O PT parece que quer Aécio no segundo turno

candidatos 2014

Pode ser apenas uma impressão… Entretanto, o PT parece muito querer uma disputa com Aécio Neves no segundo turno. A campanha de Dilma não apenas balançou Marina Silva; no ringue eleitoral, ela está nas cordas. Não basta, porém, colocá-la numa situação desconfortável. É preciso derrotá-la de vez.

Desde que Marina foi escolhida como substituta de Eduardo Campos e houve a chamada “onda Marina”, o PT declarou guerra contra a candidata. E conseguiu resultados. Acontece que, mesmo com a larga vantagem que Dilma conseguiu sobre Marina, o PT parece vê-la como uma intrusa. A sensação que fica é Marina não pode estar no segundo turno; o lugar é do adversário tradicional, o PSDB.

O partido de Aécio Neves, por sua vez, também se “aliou” aos petistas e cobre de “pancadas” a candidata do PSB. Na verdade, Marina nem sabe a quem responder. Com cerca de dois minutos na propaganda eleitoral, como brigar com gigantes?

As estratégias do PT e PSDB visam coisas diferentes. O PT quer enfraquecer Marina o máximo possível para enfrentar uma candidata desgastada no segundo turno; a estratégia tucana visa derrubar Marina e colocar Aécio como o rival de Dilma pelo Planalto.

Neste momento, o PT vai conseguindo o quer; e o PSDB pode ter o que mais sonha. Embora a diferença entre Aécio e Marina na última pesquisa seja de quase 10 pontos, não é impossível tirá-la do segundo turno.

De duas uma: ou o PT quer Aécio no segundo turno ou conta como certa a disputa com Marina e ignora por completo a possibilidade do mineiro seguir na briga.

E aí que vem o problema de Dilma: depois de massacrar Marina, se Aécio for para o segundo turno, para quem vão os votos da candidata do PSB?

Não dá para duvidar da máquina petista de destruir adversários. Contudo, o ninho tucano está longe de ser frágil como o reduto de contradições do PSB de Marina.

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Na segunda, uma música

Dionne Warwick é uma das grandes divas da música. Dona de uma trajetória respeitada, mais de 50 anos de carreira, milhões de discos vendidos e grandes sucessos, a americana cresceu ouvindo música gospel. Foi justamente esse gênero que a inspirou e motivou a intérprete a ter um estilo mais vibrante e cheio de emoção.

Hoje, compartilho “I’ll Never Love This Way Again“. Embora não tenha uma letra muita profunda, o discurso embala muitos apaixonados… Gente que sente um amor profundo e que acredita “nunca amar dessa maneira de novo”.

Eu vou ficar aqui e lembrar o quanto foi bom
E eu sei, eu nunca vou amar dessa maneira de novo

E então, vamos ouvir?

Pais que se interessam pela educação dos filhos

Muita gente critica as escolas. Mas até que ponto participa efetivamente do cotidiano dos filhos no processo de aprendizagem? Tempos atrás presenciei uma mãe pegando o boletim da filha. Ela ligou pra garota e avisou que podia esperar a surra. Fiquei assustado! Afinal, se interessar pelo aprendizado dos filhos não significa bater quando tiram notas ruins.

É sobre isso que falo neste vídeo.

Os ETs existem?

universo
O biólogo darwinista Richard Dawkins talvez seja uma das figuras mais importantes da ciência. E é um dos mais fervorosos defensores do ateísmo. Foi ele quem abriu o Festival Starmus, um congresso astronômico internacional que está sendo realizado esta semana em Tenerife. E na sua apresentação, Dawkins trouxe como grande “novidade” a tese de que existem ETs. Ou seja, os homens não estariam sozinhos no universo.

Conhecido por suas campanhas contra a fé em um Criador, Dawkins sustentou que é arrogante da parte dos humanos acreditar que são os únicos seres evoluídos. Para ele, essa seria a grande virada da Ciência: comprovar que a vida não é um “monopólio” da Terra. Ele entende que, ao romper com a ideia de que somos o “umbigo” do universo, também se desmonta a crença de que existiria um Deus que teria se dado ao trabalho de, nesse planetinha minúsculo, dar origem a vida.

A apresentação empolgada de Richard Dawkins é resultado de um considerável avanço científico. Pouco a pouco, os humanos vão se convencendo de que nesse universo de milhões e milhões de planetas e estrelas, em muitos deles pode haver um ambiente favorável para o desenvolvimento de vida. Por isso, não há por que desconsiderar a possibilidade de seres vivos, semelhantes a nós, nesses planetas. Mas o biólogo ressalta que isso não nos autoriza a pensar que um dia poderemos nos relacionar com esses ETs.

Bem, diante das considerações de um cientista tão importante, responsável por inúmeras campanhas a favor do ateísmo, eu apenas fiquei sem entender o desconhecimento de Dawkins da própria Bíblia. Quando o biólogo diz que há vida fora da Terra, parece soar que fez uma grande descoberta. E não fez. Em primeiro lugar, embora seja possível interpretar que Deus teria criado seres viventes apenas na Terra, não há nenhum texto que sustente de maneira clara a tese de que temos o “monopólio” da vida. O que sabemos é que o Criador trata a todos como únicos a ponto de ter um projeto de salvação para o homem por meio da morte de Cristo. Ainda assim, isso não nos permite concluir que só a Terra é habitável.

Em segundo lugar, no livro de Jó, no primeiro capítulo, versículo 6, Deus surge num cenário sugestivo. Ele está numa grande reunião. Seus filhos se apresentam diante dEle. E Satanás (o Diabo) também. Deus então pergunta de onde ele vem. E o diabo responde: da Terra. Enfim, para muitos estudiosos, essa seria uma evidência de que há outros mundos. E mais, esses filhos estariam nessa “reunião” como representantes desses outros planetas. Além da Bíblia, Ellen G. White, uma escritora cristã, ainda no século XIX, em vários de seus livros, declara a existência de outros mundos habitados.

Ou seja, ainda que Richard Dawkins possa ter suas razões para duvidar da existência de Deus (e nem estou dizendo aqui que Ele existe), se para a ciência será uma grande novidade a descoberta de vida noutros planetas, a Bíblia parece sugerir isso desde que foi escrita (afinal, o livro de Jó é o mais antigo das escrituras) e estudiosos cristãos também sustentam a existência de vida noutros planetas. Portanto, essa história de que estamos sozinhos no universo não tem fundamento bíblico. Dizer que somos únicos no universo, esta sim é uma tese criada pelo próprio homem.

PS- Importante acrescentar que Dawkins sustentou a tese de vida fora da Terra como a “grande descoberta” para silenciar de vez a crença em um Deus Criador. Segundo ele, se existe vida fora daqui, isso provaria que somos resultados de um processo evolutivo, porque outros planetas também teriam evoluído a ponto de produzir vida. Ele se apega a uma tese, que não é bíblica, de que Deus teria criado seres viventes apenas por aqui.

Preferimos não ser sinceros

amizade

Você já notou como a gente tenta ser conveniente diante de situações que nem sempre nos agradam? Ou como muitas vezes até fingimos saber de algo que desconhecemos? Ou ainda demonstramos interesse por assuntos que não nos empolgam?

É um negócio meio maluco, é verdade. Mas a gente é assim.

Dias atrás, uma amiga me contava que passou vergonha ao conversar com dois conhecidos alemães. Eles perguntaram se ela já tinha assistido um determinado filme. Pra se mostrar interessada, respondeu que sim. Depois de uns dois minutos de conversa, os rapazes perceberam que tinha algo errado e começaram a fazer perguntas sobre o filme. Claro, ela não sabia nada e teve que confessar que desconhecia a obra.

O que essa minha amiga fez, eu já fiz. Também já disse conhecer livros que nunca li… E provavelmente você, caríssimo leitor, deve ter feito o mesmo.

Essa cultura de conveniência, porém, não fica restrita a essas situações. Tem muito mais. Quem já não aprovou o cabelo de uma amiga, mesmo achando que o corte ficou ridículo? Semana passada, lembro que minha filha perguntou sobre um penteado. O negócio tinha ficado esquisito… Para não chateá-la, eu disse:

– Está tudo bem, filha.

Ela olhou pra mim e preferiu a opinião do irmão. Ele olhou, riu e respondeu:

– Não vou nem comentar…

A Duda entendeu o recado. Estava feio. Bem feio. E mudou o penteado.

Quem é professor, como eu, já deve ter visto apresentações de alunos que são pavorosas. No entanto, a gente aprendeu que precisa incentivar, estimular. Então, a molecada faz um troço assustador, revela completa ignorância e a gente ainda diz:

– Gente, valeu pela iniciativa. Foi legal o esforço de todos vocês.

O aluno, que é um pouco mais atento, sabe que o professor optou por não magoar. Outros sentem que, de alguma forma, está tudo certo… E não há mesmo o que fazer. Ficam com a impressão que trabalhos escolares são mesmo uma grande porcaria, uma perda de tempo. Enfim, eles seguem fingindo que fazem e nós, educadores, fingimos que ensinamos.

Sabe, esse é um traço de nossa cultura. A gente tem isso. Eu costumo dizer que faz parte das nossas máscaras para convivência social. Afinal, se expressamos a verdade, criamos desconforto. Tornamo-nos os chatos, críticos, arrogantes, prepotentes… Os “sabe-tudo”. No colégio ou na faculdade, ninguém gosta do professor que aponta o erro, que mostra a incompetência, o relaxo, a displicência.

O brasileiro prefere uma mentira que conforte a uma verdade que revele sua incompetência.

E nessa tentativa de agradar, de manter as relações, a gente preserva um hábito que paralisa. Sim, porque quando os problemas não são apontados, eles se perpetuam.

Por exemplo, se meu filho não ironizasse o cabelo da irmã dele, ela teria saído com um penteado ridículo… Vale o mesmo pra escola, pro trabalho, para as diferentes dinâmicas dos relacionamentos.

O professor que não aponta o erro, perde a chance de ensinar; o marido que não fala que a comida da esposa está salgada, não ajuda que ela note o mau hábito…. Se a gente não corrige o pedreiro que colocou uma lajota fora do prumo, a gente aceita que a parede fique torta depois de pronta. Ou seja, ao tolerar as falhas, nós as aceitamos como condições naturais, como parte do que é normal. E isso nos impede de crescer. Ninguém muda se não notar seus erros. E o humano, por si mesmo, nem sempre dá conta de saber o que precisa mudar.

Na segunda, uma música

A gente tem ouvido muito falar de uma tal crise de identidade do homem. Às vezes, acho que ela é bem real. Parece que o homem não sabe bem qual seu papel. Ou se tem um papel. O jovem hetero parece sentir necessidade de se auto-afirmar como “pegador”. Do mais maduro, casado, parece que se espera certa disposição para ajudar com as fraldas, mas sem deixar de ser forte, decidido. Também há uma busca por um sujeito mais sensível, que saiba ouvir, acompanhar s mulher às compras…

Nesses momentos, eu penso apenas na canção do Gonzaguinha, “Um homem também chora”. E gosto dela. Porque apresenta esse homem cheio de contradições, que também sonha ser feliz.

Um homem também chora
[…]
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço

Também há força e beleza ao mostrar fragilidade, a verdadeira face…

Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os torne perfeitos

Como diz Gonzaguinha, esse homem guerreiro, mas também carente, existe escondido no peito de todos os homens. E ao tentar ser o que não é, apenas para responder as expectativas alheias, não consegue viver bem consigo mesmo.

E então, vamos ouvir?

Atitudes que podem melhorar o trânsito

É verdade que os gestores públicos têm feito muito pouco para melhorar o trânsito. Em Maringá, por exemplo, dá para notar que algumas ações da Secretaria de Trânsito beiram o amadorismo. E isso acontece em nossa cidade, mas também em vários outros municípios do Brasil.

Às vezes, tenho impressão que o pessoal técnico que cuida do trânsito não conhece de verdade as demandas de nossas cidades. Ou não possuem preparo para tarefa tão difícil. Noutras vezes, acho que motivações políticas determinam as estratégias e, por isso, há poucas melhorias na logística e a gente segue sofrendo, principalmente, com a falta de fluidez.

Entretanto, seria possível melhorar bastante se nós, motoristas, fossemos um pouco menos egoístas e mais comprometidos com o bem-estar da coletividade. A gente faz muita coisa no trânsito que prejudica, atrapalha, compromete o fluxo de veículos. Neste vídeo, falo sobre o assunto e compartilho uma cena que vi logo cedo… O fato ajuda a exemplificar minha abordagem e faz pensar sobre pequenas atitudes que podem melhorar o trânsito.