Sobram opiniões sobre os outros; faltam a respeito de nós mesmos

Frequentemente, temos opiniões muito bem definidas sobre o que as outras pessoas deveriam mudar nelas.

A gente tem imagens bem formadas sobre como deveriam ser as atitudes, a maneira de falar, o jeito de responder… Qual seria a forma correta de agir com o chefe, de tratar os amigos, de se comportar com o namorado, marido, mulher etc.

Também temos opiniões definidas a respeito de como deveriam trabalhar, qual o comprometimento com os estudos, como se portarem nas redes sociais…

Curiosamente, pensamos saber tudo que as outras pessoas teriam que fazer para serem melhores, porém, pouco sabemos a respeito de nós mesmos.

Na verdade, quase sempre pensamos que nos conhecemos. E justamente por acharmos que conhecemos nossas virtudes e também as falhas que possuímos, a lista das coisas que deveríamos mudar em nós é bem restrita – às vezes, se resume em comer menos, fazer exercícios, viajar mais…

As mudanças que entendemos necessárias em nós nem de longe se assemelham às que projetamos para os outros.

Isso mostra como pervertermos e invertemos as prioridades. Deveríamos lembrar que ninguém muda ninguém. Só podemos mudar a nós mesmos. Mas, para isso, o primeiro passo é olhar menos para o outro e voltarmos os olhos para descobrir quem de fato somos, quais nossas potencialidades e o que precisamos modificar para nos tornarmos o tipo de pessoa que achamos que os outros deveriam ser.

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O conhecimento é resultado do esforço individual

A gente vive numa sociedade em que o dinheiro pode comprar tudo, exceto o conhecimento. É fato que o dinheiro pode até assegurar o acesso às melhores escolas, universidades e cursos. Porém, o saber adquirido é resultado do esforço individual.

Posso ter os melhores professores do planeta. Contudo, nunca serão capazes de transferir para mim o que eles sabem. Sou eu, e apenas eu, que posso adquirir o conhecimento. Para isso, preciso querer, desejar, me abrir e me empenhar em aprender.

Isso evidencia que o conhecimento é uma riqueza de outra natureza. Não se compra com dinheiro. Adquire-se por meio de uma atitude pessoal, individual! Não dá para transferir essa tarefa para um terceiro.

O conhecimento é fruto exclusivo de um esforço meu e de uma paixão que não se esgota.

E a paixão é necessária para o mover-se em direção ao saber. Porque o processo é desestabilizador, desgastante e requer uma energia que nem mesmo o trabalho demanda.

Só dá conta de acessar o conhecimento quem encontra prazer no mundo do saber. Quem compreende que esta é a maior riqueza humana, aquela que ninguém pode tirar.

Sabe o que é mais incrível? O conhecimento é o único patrimônio que, quanto mais é dividido, mais cresce. Eu não empobreço quando ensino. Eu enriqueço junto com quem aprende comigo. E o mundo se torna um lugar melhor para viver.