Gastos com funcionalismo superam 50% da receita líquida dos Estados

Num ano eleitoral, você tem ideia do que compromete as contas públicas e impede que sejam feitos investimentos básicos – como, por exemplo, a manutenção de estradas ou a reforma de escolas?

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou os gastos dos estados com as folhas de pagamentos e também com os pagamentos das aposentadorias. Os números são assustadores. Quase todos os Estados brasileiros gastam mais da metade de toda a receita líquida com os servidores públicos ativos e inativos, os aposentados.

Esse assunto é sério demais. Mas quase ninguém se toca do problema. A população, de um modo geral, ignora o tamanho do problema. Os servidores públicos, do Executivo, Legislativo e Judiciário, precisam ser bem remunerados. Merecem se aposentar.

Porém, se não houver uma reforma administrativa severa, se o tamanho do funcionalismo não for revisto, se o sistema de aposentadoria dos servidores não passar por mudanças, não restará outra alternativa a não ser aumentar ainda mais os impostos sobre a população.

Hoje, já se gasta mais de 50% da receita líquida em 24 Estados. E com um volume desse de despesas com o funcionalismo, não sobra dinheiro pra mais nada.

Um estudo divulgado no final do ano passado mostrou que os investimentos públicos em obras pra população está caindo para o patamar dos anos 1990. Ainda em abril, o jornal O Estado de São Paulo mostrou que apenas 1,17% do PIB brasileiro foi aplicado em investimentos. Isso significa que, se nada for feito imediatamente, o futuro estará comprometido.

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