O perigo da comparação

comparacao

É quase impossível escapar das comparações. A gente faz isso. E as pessoas fazem isso com a gente. Começa muito cedo, inclusive. Quem tem irmão sabe bem do que estou falando. Não é raro escutar:

– Mas seu irmão consegue…
– Sua irmã também trabalha, mas deixa o quarto arrumado todos os dias.
– Está vendo a nota que seu irmão tirou em matemática?

A lista de comparações é imensa. Mesmo quando servimos de referência positiva, a atitude de quem nos usou como exemplo pode causar desconforto. No emprego, por exemplo, pode causar inveja. Na escola, exclusão por parte dos colegas.

Entretanto, parece-me que o maior dano acontece quando nos comparamos ao outro. E sobre isso, estava lendo um texto e encontrei algo precioso:

A comparação é a base de todo sentimento de inferioridade. No momento em que começamos a examinar os pontos fortes dos outros, em oposição às nossas fraquezas, a autoestima começa a ser abalada. Muitos são como a rã que queria ser boi e acabou explodindo.

Pois é… Embora entenda que o outro é nosso espelho e pode servir como estímulo para nosso crescimento, a comparação é nociva. Uma coisa é ter pessoas como fontes de inspiração; outra bem diferente é viver se comparando, porque sempre existirão pessoas melhores que nós.

Costumo brincar que até Bill Gates pode ter danos na autoestima se estabelecer comparações. Ainda que inteligente e bilionário, o todo poderoso criador da Microsoft certamente encontrará homens mais inteligentes, bonitos e até donos de ideias mais originais que as dele.

Além disso, quase sempre quando fazemos comparações, somos pouco generosos conosco. O outro vira o máximo, nós nos tornamos “patinhos feios”.

As mulheres sofrem por causa da barriguinha “perfeita” da amiga, do bumbum sem celulite da “ficante” do ex-marido, no namorado simpático da colega de trabalho… Sim, porque comparam a barriga, o bumbum e até o parceiro.

Os homens também sofrem. Fingem mais, é verdade. Machistas que são, nem sempre admitem. Mas na academia, por exemplo, muitos invejam os “fortões”… No trabalho, colocam defeito no colega que se dá bem com as garotas…

Toda comparação é nociva. Se o olhar é para alguém que parece ter atributos melhores que os nossos, nossas fraquezas se tornam evidentes e, não raras vezes, sofremos. A autoestima entra em colapso. Se o olhar é para quem parece mais fraco que nós, corremos o risco de nos tornar arrogantes, presunçosos.

Precisamos aprender que sempre teremos pontos fortes e fracos. Virtudes e defeitos. E nada dura para sempre. Força, beleza e até riquezas… são valores fugazes. O que nos diferencia é nossa disposição para ouvir, ajudar, apoiar, acolher, aprender, respeitar… amar e ser amado. São nessas coisas que devemos basear nossas referências e nosso desejo de viver.

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