A importância de estabelecer limites no relacionamento

casal

Já falei sobre este assunto aqui, mas vale voltar ao tema porque muita gente não se dá conta que parte dos problemas do relacionamento aparece porque não houve disposição para estabelecer determinados limites. E é isso mesmo: da mesma maneira que numa organização empresarial existem regras, da mesma forma que filhos necessitam de limites, o namoro e o casamento precisam de limites.

Tem gente que acha que o simples fato de amar é suficiente para colocar todas as coisas no lugar… Ou para se estabelecer uma convivência feliz. Não é! Você pode amar o sujeito a ponto de morrer por ele, mas haverá coisas que ele faz que vão te deixar com vontade de mandá-lo para o outro lado do planeta. Por isso é fundamental estabelecer certas regras desde o começo. E nem estou falando da intimidade. São pequenos acordos que dizem respeito a organização das roupas, dos livros… Do trabalho que pode (ou não) ser feito em casa… Do uso do celular na hora de deitar etc etc.

Mas, para estabelecer limites, é preciso saber o que te incomoda. Já se perguntou que práticas cotidianas do outro te estressam? Ou… já pensou em coisas que deseja que o parceiro não faça em casa?

As pessoas possuem culturas diferentes, foram educadas de formas distintas. Às vezes, seu parceiro tinha uma mãe que saia atrás dele juntando sapato, camisa, meias, calças… Enfim, fazia tudo por ele. O camarada nunca se deu conta que precisava estender a toalha após o banho. Entretanto, é possível que você não tenha disposição para fazer o papel de mãe dele. Por isso, deixar tudo muito claro logo no início do relacionamento faz toda diferença.

Talvez você diga:
– Ahhh… mas se eu ficar colocando regras, vou perder o namorado.

Eu respondo:
Se ele não tiver disposição para fazer acordos, é melhor mesmo que vá embora. Vai te poupar de sofrer depois.

Então, cá estão algumas dicas:

Primeira, saiba exatamente o que você pode ou não aceitar. E deixe isso bem claro. Evidentemente, algumas coisas que você vai pedir podem ser absurdas. Tenha disposição de negociá-las.

Segunda, não tenha medo de dizer o que te incomoda. Permanecer calado faz mal ao relacionamento. Você vai aguentando, aguentando… Um dia, explode. E pode colocar tudo a perder.

Terceira, tenha disposição para reconhecer que você não é perfeito e tanto pode estar fazendo exigências absurdas quanto também deve ter hábitos que são nocivos ao relacionamento. Portanto, ao propor os limites, peça que o outro também diga claramente o que não gostaria de ter na dinâmica diária do casal.

Quarta, aprenda a relevar, a perdoar. Ainda que limites devam ser respeitados, seja flexível. Vez ou outra, o parceiro pode errar. Entenda que somos falhos. Só não se permitam transformar os erros em práticas cotidianas.

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