Um futuro sem carros?

carros

Como serão nossas cidades daqui dez ou quinze anos? Na Europa, já há quem aposte que a circulação de carros estará proibida nos centros das cidades. Acredita-se que serão permitidos apenas o transporte público, os veículos elétricos, as bicicletas e, claro, andar a pé.

Na verdade, nos centros mais desenvolvidos, já existe o reconhecimento de que o problema não é apenas o tráfego intenso que estressa, irrita e causa tantos transtornos. Entende-se que o problema vai além disso. A questão está no ar que respiramos. A quantidade de carros em circulação tem comprometido a qualidade do ar.

Contribuímos impunemente todos os dias para tornar o ar irrespirável. Alguns estudos já apontam que em países como a Espanha 95% da população respiram ar contaminado. Anualmente, cerca de 20 mil pessoas têm morte prematura em função da contaminação atmosférica.

O que dizer do aquecimento global? O mês de setembro, por exemplo, foi o mais quente desde 1880. O planeta está pedindo socorro. Ah… e o uso de carros contribui para o aumento das temperaturas.

E os avanços são tímidos, porque nem mesmo o pedágio urbano de Londres, as ciclovias ou as ruas exclusivas para pedestres são suficientes para conscientizar-nos das consequências do uso diário do carro. A gente senta atrás do volante e não quer saber de mais nada. Não está interessado em nada além do nosso conforto.

Isso mostra que há necessidade de radicalizar as propostas. Hamburgo é a primeira cidade que está levando o assunto a sério. Por lá, o plano é tirar todos os carros das ruas em 20 anos. Já a cidade de Tallinn, capital da Estônia, oferece transporte público de graça para a população.

Entretanto, pelo menos no Brasil, deve demorar um pouco mais para serem tomadas medidas enérgicas a fim de melhorar o trânsito e, principalmente, a qualidade do ar. Nossos políticos seguem apegados ao atraso. E as motivações políticas ainda falam mais alto. Eles não têm a determinação necessária para enfrentar questões como essas. Quanto a nós, ainda não estamos maduros para reconhecer que o conforto do carro mascara nosso egoísmo. Falta comprometimento com o bem comum.

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