A educação é um direito de todos?

A constituição federal diz que a educação é um direito de todos. Crianças, adolescentes e jovens, pobres ou ricos, têm direito à educação.

A ideia de ser um direito parece ter tido um efeito bastante nocivo na visão que temos da educação.

De certo modo, parte significativa da população se relaciona com a educação de maneira passiva. Se é um direito, eu mereço ser educado. Ou seja, essa visão implica a obrigação de um terceiro fazer algo por nós. Alguém nos educa.

O problema é que essa visão transfere para o outro o dever de fazer com que o processo de educação dos nossos alunos seja bem sucedido.

E a dinâmica, na prática, é outra. A educação é algo que se conquista. É algo que o aluno faz por si mesmo. O professor, a escola, o Estado não podem fazer pelo aluno aquilo que é papel dele.

É dever do Estado (ou do dono da escola) assegurar a vaga, o funcionamento da escola, a estrutura física adequada, a presença do professor na escola; mas cabe ao aluno o dever de se abrir para o que é ensinado e buscar efetivamente a sua formação.

Esta deveria ser a compreensão de todos nós a respeito da educação. A educação não é algo que alguém faz por mim; é algo que eu faço por mim.

Quando a gente entende isso, muda toda a dinâmica. Muda, porque, se alguma coisa não está funcionando, a gente vai atrás. Cobramos, questionamos e, principalmente, entendemos que somos os protagonistas de nossa história – os responsáveis pelo sucesso de nossa formação.

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