Joaquim Barbosa fará falta nas eleições

Eu queria que Joaquim Barbosa disputasse a presidência. Não por que votaria nele. Na verdade, depois de 20 anos sem votar, ainda estou em dúvida se, em outubro, escolherei alguém para o Planalto e para qualquer outro cargo. Contudo, o ex-ministro do Supremo, de alguma maneira, representava uma novidade na corrida eleitoral. E uma boa novidade. Penso que seria bom para o debate eleitoral. Uma opção diferente.

Joaquim Barbosa tem uma história bonita. História de luta pessoal, de muito esforço para chegar onde chegou. Também foi um excelente ministro do Supremo e manteve uma postura elogiável durante todo o processo do Mensalão no STF. A postura em favor dos mais pobres e das minorias também indicava que poderia ser um bom presidente da República.

Contudo, Joaquim disse ao Valor Econômico que prefere ficar de fora da briga eleitoral. Justificou que o sistema político está amarrado, que não privilegia a mudança e que não tem apego ao poder a ponto de aceitar fazer os jogos necessários para chegar à Presidência.

Sinceramente, entendo a escolha. Acho que é uma atitude coerente com a de todo cidadão que está bastante cansado das estruturas brasileiras e prefere não ser incomodado. Prefere não se expor para não se indispor. Trata-se da percepção de que o Brasil tem dono e qualquer um que tente fazer algo diferente do que tem sido feito não ficará ileso.

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