Ainda existem pessoas dispostas a fazer o bem

Enquanto me preparava para gravar o comentário de hoje na Band News, encontrei essa notícia:

Estudantes juntam dinheiro para presentear faxineiro com viagem de férias.

Desculpem-me, mas precisei abandonar qualquer outro assunto para compartilhar essa informação. E fiz isso porque me senti tocado.

Esse faxineiro não é brasileiro (mas isso não significa que o fato não poderia ter acontecido por aqui). Ele trabalha na Universidade de Bristol, no Reino Unido. Os alunos se mobilizaram e conseguiram cerca de 5 mil reais. A vaquinha teve como objetivo proporcionar uma viagem de férias a Jamaica.

O faxineiro trabalha há 12 anos cuidando da limpeza do prédio de Medicina da Universidade de Bristol. Ele tem familiares na Jamaica.

Os jovens estudantes se esforçaram para juntar o dinheiro, porque gostam desse homem.
Na surpresa que fizeram a ele, disseram:

– Ele é a pessoa mais alegre que conhecemos. Se você precisa de um motivo para ficar alegre, converse com ele dois minutos e você se sentirá bem.

Essa história me tocou, porque, hoje, pouca gente parece disposta a olhar para os outros – principalmente para as pessoas mais simples. Por vezes, ignoramos a pessoa que cuida do cafezinho da empresa, a zeladora do prédio, o porteiro e até quem mora do nosso lado…

Não sabemos quem é… Nem estamos dispostos a investir um tempinho em conhecer a pessoa. Às vezes, mal falamos um bom dia.

Por outro lado, também faltam pessoas com sorriso no rosto e com alegria de viver, vontade e motivação para contagiar com os outros.

A história envolvendo os estudantes britânicos e o faxineiro está cheia de lições. Mostra que pode haver humanidade nas pessoas… Tanto no faxineiro, que se alegra com o que faz e faz bem a quem cruza pelo caminho dele… Quanto nos estudantes, que não têm problema algum em conviverem com alguém mais simples e aprenderem com essa pessoa, se deixarem ser contagiados por seus sorrisos.

Ouça o podcast da Band News FM. 

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