Falta formação política aos brasileiros

Estou desenvolvendo, neste semestre, com meus alunos de Jornalismo e Publicidade, da Faculdade Maringá, uma disciplina de formação política e social. O foco principal é analisar os movimentos da campanha presidencial e as propostas dos principais candidatos.

Os encontros semanais são bastante animados. Não faltam discussões.

Não é a primeira vez que desenvolvo esta proposta na faculdade, mas, semelhante a outras ocasiões, a experiência tem sido enriquecedora.

O difícil mesmo é ouvir alguns candidatos. Ao selecionar as entrevistas que muitos deles concedem aos principais meios de comunicação do país, a gente nota o quanto suas falas são vazias.

Como nosso objetivo em aula é analisar as propostas dos candidatos, temos nos surpreendido com a ausência de projetos coerentes com a realidade do Brasil. Com exceção de um ou dois candidatos, os demais falam apenas para agradar o público deles.

O tripé educação-saúde-segurança está presente na fala de todo mundo. Mas o que será feito nessas áreas, que ações serão implementadas, como será gasto o dinheiro? Ninguém sabe.

O que percebo a cada novo encontro com os alunos é o quanto nossa gente é carente de uma formação sólida para a compreensão dos temas políticos. Se as pessoas efetivamente analisassem o que os candidatos falam e separassem as propostas das frases de efeito, dos clichês e das discussões sobre temas relacionados aos costumes, provavelmente teríamos outros candidatos favoritos à vitória.

As questões que efetivamente farão diferença na vida da população estão ausentes nos discursos da maioria dos candidatos. Lamentável.