Se Dilma não cair, Lula volta em 2018?

Meu comentário de hoje toma como base o texto de José Roberto de Toledo publicado no jornal O Estado de São Paulo com números da pesquisa Ibope.

A pesquisa verificou o potencial de voto dos principais personagens políticos brasileiros… E isso já projetando as eleições de 2018.

O Ibope identificou que 55% dos eleitores brasileiros, hoje, não votariam em hipótese alguma no ex-presidente Lula.

Para quem é da oposição, o número pode parecer extremamente positivo. Mas não é. A mesma pesquisa mostrou que 47% dos eleitores não votariam em Aécio Neves, 54% não votariam em José Serra e 52% também não escolheriam Geraldo Alckmin.

Quer mais? A rejeição a Marina Silva é 50% e a de Ciro Gomes é de 52%.

Na prática, Lula está feio na foto. Mas os adversários também.

E sabe o que é mais interessante? Se a eleição fosse hoje, num eventual primeiro turno, nenhum deles teria mais votos que o ex-presidente. Apesar de toda crise política envolvendo o governo petista, Lula ainda teria 23% dos votos. Aécio, que é o concorrente mais forte, conquistaria 15%.

Estamos em 2015, em plena crise política e com a economia afundando. Ainda faltam três anos para as eleições presidenciais. Daqui três anos, se Dilma se sustentar no governo, será que os números de Lula melhoram ou pioram?

Sabe, pouca gente tem disposição para fazer essa análise. Mas uma coisa é certa: a oposição precisa do impeachment de Dilma não para punir o PT pela corrupção ou salvar a economia do país. O motivo é outro… Se Dilma sobreviver às ameaças de impeachment, a oposição corre sério risco de perder novamente para Lula.

É o medo de que isso aconteça que parece motivar a oposição a lutar pelo impeachment da presidente.

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O Bolsa Família em risco

O maringaense Ricardo Barros está fazendo história. Como relator do orçamento, quer cortar 10 bilhões de reais do Bolsa Família do próximo ano. Para o deputado, a conta é simples… A família que deixar o programa, não será substituída. Ele alega que o programa tem grande rotatividade. E, por isso, há possibilidade de fazer o corte.

Acontece que 10 bilhões do Bolsa Família significa praticamente 33% do orçamento total do programa.

Ricardo Barros alega que é melhor cortar do Bolsa Família e garantir o equilíbrio fiscal necessário para a União. Equilíbrio fiscal significa credibilidade econômica e manutenção de empregos.

A lógica usada pelo maringaense atropela as políticas sociais do governo. Por isso, mesmo o maringaense sendo aliado do governo, a posição de lideranças petistas é de que o Bolsa Família não deve sofrer cortes.

Já Ricardo Barros é categórico: o Congresso não vota um orçamento deficitário, como foi proposto pelo governo.

A verdade é que o Brasil vive uma situação lamentável… Os cortes orçamentários são necessários. Porém, não dá para colocar em risco um programa social que coloca comida na mesa de milhões de brasileiros.

O governo do PT certamente errou demais na condução da economia. Porém, a solução para o Orçamento de 2016 não é cortar recursos do Bolsa Família. Gente que mais precisa de ajuda não deve pagar uma conta que não é deles.

De quantos partidos políticos o Brasil precisa?

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski defendeu que o Brasil deveria ter, no máximo, cinco partidos políticos. A fala do ministro foi numa palestra nessa segunda-feira, em Washington, nos Estados Unidos.

Para o ministro, do ponto de vista ideológico, o Brasil deveria ter um partido um no centro, um centro-esquerda, um de esquerda, outro de centro-direita e também um partido de direita.

O Brasil hoje tem  mais 30 partidos. Dias atrás, falei inclusive em meu comentário na Metrô, que temos partidos demais e ideologia de menos. Por isso mesmo, a defesa do ministro do Supremo faz todo sentido. Não sei se o desenho ideal seria este: apenas cinco partidos. E com estas propostas ideológicas. Entretanto, eu sei que a quantidade de partidos confunde e impede inclusive que o eleitor tenha maior consciência política.

Hoje, quando você vota em alguém, você não tem a menor ideia qual é o comprometimento dele com determinados assuntos. Por exemplo, você não sabe se, ideologicamente, é alguém que concordaria com nomeação de diretores de escola ou que brigaria sempre por escolha por voto direto.

Na hora de construir uma rua nova, se tem algumas árvores no local, corta as árvores ou não corta?

Embora essa sejam questões aparentemente pequenas, as decisões geralmente partem de determinadas crenças que um sujeito político tem. Um partido bem definido ideologicamente reúne pessoas que lutam por causas semelhantes.

Por que o PMDB é um partido dividido? Metade apóia o governo Dilma e metade não apóia? Entre outras razões, porque não possui uma ideologia clara.

Por que o PT, em Maringá, é oposição ao Partido Progressista, PP, mas, na esfera nacional, são aliados?

É para acabar com essas contradições que uma reforma política é fundamental. Para o ministro Lewandowski, essa seria a primeira e mais importante reforma. Eu concordo. E não apenas pela confusão ideológica. Mas porque partido político, no Brasil, serve mais como moeda de troca do que como legenda que tem um projeto para o país.

Por que o PT quer a queda do ministro Levy?

Como governar o país quando até mesmo membros do governo não o apoiam e são contrários a quase tudo que está sendo feito?

Este é o cenário enfrentado pela presidente Dilma.

Sem apoio popular, com a base fragmentada no Congresso, um vice que está de olho na presidência e sob risco de impeachment, Dilma também não pode contar com o PT.

Nesta última semana, o presidente do partido, Ruy Falcão, pediu a demissão do ministro da Fazenda. Joaquim Levy é responsável por medidas impopulares. É quem está propondo uma série de cortes nos gastos do governo. E também é o principal articulador da nova CPMF.

O PT acha que o pragmatismo de Levy é um erro. E que o governo Dilma precisa de um novo ministro da Fazenda.

A grande pergunta que se faz é: quer trocar o ministro por quê? Para quê?

Está claro que o país está quebrado. Falta dinheiro para investimentos e até para os programas sociais. Não foi o Levy quem criou o caos. Eu até concordo que Dilma precisava de um ministro medalhão… Daqueles nomes poderosos da economia. Henrique Meirelles talvez seria o nome ideal. Mas, vamos ser claros: o ministro Levy não tem muito o que fazer diante da situação que encontrou. Ele pegou o país falido. Embora os cortes feitos, inclusive em programas sociais, sejam péssimos para o país, de onde mais o ministro poderia tirar dinheiro para fechar as contas do Estado?

O PT defende reduzir os juros. E isso seria ótimo. Mas o que fazer com a inflação que já está na casa dos 10%? Está provado que o modelo de crescimento dos últimos anos, baseado no estímulo ao consumo interno, chegou ao seu limite.

Cá com meus botões, tenho a impressão que o motivo para o PT pedir a queda de Joaquim Lévy é outro: o PT quer se salvar. O partido já entendeu o governo Dilma não tem salvação. Ao tornar públicas determinadas críticas, o PT quer descolar sua imagem da imagem de Dilma.

O problema é que, ao fazer isso, o PT contribui para afundar ainda mais o governo, que precisa de apoio para aprovar projetos que podem não pôr fim à crise, mas que talvez indiquem ao mercado que chegamos ao ponto de começar a sair do fundo do poço.

Cinco atitudes para ter um bom casamento

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A minha lista não é definitiva. Não é única. Eu poderia apresentar uma série de outros comportamentos que podem ajudar a ter um bom relacionamento. Porém, quando estamos falando de casamento, principalmente, creio que esses cinco aspectos fazem toda diferença.

Compromisso – Não dá para construir um casamento sem compromisso. E não estou falando de cobrar compromisso do outro. Estou falando da atitude individual. É preciso estar envolvido com o relacionamento, estar comprometido em fazer dar certo.

Motivação – A gente muito essa palavra no mundo dos negócios, porém, quando o assunto é casamento, ela é bastante apropriada. Estar motivado é estar disposto a agir. Sei que existem momento em que o desânimo bate à porta e dá vontade de “deixar a vida me levar”. Porém, no casamento, não dá para ser assim.

Perseverança e constância – A motivação é fundamental justamente para que a gente não desista. A gente investe hoje no casamento, investe amanhã, depois e depois. É assim que funciona. Tem que perseverar e ser constante. Não adianta agradar o parceiro um mês, pular o outro, voltar a cuidar no seguinte… Tem que ser perseverante e constante no compromisso de fazer dar certo.

Esforço – Nada que é bom se conquista sem esforço. Uma carreira de sucesso é resultado de muito trabalho. Um casamento feliz é resultado de muito esforço. Sem esforço, o relacionamento fracassa. Dá trabalho, mas vale a pena.

Amor – O amor é que garante disposição para tudo isso. Sem amor não tem compromisso, não tem motivação, não tem perseverança e nem esforço. O amor é que alimenta a disposição diária para apostar nossa vida num casamento. O amor possibilita o perdão, a tolerância, a paciência, a compreensão… E faz com que a cada dia a gente acredite que vale a pena investir no casamento.

Quanto tempo você fica no trânsito?

Você já fez as contas de quanto tempo passa no trânsito? Eu fico mais de uma hora por dia no trânsito… Fiz a soma ontem à noite. E fiquei bem aborrecido. É tempo demais jogado fora. Dava para ler quase um livro inteiro. Assistir pelo menos metade de um filme. Ver pelo menos um episódio inteiro de uma série… Dava para ter uma hora a mais de sono.

Sabe, eu não sou o único que fica tanto tempo no trânsito. Uma pesquisa feita pelo Ibope revelou que 3 de cada 10 brasileiros passam pelo menos uma hora no trânsito por dia. E em cidades com mais de 100 mil habitantes, o percentual aumenta… São cerca de 4 para 10 moradores que ficam trânsito esse tempo todo.

A pesquisa também revelou que as pessoas que usam o transporte coletivo são aquelas que mais perdem tempo no trânsito. Muitas delas chegam a ficar cerca de duas horas dentro de um ônibus.

De acordo com o Ibope, quando questionado sobre a qualidade do transporte público, 36% dos entrevistados disseram ser ruim ou péssimo. Apenas 24% avaliaram como ótimo ou bom. E sabe o que é mais interessante? Quatro anos atrás, 39% das pessoas haviam avaliado positivamente o transporte público. Ou seja, se o índice positivo já não era tão expressivo há quatro anos, a situação se agravou ainda mais nos últimos anos.

Dois últimos dados… Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, pelo menos metade da população precisa de transporte público. E nas cidades com menos 20 mil moradores, só 16% da pessoas passam mais de uma hora no trânsito. Provavelmente, por trabalharem ou estudarem fora de seus municípios.

É difícil analisar em tão pouco tempo tantos dados. Porém, uma coisa é clara: as coisas não estão funcionando. Gente que passa muito tempo no trânsito é gente que se estressa mais, que cansa mais, que produz menos, que vive menos.

Portanto, é fundamental repensar a organização das cidades. O transporte público precisa ser mais eficaz, as pessoas precisam morar mais próximas do trabalho… E as atividades que as pessoas desenvolvem ao longo do dia não podem ser em lugares muito diferentes. Quanto mais você precisa ir de um lugar para outro, mais você fica em trânsito, mais tempo você perde no seu dia.

Faça as contas… Veja se não é o caso de, como sociedade, discutirmos mais seriamente alternativas para gastarmos menos tempo em carros, ônibus, motos… E sobrar mais tempo para efetivamente vivermos.

O apelo da presidente Dilma

A presidente Dilma deu posse aos novos ministros nessa segunda-feira. E fez um pedido simples: que os ministros conversem mais com o congresso nacional.

O pedido de Dilma tem uma razão: o governo se isolou. e esse isolamento trouxe prejuízos. O governo não conseguiu aprovar várias medidas no Congresso nesse ano… Os deputados, sob o comando de Eduardo Cunha, se sentiram livres para propor projetos que potencializaram ainda mais a crise… E, nesse descompasso todo, a sensação que o brasileiro passou a ter é que o governo não governa.

Em 2014, a presidente Dilma não teve uma vitória fácil. As eleições de outubro passadas foram difíceis, desgastantes. E quem perdeu não aceitou a derrota. Aécio Neves não aceitou a derrota. Nem boa parte dos eleitores dele.

Como a campanha se desenvolveu num clima de ódio, de rivalidade exacerbada, o fim da disputa eleitoral não representou o fim do embate. Com o Brasil em frangalhos, pelos erros da equipe econômica, e medidas equivocadas da presidente Dilma, a popularidade do governo despencou. E os mais de 54 milhões de votos obtidos nas urnas deixaram de ter força diante de tantos problemas.

Hoje, a presidente não tem popularidade, não tem o respeito da população, não consegue apoio no Congresso nem mesmo de sua base política. Para completar, corre o risco de sofrer impeachment. Pode até não haver base legal para a cassação da presidente, mas o assunto não sai da pauta política do país.

Por isso, o pedido de Dilma é quase um apelo. Em outras palavras, a presidente parece dizer: me salvem!!! Me ajudem a sair desse buraco!!!

Sinceramente, não sei se vai resolver. Não sei até que ponto ainda há tempo para salvar o governo Dilma.

Eu espero, porém, que venham resultados positivos. Não necessariamente pelo bem do governo petista, mas pelo bem do povo brasileiro.

Dependentes do celular

Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos revelou que jovens adultos chegam a destravar a tela do celular até 123 vezes por dia. A pesquisa teve como referência um grupo de 4 mil pessoas entre 17 e 25 anos. Isso dá uma média de oito vezes por hora, considerando oito horas de sono.

“Para se ter uma ideia, esse número representa o dobro de vezes com que donos de iPhones, acima de 46 anos, fazem isso. Na faixa dos 46 aos 55 anos, este público verifica os telefones cerca de 63 vezes por dia.”

Sabe, a vida da gente mudou demais depois da chegada das chamadas novas tecnologias da informação e comunicação. Hoje, a gente se comunica por celular, computador, tablet… Tudo parece muito mais simples. Porém, as mesmas tecnologias que facilitam nossa vida também criam novos hábitos. E alguns um tanto viciantes.

Vamos ser sinceros… Como você se sente quando está numa reunião importante e o celular vibra? Bom, eu não sei você, mas sei que a maioria tem que dar uma espiadinha para ver o que é. Mais que isso… Se for um recado no whatsapp, há um sentimento de urgência, a necessidade de responder a mensagem naquele momento. A sensação que temos é que não pode ficar para depois.

Quando a pesquisa revela que os jovens americanos destravam a tela do celular pelo menos 123 vezes por dia significa que estamos cada vez mais conectados. Mas significa também que estamos mais dependentes. Essa dependência, muitas vezes, tem nos impedido de ver outras coisas, de fazer diferente. E quanto mais jovem, maior a dependência.

Essa angústia, essa obrigação por manter-se o tempo todo ligado no celular, responder todas as mensagens, ver tudo que está acontecendo no Facebook… não nos faz bem.

Muitas vezes, a gente não presta atenção direito nas pessoas pessoas que estão perto de nós. As reuniões são dispersas, os conteúdos debatidos não recebem a atenção de todos… Na sala de aula, o aprendizado tem ficado comprometido…Você sai para almoçar com alguém e acaba gastando mais tempo com o aparelho que com a pessoa que está contigo.

Penso que precisamos usar as tecnologias a nosso favor. Elas não podem nos impedir de viver a vida plenamente.