Dependentes emocionais

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Orbitar em torno do parceiro é mais comum do que a gente imagina. Muitas pessoas se anulam no relacionamento. Entretanto, a situação pode se tornar ainda pior. Tem aquelas que só se sentem completas se estão com o outro. São pessoas que não encontram sentido para a vida fora do relacionamento. Elas se tornam dependentes emocionais.

Quem precisa do outro para ser feliz não tem vida própria. Não faz bem a si mesmo e nem ao parceiro. E não estou dizendo que duas pessoas que se amam não estejam conectadas, em sintonia, não se sintam parte uma da outra. Estou falando de gente mal resolvida emocionalmente e que não dá conta de entender que a vida transcende as possibilidades de um relacionamento.

Ninguém se torna dependente emocional de uma hora pra outra. A origem, como de quase tudo que se revela na fase adulta, está na infância. O problema começa na educação dada pelos pais. A dependência emocional, segundo lembra a psicóloga Adriana Furlan, começa com pais superprotetores ou muito críticos, exigentes. Quando os pais protegem demais, a criança não desenvolve autonomia, torna-se mimada, frágil, incapaz de administrar suas próprias vontades. Quando são críticos, também fragilizam. A criança não cresce. Torna-se um jovem, um adulto inseguro, com baixa autoestima, por vezes, até infantilizado.

O efeito da superproteção ou das críticas desmedidas é bastante negativo. A pessoa carece de auxílio para resolver seus problemas; nunca se acha merecedora, digna de um elogio, cobra-se demais. A personalidade é abafada como resultado de uma educação doentia.

Dependentes emocionais também podem desenvolver transtornos psicológicos. Algumas delas se tornam dependentes a ponto de fazerem de tudo para não serem abandonadas. Ou seja, anulam-se completamente. Também podem ter síndrome do pânico e se tornarem incapazes de ficar sozinhas.

Não é tão simples superar a dependência. A primeira, e talvez maior dificuldade, é o reconhecimento de que não se trata simplesmente de amor. Dependentes emocionais acham que amam demais. Dificilmente reconhecem que se trata de uma fragilidade psicológica.

Mas, se a pessoa admite que tem um problema, a terapeuta Adriana Furlan dá cinco dicas:

Recuperar o espaço – tentar fazer, sozinha, atividades que dê prazer; retomar as amizades.

Ser realista – não idolatrar o parceiro, a parceira. Ele/a tem defeitos. Reconheça isso.

Expressar-se – é fundamental se sentir igual, semelhante ao outro. Seu parceiro, sua parceira não é mais importante que você. E nem sempre é dono da razão.

Repensar a relação – lembre-se de como você era antes da relação. Sente-se melhor agora? A dinâmica do romance valoriza seus sentimentos? Vocês dividem tarefas, ideias, programas?

Recuperar a autoestima – dependentes emocionais têm baixa autoestima. É preciso trabalhar para melhorar a auto imagem, para valorizar-se mais. Talvez seja necessário contar com ajuda profissional.

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2 comentários em “Dependentes emocionais

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