Educar é impactar vidas

Às vezes me pego pensando: o que eu faço em sala de aula? Há 13 anos, sou professor. Escolhi ser professor. Me alegro por, hoje, me dedicar exclusivamente à educação. Mas ainda assim me questiono frequentemente: tenho feito a diferença na vida dos alunos?

Com certa frequência, recebo relatos e depoimentos, inclusive em comentários no Facebook, sobre o efeito que tive na vida de alguns alunos. Isso é simplesmente incrível. Gratificante.

E, sinceramente, acho que esse é o papel do educador: impactar a vida dos alunos. O conteúdo é relevante, necessário. Mas muito desse conteúdo é descartado. E descartável. Útil apenas até passar no vestibular.

Os professores, que apenas se voltaram para a transmissão de conteúdo em sala e não se preocuparam efetivamente com os alunos, serão tão ignorados quanto boa parte do que estava nos livros e apostilas.

Eu defendo que nós, professores, nos interessemos pelo aluno. Esse interesse tem que ser verdadeiro. Tem que estar em nossa alma. O aluno percebe quando a gente não se importa com ele. E devolve o mesmo desinteresse por nós e pelo que ensinamos.

É claro que existem alunos displicentes e até arrogantes. Contudo, em hipótese alguma o professor pode assumir o discurso de “eles não querem saber de nada”. Quando faz isso, o docente bloqueia a relação. Torna-se um mero repetidor de conteúdos. Aí, se a aula já é cansativa pela própria natureza do que é uma aula, fica maçante, insuportável e o aprendizado não se efetiva.

Temos que nos manter motivados (o que nem sempre é fácil, reconheço) para despertar no aluno o desejo de aprender. Fácil? Claro que não. Entretanto, se a gente desistir de tentar despertá-los, é melhor desistirmos de vez da profissão.

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