Por que não simplificar a vida?

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Não são raros os depoimentos de pessoas que, após passarem por momentos muitos difíceis, uma doença grave, por exemplo, dizem ter repensado a vida, encontrado um outro jeito de viver. Confrontadas com a morte, perceberam que davam valor para coisas que deixaram de fazer sentido.

Sabe, viver não é simples. Mas ela se torna muito mais complexa quando a gente fica problematizando aquilo que não se explica, aquilo que a gente não controla. É incrível como gostamos de complicar… Como estamos presos a busca de significado para tudo. Nosso olhar está comprometido pelas ilusões do que é estar bem ou estar mal. Temos referências quase sempre equivocadas sobre modos de viver. São projeções que fazemos. E, com isso, abdicamos do direito de viver.

Simplesmente não deixamos a vida rolar. Queremos dar sentido a ela. E viver parece ser o mesmo que se divertir. E talvez essa seja a principal origem de nossas culpas. Quando tudo se resume a uma busca por diversão, agimos de maneira inconsequente.

O que é curioso é que, na mesma medida que há ansiedade por se divertir, não prestamos atenção no vertiginoso espiral de dias e noites. Dias e noites passam sem nos darmos conta do que estamos fazendo. Não reparamos nas pessoas, nos lugares, nos cheiros, nos sabores… E a vida passa.

É verdade que é difícil saber o que é bom ou ruim, se a decisão é certa ou errada. Na verdade, só o tempo permite julgar. Mas um princípio básico do bem viver é a relação do humano com o seu próximo, do humano com o mundo onde vive. Quando vive em harmonia com o outro e com o meio, preocupa-se menos em controlar o mundo, há mais chance de sentir-se bem consigo mesmo.

E, pra concluir, um pensamento que achei belíssimo:

A dor mais cruel não é a que resulta de uma frustração ou de um fracasso, mas que vem da falta de viver, de uma alma inerte.