Os pais fazem os filhos infelizes

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Os pais querem ver os filhos felizes. Este é o propósito maior. Dedicam-se, cada um do seu jeito, para fazê-los pessoas felizes. Porém, alguma coisa está dando errado. A moçada está cada vez mais desiludida, angustiada, amargurada. Não são raros os casos de adolescentes e jovens que não encontram sentido na vida, sentem-se infelizes. Muitos deles ainda culpam os pais pelo vazio existencial e até se sentem rejeitados.

Por que isso acontece?

A resposta, por mais dolorosa que possa ser, reflete um fato: os pais se dedicam tanto em fazer os filhos felizes que os tornam infelizes. Sim, porque, para fazer a molecadinha feliz, quase sempre se cai numa prática perigosa: a superproteção. Filhos superprotegidos são candidatos a se tornarem pessoas infelizes.

Mas por que os pais protegem demais os filhos? Segundo a psicóloga e pesquisadora María Jesús Álava Reyes, os pais estão muito ocupados com outras tarefas, principalmente com o trabalho, e se sentem culpados. Na verdade, embora muitas vezes tenham compromissos demais, os pais devem aproveitar o tempinho que têm em casa para sentar com as crianças, brincar com elas e, principalmente, criar um ambiente favorável para que haja um bom canal de comunicação. Ouvir a garotada é um processo fundamental para conhecer os filhos e saber o que realmente desejam e pensam.

Nessa prática de superproteção, outro problema é impedir que a molecadinha faça tarefas para as quais já estão preparados. Os pais satisfazem as necessidades deles em excesso com o pretexto de não permitir que se frustrem ou sofram. Como consequência, as crianças não desenvolvem habilidades importantes para saber enfrentar situações difíceis da vida, tornam-se mais vulneráveis, frágeis, inseguros, não sabem dizer não…

Muitos pais não percebem o estrago que estão cometendo – ou já cometeram. Muitos pais não notam o tamanho da infelicidade dos filhos. Ou apenas consideram as atitudes da adolescência e juventude como revolta desmedida e sem razão – porque acreditam que sempre fizeram o melhor pelos filhos. Até consideram que não passam (os filhos) de uns ingratos, incapazes de reconhecer todo investimento que fizeram para que fossem felizes.

No caso de filhos crescidos, não há muito o que fazer. Os pais devem reconhecer os erros, mas não se culparem. Afinal, fizeram o que entendiam ser o melhor. Já para aqueles que ainda vão ter filhos ou têm crianças pequenas, reservei algumas dicas:

  • Ensiná-los a pensar por si mesmos;
  • Deixar que enfrentem as dificuldades, começando por pequenas coisas;
  • Permitir que façam pequenas atividades, e sem ficar “em cima deles” vigiando;
  • Criar um ambiente que permita a autonomia não fazendo coisas por eles, ainda que demorem mais tempo para terminar;
  • Valorizar o esforço, a constância, a persistência. As pessoas se sentem mais felizes após a realização de algo que implique empenho, esforço. É assim que valorizam as coisas;
  • Propor pequenos desafios. Desde muito cedo é fundamental que sejam estimulados a pensar por si mesmos como resolver certos problemas. E isso funciona bem se forem propostos como alguns jogos que podem solucionar sozinhos.
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