Por que o amor pode se transformar em ódio?

Amor ou ódio estão relacionados ao nosso ego
Amor ou ódio são emoções que estão relacionadas ao nosso ego

Frequentemente nos tornamos reféns de nossas emoções. O que explica, por exemplo, sentirmos ódio por uma pessoa ou amarmos demais outra?

Não é simples explicar.

Amor e ódio parecem emoções muito distintas. Porém, embora funcionem em oposição, geralmente são faces de uma mesma moeda. Amor e ódio são estados emocionais tão elevados que se sobrepõem. E, por isso, quase sempre funcionam juntos. Já notou como é comum odiarmos pessoas que um dia amamos demais?

Alguns pensadores apontam que tudo começa com nosso ego. E, cá com meus botões, tenho a impressão que eles têm razão. As coisas que sentimos que massageiam ou ferem nosso ego são as que geram respostas emocionais intensas.

Pense um pouco nisso…

Geralmente amamos as pessoas que amamos porque fazem bem ao nosso ego. Parecem que nos completam. Possuem características que admiramos e, quando estão conosco, fazem-nos ter a sensação de que também temos valor. Amamos pessoas que nos fazem sentir melhor com nós mesmos.

O problema é que o inverso também é verdadeiro. Odiamos as pessoas que de alguma forma ferem nosso ego. Gente que parece ser contra nós e que tenta nos denegrir. Ou que são desrespeitosos, ou se aproveitam de nós, ou menosprezam… Ou porque dizem verdades que não queremos ouvir. Ou simplesmente porque confrontam nossas verdades, nos incomodam por serem pessoas que invejamos ser ou por estarem em posições que jugamos não merecedoras.

Ou seja, o amor ou o ódio pelos outros não têm a ver com os outros; tem a ver com a gente, com nosso ego.

Nas relações cotidianas, ainda que essas emoções causem certas perdas, não chegam a ser um grande problema. Afinal, é natural que a gente não conviva com todo mundo. Mas nos relacionamentos mais próximos (principalmente, quando é namorado, esposa etc), entender o funcionamento das nossas emoções pode preservar o romance.

Quando a gente se envolve com alguém, mostra a melhor face. Investe o que tem de melhor. E, por isso, é mais fácil que o outro nos veja da maneira como gostaríamos que visse. Acontece que, com o tempo, essa versão lindinha que a gente vende para o parceiro, vai ficando arranhada. E aí necessitamos ser maduros e inteligentes para não nos ofendermos. Sim, porque o outro pode confrontar nosso ego, apontar coisas em nós que não gostaríamos que fossem apontadas.

Na verdade, quase sempre acreditamos na imagem que construímos de nós mesmos. Acreditamos nas máscaras que usamos. Quando alguém contraria isso, geralmente a rejeitamos.

Estudos apontam que a maioria das pessoas, estatisticamente, nega-se a reconhecer a pessoa na qual se tornou. A maioria simplesmente não quer reconhecer quem se tornou ou teme se olhar no espelho.

O problema é que, quando nos envolvemos com alguém, essa pessoa passa a conviver conosco. E ao nos conhecer cada vez mais, naturalmente vai apontar nossas fraquezas, vai mostrar uma parte de nós que não queremos ver. Dificilmente estamos emocionalmente prontos para isso.

Por isso, a maioria das pessoas se sente insultada, atacada, ferida… E responde de forma agressiva. O outro se torna culpado por nos ver de um jeito diferente daquele que gostaríamos que no visse. Quando as coisas se intensificam, o amor que uma vez sentimos pode se converter em ódio.

Então como evitar que isso aconteça? Sendo maduros. Gente madura ouve críticas e aprende com elas. O parceiro nem sempre critica para agredir ou insultar. E mesmo que tenha essa intenção, pode estar dizendo verdades a respeito de nós.

É fato que nunca vamos agradar a todos. Porém, podemos crescer a partir do reconhecimento de nossas fragilidades. Nossos instintos podem ser de odiar aqueles que ferem nosso ego. Porém, essas pessoas podem representar oportunidades de nos tornarmos melhores. Quem vê de fora, vê aquilo que a gente não vê – ou não quer ver.

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Relacionamentos tóxicos

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Tenho repetido que o relacionamento não faz ninguém feliz. Porém, há relacionamentos que produzem infelicidade, que sufocam, que agridem as emoções. A psicóloga espanhola Laura Rojas-Marcos, que trabalha em Nova Iorque, tem um conceito interessante sobre situações assim. Em seu novo livro, ela chama isso de “relações tóxicas”.

Todos nós podemos ser tóxicos em algum momento. Às vezes estamos passando por uma situação difícil e, quem está ao nosso lado, sofre as consequências. Afinal, ninguém passa por uma crise e consegue ficar numa boa com as pessoas com as quais convive. Desemprego, depressão, doença na família… tudo isso afeta. E o romance sofre. Porém, existe uma diferença entre ser tóxico de vez em quando e ser tóxico a maior parte do tempo.

Gente assim é destrutiva. E suas características não são difíceis de reconhecer. São pessoas muito críticas, agressivas verbalmente, possuem uma aura negativa (vivem buscando problemas do passado, relembrando situações já resolvidas… tudo é problema, tudo é ruim, nada presta)… São pessoas insatisfeitas, ressentidas, que guardam rancor, sentem raiva de tudo e de todos. Em algumas ocasiões, são perversas… Parecem falar coisas pra machucar. Agem para ferir. Desqualificam os outros, são narcisistas, invejosas. Independente de serem pais, filhos, amigos ou companheiros de trabalho, essas pessoas tóxicas podem ser encontradas por aí.

No relacionamento, esses comportamentos fazem muito mal. Quem vive um relacionamento assim sofre demais, porque o parceiro geralmente manipula os sentimentos do outro, é rígido, exigente, inflexível… Faz chantagem emocional, utiliza o parceiro em benefício próprio. Nesses relacionamentos desaparece o respeito e a empatia.

Quando se identifica logo que o outro tem esse perfil, o ideal é se afastar. Porém, nem sempre é possível. Por exemplo, quando se tem uma mãe tóxica, o que a pessoa pode fazer? Não dá pra riscar a mãe de sua vida. Nesses casos, Laura Rojas-Marcos afirma que é necessário demarcar os limites, saber dizer não e não se deixar manipular. É fundamental manter uma distância emocional, mesmo que não seja possível distanciar-se fisicamente. Ignorar é a chave. É normal querer reagir, mas não funciona. Se você reconhece que o problema é quase intrínseco à personalidade do outro, já sabe que reagir não produzirá mudanças.

E se isso ocorre dentro do relacionamento, sempre vale a pena esforçar-se para mudar algo negativo em algo positivo. Não é fácil, claro. Gente tóxica é resistente, acha que não precisa mudar. Porém, não custa tentar. E tudo passa pelo diálogo. Laura aponta que as relações podem se tornar saudáveis quando se identificam os sentimentos, os comportamentos e as dinâmicas tóxicas. Uma vez identificados, os parceiros devem reconhecer o problema e, juntos, construírem um plano de ação para melhorar. Se houver comprometimento de ambos, há chance do casal encontrar novas formas de viver bem.

Limites no relacionamento

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Relacionamento é entrega, relacionamento se constrói num constante doar-se. Porém, relacionamento também se faz com limites. Ninguém vive bem sentindo-se atropelado, desrespeitado pelo outro. E nem estou falando de agressão física ou verbal. Falo mesmo de sentir que o parceiro se entrega na mesma medida, se doa da mesma maneira.

Para preservar o romance, as duas pessoas devem investir reciprocamente. É necessário sentir que há um equilíbrio tanto no dar quanto no receber. O casal deve perceber que ambos participam igualmente do desejo (e compromisso) de fazer dar certo.

É fato que quem está num relacionamento deve aprender a ceder em algumas questões. Mas isso não significa ceder sempre. Ou só você ceder. Há necessidade de critérios, coerência… Algo do tipo “até aqui eu vou” ou “isso eu não faço”. E quando eu falo em coerência, falo também de manter uma lógica. Se ontem podia tal coisa, por que hoje não pode?

Outro aspecto fundamental é o respeito a parceiro na frente dos outros. Dias atrás, estava na rua e vi uma mulher gritando com o marido. Ele pedia que ela falasse mais baixo, tentava andar ao lado dela. Porém, ela não cedia. Falava mais alto e o obrigava a seguir à frente dela como um “animal que puxa uma carroça”. A situação era humilhante. Claro, esse é um quadro extremo. Mas muita gente tira sarro no parceiro quando está com amigos ou com a família, faz comentários depreciativos… Comportamentos assim representam atos de desrespeito. Desvalorizam o parceiro e minam o romance.

Respeitar-se mutuamente também significa impor limites adequados e chegar a um acordo sobre a maneira como o casal vai conviver com sogros, sogras, cunhados, irmãos, tios etc etc. Tem gente que não se importa com a mãe batendo à porta às 7h da manhã. Mas tem gente que se incomoda. Tem homem que não liga que a mulher fale com a mãe dela 25 vezes ao dia. Mas tem aquele que acha abusivo… Quando o casal tem filhos, o quadro se torna ainda mais complexo. Por isso, tudo precisa estar bem conversado – e com todas as partes envolvidas. E o mais importante, ter limites na relação com as famílias é também evitar abrir a intimidade para pai, mãe… A gente fala de problemas no relacionamento para a família apenas quando realmente precisa de socorro. Diferente disso, é fofoca. E fofoca prejudica o romance.

Na segunda, uma música

Michael W. Smith é um cantor e compositor americano de música gospel. Talvez um dos mais premiados de todos os tempos. Cerca de 30 de suas canções já estiveram entre as mais tocadas nas rádios nos Estados Unidos. Dono de uma carreira consolidada, que começou ainda nos anos 1980, suas músicas ganharam versões em diferentes línguas pelo mundo afora. Uma das mais cantadas até hoje é Friends.

Porém, para esta segunda-feira, escolhi uma música simplesmente maravilhosa… Descobri recentemente. Grace fala do amor de Deus e de sua disposição em nos aceitar, perdoar… Ser a força que tanto precisamos.

Houve dias quando me afastei
Me carregaste, sem nada dizer
E todos estes anos que você me carregou
Foste os meus olhos quando eu não podia ver

E então, vamos ouvir?

Amor é diferente de paixão

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Os primeiros meses de um relacionamento são geralmente os melhores. Ou pelo menos parecem ser… Há um clima de total encantamento. E isso faz as pessoas perderem um pouco a razão. Muitas vezes, não conseguem ver o óbvio. Por isso tem muita verdade aquele ditado “o amor é cego”. Na verdade, não se trata de amor, trata-se da paixão. E a paixão cega.

E essa é uma das coisas que ainda confundem muita gente. Não dá para confundir amor com paixão. Na fase inicial (que pode demorar até uns dois ou três anos), existem emoções muito intensas que podem distorcer a realidade e levar as pessoas a idealizarem o “objeto” amado. Depois de algum tempo, porém, essa fase é superada; a paixão se abranda e há mais chance de prevalecer a razão. Por isso, é natural que os defeitos se tornem mais evidentes depois de meses de relacionamento.

Ainda tem gente que não consegue entender algo básico: pessoas têm defeitos. Ninguém é só virtude. E não existe uma única pessoa no planeta que se encaixe do modelo que desejamos. Por isso, as expectativas para o relacionamento devem ser realistas. Mais do que isso, deve haver uma predisposição em adaptar-se. Quem acha que o outro tem que mudar em função de seus desejos, de suas vontades, frustra-se. Além disso, é fundamental não alimentar tantas expectativas. Não há romance perfeito. A melhor dica é: espere o mínimo do outro e faça o seu máximo… Se o outro também pensar assim, a chance de terem um excelente relacionamento aumenta consideravelmente.

Eu sempre digo que romance bom é aquele que tem intimidade. E não apenas na cama. Intimidade é sentir-se à vontade com o outro, sentir-se em casa. Dentro do relacionamento, não pode haver medo, vergonha. É necessário que um consiga pedir ao outro aquilo que deseja. E não apenas para não deixar a toalha molhada em cima da cama. A pessoa tem que se sentir confortável para dizer o quer. E mais, também aceitar favor do outro. Relacionamento é parceria. É “trabalho em equipe”. Essa é uma habilidade fundamental e que ajuda a fazer dar certo a vida a dois.

Por fim, se há intimidade, também existe disposição para aceitar as críticas. Embora toda crítica incomode, o que o parceiro (ou a parceira) diz pode ter um fundo de verdade. O outro pode ter razão. Tanto na roupa que você está escolhendo pra sair quanto ao comportamento que tem adotado para com os vizinhos. Chega ser engraçado porque qualquer apontamento negativo que o parceiro faz sobre nossas atitudes é ouvido como algo ruim, como uma agressão… E a gente não apenas rejeita como se torna motivo para briga. Entretanto, se houver disposição para ouvir, pode-se crescer, corrigir o erro, melhorar como pessoa e tornar inclusive o romance muito melhor.

Casamento feliz se constrói diariamente

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Ninguém começa o casamento esperando dias, semanas ou até meses e anos ruins. Quase sempre, alimenta-se a expectativa “vou casar e ser feliz”. Como já escrevi noutras ocasiões, essa expectativa é faz parte da lista dos grandes enganos que geralmente provocam o desgaste do relacionamento.

Por isso, seguindo a tese de que um casamento feliz se constrói diariamente (apesar dos problemas que todos casados enfrentam ou vão enfrentar), selecionei mais algumas dicas aos leitores.

É fundamental entender que o casamento é um projeto em que se tem que investir diariamente. A relação não se sustenta apenas nos sentimentos, apenas no amor. É necessário cuidar, dar atenção, separar um tempo para o outro, paparicar…

E quem paparica, diz coisas bonitas, agradáveis à pessoa amada. Palavras agradáveis ajudam a manter um bom ambiente entre os dois. E além disso, é mais barato e garante melhores resultados que dar presentes (embora estes não devam ser ignorados).

Investir no relacionamento é dispor de tempo exclusivo para o parceiro – sem filhos ou amigos. O ideal é que isso aconteça pelo menos uma vez por semana, para que o casal possa falar tranquilamente de temas mais pessoais e sem interrupções.

Também é muito importante que o casal não se perca na monotonia do dia a dia. É importante que consigam ser espontâneos e vez ou outra surpreendam a pessoa amada. E sabe aqueles detalhes que a gente se preocupa tanto antes do casamento? Tipo… estar bonito para o outro, passar um perfume, usar a melhor roupa, organizar a casa… Isso não pode ser perdido. Como também não podem ser esquecidos os gestos gentis, os sorrisos… Muito menos pode ser abandonado o beijo de boa noite, o cumprimento carinhoso antes de sair, na hora de encontrar…

Por fim, uma última dica: o casal deve manter contato físico e espaços de intimidade. Isto se torna ainda mais importante após a chegada dos filhos. É necessário encontrar momentos para valorizar o romance e impedir que o relacionamento caia na rotina. Afinal, faz bem sentir-se ainda atraente e desejado pela pessoa amada.

Ele tem medo de compromisso

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Em que consiste o medo do compromisso? A pessoa tem mesmo uma espécie de bloqueio ou se trata apenas de uma desculpa para não se envolver de verdade?

Os pesquisadores do comportamento humano sustentam que as duas coisas podem acontecer. Porém, quem está do outro lado, ou seja, quem está envolvido emocionalmente com a pessoa que não quer o compromisso, muitas vezes sofre e sofre muito. Inclusive por sentir-se rejeitado(a).

A psicóloga Mila Cahue afirma que falar em “medo de compromisso” é tanto questionável. Não necessariamente porque não existe esse tipo de medo. Mas principalmente porque, hoje, existe uma confusão danada a respeito das expectativas envolvendo o relacionamento.

Tem gente que passa a viver junto quando ainda nem sabe direito o que sente pelo outro. A pessoa faz a opção de dividir o mesmo teto para conhecer o outro… E não por já conhecer e saber o que quer, o que espera da relação. Embora esse “modelo” possa parecer o ideal para algumas pessoas, acaba criando situações que podem resultar em problemas. Uma das partes pode sentir-se no direito de não assumir nada mais sério… Pode achar que está tudo bem pro outro… Pode se acomodar… Pode achar que esse “conhecer” não precisa ter um prazo pra virar outra coisa… E pior, quase sempre, uma das partes cria a expectativa de que já formam um casal; ou seja, é sério – quando, para o outro, ainda não é.

Na prática, o que acontece nesses casos é um descompasso nas expectativas. Enquanto pra um, está tudo funcionando como o previsto, para o outro, se estão juntos é porque possuem um relacionamento de compromisso pleno. Talvez por isso não seja recomendado morar juntos enquanto as pessoas não se conhecem de fato e não têm certeza do que desejam para elas.

Uma outra questão importante é que realmente tem crescido o número de pessoas que não querem se comprometer. Querem ter parceiras ou parceiros, dividir camas, ambientes etc, mas sem pensar em casamento. E embora para os mais tradicionais isso possa parecer um absurdo, faz parte da realidade. É necessário aceitar que hoje não há um único modelo de afetividade. Se a pessoa não quer chegar a um nível mais profundo de relacionamento, tem suas razões. Ela tem direito de fazer essa escolha. Cabe à sociedade, respeitar e ver com naturalidade que existem homens e mulheres que não desejam se comprometer da maneira mais tradicional.

Entretanto, o que não é justo, o que não é correto é deixar de avisar quais são seus propósitos no começo de um flerte. É fato que muita gente vai descobre o nome do parceiro depois da primeira noite na cama. Ainda assim, respeitar o outro é deixar claro quais são suas motivações. Algo do tipo “o que eu quero com você”, “o que você pode esperar de mim”. Não dá pra achar que o outro está na mesma sintonia e que também está apenas a fim de “curtir a vida”.

Mas também existem aquelas pessoas que simplesmente não dão conta de assumir um compromisso por algum bloqueio emocional. O pedagogo e autor do livro “Quieres casarte conmigo?”, Fernando Alberca, aponta que há pessoas que “estacionam” na fase da paixão. São incapazes de avançar para a etapa seguinte, a do amor, do comprometimento. Trata-se, segundo ele, de um estado típico da adolescência. E como a adolescência tem começado por volta dos nove anos, mas tem se estendido até os 35, muita gente não tem maturidade suficiente para envolver-se de forma plena. Essas pessoas, quando são cobradas para assumir um compromisso mais profundo, entram em “colapso emocional” – ficam com medo, confusas… Se reconhecem que alguma coisa está errada, devem procurar ajuda, principalmente na terapia. A maioria, porém, acha que está tudo muito bem.

Quanto àquele que está esperando a decisão do outro, há poucas possibilidades de solução de curto ou médio prazos. Ou aceita que o “parceiro” não vai se comprometer, ou vive a vida “na fé”, ou abre mão do romance e tenta se reconstruir. Afinal, nessas horas é preciso unir cabeça e coração. Valorizar os sentimentos sim, mas sem deixar de refletir sobre as implicações para a vida, para o futuro.