Quem são os nossos gurus?

Ninguém pensa sozinho. A gente pensa a partir de referências que construímos ao longo da vida. Costumo dizer, que todos temos nossos gurus. Podem ser nossos pais, amigos chegados, o padre, pastor, o blogueiro, o colunista de jornal… Também alguns pensadores, filósofos, profissionais bem sucedidos, e inclusive a Bíblia, o Alcorão…

O que a gente pensa e o que a gente diz nasce dessas referências. E nunca temos apenas uma. São variadas fontes de informações que ajudam a formar opiniões e práticas.

Ter referências é fundamental. Muita gente não tem pessoas específicas – às vezes, nem tem consciência de que seu saber é construído na relação com diferentes fontes. Mas ainda assim a pessoa se pauta no vídeo que circula pelo whatsapp, em podcasts variados, conteúdos que estão nas redes sociais…

Como ninguém escapa disso, é necessário ter consciência de quem são os nossos referenciais.

E mais que isso, escolher, conscientemente, os nossos gurus.

Quem não percebe que tudo que pensamos e praticamos é resultado de uma relação com saberes externos, que chegam até nós, quase sempre pensa mal. A qualidade das reflexões é duvidosa.

Hoje, as fontes de informação são inúmeras, variadas. E, com frequência, poucas são realmente dignas de credibilidade e possuem dados e análises coerentes, moderadas.

Por isso, temos a necessidade de filtrar. O que lemos? O que ouvimos? O que assistimos? Precisamos escolher as nossas referências.

Gosto da metáfora da alimentação: se a gente comer qualquer coisa, nossa saúde será afetada. É preciso manter uma dieta saudável. Vale o mesmo para os conteúdos que consumimos.

Nossos filhos parecem ser mais espertos que nós. Eles têm os youtubers da preferência deles, os autores e autoras que gostam… Muitos dos gurus de nossos filhos não são os melhores. Mas já perceberam que, nesse universo imenso de conteúdos disponíveis, é necessário seguir apenas alguns.

Em nossa suposta maturidade, é isso que precisamos: escolher bem os canais de informação que consumimos. Escolher, inclusive, com vertentes de pensamento diferentes e divergentes, porque isso ajuda na formação de uma opinião mais plural, reflexiva.

Temos que seguir gente inovadora, que seja capaz de problematizar o mundo presente e projetar o futuro.

Essas boas escolhas, devidamente filtradas, ajudam-nos a pensar melhor e a fazer melhor.

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