Sorrir para viver melhor

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Sempre me surpreendo com a facilidade que meu filho tem para gargalhar. Ele ri de qualquer coisa. Das coisas mais toscas, inclusive. Embora também reclame da vida, é comum vê-lo rindo à toa. Sorte dele, né? Pois rir faz bem.

Eu não costumo rir fácil. Minha filha às vezes implica comigo porque diz que nunca me vê rindo. Ela exagera um pouco, mas reconheço que deveria sorrir mais.

O nosso dia a dia não é dos mais fáceis, é verdade. E, muitas vezes, o cenário parece não favorecer. Faltam boas notícias. Além disso, somos cobrados pelos chefes, professores… E até pelos parceiros. Isso, porém, não justifica nossa indisposição para relaxar um pouco e aproveitar a companhia das pessoas que amamos. Afinal, são com as boas companhias que os risos brotam naturalmente.

Em virtude da dinâmica de nossos dias – pelo menos cinco dias de trabalho e dois de folga -, reservamos a distração para os fins de semana. Isso quando sobra tempo. Por uma questão de estatística: dois dias para sorrir em comparação com cinco dias de muita seriedade (enquanto se trabalha e estuda) não é muito tempo perdido?

Eu sei que o trabalho significa algo sério. De fato, a própria origem da palavra “trabalho” provém de um instrumento de tortura. Mas será que não vale repensar a maneira como olhamos para nossas atividades diárias?

Albert Einsten disse certa vez:

Não tenho trabalhado nenhum dia em toda minha vida. Tudo foi diversão.

A afirmação está numa carta enviada ao filho. Nela, Einsten recomenda que, independente do que fosse fazer, seu filho deveria apaixonar-se pelo que estivesse fazendo. Esta havia sido a chave do grande cientista. E o que Einsten recomendou, a ciência comprova.

Segundo estudos da Universidade de Harvard, quando estamos de bom humor, somos mais produtivos. De fato, realizamos progressos em 76% dos dias em que estamos contentes.

A este respeito, outro estudo, desta vez da Universidade de Ohio, concluiu, após três semanas de observação de agentes comerciais, que um bom estado de ânimo representou 10% a mais de vendas em comparação com os profissionais mal humorados.

Numa pesquisa conjunta, as universidades de Amsterdam e Nebraska, analisaram 54 reuniões de empregados de duas empresas alemãs. Naquelas nos quais os trabalhadores riam, faziam brincadeiras leves, apareceram propostas e ideias muito mais construtivas.

Diferentes estudos comprovam: empresas que se preocupam em oferecer espaços onde as pessoas se sentem bem, geram emoções positivas.

Sabe, nem sempre é fácil estar de bom humor. E algumas pessoas possuem personalidade mais introvertida. As próprias condições de vida podem não ser favoráveis para que o sorriso esteja sempre no rosto. Também não podemos confundir sarcasmo, ironia com bom humor. Entretanto, um melhor humor começa com a gente mesmo. Tem muito a ver com a maneira como encaramos nosso dia a dia. Em especial, como administramos – e aceitamos – os problemas.

Gente bem resolvida acredita, tem fé… E segue em frente, mesmo quando as coisas não vão bem. E essa disposição para sorrir gera benefícios: melhora a saúde, a capacidade respiratória, os resultados profissionais, melhora a comunicação… E o melhor, nos aproxima das pessoas, pois nos torna pessoas mais atraentes.

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