Brasil: um doente terminal

Um doente diagnosticado como paciente terminal. Foi assim que o jornal britânico Financial Times classificou o Brasil numa reportagem publicada nesse fim de semana.
Ainda comparando o Brasil a um doente, o jornal definiu:

“os rins têm falhado; o coração vai parar em breve. A economia está uma bagunça”.

Segundo o Financial Times, diante de todo ambiente desfavorável, o sofrimento do Brasil está apenas no começo.

Sim, a economia do Brasil está uma bagunça. O pragmatismo do atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, parece não combinar com o governo Dilma, com o jeito petista de administrar. Não há sintonia. Joaquim Levy parece estar sozinho… E, pior, por ser técnico demais, o ministro não dá conta de agir politicamente, de saber se articular dentro de um governo que não quer fechar as torneiras. O ministro também tem sido infeliz ao se pronunciar publicamente.

Diante de cenário tão confuso, chama atenção o editorial da Folha de São Paulo desse domingo. O título resume tudo: última chance. Sim, a presidente Dilma talvez tenha alguns poucos dias para provar que pode concluir o mandato.

O jornal repete algo que eu disse na Metrô FM na semana passada: a presidente Dilma errou demais. Nas palavras do jornal, Dilma abusou do direito de errar. Desde que venceu as eleições, a presidente esgotou as poucas reservas de paciência que a população ainda tinha.

Para a Folha, se quiser salvar o mandato, Dilma precisa impor medidas extremas e apresentá-las ao Congresso. A Folha reconhece: sem aumento de impostos, o Brasil não escapa. E o Congresso, por sua vez, precisa deixar de futrica, de fazer politicagem e ajudar a salvar o país.

Cá com meus botões, é disso que eu duvido. Não confio na capacidade da presidente reagir, não consigo vê-la sequer em sintonia com sua equipe econômica. E confio ainda menos no Congresso. Comandado por Eduardo Cunha, na Câmara, e Renan Calheiros, no Senado, a lógica que impera por ali parece ser do “quanto pior, melhor”. E, por isso, sem boa vontade de ajudar o governo petista, o caminho parece ser mesmo o que aponta o Financial Times… Logo o coração vai parar.

PS. Este foi o meu comentário na Metrô 96.5 FM nesta segunda-feira, 14. 

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