O que é mais importante: o relacionamento ou os filhos?

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O escritor, especialista em famílias, Rafael Vásquez, sustenta uma tese bastante interessante… Se você ama seus filhos, vai lhes dar o maior exemplo de todos ao amar o seu marido (a sua esposa) de todo coração. Sim, um amor de qualidade, abnegado, edificante. Na opinião dele, não dá para ter amor perfeito pelos filhos sem cultivar um amor ainda maior pelo parceiro (ou parceria).

Tem algumas coisas que as pessoas acreditam que não fazem sentido algum. Então, sejamos sinceros… Não passa de conversa fiada essa ideia que é possível viver em pé de guerra com o cônjuge – ou ex-cônjuge – e assegurar uma educação saudável para os filhos.

Os estudos mostram – sejam eles da psicologia, antropologia, sociologia etc – que o desenvolvimento saudável das crianças e dos adolescentes está diretamente relacionamento ao entorno familiar. Pais que se respeitam, que demonstram consideração, afeto… Pais que trocam carinhos entre si garantem aos filhos referências importantes sobre as relações pessoais.

O amor mútuo entre os cônjuges fertiliza a capacidade de amor dos filhos, porque são eles o resultado, a encarnação e manifestação da união conjugal em muitos sentidos. Se um filho detecta que o amor de um de seus pais pelo outro é frágil, transitório, passa a desenvolver dúvidas e até certo temor a respeito da solidez dos sentimentos de seus pais por ele.

E isso não é exagero meu. Basta conversar com qualquer terapeuta que atende filhos de casais separados… Frequentemente, os filhos de pais separados experimentam culpa. Muitos alimentam, inclusive, a crença que foram os responsáveis pelas desavenças do casal. Na maioria dos casos, os filhos não apenas lidam com a ausência do pai (ou da mãe) que saiu de casa, como também, ainda que inconscientemente, tornam-se inseguros e temem ser abandonados a qualquer momento.

Claro que este medo tem pouco ou nenhum fundamento, mas os temores não são racionais. Por isso, são muito difíceis de administrar. Como resultado, será complicado para o filho acreditar de fato na existência de um amor constante, paciente, abnegado e estável. Será difícil confiar nas pessoas… Provavelmente se tornará desconfiado em suas relações pessoais e não será fácil estabelecer amizades duradouras e gratificantes.

Sabe, os filhos são presentes que a vida nos dá. E devemos cuidar para que se tornem pessoas de bem. Entretanto, o melhor investimento nos filhos passa pela atenção que se dá ao parceiro (a parceira). A gente cria os filhos para o mundo. E quando a pessoa investe no relacionamento, prepara os filhos para sair de casa e ainda garante que, quando eles se forem, terá um lar de verdade.

É fundamental lembrar que, quando a gente escolhe alguém para dividir a vida, a escolha é pessoal, é livre. E, por isso, se algo não está indo bem, deve recordar que o outro foi o seu eleito (a sua eleita). Filhos que presenciam a história de pais que apostam tudo no amor, tornam-se mais fortes e acreditam que a felicidade é possível.

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Na segunda, uma música

A banda Cidade Negra surgiu na segunda metade da década de 1980. Embora nunca tenha aparecido entre as mais tocadas nas rádios, construiu uma carreira sólida e seu principal vocalista, Toni Garrido, tornou-se um nome respeitado na música brasileira. Toni também já foi apresentador de tevê, ator… E, embora tenha se afastado por alguns anos do Cidade Negra, voltou recentemente à banda e tem feito shows em muitas cidades do país.

O Cidade Negra circula por um espaço pouco explorado pelos nossos artistas. A banca carioca tem fortes influências da reggae, mas também transita pelo soul e pop rock.

Hoje, a música que compartilho é deliciosa de ouvir. E tem uma letra que deveria motivar nossa reflexão.

Você precisa saber
[…]
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Pensamento é um momento
Que nos leva a emoção
Pensamento positivo
Que faz bem ao coração
O mal não

A belíssima composição ainda sustenta que, pelo pensar, nós podemos ir mais longe… Podemos viajar o mundo.

O pensamento é o fundamento
Eu ganho o mundo sem sair do lugar
Eu fui para o Japão
Com a força do pensar
Passei pelas ruínas
E parei no Canadá
Subi o Himalaia
Pra no alto cantar
Com a imaginação que faz
Você viajar, todo mundo

“Pensamento”, a canção do Cidade Negra, mostra o quanto é importante manter a mente aberta e mentalizar coisas boas. Vamos ouvir e relembrar?

Quando não temos a vida que gostaríamos de ter

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Nem sempre as pessoas têm a vida que gostariam de ter. É natural que a gente sonhe coisas que não passam de projeções fantasiosas. Mas não raras vezes o problema nem está em expectativas frustradas. Na verdade, a vida simplesmente tomou um rumo que, hoje, você olha e pensa: “putz, que droga!”. Você até tentou fazer tudo certo. Mas não deu.

O problema pode ser o casamento… Você tomou todo cuidado, escolheu alguém que tinha perfil para viver contigo… Conversaram bastante, pensaram estratégias para sobreviver às dificuldades, porém os anos foram passando, a distância foi aumentando entre o casal e hoje vocês parecem dois estranhos.

O problema pode ser os filhos… Você os desejava muito. Planejou tudo, criou com todo amor e carinho. Colocou na melhor escola que podia, entretanto talvez as amizades os levaram para longe. Talvez se comportem de um jeito que te decepciona, talvez usem drogas, talvez tenham se revoltado e virado as costas para sua fé…

O problema pode ser o trabalho… Você fez a faculdade que queria, investiu tudo nos estudos, mas, com o tempo, percebeu que as atividades que desenvolve não te fazem bem. Vive cansado pelas horas e horas no escritório, as ligações que recebe nos fins de semana, o serviço que precisa levar pra casa…

Há muitos outros motivos que podem levar-nos a concluir que a vida que temos é vazia, não faz sentido. Como eu sempre digo, não existe vida perfeita. Todos nós temos problemas. Porém, às vezes não é apenas uma área da vida que está comprometida. A pessoa olha para si, olha para os lados e nota que nada ali está funcionando bem.

Tem gente que até tenta corrigir o rumo. Mas arrumar algo no meio da vida é quase como querer consertar a turbina do avião em pleno voo. Não dá. O certo seria pousar o avião e começar tudo de novo. O problema é que, com a vida, isso não é possível. Às vezes a pessoa já tem filhos, carreira construída… E qualquer “ajuste” terá consequências. É como num jogo de xadrez: você mexe com a peça na expectativa de ser a melhor jogada, mas não pode controlar os próximos movimentos no tabuleiro.

Então o que resta fazer quando a vida está uma droga? Cá com meus botões, entendo que sempre há possibilidade de mudar. Se a gente se conhece, se sabe o que faz mal, dá para tentar melhorar. Porém, até as mudanças são limitadas. Nem tudo a gente controla. Existem coisas que nos afetam, mas também afetam pessoas próximas. E mexer com a vida da gente significa alterar o rumo da vida de outras pessoas. E até que ponto é justo que pessoas que amamos sofram por nossas escolhas?

Por isso, quando a gente se vê frustrado com tudo, triste pela vida que tem, é necessário aceitar que não vivemos num paraíso e nunca teremos tudo que sonhamos. O mais importante ainda é ter fé. Acreditar que existe Alguém que pode fazer por nós aquilo que não podemos. E seguir adiante… sem perder as esperanças.

Na segunda, uma música

A última vez que ele apareceu por aqui foi em 2010. E eu pensava que tinha sido dias atrás… Djavan foi um dos primeiros cantores que compartilhei no blog. Sua voz cristalina, as canções de ritmo agradável, as interpretações cheias de sentimentos sempre me contagiaram.

Esse artista natural de Maceió, Alagoas, iniciou a carreira ainda nos anos 1970 e, desde então, faz o estilo discreto. Às vezes, a gente parece esquecer que ele existe. Mas basta ouvir uma de suas músicas para se deixar embalar…

O último trabalho de Djavan é do ano passado, o DVD ao vivo “Rua de amores”. Esse trabalho do cantor é, na verdade, resultado do disco gravado em 2012 com o mesmo título. A diferença é que o DVD traz uma canção inédita, “Maledeto”.

Hoje, porém, vou compartilhar uma das músicas que mais gosto, “Nem um dia”. A letra é uma belíssima declaração de amor.

Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você,
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide

Ele prossegue:

Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo,
És manhã na natureza das flores

Vamos ouvir e recordar?

Amar é decisão

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A vida nos muda. O que somos hoje não seremos amanhã. Já não somos os mesmos de ontem… Por isso, ninguém é capaz de sustentar que será a mesma pessoa daqui cinco, dez ou vinte anos. E o mesmo vale para nossas emoções. O que sentimos também sofre a influência do tempo. Por isso, a maneira como olhamos para a pessoa amada muda com o passar dos meses, anos…

Entender isso ajudaria muita gente a preservar seus relacionamentos. Não são raros os casos de pessoas que chegam até se casam acreditando que a paixão delas é diferente… E durará para sempre. Lamento informar, mas tudo passa. Inclusive a paixão.

Nossas emoções mudam constantemente. Mas ainda tem quem acredite que sentirá um “fogo eterno” pelo parceiro. Isso acontece por várias razões. E a principal delas é porque confunde-se amor com paixão. A paixão é esse fogo, esse desejo maluco pelo outro, esse sentimento intenso que motiva, que parece mexer com a criatividade, o humor… A pessoa sente-se nas nuvens, sorri à toa.

Quando isso passa, o que fica?

Frequentemente, as pessoas pensam que o amor acabou. E por isso, acham que não existe motivo para continuar. Escolhem a separação e até o divórcio. Porém, e todas aquelas outras coisas que existiam no parceiro e que a pessoa admirava? O outro não era alguém pelo qual valia a pena lutar?

É por isso que eu defendo a tese de amar também é uma decisão. Amar está longe de ser “calafrios” pelo outro… Amar é ser leal, é respeitar, é estar comprometido efetivamente com o relacionamento.

Quem ama valoriza as virtudes e aceita os defeitos. E reconhece que haverá momentos em que as emoções se acalmam e até parecem esfriar completamente. Entretanto, quem ama decide lutar por novos começos. Quem ama aposta no relacionamento e decide viver o outro, mesmo parecendo não existir novidades.

Pessoas eternamente insatisfeitas

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Talvez a expressão não seja das melhores, mas alguns relacionamentos funcionam sob uma dinâmica muito nociva. Tem gente que, no amor, parece ser um “buraco sem fundo”. Nada que a pessoa recebe do outro é suficiente para agradá-la. Já estiveram juntos nas últimas 12 horas, viveram momentos alegres, mas quando o parceiro diz que está na hora de ir embora, ela reage com um enorme bico,  faz dengo, fica zangada… É um espetáculo sem fim.

E esse tipo de comportamento se repete em diferentes situações. Não importa a hora ou o momento. Nada que o outro faça é capaz de gerar contentamento, uma reação de total agrado. A ligação durou mais de hora, mas quando ela diz que precisa desligar, ele reclama, se chateia. Conversaram pelo Facebook até mais de meia-noite, mas quando ele avisa que está com sono e precisa dormir, ela reage dizendo que ele já nem se empolga mais com o relacionamento, que não a ama mais.

O que é pior é que esse tipo de pessoa parece não notar o quanto esses comportamentos desgastam o romance. Não se trata apenas de um denguinho, uma necessidade de valorizar o contato. Esse é o tipo de atitude que desgasta, que magoa, porque, muitas vezes, o outro já deu o melhor de si, já se dedicou por inteiro. Porém, também possui outras necessidades. Sei de situações em que a pessoa chegou colocar o emprego em risco para priorizar o relacionamento, ainda assim o parceiro sempre reclamava por mais e mais atenção.

O problema é que gente assim deixa o outro inseguro, ressentido… E desmotivado em doar-se. A pessoa sabe que pode dar o melhor de si e mesmo assim não tem garantia alguma que vai agradar. E sabe o que é pior? A reação de insatisfação parece anular tudo que a outra pessoa fez de bom, todo investimento que teve na relação. Infelizmente, quando um dos parceiros tem esse tipo de comportamento, dificilmente o relacionamento prospera. Se não houver mudança, o casal viverá constantes desencontros até o momento que alguém vai desistir e querer seguir o seu próprio caminho.

Cuidar de si e não perder a fé

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Vivemos preocupados com muitas coisas. Ficamos aflitos por causa dos problemas no trabalho, das inúmeras atividades da faculdade… Nos preocupamos com a comida, com a aparência física, com o relacionamento… Mas e o nosso interior? Sim, o que se passa com o nosso coração? Quando está sozinho (sozinha), quando tem alguns minutos livres, que atitudes tem com você mesmo (mesma)?

Sabe, olhamos para todos os lados, mas pouco olhamos para dentro de nós. O que pensamos a respeito de nossos defeitos? Alguma vez tentamos mudar atitudes que nos machucam ou machucam os outros? Ou o orgulho é tão grande que é incapaz de identificar as fragilidades?

Com um pouquinho de autocrítica, a gente identifica as atitudes e até os pensamentos que estão longe de serem maduros. É justamente essa disposição em olhar pra si, rever até mesmo alguns valores, que nos torna pessoas melhores.

E a gente pode começar fazendo isso pela parte espiritual. Nossas crenças, nossa fé, norteiam nossos procedimentos. E, nesse contexto, algumas questões são fundamentais.

Dar um tempo para si mesmo. Fala-se que a solidão não é boa conselheira. Porém, isso nem sempre é verdade. Geralmente os ruídos do dia – o trabalho, a televisão, o celular, a internet, redes sociais etc – servem como distração. Isso rouba a chance de nos aquietarmos. E é no silêncio que é possível falar com nós mesmos.

Observar o interior. O ponto principal é ser muito honesto consigo mesmo. É necessário fazer uma análise inclusive daquilo que as pessoas criticam em você. Muitas coisas que as pessoas falam da gente são motivadas por maldades – cobiça, inveja etc. Entretanto, nessas maldades podem existir pequenas verdades e crescemos quando identificamos nossos defeitos e tentamos melhorar nossas atitudes.

Controlar a ansiedade. E exercícios de respiração podem ajudar a obter uma relação mais efetiva até com seu próprio corpo. A correria, o excesso de atividades nem sempre permitem estar mais tranquilo. Parar e respirar fundo em alguns momentos do dia contribuem, inclusive, para oxigenar o cérebro. Quando o cérebro está oxigenado, funciona melhor, pensa melhor.

Ter fé. Embora diferentes cientistas questionem a existência de um ser superior, supremo, existem inúmeras pesquisas que sustentam a importância de acreditar em algo que é maior que nós. Aproximar-se de Deus de forma mais ativa, desenvolver a crença nEle, ajuda a ter mais força, mais disposição para viver.

Pois é… Por mais que o mundo pareça impor um modo de vida que traduz felicidade como sinônimo de ter dinheiro e ser popular, a existência não se resume nessa busca constante por coisas materiais. Cuidar de si é cuidar do coração, cuidar das emoções, dos sentimentos, das pessoas que você ama… É amar a si mesmo e nunca perder de vista a fé que nos faz até acreditar em milagres.