participa do que vai no coração do outro.

Sabe aquela coisa de você ter conquistado algo, porém notar que a pessoa com quem escolheu viver não se importa? Ou pelo menos, não comemora com você? Você acha importante não se atrasar para sair, mas o tempo passa e o outro não parece perceber que perder a hora te incomoda? Você gosta de ler, mas percebe que o outro acha bobagem suas leituras? E quando passam o dia distantes e, ao se encontrarem, fazem elogios por estarem cheirosos, lindos… mas não sentem que é relevante contar o que fizeram, experimentaram, viveram porque sabem que o parceiro acha tudo chatice?

Dá pra viver junto, fazer tudo junto e ainda assim estar sozinho. Infelizmente, muita gente vive essa experiência. E isso corrói o coração, abre as portas da alma para desejar algo diferente. Embora um romance careça de programas juntos, planos em comum, sintonia na cama, o relacionamento pede a presença do outro nas coisas simples. É nisso que se revela a verdadeira intimidade. É preciso ter prazer na companhia do outro, sentir satisfação por conversar, ouvir, trocar experiências. O outro deve estar conectado com nossa própria alma. Do contrário, o amor esfria… E a vida em comum se esvazia.

Na segunda, uma música

Gilberto Gil é uma das figuras mais importantes da nossa música. Sujeito carismático, politizado e capaz de se atualizar constantemente, o cantor baiano é também um dos artistas brasileiros mais conhecidos no exterior.

Em 1982, Gil lançou uma de suas canções de maior sucesso. “Andar com fé” foi mostrada no Fantástico, numa época em que o dominical da Globo abria espaço para as grandes músicas.

“Andar com fé” é música simples, mas que mostra a importância das nossas crenças. Ter em quê acreditar acalma o coração, garante esperança, ajuda-nos a encontrar o caminho.

A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer

Quando tudo está difícil e a vida parece perder o sentido, ter fé nos fortalece. A fé nos serve de apoio para não desistirmos. Por vezes, a solidão bate, a desesperança nos assola e até a fé parece estar para morrer. Ainda assim…

Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma “faiá”

E então… Vamos ouvir?

Em defesa de Bonner

entrevista boner
William Bonner está sendo vítima de agressões e xingamentos por fazer bom jornalismo. Sim, o âncora do principal telejornal do Brasil tem sido questionado por aliados e eleitores dos candidatos à presidência da República por cumprir uma das funções mais básicas do jornalismo: questionar.

O Jornal Nacional abriu a rodada de entrevistas com os candidatos ouvindo Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). E os apresentadores foram contundentes. Fizeram perguntas que colocaram os presidenciáveis em situações, no mínimo, desconfortáveis. No entanto, nenhuma delas estava desprovida de embasamento. Ficou nítido que Bonner e Patrícia Poeta estavam preparados para questionar os candidatos. Mas isso incomodou muita gente. O âncora, principalmente, foi alvo de agressões e xingamentos.

O assunto, que ganhou repercussão inclusive na internet, também apareceu em minhas aulas. Alunos trouxeram depoimentos de familiares e amigos que disseram que os apresentadores do JN estão vendidos ao PT. Algumas pessoas acharam deselegante o tom firme de Bonner e Poeta. Entendem que deveriam ser mais gentis, “generosos” com os candidatos.

Sinceramente, fico assustado com tanta bobagem. Na minha opinião, mostra o tamanho da imaturidade política do país. E o completo desprezo ao bom jornalismo.

Na verdade, historicamente, o Brasil sempre teve um jornalismo pequeno, pobre, acanhado, publicista, vítima de alinhamentos com o poder e/ou com grupos econômicos. O jornalismo no país pouco contribui para o debate democrático. Apresenta-se como imparcial, isento, responsável, porém, geralmente se dobra diante de interesses nem sempre republicanos. Quando o assunto é política, sabe-se que por vezes falta aos jornalistas liberdade para atuar como gostariam. Há uma “regra silenciosa” – que não se ouve, mas sabe-se que existe – de que o melhor é estar “de bem” com todo mundo.

Talvez por isso cause estranhamento que Bonner, no comando do JN, assuma uma postura crítica, firme diante de candidatos à presidência. Talvez também seja nosso desconhecimento da verdadeira prática jornalística. Talvez não estejamos acostumados a questionar o poder.

Não vou discutir aqui a entrevista de Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo na quarta-feira, 13. Porém, a participação de Aécio Neves, na terça-feira, 12, é reveladora. Não mostra um Bonner e uma Patrícia dispostos a destruírem a candidatura do tucano. Aponta sim para o exercício justo do jornalismo, que ao longo dos anos ganhou status de mediador entre os fatos e a sociedade. Por isso, Aécio tem sim que explicar as contradições de seu discurso. Como terá que fazer Dilma Rousseff e os demais candidatos.

No horário eleitoral, nos palanques… os candidatos dizem o que querem. O discurso é efeito. E nele a realidade é a que se pode construir no imaginário popular. Aos jornalistas, cabe observar as contradições, problematizá-las e, sempre que possível, colocá-las em evidência. O público precisa conhecer o que está para além da aparência dos presidenciáveis. O marketing político, é claro, fará o possível para apresentar apenas o que é bonito de ver. Entretanto, a escolha do eleitor não deve ser baseada numa imagem.

E, sejamos sinceros, mesmo com toda contundência de Bonner e Poeta, ainda não temos todas as explicações. No caso de Aécio, ele assegura que fará um governo de “previsibilidade” e transparência. Porém, se é de previsibilidade, não deveríamos saber que cortes serão feitos, quais ministérios serão fechados? Apesar da insistência dos jornalistas globais, essa questão ficou aberta, sem resposta. E o sítio da família de Aécio valorizou ou não com o aeroporto? Tudo bem que a propriedade é da família há mais de 100 anos e não há interesse em vendê-la, mas custava responder a pergunta de Bonner? E se a saúde foi modelo em Minas, porém com dinheiro do governo federal, não poderia admitir isso e dizer que a diferença dele foi a eficiência?

Além do mais, ética e eficiência não seriam pressupostos básicos de todo governante? Como isso pode ser prioridade? Falta ao candidato planos para educação, saúde, segurança?

Enfim, o que quero mostrar é simples: William Bonner, ao lado de Poeta, estão apenas fazendo jornalismo. Talvez nossos políticos, e até nossa sociedade, não saibam muito bem o que é isso. Cá com meus botões, porém, fico contente por ver que, aos poucos, a mesma Globo, tão criticada por ser conivente e até partidária em muitos momentos da história, apresenta amadurecimento na prática jornalística e assegura certa liberdade aos seus jornalistas.

Serviço de casa também é serviço de homem

casa_homem

Entre as coisas que me incomodam profundamente está a resistência de alguns homens em executar serviços domésticos. Sinceramente, não entendo por que acham absurdo lavar louça, passar pano no chão, lavar roupas, limpar o banheiro, trocar as fraldas do bebê…

É verdade que serviço de casa é chato. Mas se é chato pra nós homens, também é para as mulheres. Então por que só elas devem ficar responsáveis por essas tarefas?

Dias atrás, uma colega me contou que pediu para o marido arrumar a cama. Ele retrucou:

– Por que eu preciso arrumar a cama se tem três mulheres em casa?

O casal tem duas filhas adolescentes. E, na lógica dele, isso o exime de fazer qualquer coisa. O sujeito senta a bunda no sofá, assiste tevê enquanto elas limpam a casa, passam as roupas, lavam as louças… E ele folga. E ainda reclama. De verdade, não sei como consegue. Eu não dou conta.

Talvez seja porque minha mãe ensinou desde muito cedo a cuidar de casa. E até de minha irmã. Quando eu tinha dez anos, a babá de minha irmã pediu as contas. Não tínhamos como contratar outra pessoa. Então, passei a cuidar dela. Não era divertido, admito. Ela tinha apenas três anos. E dava um trabalhão. Mas até hoje rimos muito daqueles anos. Foi ali em casa, só com ela, que fiz minhas primeiras panquecas, lavei muita louça, aprendi a cozinhar… E até troquei fraldas (de pano).

Cresci também vendo meu pai cozinhar, lavar a louça, cuidar dos meus irmãos… Acho que isso faz com que até hoje eu me sinta muito à vontade para levantar da mesa, tirar os pratos, talheres… Não tenho problemas em lavar a louça, limpar a casa, cuidar das minhas roupas… Faço isso sem constrangimento algum. Não me acho menos homem por isso.

Na verdade, o machismo está dentro de casa. Não apenas personificado nas atitudes dos homens. Muitas mulheres são machistas. Mães, principalmente. Contribuem para manutenção dessa “crença” de que serviço de casa é serviço de mulher. São culpadas sim pela formação de homens que se omitem das tarefas de casa. Criam filhos que não estarão preparados para lidar com o mundo moderno, que ficarão perdidos se precisarem viver sozinhos, e que vão fazer sofrer suas futuras parceiras.

Eu sei que a gente pode comprar quase tudo. De comida até a limpeza de casa. Porém, nem sempre há dinheiro pra isso. Além do mais, dividir as tarefas domésticas é fundamental quando o casal trabalha fora. E mesmo quando apenas o homem tem emprego, ajudar a esposa é uma forma de carinho, de reconhecimento, de valorização do trabalho dela. É digno. É uma expressão de respeito à mulher. Não coloca o homem em condição de superior a sua parceira. Ou seja, humaniza o relacionamento. Torna-nos iguais.