As tarefas que a criança pode fazer dos 5 aos 8 anos

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Sabe aquele dizer “quem não trabalha dá trabalho”? Pois é… Com criança também é assim. Por isso, respeitando a faixa etária, os pais não podem ignorar a importância de atribuir tarefas aos filhos.

Na sequência dessa série sobre atividades que os filhos podem realizar, hoje falo sobre o que as crianças podem fazer entre os cinco e oito anos. Também procuro apresentar um pouco como funciona a cabecinha delas.

Entre cinco e seis anos
Nessa fase, a criança já aprendeu muitas rotinas e, embora ainda necessita de um adulto que lhe sinalize o que deve e o que não deve fazer, convém apresentar-lhe possibilidades de escolha entre duas opções. Ela pode ser responsável por tarefas domésticas simples: limpar o pó dos móveis, tirar as coisas da mesa, lavar algumas peças mais simples da louça, preparar a roupa para se vestir, buscar o que precisa para uma atividade concreta… Na cozinha, a criança já dá conta de preparar um lanchinho. E outros pratos mais simples.

Os pais não devem esquecer que a criança segue imitando os adultos e é exigente na aplicação da norma para todos. Ou seja, ela aprende com o exemplo. Não adianta querer que a criança faça pequenas tarefas, se o pai, por exemplo, passa o domingo inteiro afundado no sofá e não se dispõe sequer a tirar o próprio prato da mesa.

Entre os seis e sete anos
Com controle e ajuda para evitar descuidos involuntários, pode e deve preparar sozinha os materiais para a realização de suas atividades. Nessa idade, pode ser estimulada a organizar o próprio quarto… Já dá conta de ir à escola e à casa de amigos ou familiares que morem próximos. Pode ficar responsável por controlar algum dinheiro que lhe é dado semanalmente. E isso, inclusive, é fundamental para aprender a administrá-lo, sabendo que, se gastar mais do que poderia, vai ter de esperar até a semana seguinte para receber uma nova “mesada”.

Geralmente até os oito anos, a criança cumpre as ordens ao pé da letra. Tende a formar grupos de relacionamento com os companheiros do mesmo sexo. Bem orientada, aprende os hábitos sociais relacionados com a saúde, cumprimentos… Vai adquirindo a noção de justiça e compreende as normas morais mediante exemplos concretos. Isto quer dizer, mais uma vez, que, se pais e pessoas próximas dão mau exemplo, a criança aprende errado. Depois não adianta reclamar…

Aos oito anos
Pode controlar seus impulsos, em função de seus objetivos. Sabe bem as consequências de seus atos. É capaz de organizar a distribuição do tempo, do dinheiro e das brincadeiras. Embora ainda careça de alguma supervisão, pode ter responsabilidades diárias: preparar o café da manhã, banhar-se etc… Além, é claro, das atividades que já vinha desenvolvendo em anos anteriores.

Começa a ter vontades independentes dos adultos a respeito de normas e, consequentemente, tenta aplicá-las em sua conduta. Sabe quando e como deve agir em situações habituais de sua vida. Por isso, a atuação das pessoas adultas é decisiva. Se a ação dos pais é autoritária, a criança se torna dependente, submissa e lhe falta iniciativa. Se os pais são permissivos, a criança se transformará em uma pessoa indisciplinada, voluntariosa, irresponsável. Por isso, é imprescindível uma atitude que favoreça a iniciativa, mas com regras claras.

PS- No próximo texto, vou falar sobre as atividades que podem ser realizadas por crianças de oito a doze anos. Aqui (clique no link), você pode ler sobre as tarefas dos dois aos cinco anos; e aqui, o primeiro texto da série.

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