Facebook desativa páginas de fake news

O Facebook retirou do ar quase 200 páginas e 87 contas foram desativadas. Muitas delas estavam ligadas ao MBL, Movimento Brasil Livre.

Essas páginas saíram do ar porque, segundo o Facebook, tratava-se de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação. Ou seja, essas páginas espalhavam fake news.

Assim que li a notícia completa, comemorei. Comemorei porque as redes sociais têm servido de suporte para a divulgação de conteúdo duvidoso e muita gente tem formado opinião e até tomado decisões tendo como base mentiras espalhadas na internet.

Foi assim no Reino Unido, que culminou com a saída da União Europeia; foi assim com a eleição de Donald Trump, ele mesmo um especialista em mentiras no Twitter.

O MBL não gostou nenhum pouco da ação do Facebook. Alegou que se trata de censura. Vi várias pessoas comentando na rede e concordando com essa tese.

Não, gente, não se trata de censura.

Censura é um ato de repressão, de impedimento na divulgação de fatos concretos. Quando alguém tem uma informação e é proibida de divulgá-la, temos censura. Mentiras ou conteúdos duvidosos, se são impedidos de serem divulgados, o que temos efetivamente é prudência, cautela. Poderíamos até dizer que se trata de um ato ético, responsável.

Pense comigo: se você ouviu dizer algo ruim sobre uma pessoa, mas não tem certeza daquilo, qual é a atitude correta? Espalhar o que ouviu ou silenciar-se para não ser injusto?

Tirar do ar páginas que constantemente divulgavam notícias falsas é sim um ato de prudência, de respeito ao público, que nem sempre tem condições de checar a veracidade do conteúdo.

E, por fim, há um outro aspecto que o MBL e seus apoiadores parecem ignorar: o Facebook não é um órgão de comunicação, não é imprensa. O Facebook é um site que permite o relacionamento entre pessoas, e entre pessoas e empresas. O Facebook não produz conteúdo. O negócio do Facebook não é produção ou divulgação de notícias.

O Facebook não foi criado com o propósito de que as pessoas entrassem ali para consumir notícias. Isso a gente faz num site de notícias, ouvindo rádio, assistindo televisão… Então quando o relacionamento é prejudicado por conta do mau uso da rede, o Facebook tem todo direito de disciplinar o processo, de punir e até banir.

Ou seja, se pessoas ou alguns grupos usam esse espaço de forma questionável, inclusive por motivações políticas, a empresa pode e deve intervir a fim de assegurar que os usuários não sejam afetados negativamente e o negócio dela, da empresa, não seja prejudicado.

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