O que fazer para o casamento dar certo?

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É verdade que muita coisa pode ser feita para o casamento dar certo. Porém, existem alguns princípios básicos. E nem são tão complexos. Mas deveria ser os elementos norteadores das as ações no dia a dia do casal.

A primeira questão é: ambos devem entender que estão juntos no mesmo propósito. E nunca podem se acomodar. O investimento deve ser diário. O romance precisa ser alimentado.

E como fazer isso? Tudo começa com a gentileza. Sim, casamentos felizes são alicerçados na gentileza. Demonstrar gentileza não é dar presentes. Embora sejam importantes, o que realmente importa é se interessar pelo outro, é ter ouvidos, olhos… É dar atenção, é aceitar o outro como ele é. 

Por sinal, muita gente erra por acreditar que, depois do casamento, vai mudar o outro. Se você pensa assim, não casa não!!! Vai fazer bobagem… Vai ser infeliz e fazer o outro infeliz. Se tem algo que não gosta no parceiro, ou aceita ou desiste. Mas faça isso antes de casar.

Quando a gente entra no casamento, continua sendo indivíduo. Se você nega o que é, nega sua essência. E isso vai fazer mal a você e ao relacionamento. Para fazer bem ao outro, é preciso estar bem consigo mesmo.

Praticar gentileza é praticar generosidade. Se você vê que o outro não está bem, não precisa cobrá-lo, fazer interrogatório para saber os motivos de estar abatido. Isso muitas vezes gera um novo estresse. Faça algo que talvez agrade o parceiro (ou a parceira): uma comida que ele gosta, a proposta de um passeio rápido que possa deixá-la mais animada… Mas faça isso sem expectativas, sem cobranças, sem comentários do tipo “ah… eu vi que não estava bem, então fiz isso pra você”.

Para a gentileza funcionar é preciso não esperar nada em troca. No relacionamento, dar é doar. Quando criamos expectativas pelo retorno do que fazemos, podemos nos frustrar. E o ato que deveria alimentar o coração, torna-se amargo e potencializa a mágoa.

E, para concluir, já que a gentileza deve ser norteada pelo princípio da generosidade, não dá para abrir mão do diálogo quando os problemas aparecerem e, principalmente, persistirem. Como eu disse lá no começo, ser gentil também é ouvir. Portanto, às vezes é necessário dizer: “Quer conversar sobre isso?”, “Posso te ajudar?”. E se ouvir é um ato de gentileza, não é pra dar lição de moral, né? Nem fazer sermão… Nem impor suas verdades. 

Ps. O texto foi inspirado numa conversa com Adriana Furlan, feita no CBN Comportamento.

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