O povo paulista será tonto se eleger Doria governador; mas e os outros que existem pelo Brasil afora?

João Doria foi eleito prefeito de São Paulo após prometer uma gestão eficaz. Ele seria o não político no comando da maior cidade do país.

Doria também assumiu vários compromissos. Inclusive que terminaria o mandato de prefeito, cumpriria os quatro anos à frente da prefeitura. Ainda sustentou que resolveria problemas históricos enfrentados pela população paulistana. Inclusive as filas de espera por consultas e exames médicos.

Quando assumiu, Doria fez do marketing seu principal aliado. Aos domingos, o então prefeito se travestia de servidor, construía calçadas, pintava muros… Criou vários programas que passavam a sensação de São Paulo estava acelerada.

Com 100 dias de mandato, João Doria já era visto por muita gente como alguém que poderia salvar as eleições presidenciais. Seria o nome certo para colocar o Brasil nos trilhos.

Mas aos poucos a imagem de Doria foi se deteriorando. O marketing político não conseguiu sustentar o que não passava disso: barulho.

Ainda assim, João Doria deixou a prefeitura e é pré-candidato ao governo de SP. Já é possível saber que boa parte das promessas que o ex-prefeito fez não foram cumpridas. Hoje, por exemplo, o noticiário mostra que o chamado Corujão da Saúde não reduziu o tempo de fila de espera de exames de saúde.

A prefeitura agora alega que o programa de João Doria tinha o objetivo de agendar os exames; não de realizá-los. Ou seja, o marketing era só fumaça.

E por que compartilho essas informações com você? Primeiro, porque o povo paulista será muito tonto se eleger João Doria governador.

Porém, pelo Brasil afora existem inúmeros outros políticos que têm a simpatia do eleitorado, mas não passam de produtos de marketing. No Paraná, a corrida pelo governo do Estado e Senado tem candidatos com grandes chances de serem eleitos, mas que não possuem histórico de realizações e, em alguns casos, passados bastante questionáveis.

A história se repete pelo Brasil afora. Inclusive na corrida presidencial.

Penso que já passou da hora de nós, eleitores, rompermos com a ingenuidade, abrirmos mão do encantamento e cobrarmos um currículo que garanta o mínimo de segurança de que o falatório poderá se concretizar em efetivas realizações em benefício de nossa gente.

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