Quando não temos a vida que gostaríamos de ter

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Nem sempre as pessoas têm a vida que gostariam de ter. É natural que a gente sonhe coisas que não passam de projeções fantasiosas. Mas não raras vezes o problema nem está em expectativas frustradas. Na verdade, a vida simplesmente tomou um rumo que, hoje, você olha e pensa: “putz, que droga!”. Você até tentou fazer tudo certo. Mas não deu.

O problema pode ser o casamento… Você tomou todo cuidado, escolheu alguém que tinha perfil para viver contigo… Conversaram bastante, pensaram estratégias para sobreviver às dificuldades, porém os anos foram passando, a distância foi aumentando entre o casal e hoje vocês parecem dois estranhos.

O problema pode ser os filhos… Você os desejava muito. Planejou tudo, criou com todo amor e carinho. Colocou na melhor escola que podia, entretanto talvez as amizades os levaram para longe. Talvez se comportem de um jeito que te decepciona, talvez usem drogas, talvez tenham se revoltado e virado as costas para sua fé…

O problema pode ser o trabalho… Você fez a faculdade que queria, investiu tudo nos estudos, mas, com o tempo, percebeu que as atividades que desenvolve não te fazem bem. Vive cansado pelas horas e horas no escritório, as ligações que recebe nos fins de semana, o serviço que precisa levar pra casa…

Há muitos outros motivos que podem levar-nos a concluir que a vida que temos é vazia, não faz sentido. Como eu sempre digo, não existe vida perfeita. Todos nós temos problemas. Porém, às vezes não é apenas uma área da vida que está comprometida. A pessoa olha para si, olha para os lados e nota que nada ali está funcionando bem.

Tem gente que até tenta corrigir o rumo. Mas arrumar algo no meio da vida é quase como querer consertar a turbina do avião em pleno voo. Não dá. O certo seria pousar o avião e começar tudo de novo. O problema é que, com a vida, isso não é possível. Às vezes a pessoa já tem filhos, carreira construída… E qualquer “ajuste” terá consequências. É como num jogo de xadrez: você mexe com a peça na expectativa de ser a melhor jogada, mas não pode controlar os próximos movimentos no tabuleiro.

Então o que resta fazer quando a vida está uma droga? Cá com meus botões, entendo que sempre há possibilidade de mudar. Se a gente se conhece, se sabe o que faz mal, dá para tentar melhorar. Porém, até as mudanças são limitadas. Nem tudo a gente controla. Existem coisas que nos afetam, mas também afetam pessoas próximas. E mexer com a vida da gente significa alterar o rumo da vida de outras pessoas. E até que ponto é justo que pessoas que amamos sofram por nossas escolhas?

Por isso, quando a gente se vê frustrado com tudo, triste pela vida que tem, é necessário aceitar que não vivemos num paraíso e nunca teremos tudo que sonhamos. O mais importante ainda é ter fé. Acreditar que existe Alguém que pode fazer por nós aquilo que não podemos. E seguir adiante… sem perder as esperanças.

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6 comentários em “Quando não temos a vida que gostaríamos de ter

  1. Exatamente isso que estou vivendo , essa mensagem é a minha vida! E estou fazendo como falou ” O mais importante ainda é ter fé. Acreditar que existe Alguém que pode fazer por nós aquilo que não podemos. E seguir adiante… sem perder as esperanças.”

    Obrigada! Um grande abraço.

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