O casamento deve ser prioridade

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Filho é um pedaço da gente. É como se fosse extensão de nosso corpo. E é justamente por isso que não raras vezes, assim que eles nascem, tornam-se prioridade em nossa vida. Acontece que, embora seja fundamental dedicar todo amor e carinho a um filho, o parceiro deveria seguir sendo nossa prioridade.

Há uma ordem natural: a gente conhece alguém, ama profundamente e, dessa relação, vem os filhos. E também é assim que deve funcionar o núcleo familiar: a esposa ou esposo segue sendo o primeiro da lista.

Talvez você não concorde e até argumente: “o marido pode me abandonar, mas meu filho é pra sempre”. Eu entendo perfeitamente esse raciocínio. E é também por isso, por seu filho ser pra sempre seu, que o parceiro (ou a parceira) deve ser prioridade. Quando a gente coloca o filho no lugar do companheiro (companheira), comete vários erros. Entre eles o de implicitamente dizer “agora você já não é mais prioridade pra mim”. E isso abre uma brecha no relacionamento, até mesmo para que outra pessoa se aproxime da pessoa que você ama.

Mas sabe de uma coisa? Quando seu cônjuge é prioridade, sua família sai ganhando. Inclusive seus filhos.

O primeiro grande ganho é do próprio relacionamento, claro. É como se você estivesse dizendo pra outra pessoa “estou contigo e não abro. Você é a número um na minha vida”. Poxa, isso faz um bem enorme ao coração. Somos carentes. Queremos nos sentir importantes para alguém. E sentir que o parceiro olha pra gente como se fôssemos tudo na vida dele… é o máximo.

Quem prioriza o companheiro (aplique sempre o termo para o masculino e feminino, neste caso), cria uma atmosfera de romantismo. A pessoa demonstra amor, carinho, desejo, admiração, bem querer… O relacionamento se torna muito mais seguro, estável. E aí é que entram os filhos na história. Filho que nota que o pai ama demais a mãe dele, observa o exemplo, sente segurança e tem um desenvolvimento emocional muito mais saudável.

Os filhos precisam de referências sólidas de amor entre os pais. Filhos que veem o clima romântico que existe em casa acreditam que a vida a dois pode valer a pena. E se tornam, no futuro, melhores maridos, melhores esposas. Além disso, desenvolvem um olhar atento na escolha no futuro do parceiro. Ou seja, têm menos chance de se envolverem com alguém que lhes farão infelizes.

Filho que passa a ser prioridade do pai ou da mãe, torna-se muito mais egoísta. Sem contar que aprende a fazer uso dessa posição, que acaba por lhe dar autoridade, para jogar o pai contra a mãe, a mãe contra o pai… Consequentemente, acaba por ter mais dificuldade para enfrentar as decepções da vida, os “nãos” que vai ouvir pelo caminho… Não saberá ser o segundo na lista e ainda vai buscar num futuro parceiro alguém que apenas contemple suas carências.

Por fim, um último aspecto. Um dia os filhos vão embora. Imagine que o casamento resistiu, apesar do parceiro ter deixado de ser prioridade… O que vai acontecer? O companheiro já não será mais o mesmo de antes. E o sentimento, pela casa vazia, será perturbador. Os índices de divórcio nessa fase da vida ajudam a entender por que, quando os filhos saem casa, o relacionamento se rompe. Como os filhos se tornaram o foco do relacionamento, sem eles, não existe mais relação. A distância, a sensação de abandono já se tornaram tão grandes que nada mais há a fazer.

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