Tem como consertar nossos erros?

passado

Não sei se sou prático demais, mas não me agrada ficar lamentando os desastres da vida. Sejam eles grandes ou pequenos. Entretanto, tem gente que parece não ser capaz de seguir adiante. A pessoa comete um erro e para de olhar pra frente. Fica voltando ao passado. Ou melhor, não abandona o passado.

E é interessante como essa forma de encarar a vida se dá a partir das pequenas coisas.

Derramou o leite? A pessoa fica ali tentando achar uma justificativa para o leite derramado… Queimou a roupa? Fica irritada com o ferro que está velho demais, com o filho que distraiu ou com o marido que nunca ajuda… Bateu o carro na garagem? Reclama que o arquiteto fez um projeto ruim, o vizinho estacionou mal… A comida estragou na geladeira? Acha ruim que ninguém lembrou de comer, briga com quem comprou demais, quer saber quanto tempo faltava pra vencer o produto…

Eu prefiro viver de outra forma. Derramou leite? Limpa. Queimou a roupa? Fazer o quê… Já foi. Bateu o carro? Vamos tentar prestar mais atenção pra não acontecer de novo. A comida estragou? Joga fora e fica o alerta pra evitar desperdício.

Nos relacionamentos, na vida profissional ou acadêmica, a gente também falha. E fracassa. A gente magoa pessoas, decepciona, trai… Perde vendas, troca de emprego na hora errada… Atrapalha-se, não se dedica o suficiente e perde o ano de estudos… Essas coisas acontecem. E nem sempre por que houve uma intenção.

Quando erramos, temos duas alternativas: ficar lamentando os erros cometidos ou desculpar-se pela bobagem, assumir as consequências e seguir em frente. As vezes, as bobagens que cometemos cobram uma conta muito alta. As consequências são variadas. E machucam. Ainda assim, o que dá pra fazer? Tem como reparar os erros? Não tem. O passado é passado. Foi um tempo vivido, mas que não tem como ser mudado. Entretanto, o futuro… a gente escreve. Se a gente ficar chorando os erros de ontem, perderemos a chance de tratar das feridas hoje e voltar a sorrir amanhã.

8 comentários em “Tem como consertar nossos erros?

  1. Muito obrigado,esse texto era as palavras que eu estava precisando neste momento,o passado marca bastante mesmo,mas podemos escrever o nosso futuro Ainda,Ainda da tempo,todo dia é um novo recomeço

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  2. Minha história é assim. Recentemente terminei meu relacionamento com minha namorada, conversamos e entramos nesse entendimento de se afastarmos. Foram 4 anos de namoro muito bons, porém, cometi muitos erros tratei ela mal por diversas vezes, discutia com ela por nada, xingava, eu fazia uma tempestade num copo d’água.
    Mais eu me arrependia e tudo ficava bem depois e ela perdoava. Existiu os erros dela no começo do namoro ela saio escondida algumas vezes e a gente acabava brigando. No primeiro ano de namoro ela saio escondida e pediu para o vizinho me dizer que o vô dela estava no hospital, eu todo preocupado fui correndo até lá e nada daquilo era verdade ela inventou essa mentira para sair com as amigas. Fiquei furioso e dormir na casa dela pra esperar ela chegar quando ela chegou e viu que eu estava lá se escondeu mais a encontrei, e fiquei mais nervoso com isso, acabei cometendo o primeiro dos maiores erros que pude cometer. eu agredi ela!
    E depois disso aconteceu outras vezes, ela errava e ao invés eu procurar resolver na conversa partia pra agressão verbal e em alguns casos a física, era um tapa, um chute. Ela errava e eu errava em cima disso. Só que quando eu acordei e vi oque eu estava fazendo era tudo errado, talvez já era tarde. E acabamos terminando. Eu sinto muito por isso eu amo ela muito. E por esse motivo do ano passado eu já vinha me reeducando, respeitando ela mais, sendo oque eu não fui anos atrás, me afastei de amigos ruins. Mais eu ja tinha matado praticamente o amor que ela sentia por mim. E hoje tenho toda a convicção onde errei e estou mudando e quero mostrar isso pra ela. Só não sei se ainda tenho chance!
    Mas infelizmente descobri que alguns meses atrás ela ficou doente de depressão e tentou se matar algumas vezes, mas hoje ela está recuperada e até trabalhando, mas ainda está tentando se reerguer. Depois disso tudo o que aconteceu ela nunca mais se envolveu em outros relacionamentos e está até frequentando um encontro de mulheres duas vezes na semana. Ela contou tudo para a psicóloga sobre tudo o que aconteceu. Foram duas horas de conversa e as palavras que ela disse me emocionaram aos poucos e me fez perder as esperanças:
    “Namorava um rapaz por quatro anos, foi muito bom pelo começo, ele demonstrava ser muito gentil, carinhoso, um príncipe, mas depois de algum tempo tudo mudou de repente, passei a ter uma grande decepção, ele se tornou outra pessoa, passava a ter ciúmes de mim, me agredia e me humilhava feito um lixo, um nada. Isso tudo por causa de um erro meu, mas nada justifica o que ele fez, isso me machucava demais, eu sofria demais, ainda me pergunto o que eu fiz pra merecer isso, ele nunca tinha me tratado assim, meu pai nunca encostou um dedo na minha mãe, nem em mim. Eu achava que a nossa relação seria um conto de fadas, mas infelizmente nem todos os relacionamentos são, no meu caso o meu relacionamento com o meu foi um mártir. Já faz um ano que tudo isso aconteceu e terminamos por causa disso. Semana passada, ele tentou me procurar dizendo que se arrependeu do que fez, que tinha mudado, pedindo uma segunda chance. Eu não sei, eu não descarto em voltar com ele com medo de sofrer e de se machucar outra vez. Estou cansada de passar por tantos sofrimentos, eu ainda estou me sentindo muito mal com tudo isso, me sinto mal todos os dias, toda vez que eu penso nessas coisas eu choro, não durmo direito, tenho crises de pânico a noite, eu tomo calmantes para a depressão e para insônia. Eu ainda estou muito ferida e machucada. Pra mim não existe mais esse negócio de segunda chance, muito menos o pedido de perdão. Com isso eu deixei de acreditar no amor, porque o amor as vezes machuca a gente, nos enganamos sempre, nos decepcionamos, quebramos a cara, nunca sabemos com quem estamos, nunca sabemos quem a pessoa é na verdade, tenho muito medo de um dia me encontrar com ele e de repente ele apontar uma arma pra mim e me matar. Até hoje eu não esqueço tudo o que eu passei, um ano pra mim é recente, parece que foi ontem que eu passei por isso e que vou passar por isso pra sempre, eu vou permanecer com essas cicatrizes pra sempre. Quem bate esquece, quem apanha não. Eu esperava dele um beijo, um carinho, juras de amor, palavras doces, isso eu dava tudo a ele e o que eu recebi em troca foram os xingamentos, as ofensas, as agressões, um tapa na cara. Esse foi o que mais doeu. Isso eu nunca vou esquecer e cada vez que isso acontecia eu perdoava. Eu acho que a intenção dele é armar tudo aquilo pra mim pra eu não denunciá-lo, era o que eu devia ter feito há muito tempo quando recebi a primeira agressão, mas não fiz porque estava com medo, pra depois encontrar uma nova situação e me agredir de novo sem motivo nenhum e que desta vez eu que peço desculpas mesmo sem estar errada. Eu acho que na minha opinião ele está fingindo que se arrependeu e que mudou, mas na verdade continua o mesmo, porque se eu perdoar, dar uma chance e voltar com ele vai começar tudo de novo e desta vez com marcas ainda maiores. Pra mim ele não mudou nada, ele está querendo armar pra mim pra depois fazer um escândalo, criar absurdos na cabeça dele e ainda se fazer de vítima, tudo isso pra ele achar que eu estivesse com outro, mas eu nunca estive com outro, nunca namorei na vida, ele foi o meu primeiro namorado e na verdade eu fui a segunda namorada dele. Eu já tomei minha decisão, hoje não quero mais saber de homem nenhum, desejo somente me dedicar ao trabalho, aos meus estudos, quero fazer uma faculdade e pretendo também mudar de estado e ficar longe por um bom tempo. Eu quero viver minha vida, recomeçar do zero e cuidar mais de mim. Talvez eu tenha feito por merecer, porque eu cheguei a mentir pras minhas amigas sobre os machucados, que eu caí, fui atropelada ou até baleada em um assalto”.
    Depois desabou a chorar e pediu pra alguém levá-la pra casa, pois já estava nervosa e agora está com medo de sair e voltar pra casa sozinha.

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