Na segunda, uma música

Fundado no início dos anos 1980, o The Gaither Vocal Band talvez seja um dos grupos mais tradicionais de música gospel. Reformulado várias vezes, a formação atual contempla cinco cantores. Entre eles, o fundador, Bill Gaither.

O Gaither não é apenas um ótimo quinteto de vozes. É uma referência em música no mundo. A qualidade vocal é inquestionável.

Quando eu ouço o grupo, é impossível não pensar:

Peraí, isso sim é música boa!

A combinação de belas canções, interpretações impecáveis com performances empolgantes torna o Gaither Vocal Band um grupo diferenciado. Não dá para comparar com o tipo de música que a gente tem ouvido por aí, principalmente nas rádios populares.

A canção que escolhi, “Heaven came down”, fala do Céu que desce à terra. É Cristo que assume a condição humana para dar novo sentido a nossa vida.

Vamos ouvir?

Nenhum sucesso compensa um amor perdido

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A correria do dia a dia tem levado muita gente a sofrer com o estresse. E o estresse pode desencadear uma série de outros problemas. Inclusive no relacionamento. Gente estressada briga mais com o parceiro… E gente que vive conflitos no relacionamento está a um passo da separação.

O estresse no dia a dia nos engole. Levar os filhos ao colégio, os atrasos provocados pelo trânsito… As coisas que os filhos deixam fora do lugar em casa. A mãe do namorado que está sempre interferindo… A quantidade de trabalhos da faculdade… O chefe que cobra o cumprimento das metas e, direta ou indiretamente, ameaça cortes da equipe… É, não faltam motivos para viver estressado.

E são tantos problemas que, ao final do dia, faltam forças, falta disposição até para falar de maneira afetuosa com a pessoa amada. Em algumas situações, o estresse é tanto que, mesmo tendo se controlar, a pessoa só consegue dialogar por meio de perguntas e respostas vazias. A paixão, as sensações boas, os sentimentos agradáveis, o desejo de estar junto se silencia e o outro parece ser um intruso, alguém que é incapaz de entender o esgotamento alheio.

Se o estresse se torna a realidade diária do casal, com o tempo, os parceiros se distanciam tanto que mal se reconhecem. No pior dos casos, o estresse os separa.

O diretor da Clínica Universitária da Universidad de Navarra, Espanha, Adrián Cano, afirma que a quantidade de elementos estressores na vida diária das pessoas tem causado mal estar entre os casais e prejudicado as famílias. “Os matrimônios acabam muitas vezes em divórcio”.

E para quem é casado, o estresse também pode motivar outras emoções negativas. A culpa é uma delas. Pois homens e mulheres que não conseguem dar atenção aos parceiros e aos filhos acabam se cobrando por isso.

Sabe, é fato que a necessidade de viver bem, de consumir, impõe um modo de vida bastante estressante. Também é verdade que a falta de dinheiro é outro motivo de estresse e de desgaste nos relacionamentos. Entretanto, os especialistas apontam que quanto menos tempo dedicamos às pessoas que amamos, mais somos afetados pelo estresse.

Portanto, vale a pena repensar o modo de vida. Nenhum sucesso compensa um amor perdido.

Admita, ele não vai mudar!

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Eu não sou muito otimista em relação ao ser humano… Até acredito que pessoas mudam quando querem mudar. Mas não confio em mudanças baseadas apenas em promessas. Por isso, desaconselho que se aposte numa pessoa que já decepcionou cinco, dez, quinze vezes…

Não estou falando daquelas frustrações cotidianas. Falo dos grandes dramas. Tipo traições, violência física, agressões verbais, descontrole emocional, ciúme doentio… Falo das questões que ofendem, magoam, que colocam o relacionamento em xeque. Falo daquelas situações que você já conversou dezenas de vezes, já chorou em muitas ocasiões… O outro já prometeu mudar, prometeu de novo e de novo, mas continua agindo da mesma forma.

Todo mundo erra. Todo mundo causa dor… Não existe parceiro perfeito. Gente é bicho complicado, cheio de contradição. E, mesmo no melhor dos romances, nem sempre vai fazer sorrir. Entretanto, há relacionamentos que não são relacionamentos; mais parecem máquinas de tortura. E, sinceramente, viver a dois não é purgatório aqui na terra.

O problema é que tem pessoas que não querem admitir que o outro, por si só, não vai mudar. E que, para fazer feliz, é preciso ser feliz. Ou seja, se você não está feliz, a relação não é feliz. E se o outro te destrói aos poucos, como você dará conta de viver bem e até de fazer bem à pessoa amada?

Gente que aceita toda forma de agressão é gente que já perdeu a autoestima, é gente que não sabe o que é o amor.

A vida aqui é curta demais pra viver chorando por gente que não nos respeita, que não nos considera. Se os erros se repetem vez após outra, é necessário repensar o que deseja para você.

PS – E só para esclarecer… Eu acredito em mudanças quando elas estão baseadas num desejo real de ser diferente. Quando a pessoa se convence que precisa mudar e assume novos princípios de vida, norteados por uma experiência real, por vezes referenciada por um encontro com o divino. Ou quando as pessoas aceitam ajuda de um profissional e participam de algum grupo de apoio.

Ele nem reparou que estou sofrendo…

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Quem nunca teve um dia difícil e, ao final dele, sentiu-se abandonado pelo parceiro? Você saiu cedo, estava chovendo, o salto do sapato quebrou no meio do caminho… Perto do trabalho, um carro passou numa poça de água e molhou você. Por conta dos contratempos, você atrasou e seu chefe te humilhou na frente dos colegas. Tinha uma reunião no meio da manhã, você preparou a apresentação dos dados, deu tudo certo, mas ninguém reconheceu. Na hora do almoço, você soube que uma amiga de infância está muito doente… E, para piorar, quando era hora de voltar pra casa, perdeu o ônibus e o próximo, estava lotado. Você chegou em casa ansiosa por um carinho e tudo que encontrou foi o marido saindo pra jogar bola com os amigos. E ele nem te deu um beijo.

Eu costumo dizer que homens são insensíveis por natureza. Nosso radar não funciona direito. E com frequência não notamos que a parceira não está bem. Entretanto, o inverso também acontece. Há dias em que o sujeito precisa de carinho e encontra uma parceira reclamando dos filhos, da vizinha… Pois é, a dinâmica de um casal não é nada fácil. Também por isso é comum achar que o outro é insensível, que o outro não repara em você e em sua dor.

Ah.. Ele nem me ama mais. Se me amasse, não me abandonaria. Ele ia ver que estou péssima, arrasada.

Sabe, é fato que não raras vezes parceiros ignoram que a pessoa amada precisa ser acolhida. E a indiferença machuca, magoa e distancia. O relacionamento se sustenta no interesse mútuo, na disposição de estar junto nos bons e maus momentos. Porém, também é verdade que existem pessoas que adotam postura de vítima, agem como se o mundo conspirasse contra elas e tudo que existe de ruim sempre acontece com elas. São pessoas que se desvalorizam e cobram do outro algo que o outro não pode dar. E adivinhar que seu dia foi problemático é um deles.

Após um dia desastroso, tudo que a pessoa deseja é ter um ombro amigo. Mas o outro pode ter compromissos, também pode estar passando por momentos complicados e não descobrir que você precisa de atenção. Por isso, abrir o coração e expor as carências, verbalizar o que deseja é a melhor maneira de ganhar o carinho que necessita e evitar se chatear – e até brigar – com a pessoa amada.

Na segunda, uma música

A cantora, compositora e pianista Sara Bareilles já apareceu no blog. Dos artistas com menos de dez anos em destaque na mídia, a americana é uma das que mais me agrada. E para esta segunda-feira, compartilho “Gravity”. Nesta versão, Sara canta com o mito Elton Jonh.

A música retrata um desejo quase desesperado por liberdade. A letra mostra alguém que quer se libertar de um amor.

Você me segura sem o toque
Você me prende sem correntes
Eu nunca quis tanto algo
Quanto afogar no seu amor
E não sentir a sua chuva

Embora eu não entenda esse tipo de sentimento como um amor que faça bem, não são raras as pessoas que poderiam dizer as palavras da canção:

Eu vivo aqui de joelhos
Enquanto eu tento fazer você ver que
Você é tudo que eu acho
Que eu preciso aqui no chão

E então, vamos ouvir?

Conheça alguns sinais de que o amor está esfriando

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A vida a dois tem altos e baixos. Entretanto, muitos casais não percebem os sinais do distanciamento e, quando se dão conta, já não sentem prazer algum no relacionamento. Por isso, penso que vale a pena vez ou outra gastar um tempinho e avaliar a qualidade do romance. Não se trata apenas de verificar se andam brigando demais. É fundamental notar se o amor não está esfriando. E algumas situações indicam que é preciso voltar a investir na relação.

Um de meus textos mais lidos trata de um ato aparentemente simples: andar de mãos dadas. Pois é… Trata-se de um comportamento singelo e que faz toda diferença. Eu costumo dizer que andar de mãos dadas sinaliza que o amor ainda está ali, que o outro ainda faz a diferença na vida da gente. Por isso, quando um casal já deixou de andar de mãos dadas, quando não se tocam mais enquanto caminham, algo não vai bem.

Outro indício é a ausência de ligações, mensagens, bilhetes… Nos primeiros meses do relacionamento, falamos com a pessoa amada sem nenhuma razão aparente. Apenas pelo prazer de falar com o outro. A gente liga para saber como está, se dormiu bem, se vez uma boa viagem… Manda recadinho desejando boa sorte na apresentação da faculdade, na reunião do trabalho… Porém, quando o amor começa a esfriar, esses gestos também vão ficando no passado.

Por que gente casada não se beija na boca? Não estou falando de selinhos (embora eles sejam importantes). Falo daqueles beijões… Daqueles que arrepiam. E estou falando desses beijos não apenas na hora do sexo.

Outro indício de que a rotina já consumiu o casal é a pouca disposição para sair juntos. Quando a gente está apaixonado, até uma ida à padaria se torna um acontecimento.

O amor também está em crise naqueles casais que não conseguem mais conversar sem brigar. As brigas são naturais na convivência a dois. Porém, quando o casal já não consegue ficar sem discutir, a chama do amor está apagando.

Quando o amor está em alta, basta um olhar e já é possível saber o que o parceiro está pensando. Se o amor está em crise, não somente diminuem os olhares, como o casal também deixa de entender a linguagem dos olhos.

Um dos indícios mais significativos de que o relacionamento está em xeque é quando o desejo se esfria e não há mais prazer na companhia do outro. Quando a gente ama, quer estar perto, sentir, tocar, ouvir… Se não faz diferença estar com a pessoa amada ou, pior, se o tempo juntos se torna um martírio, a separação ou traição são os passos seguintes.

Portanto, se você, caríssimo leitor, caríssima leitora, nota no seu relacionamento alguns desses sintomas, sugiro que trabalhe para reavivar o amor. Nunca é simples, reconheço. Porém, com fé, carinho, dedicação, paciência e perseverança, é possível voltar a viver o melhor do romance.