Relacionamentos tóxicos

tristes

Tenho repetido que o relacionamento não faz ninguém feliz. Porém, há relacionamentos que produzem infelicidade, que sufocam, que agridem as emoções. A psicóloga espanhola Laura Rojas-Marcos, que trabalha em Nova Iorque, tem um conceito interessante sobre situações assim. Em seu novo livro, ela chama isso de “relações tóxicas”.

Todos nós podemos ser tóxicos em algum momento. Às vezes estamos passando por uma situação difícil e, quem está ao nosso lado, sofre as consequências. Afinal, ninguém passa por uma crise e consegue ficar numa boa com as pessoas com as quais convive. Desemprego, depressão, doença na família… tudo isso afeta. E o romance sofre. Porém, existe uma diferença entre ser tóxico de vez em quando e ser tóxico a maior parte do tempo.

Gente assim é destrutiva. E suas características não são difíceis de reconhecer. São pessoas muito críticas, agressivas verbalmente, possuem uma aura negativa (vivem buscando problemas do passado, relembrando situações já resolvidas… tudo é problema, tudo é ruim, nada presta)… São pessoas insatisfeitas, ressentidas, que guardam rancor, sentem raiva de tudo e de todos. Em algumas ocasiões, são perversas… Parecem falar coisas pra machucar. Agem para ferir. Desqualificam os outros, são narcisistas, invejosas. Independente de serem pais, filhos, amigos ou companheiros de trabalho, essas pessoas tóxicas podem ser encontradas por aí.

No relacionamento, esses comportamentos fazem muito mal. Quem vive um relacionamento assim sofre demais, porque o parceiro geralmente manipula os sentimentos do outro, é rígido, exigente, inflexível… Faz chantagem emocional, utiliza o parceiro em benefício próprio. Nesses relacionamentos desaparece o respeito e a empatia.

Quando se identifica logo que o outro tem esse perfil, o ideal é se afastar. Porém, nem sempre é possível. Por exemplo, quando se tem uma mãe tóxica, o que a pessoa pode fazer? Não dá pra riscar a mãe de sua vida. Nesses casos, Laura Rojas-Marcos afirma que é necessário demarcar os limites, saber dizer não e não se deixar manipular. É fundamental manter uma distância emocional, mesmo que não seja possível distanciar-se fisicamente. Ignorar é a chave. É normal querer reagir, mas não funciona. Se você reconhece que o problema é quase intrínseco à personalidade do outro, já sabe que reagir não produzirá mudanças.

E se isso ocorre dentro do relacionamento, sempre vale a pena esforçar-se para mudar algo negativo em algo positivo. Não é fácil, claro. Gente tóxica é resistente, acha que não precisa mudar. Porém, não custa tentar. E tudo passa pelo diálogo. Laura aponta que as relações podem se tornar saudáveis quando se identificam os sentimentos, os comportamentos e as dinâmicas tóxicas. Uma vez identificados, os parceiros devem reconhecer o problema e, juntos, construírem um plano de ação para melhorar. Se houver comprometimento de ambos, há chance do casal encontrar novas formas de viver bem.

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