Ano novo, vida velha?

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Acho que o mais tenho ouvido nesses dias é que o ano de 2016 foi horrível. E penso que é verdade. A lista de coisas ruins é imensa. Não faltam motivos pra dizer que 2016 foi um ano difícil. Mas quando olho pra traz, para o meu ano, para o ano de algumas pessoas queridas, tem uma coisa que percebo nitidamente: as coisas boas que aconteceram conosco foram resultado do nosso esforço, da nossa luta.
Sabe o que isso mostra? Não podemos deixar nossa vida nas mãos dos outros. Com fé, é preciso ir à luta.
O ano de 2016 termina, mas 2017 nada mais é que um ano que sucede 2016. Esse sentimento maravilhoso de acreditar que tudo pode ser melhor, é um sentimento que faz bem para o coração. Mas é também um sentimento que pode ir embora logo nas primeiras semanas de janeiro quando as primeiras notícias ruins aparecerem. Porque elas certamente estarão lá. A política não será muito diferente, os governantes podem até ter outras caras, mas as práticas serão muito semelhantes… As catástrofes naturais continuarão acontecendo, pessoas seguirão sendo injustiçadas… Enfim, esse é o mundo que vivemos.
Então o que eu quero dizer é algo muito simples: 2017 vai ser melhor na medida que nós formos melhores. Sua carreira, seus estudos, seu peso, seu relacionamento… Tudo pode mudar se você mudar.
Eu sempre repito que tem coisas que não controlamos, que não estão sob nosso domínio. Mas isso não pode nos deixar apáticos diante da vida. É fundamental ter noção da realidade, conhecer os limites, mas fazer a nossa parte. O que é responsabilidade minha, é minha… Não é de mais ninguém. Eu preciso fazer, eu preciso lugar, eu preciso melhorar.
Portanto, em 2017, não vamos ficar alienados do mundo, do que estiver acontecendo. Mas vamos também manter a fé e agir de forma melhor, sem deixar pra depois, sem esperar que os outros resolvam os nossos problemas. Vamos viver o melhor que pudermos viver!
Um abraço, um feliz 2017 pra você.
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O que há para comemorar no fim do ano?

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Fim de ano… Muita gente comemorando… Muitas festas… Tudo lindo! Mas não consigo ser contagiado. Até gostaria.

Este é um dos períodos mais dolorosos do ano. As contradições ficam ainda mais evidentes. As injustiças ficam diante de nossos olhos. E eu não consigo deixar de ver, de um lado, mesas fartas, e de outro, tanta gente sem ter nada pra comer.

E a questão não é só garantir um natal farto pra todo mundo. Não muda muita coisa ter um prato de comida agora e estar com fome no dia 2 de janeiro.

Essa sociedade desigual me entristece. Vejo gente viajando para a Europa, para os Estados, viagens de milhares de dólares… Mas, antes de entrarem num avião, essas mesmas pessoas demitiram funcionários, que vão começar o ano sem saber o que fazer.

Vejo gente entrando e saindo das lojas, comprando presentes e mais presentes, e outras tantas pessoas que sequer tem um chinelo pra calçar.

Isso tudo rouba o brilho do Natal. Torna o ano novo apenas mais um ano. Sim, porque viveremos mais do mesmo.

Sinceramente, eu não consigo ir numa loja e comprar um presente pra mim.

E aí você me diz: “Ah Ronaldo, mas sempre foi assim!! Eu concordo. E digo mais: não vai mudar. As desigualdades e injustiças vão continuar.

Mas meu recado hoje é simples: as coisas vão continuar sendo injustas. Mas você e eu podemos fazer alguma coisa pelas pessoas que dependem de nós ou que estão próximas de nós. A gente pode amar mais, dividir mais. Olhar mais pra o outro. Sermos menos egoístas. Isso não muda o mundo. Mas pode mudar o mundo de quem está próximo de nós. 

Educar filhos dá trabalho

A frase é clichê, mas é um fato. Educar filho é a tarefa mais difícil na vida da gente.

Se você ainda não tem filho, entenda uma coisa… Filho não é como comprar um carro novo ou uma casa nova. Educar filho exige mais que construir do zero uma carreira de sucesso.

Nada se assemelha a educar um filho. Nenhum patrão, nenhum colega, ninguém exige mais da gente que um filho. E se a gente não entende isso, a gente faz tudo errado.

Filho demanda tempo, dedicação, equilíbrio, bom senso. Com filho, a gente tem que ter mais que boas intenções. Tem que ter estratégia, conhecimento, preparo. Quem coloca uma criança no mundo e não se prepara para educá-la, compromete o futuro dessa pessoinha. E vai sofrer muitas decepções.

Sabe, quando se trata de educação dos filhos, fazendo tudo certo, ainda existe chance de dar errado.

Então, minha dica hoje é: pais, amem seus filhos. Mas entendam que amor bom é amor prático. Entendam que amar é educar de fato, educar com envolvimento, educar como parte do seu projeto de vida.