Erros dos pais que impedem o crescimento dos filhos

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A superproteção faz um mal danado a molecadinha. Como vimos, pais que se dedicam demais aos filhos e não os deixam enfrentar a vida por si mesmos, impedem-os de serem felizes. Pelo contrário, levam-os a infelicidade. Sem contar nas dificuldades emocionais: ansiedade, dificuldade de lidar com frustrações, ausência de autonomia, baixa autoestima, insegurança… E por aí vai.

Por incrível que pareça, cometemos alguns erros que sequer notamos que estão afetando negativamente nossos filhos. Veja os mais comuns:

Intervir diante das primeiras dificuldades enfrentadas pelas crianças. Tem mãe que, diante do primeiro problema do filho, precisa ir lá socorrer, ajudar. Está errado! E sabe o que é mais curioso? Conheço pais que, mesmo quando os filhos já estão na faculdade, vão na instituição pra brigar com a direção pela nota dada pelo professor. Ridículo!!!

Desde cedo os pais devem permitir que os filhos aprendam a superar situações incômodas. Se os pais (ou outros cuidadores) se apresentam como os “salvadores”, a molecadinha nunca saberá gerenciar seus próprios recursos, administrar seus valores e limitações, e se tornarão pessoas eternamente dependentes (num relacionamento amoroso futuro, isso vira um desastre).

Outro erro comum: dar comidinha pro filho, mesmo quando já consegue comer sozinho. Com a desculpa de que demora demais ou faz muita sujeira, impedem os filhos de desempenharem uma das primeiras atividades que desenvolvem a autonomia.

Os pais também devem permitir que as crianças vistam-se sozinhas. Demora mais? Demora! E muitas vezes fazem bobagem. Mas é algo importante para aprenderem a se virar. Além disso, ajuda-os a fazerem escolhas, combinações… Claro, não deve deixar a criança “mergulhar” no guarda-roupas e pegar qualquer coisa. Pode orientar apontando o tipo de roupa que pode ser usada na ocasião, mas, dentro das peças que possui, deixá-la escolher e vestir-se.

E, para concluir, é fundamental que as crianças aprendam a lidar com a frustração. Os pais têm papel importante nisso, principalmente porque devem usar a frustração, a decepção dentro de uma lógica educativa. Ou seja, precisam ensinar as crianças que perder algumas vezes é natural, porém isso não significa que devam desistir. Pelo contrário, é necessário mostrar o valor do esforço, animá-las a tentar de novo. E, principalmente, ajudá-las a se perdoarem por nem sempre darem conta de realizar determinadas tarefas, por fracassarem. E que são amadas pelo que são, não por suas conquistas, por seus méritos.

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