A falta de planejamento na Educação brasileira

A reforma ministerial era ser anunciada pela presidente Dilma nessa quinta-feira, dia 1o. Alguns ministros já foram demitidos e até existem indicações de um ou outro substituto. Mas ainda não está definida a nova composição da esplanada dos ministérios.

Uma mudança, porém, já está certa e me incomodou bastante. Dilma demitiu o ministro da Educação, Renato Janine.

Meu questionamento não é pela pessoa do filósofo e educador Renato Janine. Meu questionamento é pela bagunça que virou a pasta da Educação. Aloísio Mercadante, que vai reassumir o ministério da Educação, será o quarto ministro em menos de 10 meses. Começou com Cid Gomes, teve um interino na saída dele, depois veio Janine, que ficou 177 dias na função.

Dilma começou o segundo mandato tendo a educação como bandeira principal. Brasil, pátria educadora. Esse foi o tom do discurso.

Acontece que a pátria educadora não sabe qual o perfil que deseja do seu ministro. E fica “atirando” para todos os lados. Mercadante foi ministro da Educação durante o primeiro mandato. Na verdade, foi um dos três ministros que responderam pela pasta no primeiro governo Dilma.

E só os desencontros do primeiro mandato já são suficientes para apontar que o Brasil não tem uma política nacional definida.

No Plano Nacional de Educação existem uma série de metas que deveriam ser cumpridas até o ano que vem. E não há condição alguma disso acontecer.

Há duas semanas foi lançado o esboço da Base Comum Nacional, que é um documento que pretende servir para debater o conteúdo que deve ser base do ensino em todo território nacional. Há prazo para isso… A meta é aprovar o documento também até 2016.

As trocas de ministros não favorecem que as metas sejam cumpridas. E o que é muito pior… As políticas de educação viram uma enorme colcha de retalhos. Não possuem uniformidade, porque cada ministro pensa uma coisa, tem uma ideia, tem planos diferentes…

Hoje, as demandas da educação são enormes. E não se sabe direito se as políticas públicas priorizam a educação de base, para a molecadinha… se investe-se no ensino superior… Se serão cobrados resultados dos professores… Se vão ser implementados testes de competência dos educadores… Enfim, tem muita coisa pra resolver.

E a falta de clareza no que se quer, onde se pretende chegar, resulta em índices vergonhosos da educação pública de nosso país.

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