Fantasias sobre a felicidade: comprar ou acumular coisas

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Ainda falando sobre felicidade, não dá para negar que muitas vezes fantasiamos que a compra de algo, a conquista de uma determinada coisa poderá nos fazer bem. Eu concordo que comprar é bom. Bom mesmo! Melhor ainda quando a gente compra um objeto muito desejado. Isso proporciona uma sensação maravilhosa.

Entretanto, como eu falei no segundo texto dessa série sobre felicidade, “a conquista de nossos sonhos”, sonhar com coisas e sonhar em fazer coisas são necessidades humanas. Porém, essas conquistas não são garantia de felicidade.

Na linha dessa segunda fantasia, o pesquisador Tom Gilovich, da Universidade de Cornell, chegou à conclusão de que é muito melhor investir em experiências reais de vida do que buscar acumular coisas, comprar coisas.

Cornell fez algo aparentemente simples. Para o estudo, ele teve como referência dois grupos de pessoas. O primeiro gastou uma quantidade determinada de dinheiro comprando coisas. O segundo, vivendo diferentes experiências. Passado um tempo, analisou quem havia sido mais feliz. E, como era de esperar, aqueles que investiram em experiências se mostraram muito mais satisfeitos.

Essa é uma realidade também para a maioria de nós. Olhe para o que já viveu. Tente enumerar que acontecimentos te fizeram mais feliz: foram situações em que comprou coisas ou experiências vividas com pessoas, em viagens ou mesmo em conexão com a natureza? Pense um pouco e responda para você mesmo…

Digo por mim: as minhas melhores lembranças são de momentos simples, vividos com pessoas que amo ou em lugares agradáveis. Embora tenha comemorado e curtido muito algumas aquisições, numa escala de valores, nenhuma compra pode ser comparada às lembranças de experiências, inclusive da infância pobre junto com meus pais.

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Fantasias sobre a felicidade: preocupar-se com os problemas

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Viver menos preocupado com o futuro é um dos caminhos que permite ser feliz

Não dá pra ser feliz lamentando da vida. É impossível. Também não dá para ser feliz ocupando – e alimentando – a mente com pensamentos negativos.

Sabe, tem gente que torna a vida muito mais difícil do que ela realmente é. E isso acontece porque a pessoa de certa forma permite que a mente viaje por pensamentos ruins. Sim, por vezes construímos medos terríveis, que nos consomem por dentro.

É normal ter certas preocupações. Entretanto, é fundamental manter o alerta ligado; não dá para viver ansiosamente. Tem gente que fica o tempo todo com medo de perder o emprego, angustiado com o resultado do exame de saúde que nem foi feito ainda, com receio de que o parceiro vai abandoná-la… A pessoa sofre um monte, mas por coisas que, muitas vezes, sequer acontecem.

Claro, existem acontecimentos que provocam estragos na alma, ferem, machucam. Mas provavelmente nossas fantasias projetam coisas que, na maioria das vezes, não se concretizam.

E é fácil notar isso. Olhe para o seu passado. Procure lembrar de algum medo terrível que você teve em alguma ocasião de sua vida. O que aconteceu depois? É quase certo que projetou imagens aterrorizantes e que nunca se tornaram realidade em sua vida.

Na verdade, isso acontece porque não somos bons juízes. Não temos como prever a dor. E, como afirma o professor de Harvard, Daniel Gilbert, não somos conscientes de que possuímos uma espécie de sistema imunológico afetivo que é capaz de se recuperar muito mais rápido do que imaginamos. Por isso, um bom método consiste em confiar um pouco mais em nós mesmos, pois damos conta de sair de situações difíceis.

Viver menos preocupado com o futuro é um dos caminhos que permite ser feliz.

Fantasias sobre a felicidade: a conquista de nossos sonhos

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Repetidas vezes tenho dito aqui no blog que uma das ilusões da sociedade moderna é a relação que se faz entre a felicidade e o consumo. Isso é tão verdade que um dos motes mais eficazes da publicidade é associação de produtos com imagens que remetam à ideia de prazer. Como o prazer é a primeira grande fantasia que temos sobre o que é felicidade, busca-se relacionar o consumo ao prazer. Logo, consumir é ser feliz.

Isso é tanto verdade que não são raros os casos de mulheres que, quando estão num dia ruim, vão ao shopping fazer compras. Comprar gera uma sensação boa. Produz prazer. E, por isso, é fácil iludir-se com a ideia de que ter coisas é fonte de felicidade.

Sim, observe-se. Quantas vezes você já fantasiou com a ideia de que, se tiver isso ou aquilo, será mais feliz? Eu mesmo vivo sonhando com algumas coisas. E às vezes até me pego pensando… “Poxa, quando conseguir isso, vai ser tão bom, vou ficar muito feliz”.

A gente sonha com coisas, a gente sonha fazer coisas… E acha que, quando se tornarem reais, seremos felizes.

Mas, vamos pensar um pouco… Pense em algum momento da tua vida. Quem sabe você sonhou que quanto tivesse um determinado emprego, ou namorasse certa pessoa ou quem sabe comprasse um carro, se sentiria melhor, talvez mais feliz. Depois de conseguir, o que aconteceu? Provavelmente, não aconteceu nada. É quase certo que, durante um tempo, você ficou satisfeito, sentiu prazer pelas conquistas. Porém, logo se acostumou a essas conquistas e necessitou de algum outro estímulo para ser feliz. Sim, é assim que somos.

Na verdade, quando conseguimos algo muito desejado, comemoramos um tempo, mas logo queremos mais e mais. Segundo uma das maiores pesquisadoras em felicidade, Sonja Lyubomirsky, isso acontece pelo que denomina de “adaptação hedonista”. Ou seja, nessa nossa constante busca por prazer, quando temos acesso a algo que nos proporciona bem-estar, aos poucos nos adaptamos e, com o tempo, deixa de nos motivar.

Um exemplo simples é quando a pessoa está muito doente. Quando isso ocorre, a pessoa descobre que a saúde era o que tinha de mais importante. Porém, ao ficar curada, não demora muito tempo para a mente sugerir que está faltando alguma coisa…

Pois é… Pode parecer mesquinho, mas não é. É assim que somos. Por isso, é uma ilusão acreditar que a felicidade está na conquista de bens, de posições ou mesmo de pessoas.

(Claro, se estamos em uma situação difícil – de muita pobreza, por exemplo – é mais difícil ser feliz. Isso, porém, não significa que apenas quem tem dinheiro pode ser feliz).

PS- No próximo texto, volto ao tema felicidade pra seguir este raciocínio…

Fantasias sobre a felicidade: se estou triste, não sou feliz

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Nossa cabeça está cheia de fantasias sobre a felicidade. Ainda nesse último fim de semana, vi minha filha num desses “surtos de felicidade”. Ela estava mega empolgada pois iria ver um filme que estava esperando há quase seis meses. Estava elétrica e repetia:

– Estou muito feliz, pai. Muito feliz.

Eu brinquei:

– Acho que você está alegre. Felicidade é outra coisa.

E é bem isso mesmo. Felicidade é diferente de alegria. Trata-se de uma ideia completamente equivocada acreditar que ser feliz é estar rindo à toa. Momentos de euforia não refletem um coração feliz. Na verdade, as fantasias que temos sobre felicidade tornam nossa caminhada mais difícil e frustrante. Porque, como não sabemos o que é ser feliz, tornamo-nos infelizes.

Um das ideias erradas que temos de felicidade é que “se estou triste, não sou feliz”. Essa é uma das grandes mentiras que repetimos pra nós mesmos. Ficar triste é uma condição humana. E natural. Alguém fala alguma coisa que nos machuca? Evidente que ficamos tristes. Um amigo querido foi embora? Sim, isso nos deixa tristes. A apresentação do trabalho na faculdade foi desastrosa e a nota pior ainda? Claro que isso nos deixa mal.

Sabe, a felicidade não é um destino, um alvo a alcançar. Felicidade é um estado de espírito que devemos cultivar. E está muito mais próxima da serenidade que de outras emoções. Afinal, se você tropeça e arranca a unha do dedão do pé, vai sentir muita dor. Talvez tenha que correr ao médico, quem saber terá de ficar com o dedo enfaixado e se sentirá triste pelo acidente – até pelas impossibilidades que o machucado vai causar durante alguns dias. Mas isso não significa que você seja uma pessoa infeliz.

O problema é que para nós, ocidentais, felicidade parece ser sinônimo de prazer. A gente acha que é feliz quando está numa festa animada, quando ganha uma promoção… Na verdade, associamos felicidade ao prazer. Por isso, quando acontece alguma coisa errada, algo negativo nos envolve, supervalorizamos a perda e nos rotulamos infelizes.

Nossa visão deturpada de mundo nos faz negar a tristeza, o cansaço, as perdas. E se assim pensamos, viveremos a constante busca por essa tal felicidade e nunca a encontraremos.

Ps- Voltarei a falar sobre as fantasias que temos sobre a felicidade. O próximo texto vai tratar da necessidade de ter sempre mais.

Na segunda, uma música

Todas as vezes que ouço Elis Regina lamento a morte prematura dessa incrível intérprete da música brasileira. A energia de Elis, a maneira como cantava, as emoções sempre à flor da pele… Esse jeito “Elis Regina de ser”, no palco, é insubstituível.

É verdade que tem gente que não gosta. Outros lembram mais os caminhos errantes de Elis que suas interpretações inesquecíveis. Entretanto, é difícil ouvi-la e ser indiferente ao seu incrível talento.

Para esta segunda-feira, reservei uma música belíssima. “O bêbado e a equilibrista” é uma canção fascinante. Em especial porque é mais do uma simples poesia cantada; é uma daquelas músicas que serviram para provocar o regime militar, mostrar a covardia da ditadura.

Composta por Aldir Blanc e João Bosco, na voz de Elis, a música foi uma espécie de hino à anistia. “O bêbado e a equilibrista” foi o maior sucesso do disco “Essa mulher”, lançado em 1979. Na ocasião, o genial cartunista brasileiro Henfil chegou a fazer uma charge muito interessante inspirada na canção.

E então… Vamos ouvir a música?

Violência conjugal

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Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde informou que, no mundo, uma em cada três mulheres sofre violência conjugal. Sim, uma em cada três é vítima do próprio parceiro, do sujeito que deveria estar ali não apenas pra prover, mas principalmente para amar e proteger.

E mais, o documento mostrou que entre 100 milhões e 140 milhões sofreram mutilação sexual e cerca de 7% sofrem violência sexual ao longo da vida.

Esses números me assustam. Sei que existem diferentes motivos pra isso. Vão desde a cultura até posições religiosas de caráter questionável. Entretanto, o que mais me entristece é que isso tudo acontece e pouca coisa se faz. Estou cansado de ver denúncias, mas o que tem mudado?

Muitos desses crimes também acontecem perto da gente. Quem não conhece uma vítima de violência doméstica? Quem não sabe de pelo menos um caso de estupro contra mulher?

Pior que mesmo em países como o nosso, os atos de violência são por vezes tolerados. Muita gente age como se fosse normal o homem espancar a mulher. E isso ocorre por ciúme, porque ela queimou o arroz, porque esqueceu de passar a camisa ou simplesmente porque não quis fazer sexo.

Não sei se apenas punições mais duras são suficientes para mudar essa realidade. Talvez o maior problema ainda seja o medo, a vergonha. Por razões que a própria razão parece incapaz de explicar, muitas mulheres sofrem caladas. E outras inclusive assumem a responsabilidade pelo ato de violência sofrido. É como se repetissem o mantra: “eu mereci”.

Sei apenas que, como sociedade, precisamos rejeitar todo e qualquer ato de violência contra a mulher. Nada justifica. E eu entendo que isso deve mudar a partir do nosso discurso, da nossa posição diante de fatos que deveríamos condenar.

Dias atrás, por exemplo, ouvia uma mulher contando de uma conhecida que traiu o marido e apanhou dele. Ela repetia a história do espancamento, tendo como espectadores da narrativa duas filhas menores e um garoto de 12 anos:

– Bem feito! Quem mandou ser safada?, dizia.

Esse tipo de discurso perpetua uma visão machista e que tolera a violência. Essas meninas vão crescer pensando o quê? E o garoto? Será que não se sentirá autorizado a bater numa futura parceira? Violência nenhuma pode ser aceita. Em nenhuma situação. Não adianta a gente ter legislação rigorosa, mas uma cultura que admite (e até estimula) a violência em “casos específicos” – como se algumas ocasiões justificassem a agressão.

E o medo, por que ocorre? Porque além da sensação de impunidade, existe a impressão que ninguém se importa. Se pedir ajuda para o vizinho, até que ponto irá se envolver? Na verdade, muitas vezes, nem mesmo as autoridades policiais se empenham em dar atendimento às vítimas. Não são raros os casos de vítimas desestimuladas a denunciar os agressores.

Sinceramente, eu não tenho respostas… Não sei como mudar essas estatísticas. Sei apenas que, a partir da casa da gente, da sala de aula, temos que manter um discurso que rejeite por completo a violência contra a mulher. É preciso falar, falar e falar sobre essas questões. Aproveitar todas ocasiões. E fazer isso sem ter vergonha, sem ter pudor.

A arte de simplificar a vida

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Em setembro deste ano, Jack Ma, o homem mais rico da China fez uma declaração que, de certa forma, resume o pensamento do tempo em que vivemos:

– Se você ainda é pobre aos 35 anos, a culpa é sua.

Ser bem-sucedido é imperativo na sociedade atual. E ter dinheiro é sinônimo de sucesso. Ser pobre é ser visto como fracassado. Por isso, todo mundo vive correndo atrás do danado do dinheiro. Ainda que quase todo mundo entenda que é preciso se mexer pra conquistar coisas, esse jeito maluco de viver tem roubado a chance de sermos felizes.

O próprio Jack Ma disse recentemente à CNN que não é feliz. E disse os motivos: as pressões que sofre do mercado financeiro, a carga de expectativas que recai sobre ele, o desejo de não decepcionar os outros e, o mais importante, a dificuldade de ser autêntico. Gente como Jack Ma precisa agir de acordo com a imagem que construiu.

E sabe o que é curioso? Muitos de nós somos iguais Jack Ma. Não temos os bilhões de dólares que ele tem, mas somos reféns do mundo que nos cerca.

Entretanto, existe outro fator que nos impede de viver feliz: a complexidade da nossa agenda. Dias atrás ainda escrevi aqui sobre a importância de ter um tempo pra não fazer nada. Mas a questão vai além da criatividade. Quanto mais a agenda está cheia, menos a gente vive.

A impressão que dá é que, se não estivermos muito ocupados, não somos importantes. Os outros precisam achar que trabalhamos demais. Quem tem tempo livre chega ser visto como vagabundo, folgado, preguiçoso.

O problema é que estar ocupado é trair a nossa própria humanidade. Nosso corpo não foi feito para dar conta de um ritmo tão intenso. Carecemos de tempo para desfrutar nossa família, para caminharmos à toa pela rua, sem nos preocupar que será um problema sair um pouco da rota para tomar um sorvete.

Quem corre demais está, na verdade, fugindo de si mesmo. São pessoas que precisam fazer mil coisas para se sentirem vivas. No entanto, ao terem rotinas tão intensas, não conseguem tempo para si mesmas. E isso resulta em infelicidade.

Sabe, não tem jeito… Se queremos viver melhor, temos que simplificar a agenda, tornar a vida mais simples. E aqui tenho algumas dicas:

Identificar nossas dificuldades – não adianta acordar decidido em mudar as rotinas. Embora seja necessário ter atitude para mudar comportamentos, é fundamental identificar o que nos levou a ter uma agenda tão complexa. Talvez as coisas foram acontecendo e você nem se deu conta de como estava afundando em tantos compromissos. Mas também pode ter ocorrido porque foi necessário se ocupar para evitar os confrontos com a esposa, com os filhos… Ou até pela necessidade de manter o emprego. Então, é preciso identificar quais as dificuldades que temos para simplificar a vida antes de tentar mudar qualquer coisa.

Focarmos no que é essencial e ter prioridades – simplificar a vida significa também descobrir o que pode ser abandonado. Ninguém muda sem abrir mão de hábitos, costumes ou até certos confortos. Talvez pra ter uma vida mais tranquila seja necessário trabalhar menos, reduzir despesas… É impossível conseguir mais tempo sem abrir mão de parte do que fazemos.

Esquecer a perfeição – ninguém dá conta de ser perfeito. É necessário admitir que vamos errar muitas vezes. Além disso, quem foca demais na perfeição, gasta tempo com detalhes que, na maioria dos casos, são irrelevantes, não fazem diferença. Isaac Newton certa feita disse:

A verdade sempre se encontra na simplicidade e não na multiplicidade e confusão das coisas.

Criar brechas de tempo em nossa agenda – já disse isso aqui, mas volto a repetir: sem tempo pra nos desligarmos de tudo, não dá para olharmos para nós mesmos, para apreciarmos o que está a nossa volta, as pessoas que amamos… Ninguém consegue ser feliz sem tempo pra si mesmo.

O parceiro dos sonhos não existe

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Não dá pra negar… Quase sempre, a gente idealiza o relacionamento. Na verdade, idealiza o parceiro. Imagina como deve ser na cama e fora dela. No trato diário dentro de casa e na dinâmica com a sogra. Por isso, é comum demais se frustrar. Afinal, esse serzinho perfeito, que se enquadra no desenho do príncipe ou princesa, não existe.

O que existe é uma pessoa que, por mais que te ame, nunca será como você idealizou. Ainda que isso pareça frustrante, e é, tem coisas no parceiro que nunca vão mudar. São hábitos, costumes, traços de personalidade com os quais terá de conviver – se não quiser descartar o romance.

Muitas vezes é difícil compreender isso. Chega ser doloroso pensar que a pessoa que está ali contigo, que talvez você tenha escolhido para dividir uma vida, tenha atitudes que te contrariem tanto. E o que é pior: ela não vai mudar. Ou você aceita ou cai fora. E, detalhe, se “trocar de amor”, vai esbarrar de novo em coisas que não gosta. Sim, porque essa outra pessoa tem a própria identidade, que vai para além do número que aparece no RG. Talvez agrade em determinados aspectos, mas vai desagradar noutros. É assim que funciona.

É por não aceitar que o parceiro nunca vai nos completar que as relações tornam-se tão frágeis. Queremos que tudo aconteça como gostamos.

Se queremos ter uma relação duradoura, ou quem sabe pra toda vida, é necessário admitir que o outro vai nos chatear. E não poucas vezes. Por isso, escolher alguém pra participar dessa caminhada é um negócio muito sério. A gente precisa conhecer bem a pessoa, sem pressa. E identificar nela as características que mais valorizamos, porque é certo que, no pacote, vem um monte de coisas que vai nos decepcionar. Entretanto, será preciso tolerar, exercitar diariamente a paciência.

Sabe, pra mim, o que é mais importante é que o parceiro seja alguém que te faça sentir-se “em casa”. Alguém que te deixe à vontade. Que não te faça ter vergonha do que você é, do seu corpo, do seu cheiro, dos seus defeitos… Nem do que você pensa. Alguém que te permita se revelar. Afinal, por mais que o outro seja belo, inteligente, competente…Não existe nada pior que conviver com uma pessoa que te inibe, alguém que te faz optar até por não brigar, porque sabe que, se brigar, só vai se desgastar; suas palavras serão rebatidas, rejeitadas… E ainda vai ouvir que você é culpado de tudo, dos desencontros de hoje, de ontem, de amanhã.

Então, sabendo que a pessoa perfeita não existe, resta descobrir o que você mais valoriza. Sem ser exigente demais, claro. Rsrs.