A quantidade de informações disponível ao público atualmente gera uma angústia constante: o que é, de fato, relevante? E problema vai para além disso. O que se publica, divulga etc. quase sempre é descartável.

É comum abrir as páginas dos jornais, folheá-las e ter a impressão que nada ali é interessante. Vale o mesmo para os telejornais, emissoras de rádio e sites na internet. A gente espia, ouve, assiste e “vai do nada para lugar nenhum”. Nada ali parece ser realmente significativo. Eu experimento essa angústia diária e, com frequência, chego à conclusão que boa parte dos noticiários são descartáveis. Não fazem diferença alguma se deixarem de existir.

Nos noticiários locais e regionais, a situação é ainda mais visível. Com exceção do noticiário policial (que não aprecio, mas chama a atenção de parte expressiva da população) e, vez ou outra, alguma polêmica política, o que existe de informação que vale a pena ser consumida? Quase nada!

Resultado da saturação? Em parte, sim. A pseudo necessidade de gerar muito conteúdo atualizado resulta numa espécie de esgotamento do público. Afinal, o que é novidade? O que é diferente? Mas existe um outro problema. Os veículos de comunicação têm levado pouco em consideração o desejo das pessoas. Oferta-se conteúdo, mas não se planeja o que será disponibilizado. A notícia então torna apenas mais um produto na prateleira, sem utilidade alguma.

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