O que pensam homens e mulheres sobre suas carreiras e as tarefas domésticas?

O The Economist e o YouGov, uma empresa de pesquisa de mercado que atua em todo mundo, realizaram um estudo interessante no início deste ano. O objetivo era observar como homens e mulheres conseguem equilibrar carreira e família.

Que elas ganham menos, a gente já sabe. Também sabe que ocupam postos de trabalho considerados de menor importância. É fato que parte disso se deve a história: as mulheres chegaram ao mercado de trabalho formal no final do século XIX. Os aspectos culturais também influenciam muito. Porém, o fato de ficarem grávidas acaba penalizando-as. É uma espécie de “custo da maternidade”. Ou como classificou o The Economist, “pena da maternidade”. Afinal, as mulheres têm mais dificuldade para decolar na carreira após a terem filhos.

A pesquisa ainda procurou ouvir homens e mulheres sobre o que acontece depois da chegada dos filhos. E constatou-se que, na maioria dos países, elas fazem adequações no horário de trabalho, reduzem carga horária por causa das crianças – por outro lado, assumem mais tarefas domésticas e quase sempre são as principais cuidadoras dos filhos. Já os homens praticamente não têm suas rotinas profissionais alteradas.

Quando questionados sobre as tarefas domésticas e a chegada dos filhos, os homens quase sempre não notam que as responsabilidades delas aumentam. Detalhe, muitos deles ainda acham que dividem igualmente as tarefas. As respostas delas demostra claramente que há um descompasso na percepção da realidade do lar: as mulheres sustentam que são elas que precisam se adequar no emprego para dar conta das crianças e que seus parceiros não assumem igualmente o trabalho de casa.

Conforme as observações feitas durante a pesquisa, a Dinamarca é um dos poucos países no mundo que não penaliza as mulheres que têm filhos. Em virtude de suas políticas públicas, o sistema de atenção e cuidado às crianças é um dos melhores do planeta. Isso permite que pais e mães sigam com suas vidas profissionais normalmente.

Fica claro que é preciso avançar muito para equilibrar a relação entre homens e mulheres quando o assunto é mercado de trabalho. Entretanto, a desigualdade começa em casa. Poucos maridos parecem dispostos a mudar suas rotinas para também dar atenção às tarefas domésticas, aos filhos, permitindo que suas esposas tenham uma carreira profissional exitosa. Outros até percebem as injustiças que as afetam profissionalmente, mas preferem não se envolver. Afinal, eles não estão sendo prejudicados. Mudar esse cenário começa com muito diálogo, com conversas francas – preferencialmente, antes que o casal assuma o compromisso de morar junto. Os dois precisam estar comprometidos, serem efetivamente parceiros para lidarem com essa realidade dentro e fora de casa.

Ps. A fotografia apenas projeta uma cena pouco comum. 

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