Somos seres inacabados

Somos condicionados pelo meio em que estamos. Ninguém é totalmente livre. Nossos pensamentos e desejos não brotam livremente em nossa mente. Quando nos movemos para fazer algo que supostamente queremos, esse desejo é condicionado pela história – nossa família, religião, mídia.

Ninguém compra um roupa simplesmente porque quer aquela roupa. Ainda que de forma inconsciente, nosso gosto é condicionado. Vale o mesmo para as escolhas políticas, amizades etc.

O mestre Paulo Freire foi um dos pensadores que discutiu essa tese. E, por isso, apontava que todo professor/a deve considerar a história do aluno, pois ela afeta a aprendizagem.
Entretanto, Freire também dizia que somos seres inacabados.

O que isso significa? Que sempre há espaço em nós para aprendermos mais, ressignificarmos nossas ações, revermos hábitos e até formas de pensar. Em outras palavras, ninguém precisa ser para sempre a mesma pessoa. É possível crescer como humano.

E essa consciência de que somos seres inacabados (de que não sabemos tudo e de que não possuímos todas as verdades) pode motivar-nos à busca constante de conhecimento. Não sei música? Mas posso saber. Não sei pintar? Posso aprender. Não sei cuidar da terra? Ainda é possível descobrir seus segredos…

É na inconclusão do ser, que se sabe como tal, que se funda a educação como processo permanente. Mulheres e homens se tornaram educáveis na medida em que se reconheceram inacabados” (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia).

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