Cadê o tempo para responder um amigo?

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Eu ainda me surpreendo com o jeito em que estamos vivendo. Quer dizer, não sei se estamos realmente vivendo. Tenho a impressão que apenas estamos passando os dias, sem dar conta de que a vida vai se esvaindo, escapando por entre os dedos. 

Ainda hoje, enquanto organizava algumas coisas no computador, esbarrei em mensagens de pessoas com as quais me importo. Mensagens que recebi há mais de um ano. Não tinham sido lidas. Obviamente, também não tinham sido respondidas.

Será que tudo está tão corrido a ponto de faltar tempo para responder um amigo? 

Confesso que isso me incomoda. Evidente que considero as coisas que faço bastante importantes, mas é impossível não se questionar: são mais importantes que as pessoas?

Semanas atrás, refletia sobre qual é nosso maior patrimônio nesta vida. Na verdade, esta é uma resposta bem complicada. Depende de cada pessoa. Pelo menos pra mim, certamente não são os bens materiais. Na verdade, não me importo com o modelo de carro, com a TV da sala, com o sofá… Essas coisas não me fazem mais ou menos feliz.

Mas, então, qual é nosso maior patrimônio?

Afinal, quase todo o tempo que temos esgotamos, direta ou indiretamente, na busca de bens materiais. Podemos até achar que não é a nossa prioridade, porém, se trabalhamos demais, trabalhamos por quê? Qual a finalidade? Talvez falte tempo porque estudamos demais. Mas, se estudamos demais, por que fazemos isso?

Tem gente, hoje, que parece ter o prazer como maior patrimônio. Dependendo do que se define por prazer, será que o prazer justifica a existência?

Sabe, eu não tenho respostas. Nem escrevi para dar respostas. Penso, porém, que o momento é oportuno para refletirmos. A cada tic-tac do relógio (que nem usamos mais), o tempo de vida que nos resta se torna menor. O que estamos fazendo dela? Quais são nossas prioridades? Que espaço tem ocupado as pessoas que amamos em nossos dias?

Seis coisas que o marido pode fazer pelo relacionamento

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Nenhum casamento é igual ao outro. Entretanto, existem comportamentos que os fazem parecer iguais. Os homens, principalmente, são um tanto relapsos em relação às parceiras. Existem exceções, evidente. Mas, na cultura masculina, a conquista é quase sempre o ato final. Tendo conquistado a mulher amada, deixa-se de investir as energias na relação.

Tenho dito que relacionamento é feito por duas pessoas. Se uma das partes se acomoda, o romance esfria. Por isso, reuni dicas simples que valem a pena ser compartilhadas.

Invista no contato físicoAmor bom é amor prático, né? Deve ser demonstrado em palavras, mas, principalmente, em atitudes. E o contato físico é fundamental. Nem estou falando de sexo aqui. Falo de abraçar, beijar, tocar as mãos… O toque demonstra carinho, atenção… Quando você toca o outro, está dizendo: “eu te quero bem”, “eu me importo com você”.

Faça coisas pelo outro – Com o tempo, tem gente que deixa de se vestir para o outro, barbear-se, passar um perfume que a parceira gosta… E esses detalhes fazem a diferença. Quando o homem se veste para a mulher amada, prepara o jantar, se ocupa de algo que a outra pessoa gosta muito, demonstra interesse pela parceira. 

Demonstre admiração – Nenhuma relação se sustenta sem que exista admiração mútua. Entretanto, essa admiração precisa ser verbalizada. A pessoa precisa saber que você a admira e por que a admira. Portanto, não dá para economizar nos elogios.

Divida as tarefas – Nossa cultura machista geralmente fala mais alto e faz com que muitos homens ainda achem que as tarefas domésticas são “coisa de mulher”. Não existem “atividades de homem” e “atividades de mulher”. A casa é do casal. Os filhos, idem. Logo, todas as demandas práticas diárias devem ser dividas, conforme as possibilidades de ambos. Isso também é cuidar da relação.

Recorde as datas importantes – Tem gente que diz não se importar… E algumas pessoinhas raras realmente não se importam. Entretanto, quem quer preservar o romance, não esquece as datas importantes para o casal – seja de aniversário, namoro, casamento, primeiro beijo… Nem sempre é possível presentear nessas ocasiões. Ainda assim, existem inúmeras formas de comemorar os dias que marcam a vida do casal.

Compartilhe as preocupações e os seus planos – Quando você diz o que te incomoda, o que te preocupa, de alguma forma está dizendo: “você é importante para mim”. Geralmente dividimos nossos dramas pessoais e nossos projetos apenas com pessoas confiáveis. Por isso, ao falar sobre preocupações, sobre planos, você está compartilhando sua intimidade… É como se estivesse se desarmando, se expondo ao outro. De certa forma, está convidando a pessoa amada a participar de sua vida.

Essas atitudes, embora possam parecer uma “receitinha”, dizem muito sobre nós e, em especial, sobre a qualidade de romance que se deseja ter.

Só mais um Natal?

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Chegamos a este dia 24 de dezembro, véspera de Natal, com aquela sensação de: “espera aí, o que aconteceu? Onde eu estava em março, junho, setembro… Como assim? Já é Natal?”. Se você me acompanhou por aqui nesses últimos anos, talvez nessa mesma data, deve lembrar que, repetidas vezes, falei da urgência do tempo, da maneira apressada como vivemos e da impressão que dá de que tudo passa rápido demais. É verdade. Neste ano, não foi diferente. Passou rápido demais – apesar da crise econômica, do cenário de incertezas…

Mais um ano está indo embora. É Natal. Já é possível ouvir o som dos sinos, as boas conversas e risadas ao redor da mesa. Mas tudo isso também vai passar pra daqui a pouco comemorarmos a passagem de mais um ano e “estreia” em 2016.

Falar pra você “vamos aproveitar melhor o tempo, curtir intensamente cada momento” até parece um discurso repetitivo. Entretanto, não nos resta algo muito diferente. Afinal, o que importa na vida são os bons momentos que vivemos. As experiências mais profundas. Tudo mais é descartável e a gente esquece.

Neste Natal, o melhor é abrir o coração para as pessoas que amamos. A comida, a bebida, a música fazem parte apenas de um cenário em que os protagonistas devem ser cada de nós – a mulher, o marido, o namorado, a namorada, os filhos, os pais, os sogros… enfim, gente. São as pessoas que realmente importam. Gente é que faz a vida valer a pena. Foi pelas pessoas que o Cristo, do Natal, veio a este mundo – nascer, morrer e ressuscitar.

Então, que este seja o nosso sentimento neste Natal. Aproveite. Curta. Viva as pessoas que ama, viva o melhor Natal.

Insatisfeitos com a vida

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Viver não é fácil. A gente até sonha que possa ser simples… Mas não é. Viver é uma experiência dolorosa. Por mais que a gente não queira admitir.

Eu não sei se a gente sonha demais, se a gente leu muitos contos de fadas, romances ou se assistiu muitos filmes de Hollywood. Sei, porém, que a vida parece estar quase sempre em descompasso com aquilo que idealizamos.

O problema é que a vida não se resume a uma ou duas coisas. Trabalhamos, estudamos, nos relacionamos – com amigos, família, filhos, mulher, marido, namorado, namorada etc etc. Há um universo de coisas acontecendo o tempo todo. E basta uma coisinha não funcionar para começar a incomodar e minar as forças para tudo mais.

Isso faz com que seja difícil estarmos bem de verdade. É quase impossível tudo funcionar plenamente. Talvez até aconteça por semanas ou meses. Mas aí você bate o carro e já começa a desestabilizar.

Curiosamente, quando algo não está funcionando, outros aspectos parecem também entrar em colapso. Às vezes, nem existe um problema de fato, mas aí você fica mais sensível e começa a reparar situações que te incomodam. Pode ser a negligência do marido em elogiar as coisas que você faz, pode ser o fato da parceira não avisar quando vai sair para jantar com as amigas… Pode ser o filho que está sempre esperando que você resolva tudo pra ele… Esses pequenos detalhes ganham dimensão nunca antes imaginada e é quase impossível não olhar pra você e dizer: “mas que m* de vida!”.

Desiludido com tudo, você se olha no espelho e pensa: “o que estou fazendo aqui?”. As lágrimas não rolam no rosto, apenas correm por dentro do peito e machucam a alma. Quem entenderia seu choro? Ou seria capaz de estender a mão, te abraçar e te acalmar?

Quando essa insatisfação com a vida parece transbordar, a comida perde o gosto, o sorriso falta no rosto e o desejo é afundar no mar do esquecimento, nenhuma palavra é realmente suficiente para renovar os ânimos. Eu diria apenas que a vida é mesmo assim… Mas ainda assim vale a pena aguentar firme. Os poucos momentos em que tudo funciona, em que você ama e é amado, justificam a experiência do existir.