Na segunda, uma música

Acho que apenas em uma ou duas ocasiões compartilhei uma música por aqui muito mais pelo clipe que pela canção. Isso, por entender que a música faz parte de um universo simbólico que traduz muito do que vai na nossa alma… E ainda por ser uma manifestação artística que ajuda a pensar nossos próprios dramas na relação com o mundo.

Entretanto, parece-me que, na música de hoje, quem acaba por cumprir esse papel são as imagens em movimento que compõem o clipe. A banda Coldplay conseguiu contar uma outra história em “True love“. A canção fala de amor… De um amor quase inconsequente. Daqueles que se prefere ouvir uma mentira da pessoa a amada a ser confrontado pela verdade de que não há amor.

Diga que você me ama
Se você não me ama, minta, minta para mim
Só diga que você me ama
[…]
E chame isso de verdadeiro

Mas a história do clipe é outra. Eu diria que… É muito mais bonita. As imagens mostram o quanto certas pessoas são rejeitadas. Muitas vezes, são tidas como inadequadas. Em determinadas espaços sociais, são rejeitadas. Quantas pessoas nunca se sentiram assim? Às vezes, por serem obesas, por serem homossexuais, negras, religiosas… Porém, essas pessoas também amam, querem ser amadas… Querem ser felizes. Ou simplesmente desejam ter uma vida normal.

Isso é um pouco do que leio ao assistir o clipe de “True love”. Vale ouvir a música, mas muito mais… Vale refletir na história por meio das imagens.

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